{"id":3714,"date":"2021-07-12T17:30:14","date_gmt":"2021-07-12T17:30:14","guid":{"rendered":"http:\/\/aep61-74.org\/?p=3714"},"modified":"2021-10-05T12:04:52","modified_gmt":"2021-10-05T12:04:52","slug":"o-teatro-como-testemunho-das-migracoes-portuguesas-parte-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/2021\/07\/12\/o-teatro-como-testemunho-das-migracoes-portuguesas-parte-2\/","title":{"rendered":"O TEATRO COMO TESTEMUNHO DAS MIGRA\u00c7\u00d5ES PORTUGUESAS &#8211; Parte 2"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>ABORDAGENS E EXPERI\u00caNCIAS ATUAIS<\/strong> | O Teatro e o combate \u00e0 extrema-direita (13)<\/p>\n\n\n\n<p>Damos seguimento \u00e0 publica\u00e7\u00e3o <strong>da<\/strong> sistematiza\u00e7\u00e3o que <strong><a href=\"https:\/\/agenteanorte.com\/agencia\/ricardo-correia\/\">Ricardo Correia<\/a> <\/strong>nos organizou da pe\u00e7a de teatro <em>Ex\u00edlio(s) 61-74<\/em> e da experi\u00eancia in\u00e9dita da sua leitura online que relataremos na terceira parte.<\/p>\n\n\n\n<p>Na <a href=\"http:\/\/aep61-74.org\/index.php\/2021\/07\/10\/o-teatro-como-testemunho-das-migracoes-portuguesas-12\/\">primeira parte Ricardo Correia<\/a> relatou-nos as ORIGENS e o PROCESSO DE CRIA\u00c7\u00c3O. Entramos agora no processo de Edi\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da sua pena.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">3| EDI\u00c7\u00c3O<\/h2>\n\n\n\n<p>Foi nesta fase que nos confrontamos com quest\u00f5es de autoria, apropria\u00e7\u00e3o e autenticidade. Numa primeira tarefa, coube aos atores transcrever uma ou duas entrevistas e funcionar como um fiel deposit\u00e1rio desse testemunho. A apropria\u00e7\u00e3o foi feita atrav\u00e9s desse ato de transcri\u00e7\u00e3o. Um ato de tradu\u00e7\u00e3o dos ritmos, das pausas, da cad\u00eancia de cada entrevistado para a p\u00e1gina do papel. De apropria\u00e7\u00e3o da sua hist\u00f3ria de vida e dos seus pensamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A tarefa de edi\u00e7\u00e3o dos testemunhos cabia-me a mim, e seria nesse confronto com o material transcrito que iria originar um olhar sobre o tema. A reescrita \u00e9 autoria. Como refere Jo\u00e3o Maria Andr\u00e9 sobre esta pe\u00e7a \u201cO trabalho de um escritor e de um encenador de teatro documental \u00e9 um trabalho de curadoria: curador da mem\u00f3ria, do tempo, do sil\u00eancio e do grito suspenso no rosto dilu\u00eddo da Hist\u00f3ria\u201d (2019, p.173). Entendo a edi\u00e7\u00e3o como um ato de autoria. Pois em cada momento tenho de fazer escolhas. Decis\u00f5es sobre o material. O que fica? O que sai? Como manter a fidelidade do testemunho e condens\u00e1-lo em 3 minutos? E este trabalho \u00e9 mais pr\u00f3ximo do teatro ficcional do que pode parecer. Tal como refere <a href=\"https:\/\/nyuad.nyu.edu\/en\/academics\/divisions\/arts-and-humanities\/faculty\/carol-martin.html\">Carol Martin <\/a>em <em>Dramaturgy of the Real in the World Stage<\/em>: \u201cDocumentary theatre creates its own aesthetic imaginaries while claiming a special factual legitimacy.\u201d (2010, p.18)<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery alignwide columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"359\" height=\"568\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/dramaturgy.png\" alt=\"\" data-id=\"3716\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/dramaturgy.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3716\" class=\"wp-image-3716\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/dramaturgy.png 359w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/dramaturgy-190x300.png 190w\" sizes=\"(max-width: 359px) 100vw, 359px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"577\" height=\"509\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/carols.png\" alt=\"\" data-id=\"3717\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/carols.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3717\" class=\"wp-image-3717\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/carols.png 577w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/carols-300x265.png 300w\" sizes=\"(max-width: 577px) 100vw, 577px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Carol Martin<\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p>Deste modo, a autenticidade resulta do confronto entre a fidelidade dos testemunhos com o processo de sele\u00e7\u00e3o, edi\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o desse material numa forma dram\u00e1tica suficientemente articulada que permita que o texto seja mais do que uma colagem de testemunhos ou uma exposi\u00e7\u00e3o de estat\u00edsticas e factos. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>Da\u00ed que em <em>Ex\u00edlio(s) 61-74<\/em> tentei estruturar o texto de forma fractal, com v\u00e1rias dimens\u00f5es e pontos de vista sobre o tema, para que na sua devolu\u00e7\u00e3o \u00e0 comunidade (as pessoas que deram o seu testemunho) se sentissem identificadas e representadas. <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Como refere Robin Soans, <em>Never forget it\u00b4s someone\u00b4s life (..) But do i ever cheat? Is there a tension between being truthful to the interviewees and creating something that i know is going to work theatrically? The answer is yes \u2013 but not a lot(2008, p. 41)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, usar as vozes dos entrevistados, ainda que de forma editada permitia a democratiza\u00e7\u00e3o dessas narrativas, mais marginalizadas, sobre o tema e concorria para um olhar do fen\u00f3meno da emigra\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de uma po\u00e9tica do quotidiano. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Neste processo de edi\u00e7\u00e3o comecei a usar o coro cruzando a hist\u00f3ria subjetiva (micronarrativas) com a linha do tempo da hist\u00f3ria oficial para avan\u00e7ar a cronologia da sa\u00edda de Portugal. Quase sempre tendo como destino Paris.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isto tudo, v\u00e1rias quest\u00f5es de \u00e9tica contaminam este processo:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background\"> Como editar os testemunhos e usar a voz de outra pessoa no espet\u00e1culo? <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background\">Que tipo de representa\u00e7\u00e3o exige um projeto desta natureza? <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background\">Quais as expectativas das pessoas entrevistadas a ver o espet\u00e1culo?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">4| DO TEXTO \u00c0 CENA<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O Ator como fiel deposit\u00e1rio dos testemunhos.<\/h3>\n\n\n\n<p>Por norma, tentei atribuir cada testemunho a um dos atores que tinha ouvido a entrevista e transcrito a mesma. O trabalho do ator foi entendido como um ve\u00edculo das palavras das pessoas que nos testemunharam a sua experi\u00eancia de vida. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p>O trabalho do ator foi sempre descobrir o ritmo, timbre e d\u00e9bito do testemunho e com isso, apresentar em vez de representar a pessoa. <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Decidimos para tornar mais transparente o ato de montagem, contar a nossa experi\u00eancia de constru\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo e rela\u00e7\u00e3o com os testemunhos e sua apropria\u00e7\u00e3o. Questionando sempre, como indica o t\u00edtulo da cena de abertura. T\u00edtulo roubado a uma can\u00e7\u00e3o de S\u00e9rgio Godinho: <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><em>Pode algu\u00e9m, ser quem n\u00e3o \u00e9?<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A mesa como espa\u00e7o de media\u00e7\u00e3o entre o arquivo e a cena.<\/h3>\n\n\n\n<p>No espet\u00e1culo us\u00e1mos uma mesa, com uma c\u00e2mara que captava em tempo real as provas de modo a aferir a veracidade das hist\u00f3rias, criando um pacto de credibilidade com o p\u00fablico sobre a autenticidade desse material. O facto de manipularmos esse material \u00e0 vista do p\u00fablico permitia tornar menos opaco o nosso ato de montagem. Assim ao manipular, \u00e0 vista do p\u00fablico, estes documentos procur\u00e1mos perform\u00e1-los de forma h\u00edbrida, ou seja, us\u00e1-los como evid\u00eancias do real, atestando a veracidade do que era dito, mas tamb\u00e9m como um espa\u00e7o ficcional que lan\u00e7asse um olhar art\u00edstico e est\u00e9tico sobre os factos. Usamos mapas do salto, livros censurados \u00e0 \u00e9poca, fotografias e documenta\u00e7\u00e3o da fuga, not\u00edcias da imprensa da \u00e9poca, passaportes, etc.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery alignwide columns-2 is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"397\" height=\"317\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/viet.png\" alt=\"\" data-id=\"3718\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/viet.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3718\" class=\"wp-image-3718\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/viet.png 397w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/viet-300x240.png 300w\" sizes=\"(max-width: 397px) 100vw, 397px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"407\" height=\"324\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/passaporte.png\" alt=\"\" data-id=\"3719\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/passaporte.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3719\" class=\"wp-image-3719\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/passaporte.png 407w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/passaporte-300x239.png 300w\" sizes=\"(max-width: 407px) 100vw, 407px\" \/><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">5| A RECE\u00c7\u00c3O E O ARQUIVO COMO ATO DE TESTEMUNHO<\/h2>\n\n\n\n<p>Esta experi\u00eancia teatral permitiu, ao p\u00fablico conhecer estes testemunhos, lan\u00e7ando sobre eles uma nova luz, e com isso criar um ato de partilha de mem\u00f3ria que foi revelada a cada espet\u00e1culo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, estas pe\u00e7as O<em> Meu Pa\u00eds \u00e9 o Que o Mar N\u00e3o Quer<\/em> e <em>Ex\u00edlio(s) 61-74<\/em> testemunhos das migra\u00e7\u00f5es portuguesas foram devolvidos ao arquivo, desta feita em forma de livro, com o t\u00edtulo <em>O meu pa\u00eds \u00e9 o que o mar n\u00e3o quer e outros pe\u00e7as,<\/em> editado pela Imprensa da Universidade de Coimbra, na cole\u00e7\u00e3o Dramaturgo em 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A pe\u00e7a <em>Ex\u00edlio[s] 61-74<\/em> est\u00e1 tamb\u00e9m editada em Fran\u00e7a com edi\u00e7\u00e3o bilingue pela editora <em>Les Presses universitaires du Midi<\/em> da Universidade de Toulouse &#8211; Jean-Jaur\u00e8s (UT2J) da antologia <em>Fronti\u00e8re<\/em>s da Colec\u00e7\u00e3o <em>Nouvelles Sc\u00e8nes<\/em>, 2020.