{"id":3695,"date":"2021-07-10T17:09:07","date_gmt":"2021-07-10T17:09:07","guid":{"rendered":"http:\/\/aep61-74.org\/?p=3695"},"modified":"2021-10-05T12:05:42","modified_gmt":"2021-10-05T12:05:42","slug":"o-teatro-como-testemunho-das-migracoes-portuguesas-12","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/2021\/07\/10\/o-teatro-como-testemunho-das-migracoes-portuguesas-12\/","title":{"rendered":"O TEATRO COMO TESTEMUNHO DAS MIGRA\u00c7\u00d5ES PORTUGUESAS (12)"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>ABORDAGENS E EXPERI\u00caNCIAS ATUAIS<\/strong> | O Teatro e o combate \u00e0 extrema-direita (12)<\/p>\n\n\n\n<p>Damos in\u00edcio ao terceiro cap\u00edtulo do DOSSI\u00ca sobre Teatro de Interven\u00e7\u00e3o, depois de um primeiro enquadramento hist\u00f3rico e de um percurso por experi\u00eancias concretas que serviram para ilustrar a abordagem pr\u00e1tica que foi realizada em v\u00e1rios pa\u00edses de emigra\u00e7\u00e3o antes do 25 de abril. Encetamos agora <strong>um painel de abordagens atuais <\/strong>come\u00e7ando por uma sistematiza\u00e7\u00e3o que <strong><a href=\"https:\/\/agenteanorte.com\/agencia\/ricardo-correia\/\">Ricardo Correia<\/a> <\/strong>nos organizou da pe\u00e7a de teatro  <em>Ex\u00edlio(s) 61-74<\/em> e da experi\u00eancia in\u00e9dita da sua leitura online. Opt\u00e1mos por dividir a publica\u00e7\u00e3o desta pe\u00e7a escrita em 3 partes, sendo certo que no final do dossi\u00ea publicaremos todos os artigos que foram fragmentados, para facilitar a leitura online, na sua vers\u00e3o integral. Editado por Carlos Ribeiro | Sem Fronteiras<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">de Ricardo Correia<\/h3>\n\n\n\n<p>O TEATRO COMO TESTEMUNHO DAS MIGRA\u00c7\u00d5ES PORTUGUESAS &#8211; EX\u00cdLIO(S) 61-74 (12)<\/p>\n\n\n\n<p><em>Ricardo Correia | Foto \u00a9 Agente a Norte<\/em><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cover alignwide has-background-dim-20 has-background-dim is-position-center-center\" style=\"min-height:375px\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"909\" height=\"480\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-3696\" alt=\"\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/ricardo-correria.png\" style=\"object-position:40% 26%\" data-object-fit=\"cover\" data-object-position=\"40% 26%\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/ricardo-correria.png 909w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/ricardo-correria-300x158.png 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/ricardo-correria-768x406.png 768w\" sizes=\"(max-width: 909px) 100vw, 909px\" \/><div class=\"wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-center has-text-color\" style=\"color:#fffffa;font-size:74px;line-height:1.1\"><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><em>\u201cA hist\u00f3ria \u00e9 como um mito, como um espelho onde se pode ler aquilo que foi o passado e aquilo que nos espera\u201d Eduardo Louren\u00e7o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2017 escrevi a pe\u00e7a de teatro <em>Ex\u00edlio(s) 61 -74<\/em>, estreada numa produ\u00e7\u00e3o da Casa da Esquina, estrutura de cria\u00e7\u00e3o e programa\u00e7\u00e3o sedeada em Coimbra, que dirijo artisticamente desde 2008. Para a constru\u00e7\u00e3o dessa pe\u00e7a recolhemos testemunhos de quem tinha sa\u00eddo de Portugal entre 1961 a 1974 como: Emigrante, Desertor, Refugiado, Refrat\u00e1rio, Exilado. E deparamo-nos com um caminho que nos levou a investigar a fuga como um gesto de protesto e de recusa \u00e0 Guerra Colonial e ao Fascismo. Um mecanismo de luta, portanto. Tal como a pe\u00e7a <em>Os Hor\u00e1cios e Curi\u00e1cios<\/em> de Bertolt Brecht, a fuga como uma estrat\u00e9gia para ganhar f\u00f4lego e cansar o inimigo.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esta pe\u00e7a tent\u00e1mos reconstruir essa mem\u00f3ria e os seus mecanismos para compreender o presente, os v\u00e1rios ciclos de migra\u00e7\u00f5es portuguesas. Mas esta pe\u00e7a s\u00f3 chegou num segundo momento, para falar dela, tenho de recuar uns anos a uma pe\u00e7a que documenta uma migra\u00e7\u00e3o portuguesa mais recente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">1| ORIGEM<\/h2>\n\n\n\n<p>Para mim tudo come\u00e7ou com a pe\u00e7a <em>O Meu Pa\u00eds \u00e9 o Que O Mar N\u00e3o Quer<\/em> que nasceu da minha estadia em Londres em 2013. A constru\u00e7\u00e3o partiu do meu relato autobiogr\u00e1fico, como testemunha dessa vaga de emigra\u00e7\u00e3o qualificada entre 2011-2015, recorrendo aos testemunhos de emigrantes qualificados, bem como a documentos (fotos, emails, estat\u00edsticas, cartas, not\u00edcias de jornais, etc.) e evid\u00eancias desse acontecimento.