{"id":2424,"date":"2020-12-06T20:27:13","date_gmt":"2020-12-06T20:27:13","guid":{"rendered":"http:\/\/aep61-74.org\/?p=2424"},"modified":"2021-02-05T12:14:25","modified_gmt":"2021-02-05T12:14:25","slug":"tribuna-sf-cartas-e-malabarismos-de-promitentes-informadores","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/2020\/12\/06\/tribuna-sf-cartas-e-malabarismos-de-promitentes-informadores\/","title":{"rendered":"TRIBUNA SF |Cartas e malabarismos de promitentes informadores"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Candidatos a informadores da PIDE em Portugal durante a ditadura <\/h4>\n\n\n\n<p>por <strong>Irene Pimentel<\/strong>, historiadora | <em>Editado CR-SF, t\u00edtulo e subt\u00edtulos<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo dos anos, v\u00e1rias pessoas tentaram ser informadores da PIDE\/DGS, que, por\u00e9m, nem sempre aceitou essas candidaturas. Numa carta enviada \u00e0 ent\u00e3o PVDE, em 1945, um propriet\u00e1rio, residente em Olivais-Coimbra, ofereceu-se para ser \u00abprest\u00e1vel \u00e0 na\u00e7\u00e3o\u00bb, \u00absem qualquer disp\u00eandio \u00e0 fazenda nacional\u00bb, simplesmente para estar ocupado, pois aborrecia-se em casa. A PVDE de Coimbra informou, por\u00e9m, em 26 de Fevereiro, que a \u00abparte moral\u00bb desse indiv\u00edduo era \u00abp\u00e9ssima\u00bb e que ele tinha sido ouvido a murmurar contra a situa\u00e7\u00e3o, pelo que n\u00e3o merecia confian\u00e7a. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Ex-padre de 72 anos<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Anos, mais tarde, em Fevereiro de 1960, um \u00abex-padre de 72 anos, que abandonou por falta de voca\u00e7\u00e3o sacerd\u00f3cio\u00bb e era ent\u00e3o apontador de obras ao servi\u00e7o no Comissariado do Desemprego, com subs\u00eddio mensal de 480$00, disse, junto do minist\u00e9rio do Interior, estar \u00abdisposto a cooperar com a PIDE\u00bb, mas n\u00e3o foi aceite, devido \u00e0 avan\u00e7ada idade e ao pouco interesse que representava. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">To be or not to be<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>No ano seguinte, um indiv\u00edduo com 25 anos, de Torres Novas, escreveu ao Presidente da Rep\u00fablica e ao minist\u00e9rio do Interior a queixar-se de ser desprezado pelos conterr\u00e2neos, por querer defender a na\u00e7\u00e3o, tendo todos deixado de lhe falar e os patr\u00f5es de lhe dar trabalho, ao saberem que \u00abtratava de assuntos de querer defender o Estado\u00bb. Acrescentou ainda que havia, na sua regi\u00e3o, muitos comunistas, aos quais os patr\u00f5es \u00abfaziam o jeito\u00bb, enquanto, por seu turno, as pessoas da situa\u00e7\u00e3o achavam estranho que nada recebesse, em troca dos servi\u00e7os prestados \u00e0 PIDE Houve que se diziam informadores da PIDE sem o serem. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Homero, o director<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Por isso, em 12 de Mar\u00e7o de 1962, o director da PIDE, Homero de Matos informou o minist\u00e9rio do Interior, de que muitos indiv\u00edduos eram \u00abapodados de informadores desta pol\u00edcia sem que na verdade a ela prestem qualquer colabora\u00e7\u00e3o\u00bb. Acrescentou que qualquer indiv\u00edduo conhecido ou apontado como tal, deixava de \u00abreunir condi\u00e7\u00f5es de poder ser aproveitado para colaborador\u00bb da PIDE. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">O desmascarado<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Dois dias depois, esta pol\u00edcia recusou os pr\u00e9stimos de um informador, que n\u00e3o guardava \u00aba conveni\u00eancia de se n\u00e3o desmascarar perante o inimigo\u00bb e \u00abmostrava-se na presen\u00e7a de outros, como disse, elemento afecto ao Estado\u00bb.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Servir Deus e a P\u00e1tria<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Outro indiv\u00edduo tamb\u00e9m foi recusado como informador, por n\u00e3o estar relacionado, com os meios oposicionistas e um padre, de Barcelos, que queria, ao mesmo tempo, servir Deus e a P\u00e1tria e pedira para ingressar na PIDE, sem preju\u00edzo das suas \u00abobriga\u00e7\u00f5es de cl\u00e9rigo\u00bb, tamb\u00e9m n\u00e3o foi aceite por ser demasiado novo e ter \u00abtemperamento arrebatado\u00bb. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Legion\u00e1rios informadores<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Em Abril de 1963, a PIDE respondeu ao minist\u00e9rio do Interior acerca de tr\u00eas trabalhadores desempregados de Aljustrel, \u00absimpatizantes das institui\u00e7\u00f5es\u00bb, que se haviam candidatado a servir essa pol\u00edcia, considerando que eles n\u00e3o eram \u00fateis, por serem considerados, \u00abno meio oposicionista, como informadores desta Policia, pelo facto de serem legion\u00e1rios\u00bb.