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cover alignwide has-background-dim-20 has-background-dim is-position-center-center\" style=\"min-height:375px\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1080\" height=\"1080\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-2414\" alt=\"\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/128251812_10158666346997296_1827576266572764736_o-1.jpg\" style=\"object-position:56% 33%\" data-object-fit=\"cover\" data-object-position=\"56% 33%\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/128251812_10158666346997296_1827576266572764736_o-1.jpg 1080w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/128251812_10158666346997296_1827576266572764736_o-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/128251812_10158666346997296_1827576266572764736_o-1-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/128251812_10158666346997296_1827576266572764736_o-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/128251812_10158666346997296_1827576266572764736_o-1-768x768.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><div class=\"wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-center has-text-color\" style=\"color:#fffffa;font-size:74px;line-height:1.1\"><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Saliento a cren\u00e7a que o arquivo ao ser consultado \u00e9 poss\u00edvel acion\u00e1-lo, da\u00ed ser um novo ato de testemunho e de transmiss\u00e3o de mem\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Ex\u00edlio(s)61-74<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>O meu pa\u00eds \u00e9 o que o mar n\u00e3o quer<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"block-73b12ae4-2619-410c-8901-fe3f0cf32c2f\"><strong>#ParceirosECOS. Casa da Esquina<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"EX\u00cdLIO(S) 61-74\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Uk_hJm7RtVI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Texto de Ricardo Correia a partir de colagens<br>de testemunhos de exilados, refract\u00e1rios<br>e desertores portugueses entre 1961 e 1974<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>(<span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"> Continua<\/span>, parte 3 &#8211; leitura encenada da pe\u00e7a Ex\u00edlio (s) 61-74)<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ABORDAGENS E EXPERI\u00caNCIAS ATUAIS | O Teatro e o combate \u00e0 extrema-direita (13) Damos seguimento&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3723,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[239,112],"tags":[205],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/exilios-78.png",874,485,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/exilios-78-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/exilios-78-300x166.png",300,166,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/exilios-78-768x426.png",640,355,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/exilios-78.png",640,355,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/exilios-78.png",874,485,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/exilios-78.png",874,485,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/exilios-78.png",874,485,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/exilios-78.png",800,444,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/exilios-78.png",874,485,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/exilios-78.png",540,300,false],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/exilios-78.png",400,222,false]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/especial-sf\/\" rel=\"category tag\">ESPECIAL-SF<\/a> <a href=\"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/especial-sf\/teatro\/\" rel=\"category tag\">TEATRO<\/a>","tag_info":"TEATRO","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3714"}],"collection":[{"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3714"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3714\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3724,"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3714\/revisions\/3724"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3723"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3714"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3714"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3714"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}