{"id":6481,"date":"2022-05-06T04:46:31","date_gmt":"2022-05-06T04:46:31","guid":{"rendered":"https:\/\/semfronteiras.eu\/?page_id=6481"},"modified":"2022-05-07T20:00:07","modified_gmt":"2022-05-07T20:00:07","slug":"dossie-ambiente-a-agressao-ao-planeta","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/dossie-ambiente-a-agressao-ao-planeta\/","title":{"rendered":"DOSSI\u00ca AMBIENTE | A AGRESS\u00c3O AO PLANETA"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background\">AMBIENTE E ECONOMIA | DOSSI\u00ca \u2013 Parte 2<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A AGRESS\u00c3O AO PLANETA (II)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No meu texto precedente refiro a certa altura que \u201cse ultimamente se come\u00e7ou a debater a necessidade de p\u00f4r de lado as energias f\u00f3sseis, o que \u00e9 certo \u00e9 que n\u00e3o se tem colocado em causa a organiza\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica que predomina no planeta e a sua ideologia de crescimento. Bem pelo contr\u00e1rio \u00e9 \u00e0 exalta\u00e7\u00e3o das pretendidas capacidades tecnol\u00f3gicas das empresas para fazer face aos problemas que se defrontam \u2013 nomeadamente recorrendo ao \u201cesverdeamento\u201d (greenwashing) \u2013 que mais se recorre.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"953\" height=\"513\" data-id=\"6491\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/lixo-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6491\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/lixo-1.jpg 953w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/lixo-1-300x161.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/lixo-1-768x413.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 953px) 100vw, 953px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"955\" height=\"533\" data-id=\"6490\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/megamine\u0301ria-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6490\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/megamine\u0301ria-2.jpg 955w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/megamine\u0301ria-2-300x167.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/megamine\u0301ria-2-768x429.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 955px) 100vw, 955px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>Recentemente, pouco antes do in\u00edcio da COP26, o Presidente da Rep\u00fablica Francesa apresentou o seu plano \u201cFrance 2030\u201d no qual aposta, face ao problema clim\u00e1tico, em \u201chipot\u00e9ticas revolu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas de prefer\u00eancia a evolu\u00e7\u00f5es sociais e culturais\u201d. Em particular espera que um primeiro avi\u00e3o movido a baixo teor de carbono esteja operacional at\u00e9 ao final da d\u00e9cada, e que o mesmo se aplique \u00e0 disponibilidade de hidrog\u00e9nio \u201cverde\u201d, a pequenos reactores nucleares modulares e \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de dois milh\u00f5es de ve\u00edculos el\u00e9ctricos e h\u00edbridos. No seu plano n\u00e3o h\u00e1 refer\u00eancias \u00e0 sobriedade e \u00e0 agroecologia, o modo de fazer face aos problemas ecol\u00f3gicos sendo, fundamentalmente, o recurso a uma transi\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. Nessa perspectiva, \u201cnenhuma evolu\u00e7\u00e3o sociocultural e nenhuma transi\u00e7\u00e3o para modos de vida que recorram menos \u00e0 energia \u00e9 apresentada como necess\u00e1ria ou desej\u00e1vel, a inova\u00e7\u00e3o e a tecnologia permitindo manter sem mudan\u00e7a as habituais maneiras de viver e eliminando todos os inconvenientes que lhes t\u00eam estado associados.