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">O inspector n\u00e3o gosta de mim<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Em Junho, outro indiv\u00edduo de Lomba\/Amarante escreveu, de novo, ao Presidente da Rep\u00fablica e ao minist\u00e9rio do Interior, a oferecer-se como informador da PIDE, esclarecendo que j\u00e1 prestava informa\u00e7\u00f5es ao inspector Manuel Figueiredo do Porto, o qual, por\u00e9m, n\u00e3o gostava dele. O chefe de gabinete do minist\u00e9rio do Interior, Ant\u00f3nio Paisana, informou a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica que aquele indiv\u00edduo n\u00e3o oferecia qualquer interesse, pois era do tipo de colaboradores que pretendiam apenas exibir o crachat da pol\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"> O cart\u00e3o da autoridade<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Este n\u00e3o foi, por\u00e9m, caso \u00fanico, como se pode ver por uma carta da PIDE, em 7 de Outubro, a denunciar \u00abmais um dos que pretendem um cart\u00e3o de autoridade, para exibi\u00e7\u00e3o e actua\u00e7\u00e3o, o que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel atender, n\u00e3o s\u00f3 por ser ilegal como pelos inconvenientes que disso poderiam resultar\u00bb. Dias antes, a PIDE queixara-se \u00e0 tutela de que um oper\u00e1rio que pedira para ser \u201ccolaborador\u201d dessa pol\u00edcia, at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o prestara qualquer informa\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Candidato a &#8220;bufo&#8221;<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>A outra pessoa, de Santiago do Cac\u00e9m, a PIDE tamb\u00e9m respondeu que n\u00e3o servia para informador. A mesma decis\u00e3o tamb\u00e9m foi tomada relativamente a um candidato a \u201cbufo\u201d, da Caixa Geral de Dep\u00f3sito de Vila de Frades, e a um morador em Caxias, que tinha escrito a Salazar, dizendo que se poderia infiltrar no PCP. Acerca deste caso, a PIDE informou que a t\u00e9cnica \u00abde penetra\u00e7\u00e3o\u00bb no PCP era diferente da que ele \u00abingenuamente\u00bb imaginava, pelo que n\u00e3o oferecia possibilidade de qualquer colabora\u00e7\u00e3o \u00fatil. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Geografia (incompleta) da dela\u00e7\u00e3o<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>No seu arquivo, a PIDE guardou, numa pasta, diversos cartas e postais, a maioria de autoria an\u00f3nima, enviados aos v\u00e1rios minist\u00e9rios, \u00e0 Presid\u00eancia do Conselho e ao Chefe do Estado, e depois remetidas para essa pol\u00edcia, a oferecerem-se para colaboradores e informadores dessa pol\u00edcia. Entre os locais de origem das cartas contaram-se, em 1965, o Fund\u00e3o, Barreiro, Sesimbra, Cova da Piedade, Almada, Castelo Branco, Vila Franca de Xira, Cabeceiras de Basto, Macieira de Lixa, Lisboa, Lousada-R\u00e9gua, Funchal e Marco de Canavezes. Desta localidade, refira-se tamb\u00e9m, entre as v\u00e1rias cartas enviadas ao minist\u00e9rio do Interior, uma, de 1 de Julho de 1965, de um indiv\u00edduo \u00abpobre mas sincero\u00bb, dirigida inicialmente ao Presidente da Rep\u00fablica, a pedir \u00abum cart\u00e3o da PIDE para prender aqueles que falam contra o governo\u00bb.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">O guarda-livros de Torres Novas<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Em Janeiro desse ano, um ajudante de guarda-livros de Torres Novas, com a 4.\u00aa classe, escreveu ao minist\u00e9rio do Interior a dizer que gostava muito de fazer parte \u00abdas autoridades da PIDE\u00bb, embora pedisse para a resposta n\u00e3o ser remetida por essa pol\u00edcia, pois ali todos o conheciam e tinham \u00abuma raiva enorme a esta autoridade e \u00e0 nossa Constitui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, e assim passava despercebido\u00bb. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">O casal de Vila Real de Santo Ant\u00f3nio<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Em Mar\u00e7o, um jovem casal de Vila Real de Santo Ant\u00f3nio, cuja mulher era professora do ensino prim\u00e1rio oficial, pediu \u00abmui respeitosamente\u00bb, ao ministro, para os dois serem admitidos como informadores da PIDE, pois que o seu maior desejo era colaborarem \u00abpara a defesa do Estado Novo\u00bb. Dado que a PIDE nada apurou em desabono dos dois, \u00e9 poss\u00edvel que tenham sido recrutados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">O legion\u00e1rio de Cardal do Douro<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Outros dois jovens, respectivamente de 18 e 23 anos, trabalhadores das OGMA, em Alverca, escreveram ao mesmo minist\u00e9rio a dizer que gostavam de ser \u00abinformadores civis\u00bb da PIDE, relativamente a \u00abcasos pol\u00edticos\u00bb. De novo, esta pol\u00edcia considerou que nada constava em seu desabono. A mesma resposta foi dada pela PIDE a um pedido de um \u00ablegion\u00e1rio\u00bb de Cardal do Douro, que, em Julho, \u00abvinha continuar a oferecer\u00bb os seus servi\u00e7os e pedir o favor de ser auxiliado, pois tinha sido \u00abmuito perseguido pelos contr\u00e1rios\u00bb, que o estavam a prejudicar e s\u00f3 n\u00e3o o tinham \u00abliquidado, por medo\u00bb.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">O candidato do sanat\u00f3rio<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Em Dezembro de 1965, a PIDE respondeu negativamente a um desempregado, internado, com silicose, no sanat\u00f3rio da Guarda, o qual pedira, numa carta muito mal escrita, para \u00abser um informador para a guarda Pide para ver se ao menos ganhava para comprar uma foga\u00e7a e p\u00e3o\u00bb (sic). <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">O falso-amigo dos emigrantes<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>No ano seguinte, um oper\u00e1rio da Base A\u00e9rea de Alverca escreveu ao Presidente da Rep\u00fablica, Am\u00e9rico Tom\u00e1s, a oferecer-se para a PIDE ou para trabalhar a Companhia de Lapida\u00e7\u00e3o de Diamantes de Angola. Dois anos depois, um detido em Cantanhede declarou, em carta ao minist\u00e9rio do Interior, j\u00e1 ter prestado colabora\u00e7\u00e3o \u00e0 PIDE, mas esta negou o facto, pois que se tratava de um delinquente, v\u00e1rias vezes preso, que inclusive tinha recebido indevidamente dinheiro de emigrantes invocando, para tal fim, a falsa qualidade de agente dessa pol\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">O oper\u00e1rio do Amon\u00edaco<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Outro indiv\u00edduo, de Estarreja, escreveu, em 1967, ao ministro do Interior, a dizer que era membro da UN e informador da PIDE e, por isso, alvo de mal-intencionados dessa vila, pelo que pedia para ingressar como \u00abauxiliar e vigilante na PIDE\u00bb. Sobre este indiv\u00edduo, que tinha escrito, cinco anos antes, a pedir a interven\u00e7\u00e3o da PIDE, em Estarreja, onde haveria \u00abuma grande rede comunista\u00bb, esta pol\u00edcia informou a tutela que ele apenas era filiado na UN e um modesto oper\u00e1rio do Amon\u00edaco Portugu\u00eas, que, em tempos, sofrera uma pancada na cabe\u00e7a, que lhe provocara \u00abperturba\u00e7\u00f5es mentais\u00bb. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Os 36 anos sem receitas<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Quase \u00e0 beira do 25 de Abril de 1974, dois desempregados pediram ao ministro do Interior, que olhasse por eles. O primeiro disse ter passado \u00ab36 anos na vida de informa\u00e7\u00f5es e sem nunca receber qualquer receita do Estado\u00bb, enquanto o outro, de Lousada-Godim-R\u00e9gua ofereceu-se para ingressar na DGS, mas esta respondeu que n\u00e3o oferecia \u00abcondi\u00e7\u00f5es a esta Pol\u00edcia com vista a qualquer colabora\u00e7\u00e3o remunerada\u00bb. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">O padre de Chaves<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s 25 de Abril de 1974, os jornais denunciaram diversos indiv\u00edduos que se tinham oferecido para colaborar com a PIDE\/DGS, sem serem aceites por esta pol\u00edcia. Dois dos casos foram, por exemplo, o de um elemento da Direc\u00e7\u00e3o Geral do Servi\u00e7os Pecu\u00e1rios, e de um comerciante de Felgueiras. Entre outros candidatos a informadores da PIDE\/DGS, cujas idades oscilaram entre os 32 e os 59 anos, contaram-se ainda um padre de Chaves, que se prop\u00f4s denunciar emigrantes clandestinos, um jornaleiro de Amarante, um caixeiro-viajante do Porto, que se ofereceu em 1963, e um oficial de dilig\u00eancias do tribunal de Vila do Conde, que se prop\u00f4s trabalhar para a PIDE\/DGS em 1969.