&nbsp; Nesta pe\u00e7a \/ espet\u00e1culo (designo-a assim pois no meu caso escrevo \u2013 quase &#8211; sempre para um espet\u00e1culo que vou levar \u00e0 cena, i.e., a escrita e a cena nascem e crescem, quase sempre, de m\u00e3os dadas) desenvolvi uma investiga\u00e7\u00e3o sobre as raz\u00f5es da sa\u00edda de Portugal da minha gera\u00e7\u00e3o. Foram os anos sombrios e austeros da <em>Troika<\/em> em Portugal. Eu sa\u00ed como muitos outros, mas n\u00e3o tinha desistido de Portugal. Procurei compreender quais os mecanismos para lutar l\u00e1 fora sem me desligar do meu Pa\u00eds de origem. Era uma pe\u00e7a \/ espet\u00e1culo sobre a hist\u00f3ria de uma gera\u00e7\u00e3o que se perguntava se devia mudar o pa\u00eds ou mudar de pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><em>O Meu Pa\u00eds \u00e9 o Que O Mar N\u00e3o Quer<\/em> | Ricardo Correia<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"O MEU PA\u00cdS \u00c9 O QUE O MAR N\u00c3O QUER\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/jftShRlTXLI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Mas esta quest\u00e3o n\u00e3o era nova para os portugueses. O Salto portugu\u00eas nos anos 60\/70 estava bem documentado (sobretudo o econ\u00f3mico). E confirmei, no espet\u00e1culo <em>O Meu pa\u00eds \u00e9 o Que o Mar N\u00e3o Quer<\/em>, que essa foi uma realidade muito dura para os portugueses. Durante esse espet\u00e1culo, numa das cenas perguntava diretamente ao p\u00fablico: Algu\u00e9m passou pela experi\u00eancia da emigra\u00e7\u00e3o? Que raz\u00f5es o levou a sair do pa\u00eds? &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ouvia as diferentes respostas e depois convidava duas pessoas a subir a palco para contar a sua hist\u00f3ria. Todos os espet\u00e1culos tivemos pessoas que tinham passado pela essa experi\u00eancia (muitos devido \u00e0 austeridade nos anos da TROIKA entre 2011-2015 e outros sa\u00eddos nos anos 60 por motivos econ\u00f3micos e alguns por motivos pol\u00edticos).<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a digress\u00e3o <em>O Meu pa\u00eds \u00e9 o Que o Mar N\u00e3o Quer <\/em>em Lisboa no Teatro Meridional, duas pessoas, entre outras, levantaram o bra\u00e7o. Eram o Rui Horta (Core\u00f3grafo e programador) e a Eug\u00e9nia Vasques (Docente e investigadora teatral). Duas pessoas que muito admiro. Convidei-os para o palco. Ambos me contaram a sua experi\u00eancia. O Rui contou a sua passagem por Nova Iorque, onde criou atrav\u00e9s da sua resid\u00eancia uma plataforma de circula\u00e7\u00e3o de criadores portugueses. A Eug\u00e9nia, (minha professora na Escola Superior de Teatro e Cinema) contou-me da sua fuga para Paris, com o namorado em 69, consequ\u00eancia das a\u00e7\u00f5es na crise acad\u00e9mica em Coimbra. Foi neste momento que decidi investigar essa mem\u00f3ria, esse ciclo migrat\u00f3rio, para saber quem somos, como chegamos at\u00e9 aqui e como isso influencia o que ainda poderemos vir a ser.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery alignwide columns-2 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"691\" height=\"480\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/ruih.png\" alt=\"\" data-id=\"3697\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/ruih.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3697\" class=\"wp-image-3697\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/ruih.png 691w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/ruih-300x208.png 300w\" sizes=\"(max-width: 691px) 100vw, 691px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Rui Horta, foto \u00a9 TNDMII<\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"497\" height=\"352\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/eugenia-vasques.png\" alt=\"\" data-id=\"3698\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/eugenia-vasques.