{"id":8145,"date":"2022-11-01T21:51:42","date_gmt":"2022-11-01T21:51:42","guid":{"rendered":"https:\/\/semfronteiras.eu\/?p=8145"},"modified":"2022-11-02T07:56:40","modified_gmt":"2022-11-02T07:56:40","slug":"campo-maior-acolhe-apresentacao-do-livro-de-moises-cayetano-rosado-sobre-salgueiro-maia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/2022\/11\/01\/campo-maior-acolhe-apresentacao-do-livro-de-moises-cayetano-rosado-sobre-salgueiro-maia\/","title":{"rendered":"Campo Maior acolhe apresenta\u00e7\u00e3o do livro de Mois\u00e9s Cayetano Rosado sobre Salgueiro Maia"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><strong>SALGUERIO MAIA, DAS GUERRAS EM \u00c1FRICA \u00c0 REVOLU\u00c7\u00c3O DOS CRAVOS<\/strong><\/mark><\/h2>\n\n\n\n<p>Mois\u00e9s Cayetano Rosado regressa ao contacto dos leitores com a segunda edi\u00e7\u00e3o do livro que publicou sobre Salgueiro Maia. Revista e aumentada a obra passou a integrar o cat\u00e1logo do Plano Nacional de Leitura. Marcelo Rebelo de Sousa assina o pref\u00e1cio e o posf\u00e1cio \u00e9 da lavra de Vasco Louren\u00e7o e de Jo\u00e3o Andrade da Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>O livro vai ser apresentado por Luis Silveirinha no pr\u00f3ximo dia 5 de novembro no CIFA &#8211; Centro de Interpreta\u00e7\u00e3o da Fortifica\u00e7\u00e3o Abuluartada de Campo Maior com a presen\u00e7a do autor. <\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:12px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"833\" height=\"565\" data-id=\"8146\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/moises1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8146\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/moises1.jpg 833w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/moises1-300x203.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/moises1-768x521.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 833px) 100vw, 833px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:11px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Para uma melhor compreens\u00e3o dos objetivos e dos conte\u00fados do livro, Mois\u00e9s Cayetano Rosado fornece um conjunto de elementos de elevada utilidade que permitem ao leitor antecipar o contacto com a publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">INTENCIONALIDADE.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A Edi\u00e7\u00f5es Colibri publica o livro <em>Salgueiro Maia. Das Guerras em \u00c1frica \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos<\/em>, enquanto que a Funda\u00e7\u00e3o Caja Badajoz o faz com o t\u00edtulo: <em>Salgueiro Maia. De las Guerra en \u00c1frica a la Revolu\u00e3\u00f3 dos Cravos y su evoluci\u00f3n posterior<\/em><\/strong>, livro no qual trabalhei intensamente ao longo de 2020 e in\u00edcio de 2021, mas que tem como pano de fundo as minhas pesquisas sobre a \u201cRevolu\u00e7\u00e3o dos Cravos\u201d, os seus antecedentes nas Guerras Coloniais de \u00c1frica e o desenvolvimento depois da Revolu\u00e7\u00e3o, com as suas luzes e sombras. <\/p>\n\n\n\n<p>Comecei a investigar h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas, entrevistando militares e civis envolvidos nos acontecimentos e pesquisando nos mais variados arquivos. Realizei pesquisas na vasta biblioteca dos principais jornais e em revistas, bem como no abundante acervo acad\u00e9mico, memorial e bibliografia de ensaio.<\/p>\n\n\n\n<p>Queria focar o estudo num personagem extraordin\u00e1rio. Algu\u00e9m que foi um protagonista crucial do levantamento militar e das a\u00e7\u00f5es de 25 de abril, que esteve claramente envolvido nas terr\u00edveis lutas coloniais, que tivesse participado no tempestuoso processo de confrontos entre civis e militares em 1975, bem como a sua posterior evolu\u00e7\u00e3o: <strong>Fernando Salgueiro Maia<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Este jovem militar tinha 29 anos quando chefiou a coluna que de Santar\u00e9m se dirigiu a Lisboa na madrugada de 25 de abril e exemplarmente superou obst\u00e1culos at\u00e9 \u00e0 rendi\u00e7\u00e3o de Marcelo Caetano no Quartel da GNR. Falecido prematuramente, com apenas 47 anos, teve tempo de sofrer a decep\u00e7\u00e3o pela ingratid\u00e3o dos seus superiores hier\u00e1rquicos e o esquecimento dos pol\u00edticos que, gra\u00e7as a jovens soldados como ele, subiram ao poder da Na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>No ver\u00e3o de 2022 este meu livro foi inclu\u00eddo no Plano Nacional de Leitura de Portugal.