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Caracteriza\u00e7\u00e3o dos informadores<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Atrav\u00e9s de uma recolha feita na imprensa portuguesa nos meses ap\u00f3s o 25 de Abril de 1974, sobre os informadores da DGS presos, recolheu-se um pequen\u00edssimo universo de 361 elementos, dos quais 8 mulheres. <\/p>\n\n\n\n<p>Idade dos informadores<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Idades Indiv\u00edduos<\/li><li>Entre os 20 e 30 anos 21 <\/li><li>Entre os 31 e 40 anos 34<\/li><li>Entre os 41 e 50 anos 50<\/li><li>Entre os 51 e 60 anos 43<\/li><li>Entre os 61 e 75 anos 28<\/li><li>Total 176<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Naturalidade dos informadores<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Minho 16<\/li><li>Tr\u00e1s-os-Montes 2<\/li><li>Douro litoral 37<\/li><li>Beira Alta 3<\/li><li>Beira Baixa 9<\/li><li>Beira Litoral 61<\/li><li>Estremadura 83<\/li><li>Ribatejo 7<\/li><li>Alto Alentejo 4<\/li><li>Baixo Alentejo 1<\/li><li>Algarve 4<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Algumas profiss\u00f5es de informadores<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Comerciantes 4<\/li><li>Ajudantes e aprendizes 4<\/li><li>Vendedores de autom\u00f3veis 4<\/li><li>Cont\u00ednuos e porteiros 5<\/li><li>Outros (empregados com\u00e9rcio) 5<\/li><li>Chefes de sec\u00e7\u00e3o, servi\u00e7o, oficina 7<\/li><li>Oper\u00e1rios n\u00e3o especializados 7<\/li><li>Professores do secund\u00e1rio e universit\u00e1rio 8<\/li><li>Padres 8Administradores de empresas 8<\/li><li>Soldados, cabos e sargentos das FA 9<\/li><li>Estudantes 9<\/li><li>M\u00e9dicos, advogados, engenheiros 10<\/li><li>Guardas, fiscais e agentes da pol\u00edcia 11<\/li><li>Oficiais superiores das FA 12<\/li><li>Funcion\u00e1rios transportes p\u00fablico 13<\/li><li>Oper\u00e1rios especializados 15<\/li><li>Funcion\u00e1rios CTT e TLP 16<\/li><li>Funcion\u00e1rios p\u00fablicos m\u00e9dios 26<\/li><li>Empregados com\u00e9rcio, escrit\u00f3rio e banc\u00e1rios 35<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Fontes<\/h3>\n\n\n\n<ul><li>Arquivo do Minist\u00e9rio da Administra\u00e7\u00e3o Interna Gabinete do ministro<\/li><li>Arquivo do minist\u00e9rio do Interior no ANTT, Gabinete do ministro, ma\u00e7o 535, caixa 93<\/li><li>Arquivo da PIDE\/DGS no ANTT, <\/li><li>Di\u00e1rio de Not\u00edcias, de 22\/5\/1975Jornal de Noticias, 17\/12\/74, 22\/12, 8\/3\/75, 5\/4, 12\/4, 17\/5 e 19\/5\/75<\/li><li>Di\u00e1rio Popular, 18\/6\/74, 26\/4\/78, p. 11, 15\/5\/75, 26\/7\/75, 8\/1, 20\/7\/75, 20\/2\/75, 1\/3\/75, 30\/10\/74, 19\/3\/75, 24\/3\/75, 20\/3\/75, 15\/3\/75, 9\/4\/75, 12\/4\/75, 16\/4\/75 e 5\/6\/75; <\/li><li>O Di\u00e1rio, 25\/11\/78 e 1\/8\/79; A Luta, 13\/5\/77 e 28\/10\/77; O S\u00e9culo, 10\/9\/74; Di\u00e1rio de Lisboa, 10\/2\/77.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><em>Irene Pimentel, transposi\u00e7\u00e3o autorizada pela autora | 6 de dezembro 2020<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Foto Destaque Marinha e Ex\u00e9rcito junto \u00e0 sede da PIDE\/DGS. \u00a9 Foto de E. Gageiro.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Candidatos a informadores da PIDE em Portugal durante a ditadura por Irene Pimentel, historiadora |&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2426,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[121],"tags":[124,123],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/pide.png",581,386,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/pide-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/pide-300x199.png",300,199,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/pide.png",581,386,false],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/pide.png",581,386,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/pide.png",581,386,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/pide.png",581,386,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/pide.png",581,386,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/pide.png",581,386,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/pide.png",581,386,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/pide.png",512,340,false],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/pide.png",376,250,false]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/causas\/tribuna\/\" rel=\"category tag\">TRIBUNA<\/a>","tag_info":"TRIBUNA","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2424"}],"collection":[{"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2424"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2424\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2427,"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2424\/revisions\/2427"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2426"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2424"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2424"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2424"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}