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3698\" class=\"wp-image-3698\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/eugenia-vasques.png 497w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/eugenia-vasques-300x212.png 300w\" sizes=\"(max-width: 497px) 100vw, 497px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Eug\u00e9nia Vasques, foto \u00a9 youtube<\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>As duas pe\u00e7as convocam dois momentos diferentes um entre 2011 e 2015 em que viv\u00edamos numa Democracia, mas muito condicionada pelos ditames financeiros impostos aos pa\u00edses do sul da Europa, e outro momento anterior, que durou o per\u00edodo da Guerra Colonial portuguesa de 1961 a 1974 em plena ditadura. O dramaturgo e encenador H\u00e9lder Costa um dos entrevistados para a pe\u00e7a <em>Ex\u00edlio(s) 61 -74 <\/em>sintetizou as nossas diferentes migra\u00e7\u00f5es: \u201ceu n\u00e3o estive exilado, eu obedeci ao programa Erasmus Salazar. Olha, e a tua gera\u00e7\u00e3o foi no programa Erasmus Passos.\u201d (2019, p.116)<\/p>\n\n\n\n<p>Estas pe\u00e7as-documentos podem-se enquadrar na denominada dramaturgia do real. Obviamente que, em tempos conturbados, onde a dissemina\u00e7\u00e3o de <em>fake news,<\/em> factos alternativos, ficcionados, leva ao ressurgir de um olhar sobre o teatro documental devido \u00e0 necessidade de nos agarrar aos factos, evid\u00eancias num mundo global e de incertezas, tal como refere a investigadora teatral, Carol Martin, em <em>Dramaturgy of the Real in the World Stage<\/em>:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>It\u00b4s no accident that this kind of theatre [documentary theatre] has reemerged during a period of international crises of war, religion, government, truth, and information. Governments `spins\u00b4 the facts in order to tell stories. Theatre spins them right back in order to tell different stories. (2010, p. 23).<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Em ambas recorri \u00e0 ideia do arquivo como um gesto; a recolha de testemunhos e uso da hist\u00f3ria subjetiva como contraponto \u00e0 Hist\u00f3ria oficial e ao ator como fiel deposit\u00e1rio das mem\u00f3rias de outros. Ao usar testemunhos procurava criar uma mir\u00edade de pontos de vista, alguns conflituantes, sobre temas transgeracionais que marcam a identidade portuguesa e ao analisar os movimentos hist\u00f3ricos dessas tem\u00e1ticas questionar como o passado podia, ou n\u00e3o, influenciar o nosso futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Como ponto de partida de <em>Ex\u00edlio(s) 61 -74 <\/em>lidei com as seguintes quest\u00f5es: <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background\">O que leva a algu\u00e9m sair do seu Pa\u00eds? <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background\">Como se luta l\u00e1 fora quando n\u00e3o nos deixam viver no nosso Pa\u00eds? <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background\">Como se pode perdoar a quem nos deixou sem outra sa\u00edda? <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background\">Qual a raz\u00e3o de n\u00e3o falarmos abertamente da recusa \u00e0 Guerra Colonial? <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background\">Porque \u00e9 que enterramos a mem\u00f3ria no cimento armado dos condom\u00ednios privados ou futuros hot\u00e9is em antigas pris\u00f5es pol\u00edticas?<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">2| O PROCESSO DE CRIA\u00c7\u00c3O<\/h2>\n\n\n\n<p>Pesquisa de material e condu\u00e7\u00e3o de entrevistas.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho iniciou-se com a pesquisa de material. Num ato de investigar e documentar o tema como processo de investiga\u00e7\u00e3o e n\u00e3o de mero registo do real. Voltei \u00e0 casa de partida. Conduzi uma entrevista com a professora Eug\u00e9nia Vasques, que me indicou o seguinte entrevistado, o H\u00e9lder Costa. Depois, durante a pesquisa, entrei em contacto com a associa\u00e7\u00e3o dos Exilados Pol\u00edticos Portugueses 61\/74 (AEP61\/74), e entrevistei o Jos\u00e9 Torres, Fernando Cardoso, Rui Mota e o Fernando Cardeira. Todas as entrevistas foram registadas sonoramente.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Helder Costa<\/em><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cover alignwide has-background-dim-20 has-background-dim is-position-center-center\" style=\"min-height:375px\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"435\" height=\"304\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-2733\" alt=\"\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/heleder-1.jpg\" style=\"object-position:40% 26%\" data-object-fit=\"cover\" data-object-position=\"40% 26%\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/heleder-1.jpg 435w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/heleder-1-300x210.