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:10px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"882\" height=\"589\" data-id=\"8147\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/moises888.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8147\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/moises888.jpg 882w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/moises888-300x200.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/moises888-768x513.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 882px) 100vw, 882px\" \/><figcaption>Mois\u00e9s Cayetano Rosado<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:14px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">EIXOS FUNDAMENTAIS.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>S\u00e3o tr\u00eas os eixos fundamentais deste trabalho <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8211; Descri\u00e7\u00e3o do confronto b\u00e9lico em Portugal de 1961 a 1974 antes da revolta dos movimentos de independ\u00eancia de Angola, Guin\u00e9-Bissau e Mo\u00e7ambique.<\/strong> Participa\u00e7\u00e3o do Capit\u00e3o Salgueiro Maia (alentejano nascido em Castelo de Vide a 1 de julho de 1944) nos cen\u00e1rios de Mo\u00e7ambique e da Guin\u00e9, onde -em meio ao sofrimento das tropas, emboscadas, mutila\u00e7\u00f5es, mortes e hostilidade ambiental- chega \u00e0 considera\u00e7\u00e3o final que est\u00e1 &#8220;do lado errado da hist\u00f3ria&#8221;, visto que o processo de &#8220;reten\u00e7\u00e3o colonizadora&#8221; n\u00e3o faz sentido no momento hist\u00f3rico mundial de descoloniza\u00e7\u00e3o que foi vivido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8211; Desenvolvimento de 25 de Abril de 1974, dia do golpe militar coordenado por jovens capit\u00e3es contra a ditadura fascista e colonialista<\/strong> que se arrastou por meio s\u00e9culo em Portugal. Salgueiro Maia comandou a coluna que de Santar\u00e9m se dirigiu a Lisboa para derrubar o Governo, correspondendo ao papel hist\u00f3rico de subjugar as poderosas for\u00e7as governamentais na Pra\u00e7a do Comer\u00e7o, com uma coragem e dom\u00ednio s\u00f3brios; prender o ditador Marcelo Caetano no Quartel da GNR, executando-o com temperan\u00e7a, coragem e exemplaridade, depois de ter conseguido colocar a seu lado as for\u00e7as que, enviadas pelo Governo para reprimi-lo, encontrou em outras partes da capital; facilitar o trabalho no Quartel do Carmo do General Sp\u00ednola, que chegou para assumir o comando de Caetano, e ordenar a retirada das tropas sem nenhum rev\u00e9s.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8211; Os eventos subsecuentes da Revolu\u00e7\u00e3o e, especialmente, a renova\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica<\/strong>, que n\u00e3o far\u00e1 justi\u00e7a a este corajoso militar (como aconteceria com os jovens militares mais proeminentes que lideraram o golpe). Pol\u00eamico para alguns seriam suas atua\u00e7\u00f5es no golpe spinolista de &#8220;11 de mar\u00e7o de 1975&#8221; e os confrontos de &#8220;25 de novembro de 1975&#8221; (como havia sido antes do &#8220;Golpe de Caldas de 16 de mar\u00e7o de 1974&#8221;), mas que documental e testemunhalmente podemos demonstrar que eles estavam corretos.<\/p>\n\n\n\n<p>Salgueiro Maia morreria no dia 4 de abril de 1992, ap\u00f3s uma dolorosa enfermidade, desencantado com a evolu\u00e7\u00e3o do processo e do tratamento recebido, o que o &#8220;aproxima&#8221; da frase que Sim\u00f3n Bol\u00edvar pronunciaria em 1830: &#8220;Quien sirve a la revoluci\u00f3n ara en el mar&#8221;. Salgueiro Maia escreveu que gostaria que &#8220;Gr\u00e2ndola, Vila Morena&#8221; fosse cantada no seu funeral, tendo confessado ao tamb\u00e9m &#8220;Capit\u00e3o de Abril&#8221; Vasco Louren\u00e7o que assim o desejou porque figuras relevantes da pol\u00edtica e dos militares compareceriam ao seu funeral, quem seriam for\u00e7ados a cant\u00e1-lo ou pelo menos ter que ouvir-lo. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">PROCESSO DE GUERRA E REVOLUCION\u00c1RIO.<\/h2>\n\n\n\n<p>Neste trabalho, procuro alternar a <strong>an\u00e1lise, coment\u00e1rio e reflex\u00e3o cr\u00edtica dos fatos<\/strong>, remontando ao final da Segunda Guerra Mundial e a posi\u00e7\u00e3o das na\u00e7\u00f5es vitoriosas em rela\u00e7\u00e3o ao colonialismo e seu necess\u00e1rio fim, para posteriormente descrever as agruras dos cen\u00e1rios de guerra, bem como os sacrif\u00edcios, massacres e mortes de ambos os lados do confronto. A\u00ed, destacando o papel de sensibiliza\u00e7\u00e3o que adquirem os jovens oficiais, entre os quais se destaca o capit\u00e3o alentejano de vinte e poucos anos na sua primeira miss\u00e3o africana.<\/p>\n\n\n\n<p>Concentro-me nas <strong>lutas que decorreram entre 1961 e 1974 na Guin\u00e9, Angola e Mo\u00e7ambique<\/strong>, passando da\u00ed para o aprofundamento do desconforto dos capit\u00e3es \u00e0 frente dos seus soldados e suboficiais maltratados em plena selva, cheias de \u201cminas antipessoal\u201d, que causam numerosas e traumatizantes baixas. A partir da\u00ed, passei a analisar as reuni\u00f5es destes militares em 1973 e nos primeiros meses de 1974 para realizar uma contundente a\u00e7\u00e3o contra o Governo (incluindo contactos com civis, especialmente no e ap\u00f3s o &#8220;III Congresso da Oposi\u00e7\u00e3o Democr\u00e1tica&#8221; de Aveiro de 4 a 8 de abril de 1973), levando \u00e0 \u201cRevolu\u00e7\u00e3o do 25 de Abril de 1974\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 emocionante ver como nesse dia de tens\u00e3o, emo\u00e7\u00e3o e triunfo, os soldados s\u00e3o massivamente abra\u00e7ados pelo povo, que os anima de forma euf\u00f3rica, sendo a \u201ccabe\u00e7a vis\u00edvel\u201d daqueles soldados na Baixa de Lisboa e na Pra\u00e7a do Carmo o Capit\u00e3o Salgueiro Maia, cujas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o detalhadas no livro.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o vir\u00e1 um <strong>processo convulsivo, revolucion\u00e1rio por um lado, contra-revolucion\u00e1rio por outro<\/strong>, e nesses altos e baixos os mais ativos &#8220;Militares de Abril&#8221; n\u00e3o se sair\u00e1 bem, em meio \u00e0 inveja e ao medo de sua lideran\u00e7a. Assim, Salgueiro Maia ser\u00e1 afastado de cargos operacionais e relegado a fun\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas e de &#8220;escrit\u00f3rio&#8221;, o que pouco lhe atraiu, por ser um homem de a\u00e7\u00e3o. Sua morte prematura, de c\u00e2ncer, aos 47 anos, corta uma vida admir\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Refleti tamb\u00e9m sobre o processo de nacionaliza\u00e7\u00e3o dos meios de produ\u00e7\u00e3o, a reforma agr\u00e1ria e a importante Constitui\u00e7\u00e3o de 1976, que nos anos seguintes sofrer\u00e1 uma involu\u00e7\u00e3o, rompendo com as esperan\u00e7as depositadas durante o PREC (Processo Revolucion\u00e1rio em Curso), como a unidade dos protagonistas militares e civis da oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 ditadura.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">GESTA\u00c7\u00c3O DO LIVRO<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A ideia de escrever este livro foi motivada pelo pedido que o Presidente da Funda\u00e7\u00e3o Caja Badajoz<\/strong>, Emilio V\u00e1zquez, me fez numa visita conjunta a Castelo de Vide, h\u00e1 pouco mais de um ano, e na qual falei com ele e um pequeno grupo de companheiros (em visita organizada pela Funda\u00e7\u00e3o) do corajoso militar. Com esta anedota, precisamente, come\u00e7a o livro: em frente do t\u00famulo de Castelo de Vide; a\u00ed \u00e9 tamb\u00e9m encenado o final da publica\u00e7\u00e3o, em homenagem ao \u201cCapit\u00e3o de Abril\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A edi\u00e7\u00e3o portuguesa &#8211; em tradu\u00e7\u00e3o do \u201cCapit\u00e3o de Abril\u201d Carlos de Almada Contreiras-<\/strong> (simultaneamente a referida Funda\u00e7\u00e3o publicou-a na sua colec\u00e7\u00e3o de &#8220;Personagens Singulares&#8221;) \u00e9 o resultado do entusiasmo