\u201d<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Ant\u00f3nio Costa e Silva, recentemente incumbido pelo governo portugu\u00eas de elaborar uma \u201cVis\u00e3o Estrat\u00e9gica para o Plano de Recupera\u00e7\u00e3o Econ\u00f3mica do Pa\u00eds\u201d referiu em Fevereiro do corrente ano, numa entrevista<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a> que ent\u00e3o concedeu, que \u201ctemos um paradigma cultural muito baseado no totalitarismo do consumo\u201d pois \u201csomos extremamente consumistas e estamos direcionados para o consumismo\u201d. Refere a esse prop\u00f3sito que \u201ctransformamos recursos em lixo a uma velocidade brutal\u201d e \u201cconsumimos [em Portugal] mais 30% de energia do que toda aquela de que precisamos\u201d. E a Uni\u00e3o Europeia, com os seus 500 milh\u00f5es de habitantes, produz por ano 4 mil milh\u00f5es de toneladas de lixo, lixo esse que depois (presume-se que parcialmente) \u00e9 enviado para a \u00c1sia contra pagamentos aos Estados que o recebem. Outra parcela de lixo (com destaque para os pl\u00e1sticos) \u00e9 depositado no oceano, o que \u00e9 letal para todas as cadeias alimentares. Assim, refere ainda Costa e Silva, no ano 2000, as emiss\u00f5es de CO<sub>2<\/sub> no planeta eram de 25 mil milh\u00f5es de toneladas, 5 vezes superiores ao que se verificava 50 anos antes. E em 2019 esse valor j\u00e1 havia subido para 35 mil milh\u00f5es. Do ponto de vista econ\u00f3mico, temos crescido sem parar sem se ter em aten\u00e7\u00e3o que h\u00e1 um tecto ecol\u00f3gico, que \u00e9 o tecto imposto pelo sistema terrestre. Fazem-se confer\u00eancias, discute-se sem parar, nada mudando em termos do modelo de desenvolvimento econ\u00f3mico e do modelo de consumo dos cidad\u00e3os. E, aqui acrescento eu, vemos no nosso pa\u00eds o actual governo preocupado com a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica p\u00f3s-pandemia e a referir com frequ\u00eancia a necessidade de <strong>preparar o crescimento econ\u00f3mico para os pr\u00f3ximos anos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Costa e Silva faz ainda refer\u00eancias importantes a outros aspectos da agress\u00e3o ao meio ambiente e que conduzem \u00e0 desertifica\u00e7\u00e3o (em particular os avan\u00e7os no Sara, mas tamb\u00e9m no Alentejo e no Algarve), \u00e0 perda de gelo no Polo Norte (com a subida do n\u00edvel do mar) e \u00e0s amea\u00e7as sobre a tundra \u00e1rtica (se o seu solo gelado for aquecido, emiss\u00f5es brutais de anidrido carb\u00f3nico e metano ter\u00e3o lugar). Essa agress\u00e3o, como se depreende das preocupa\u00e7\u00f5es que t\u00eam sido veiculadas nas COPs, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a que deriva da invas\u00e3o dos lixos. Os aumentos de temperatura que se t\u00eam verificado s\u00e3o essencialmente devidos \u00e0s emiss\u00f5es de gases com efeito de estufa (GEE) \u2013 nomeadamente o metano e o CO<sub>2&nbsp; <\/sub>\u2013 &nbsp;as quais n\u00e3o deixam de aumentar face \u00e0s produ\u00e7\u00f5es de energia com base no carv\u00e3o, no petr\u00f3leo e no g\u00e1s. Costa e Silva diz que \u201cvivemos com a ideia errada de que se vai encontrar uma solu\u00e7\u00e3o dentro do modelo actual\u201d e a seguir refere que \u201ctemos que diminuir em 40% o consumo de carv\u00e3o e em 15% o de petr\u00f3leo, e aumentar em 40% o consumo de energias renov\u00e1veis\u201d. Mas isso ser\u00e1 suficiente? A COP26 teve o seu final a lastimar que n\u00e3o houvesse os necess\u00e1rios compromissos para que o carv\u00e3o fosse completamente posto de lado nas pr\u00f3ximas duas d\u00e9cadas. De qualquer modo, a ocorrer a sua substitui\u00e7\u00e3o e a do petr\u00f3leo pelas energias renov\u00e1veis, conforme o gestor acha necess\u00e1rio, ela n\u00e3o se revelar\u00e1 insuficiente, significando que os lixos ir\u00e3o continuar a agredir o planeta? E como v\u00e3o reagir os oceanos em particular \u00e0 continua\u00e7\u00e3o deste tipo de agress\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 acima foi feita refer\u00eancia aos pl\u00e1sticos como lixo que inunda os oceanos e \u00e0 sua letalidade para as cadeias alimentares. Podemos ainda pensar em tudo o que vai inclu\u00eddo nas \u00e1guas residuais, tanto dom\u00e9sticas como as da generalidade das actividades econ\u00f3micas, dando talvez destaque em termos de import\u00e2ncia \u00e0s de origem agr\u00edcola, cujo conte\u00fado mais prejudicial ser\u00e1 o que resulta da