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 435px) 100vw, 435px\" \/><div class=\"wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-center has-text-color\" style=\"color:#fffffa;font-size:74px;line-height:1.1\"><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery alignwide columns-2 is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"528\" height=\"429\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/jlt.png\" alt=\"\" data-id=\"3699\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/jlt.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3699\" class=\"wp-image-3699\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/jlt.png 528w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/jlt-300x244.png 300w\" sizes=\"(max-width: 528px) 100vw, 528px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Jos\u00e9 Luis Torres<\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"285\" height=\"206\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/fcardoso.png\" alt=\"\" data-id=\"3700\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/fcardoso.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3700\" class=\"wp-image-3700\"\/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Fernando Cardoso<\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery alignwide columns-2 is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"411\" height=\"470\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/rui-mota.png\" alt=\"\" data-id=\"3701\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/rui-mota.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3701\" class=\"wp-image-3701\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/rui-mota.png 411w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/rui-mota-262x300.png 262w\" sizes=\"(max-width: 411px) 100vw, 411px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Rui Mota<\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"459\" height=\"544\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/fcarsdeira.png\" alt=\"\" data-id=\"3702\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/fcarsdeira.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3702\" class=\"wp-image-3702\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/fcarsdeira.png 459w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/fcarsdeira-253x300.png 253w\" sizes=\"(max-width: 459px) 100vw, 459px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Fernando Cardeira<\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p>Iniciei sozinho o processo por n\u00e3o existirem garantias de financiamento de levar a cena o projeto. Mas durante o per\u00edodo de investiga\u00e7\u00e3o conseguimos fixar a equipa art\u00edstica<a href=\"#_edn1\">[i]<\/a> e garantir a coprodu\u00e7\u00e3o do TAGV e a participa\u00e7\u00e3o no festival \u201cOutras vozes, Outras Gentes\u201d da Cooperativa Hermes com v\u00e1rios espet\u00e1culos. Fic\u00e1mos com cinco semanas de trabalho at\u00e9 \u00e0 estreia<a href=\"#_edn2\">[ii]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do tempo de trabalho ser m\u00ednimo, decidimos (uso a 3\u00aa pessoa do plural para dar conta do processo colaborativo) avan\u00e7ar e tornar o processo de pesquisa o mais participado por toda a equipa. Assim fomos em conjunto visitar a antiga Pris\u00e3o de Peniche, o Museu do Aljube, o Centro de Documenta\u00e7\u00e3o 25 de abril, e ao longo do processo consultamos v\u00e1rios materiais de apoio<a href=\"#_edn3\">[iii]<\/a>. E, claro voltamos \u00e0s entrevistas que eu j\u00e1 tinha realizado. Por\u00e9m t\u00ednhamos consci\u00eancia que ainda nos faltavam \u00e2ngulos sobre a tem\u00e1tica e por isso decidimos conduzir mais entrevistas e transcrev\u00ea-las.<\/p>\n\n\n\n<p>Entrevist\u00e1mos os historiadores Rui Bebiano e Miguel Cardina que nos enquadraram historicamente este per\u00edodo. E entrevist\u00e1mos militantes do PCP, o Adelino Silva e a Tila Cascais, e por fim, o cidad\u00e3o Jos\u00e9 Dias. Haveria muitos mais ainda para entrevistar, o condicionalismo do tempo de cria\u00e7\u00e3o levou-nos a encerrar esta fase.