com que o director das Edi\u00e7\u00f5es Colibri, Fernando M\u00e3o de Ferro, recebeu o &#8220;manuscrito inicial&#8221;. Conseguiu que <strong>o pr\u00f3logo fosse publicado pelo Presidente da Rep\u00fablica, Marcelo Rebelo de Sousa<\/strong>. E que a edi\u00e7\u00e3o traz a marca da editora juntamente com as importantes \u201cAssocia\u00e7\u00e3o 25 de Abril\u201d, que acolhe 90% dos militares vivos que participaram da Revolu\u00e7\u00e3o (cujo presidente, <strong>coronel Vasco Louren\u00e7o, faz o posf\u00e1cio<\/strong>),\u00a0 e \u201cAssocia\u00e7\u00e3o Salgueiro Maia\u201d (tamb\u00e9m seu presidente, <strong>coronel Andrade da Silva, faz um posf\u00e1cio<\/strong>), para al\u00e9m do apoio da C\u00e2maras Municipais de Santar\u00e9m (onde Salgueiro Maia estava destinado e de onde saiu para efectuar o Golpe Militar) e de Castelo de Vide (onde nasceu e est\u00e1 sepultado).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conta ainda com um importante contributo fotogr\u00e1fico<\/strong>, em grande parte doado pelas duas associa\u00e7\u00f5es nomeadas, pelo Coronel Vaso Louren\u00e7o e pela pr\u00f3pria vi\u00fava do Salgueiro Maia, Nat\u00e9rcia Maia. Alguns versos do poeta Manuel Alegre, de grande resson\u00e2ncia liter\u00e1ria e pol\u00edtica, tamb\u00e9m foram doados por seu autor para serem inclu\u00eddos na publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:18px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"499\" data-id=\"8148\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/salg1-1024x499.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8148\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/salg1-1024x499.jpg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/salg1-300x146.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/salg1-768x374.jpg 768w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/salg1.jpg 1109w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SALGUERIO MAIA, DAS GUERRAS EM \u00c1FRICA \u00c0 REVOLU\u00c7\u00c3O DOS CRAVOS Mois\u00e9s Cayetano Rosado regressa ao&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":8147,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[207,238,242,317],"tags":[134],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/moises888.jpg",882,589,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/moises888-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/moises888-300x200.jpg",300,200,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/moises888-768x513.jpg",640,428,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/moises888.jpg",640,427,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/moises888.jpg",882,589,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/moises888.jpg",882,589,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/moises888.jpg",882,589,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/moises888-800x500.jpg",800,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/moises888.jpg",882,589,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/moises888-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/moises888-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/agenda-2\/\" rel=\"category tag\">AGENDA<\/a> <a href=\"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/destaque\/\" rel=\"category tag\">DESTAQUE<\/a> <a href=\"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/livros-musica\/\" rel=\"category tag\">LIVROS &amp; M\u00daSICA<\/a> <a href=\"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/noticias\/\" rel=\"category tag\">NOTICIAS<\/a>","tag_info":"NOTICIAS","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8145"}],"collection":[{"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8145"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8145\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8149,"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8145\/revisions\/8149"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8147"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8145"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8145"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8145"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}