{"id":8072,"date":"2022-10-22T20:56:09","date_gmt":"2022-10-22T20:56:09","guid":{"rendered":"https:\/\/semfronteiras.eu\/?p=8072"},"modified":"2022-10-23T00:18:25","modified_gmt":"2022-10-23T00:18:25","slug":"uma-casa-que-virou-galaxy","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/2022\/10\/22\/uma-casa-que-virou-galaxy\/","title":{"rendered":"Uma casa que virou Galaxy"},"content":{"rendered":"\n<p>21 de outubro, 2022 | Editado SF<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><strong>Filme <em>Les mains Invisibles <\/em>estreou no  Doc Lisboa<\/strong><\/mark><\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Les mains Invisibles |  Hugo Santos<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>\u201cNos anos 1970, uma casa em Paris acolhia dezenas de desertores portugueses que se esquivavam \u00e0 guerra colonial. S\u00f3 os arquivos da pol\u00edcia pol\u00edtica portuguesa guardavam provas das suas actividades anti-coloniais. De personagem em personagem, reunindo testemunhos e imagens amadoras, reconstruo esta mem\u00f3ria clandestina.\u201d Hugo Dos Santos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>por Jos\u00e9 Augusto Martins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 cerca de dois anos Hugo Santos contactou comigo depois de ver algumas fotografias minhas relacionadas com a participa\u00e7\u00e3o de portugueses em manifesta\u00e7\u00f5es contra a guerra colonial e o fascismo, por ocasi\u00e3o do 1\u00ba de maio 1974 em Paris. O desfile ocorreu j\u00e1 depois da revolu\u00e7\u00e3o dos cravos do 25 de abril desse mesmo ano. Outras fotos, tiradas em associa\u00e7\u00f5es portuguesas da regi\u00e3o de Paris, tamb\u00e9m suscitaram a sua aten\u00e7\u00e3o e interesse..<\/p>\n\n\n\n<p>Estava longe de perceber a rela\u00e7\u00e3o com o projeto dele de fazer um filme centrado numa casa situada no n\u00ba 15 da rue du Moulinet em Paris que serviu de ponto de apoio a in\u00fameros exilados portugueses que recusaram a guerra colonial ou que eram perseguidos pela ditadura de Salazar e Marcelo Caetano, j\u00e1 que desconhecia completamente a sua exist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:7px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"622\" data-id=\"8103\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/ze1-1-1024x622.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8103\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/ze1-1-1024x622.jpg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/ze1-1-300x182.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/ze1-1-768x467.jpg 768w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/ze1-1.jpg 1376w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Foto \u00a9 Jos\u00e9 Augusto Martins<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:9px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As fotos, a casa e a guerra colonial<\/h2>\n\n\n\n<p>Hugo dos Santos reparou que havia v\u00e1rios dos seus frequentadores que apareciam em fotos do meu arquivo pessoal nessa manifesta\u00e7\u00e3o ou noutras imagens no \u00e2mbito da atividade que desenvolvi desde 1968\/69 na Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Gentilly no sul de Paris.<\/p>\n\n\n\n<p>De 1961 a 1974, durante o per\u00edodo que durou a guerra colonial conduzida pela ditadura em Angola, Mo\u00e7ambique e Guin\u00e9 Bissau, muitos jovens em idade militar optaram por sair de Portugal para diferentes pa\u00edses n\u00e3o s\u00f3 da Europa como tamb\u00e9m de outros continentes para evitar serem incorporados nas for\u00e7as armadas portuguesas ou depois de incorporados desertando quando mobilizados para a guerra nas col\u00f3nias. Estima-se que, por exemplo, s\u00f3 em Fran\u00e7a, mais de 150000 estariam nessa condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Th\u00e9r\u00e8se, do Mali aos desertores portugueses<\/h2>\n\n\n\n<p>Estando de partida para o Mali acompanhando o marido numa miss\u00e3o de coopera\u00e7\u00e3o, uma jovem francesa, Th\u00e9r\u00e8se, rec\u00e9m influenciada pelos acontecimentos de maio de 1968 e tamb\u00e9m pelo passado resistente da sua fam\u00edlia, que habitava no n\u00ba 15 da rue du Moulinet no sudeste de Paris, cede a sua casa a Vasco Martins, jovem antifascista que conheceu&nbsp; nos comit\u00e9s de a\u00e7\u00e3o, tornando-se um local de apoio a muitos dos que chegavam de Portugal,<\/p>\n\n\n\n<p>Quando regressa passados uns meses encontra a casa cheia de jovens portugueses refrat\u00e1rios ou desertores que recusam a guerra, j\u00e1 que Vasco animava uma rede de apoio&nbsp; ajudando-os a instalarem-se em Fran\u00e7a ou encaminhando-os para outros pa\u00edses europeus.