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery alignwide columns-3 is-cropped wp-block-gallery-9 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"565\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cardina-1-1024x565.png\" alt=\"\" data-id=\"2919\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/index.php\/2021\/02\/09\/agenda-caminhos-clandestinos-mas-de-liberdade\/cardina-1\/\" class=\"wp-image-2919\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cardina-1-1024x565.png 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cardina-1-300x166.png 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cardina-1-768x424.png 768w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cardina-1.png 1123w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Miguel Cardina<\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"562\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/ruibebiano_uc2.jpg\" alt=\"\" data-id=\"2527\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/index.php\/2020\/12\/19\/livros-2020-no-labirinto-de-outubro-cem-anos-de-revolucao-e-dissidencia\/ruibebiano_uc2\/\" class=\"wp-image-2527\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/ruibebiano_uc2.jpg 800w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/ruibebiano_uc2-300x211.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/ruibebiano_uc2-768x540.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Rui Bebiano<\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"463\" height=\"486\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/jdias.png\" alt=\"\" data-id=\"3703\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/jdias.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3703\" class=\"wp-image-3703\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/jdias.png 463w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/jdias-286x300.png 286w\" sizes=\"(max-width: 463px) 100vw, 463px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Jos\u00e9 Dias<\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p><em><strong>(<\/strong><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><strong>continua<\/strong><\/span><strong> temas seguintes: 3 &#8211; EDI\u00c7\u00c3O; 4 &#8211; DO TEXTO \u00c0 CENA; 5 &#8211; A RECE\u00c7\u00c3O E O ARQUIVO COMO ATO DE TESTEMUNHO<\/strong><\/em> )<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ABORDAGENS E EXPERI\u00caNCIAS ATUAIS | O Teatro e o combate \u00e0 extrema-direita (12) Damos in\u00edcio&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3707,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[239,112],"tags":[205],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/exilios.png",660,361,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/exilios-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/exilios-300x164.png",300,164,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/exilios.png",640,350,false],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/exilios.png",640,350,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/exilios.png",660,361,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/exilios.png",660,361,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/exilios.png",660,361,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/exilios.png",660,361,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/exilios.png",660,361,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/exilios.png",540,295,false],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/exilios.png",400,219,false]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/especial-sf\/\" rel=\"category tag\">ESPECIAL-SF<\/a> <a href=\"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/especial-sf\/teatro\/\" rel=\"category tag\">TEATRO<\/a>","tag_info":"TEATRO","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3695"}],"collection":[{"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3695"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3695\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3715,"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3695\/revisions\/3715"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3707"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3695"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3695"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3695"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}