<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e1rios jovens cruzam-se ent\u00e3o nesse local. Al\u00e9m de Vasco, que dava aulas na Renault de Billancourt, Raul Caixinhas, Tino Flores, m\u00fasico da resist\u00eancia anticolonial e os seus companheiros da banda os Camaradas, Angelo e Arnaldo, Fernando Cardoso, Rui Mota, Euripedes Costa, Lu\u00eds Matias, Lu\u00eds Saraiva e muitos outros, continuando, para al\u00e9m do apoio aos rec\u00e9m chegados, a&nbsp; atividade contra a ditadura e a guerra colonial publicando jornais que distribuem nos locais frequentados por portugueses, participando em associa\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0 emigra\u00e7\u00e3o onde promovem atividades comunit\u00e1rias, espet\u00e1culos musicais e de teatro.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:15px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"576\" data-id=\"8108\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/IMG_7726-1-1-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8108\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/IMG_7726-1-1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/IMG_7726-1-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/IMG_7726-1-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/IMG_7726-1-1-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/IMG_7726-1-1.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Protagonistas do 15 rue du Moulinet<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:11px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O regresso depois do 25 de Abril<\/h2>\n\n\n\n<p>A revolta militar de 25 de abril 1974 \u00e9 recebida cem Paris com um misto de confian\u00e7a e suspei\u00e7\u00e3o j\u00e1 que os seus objectivos n\u00e3o s\u00e3o inicialmente muito claros, mas rapidamente a confian\u00e7a instala-se e muitos refugiados pol\u00edticos e jovens que rejeitaram a guerra colonial come\u00e7am a regressar a Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p>O n.\u00ba 15 da rue du Moulinet fica de repente deserto. No meio da pressa em regressar ficam testemunhos da vida agitada daqueles anos: panfletos, cartazes e jornais e at\u00e9 armas descobertas pela filha de Th\u00e9r\u00e8se num local reservado.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O 15 d\u00e1 lugar a apartamentos modernos<\/h2>\n\n\n\n<p>Com o in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o do centro comercial Galaxy na Place d\u2019Italie em 1976, a renova\u00e7\u00e3o urbana chega progressivamente ao 13\u00ba bairro nos anos 90. Debaixo da press\u00e3o dos promotores imobili\u00e1rios Th\u00e9r\u00e8se decide finalmente vender o n\u00ba 15 da rue du Moulinet que d\u00e1 lugar a um moderno pr\u00e9dio de apartamentos. \u00c9 o fim de um local marcante para a imigra\u00e7\u00e3o resistente portuguesa em Paris.<\/p>\n\n\n\n<p>O filme que sublinha o papel de resist\u00eancia e de solidariedade dos jovens refugiados portugueses \u00e9 baseado em arquivos de diversa natureza, quer pessoais dos intervenientes diretos quer de fontes p\u00fablicas como s\u00e3o os casos da imprensa escrita, televis\u00e3o e outras, rec<\/p>\n\n\n\n<p>orrendo, por outro lado, a entrevistas com alguns dos protagonistas como Vasco Martins, Tino Flores, Fernando Cardoso, Euripedes Costa, Rui Mota e com a dona da casa Th\u00e9r\u00e8se e a sua filha.<\/p>\n\n\n\n<p>O filme teve estreia no dia 12 de outubro, no Cinema S. Jorge, em Lisboa, no \u00e2mbito do DOC Lisboa.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:21px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"LES MAINS INVISIBLES de Hugo dos Santos (2022) \u2013 trailer\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HzDpX5_dVsY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"576\" data-id=\"8105\" 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