utiliza\u00e7\u00e3o de adubos. Mas o lixo mais nocivo para os oceanos parece ser os pr\u00f3prios GEE, nomeadamente o CO<sub>2<\/sub>, o qual \u00e9 absorvido pelas \u00e1guas e tem levado a que o oceano se tenha tornado actualmente 30% mais \u00e1cido do que h\u00e1 cerca de 250 anos. Essa acidifica\u00e7\u00e3o tem consequ\u00eancias dram\u00e1ticas para toda uma s\u00e9rie de esp\u00e9cies mar\u00edtimas, em particular para certas esp\u00e9cies de pl\u00e2ncton, para os corais, para as ostras e para os mexilh\u00f5es. Mas a pr\u00f3pria absor\u00e7\u00e3o de CO<sub>2 <\/sub>pelo oceano \u2013 que at\u00e9 agora tem permitido evitar que ele se acumule em maiores quantidades na atmosfera, e que o aquecimento global n\u00e3o avance ainda mais rapidamente \u2013 tende a ser prejudicada pela pr\u00f3pria subida da temperatura das \u00e1guas, aumentando assim o c\u00edrculo vicioso de aquecimento do planeta (de facto, sem as interac\u00e7\u00f5es do oceano com a atmosfera, o calor j\u00e1 seria certamente insuport\u00e1vel em muitas regi\u00f5es do planeta). O que estar\u00e1 longe de ser o \u00fanico inconveniente de todo este processo porque o oceano, ao aquecer, aumenta de volume, efeito que se vai acrescentar ao processo do degelo, e contribuir para que o n\u00edvel do mar suba 1 metro ou mais at\u00e9 2100, com consequ\u00eancias extremamente gravosas para as vastas \u00e1reas litorais e muito em particular para v\u00e1rias ilhas oce\u00e2nicas. Por outro lado, tendo-se acumulado nos metros mais superficiais do oceano, nos \u00faltimos 30 anos, \u201cenergia similar a cerca de mil milh\u00f5es de vezes a energia deflagrada pelas bombas at\u00f3micas de Nagasaki e de Hiroshima \u2026 \u00e9 uma bomba ao retardador que temos no oceano\u201d, com os cientistas a n\u00e3o saberem hoje \u201cquais os mecanismos que levam esta energia a libertar-se para a atmosfera e a criar fen\u00f3menos clim\u00e1ticos extremos: os tuf\u00f5es, os ciclones, com toda a devasta\u00e7\u00e3o que da\u00ed deriva.\u201d<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>No concernente ao crescimento econ\u00f3mico \u2013 que, na generalidade dos pa\u00edses que t\u00eam marcado presen\u00e7a nas COPs, os respectivos governos n\u00e3o t\u00eam parado de procurar promover \u2013 muito haver\u00e1 a dizer que evidenciar\u00e1 as claras contradi\u00e7\u00f5es com os objectivos que tais pa\u00edses t\u00eam considerado no dom\u00ednio ambiental. Observar-se-\u00e1 em primeiro lugar que esse crescimento econ\u00f3mico n\u00e3o tem deixado de beneficiar, cada vez mais claramente desde o in\u00edcio dos anos 80 do s\u00e9culo passado, as classes mais abastadas, enquanto os mais pobres (e mesmo parcelas significativas das classes m\u00e9dias) t\u00eam visto os seus rendimentos estabilizar ou mesmo reduzirem-se desde ent\u00e3o. E n\u00e3o faltam estudos que tenham evidenciado a acelera\u00e7\u00e3o nestes \u00faltimos anos (e mesmo com maior vigor ap\u00f3s o in\u00edcio da pandemia com que actualmente nos defrontamos) de tais desigualdades. Por outro lado, essas classes mais abastadas s\u00e3o as que mais emitem \u2013 e de longe \u2013 CO<sub>2<\/sub>. Assim, os 10% mais ricos do planeta emitiam, em 2019, 47,6% do total de CO<sub>2<\/sub> envolvido (uma m\u00e9dia por habitante de 31 toneladas) contra apenas 12% dos 50% mais pobres (m\u00e9dia de 1,6 toneladas). O que significa que os 40% do estrato populacional entre uns e outros teriam emitido 40,4% do total de CO<sub>2<\/sub> (m\u00e9dia por habitante de 6,8 toneladas, valor pr\u00f3ximo da m\u00e9dia do conjunto da popula\u00e7\u00e3o: 6,6 toneladas). Como cada habitante integrado nos 1% mais ricos emitia em m\u00e9dia 110 toneladas de CO<sub>2<\/sub>, essa pequena parcela populacional era, s\u00f3 por si, respons\u00e1vel por cerca de 17 % das emiss\u00f5es. Em termos de reparti\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, \u00e9 de assinalar que a Am\u00e9rica do Norte tinha uma emiss\u00e3o de 20,8 toneladas por habitante (contra, conforme j\u00e1 referido, uma m\u00e9dia mundial de 6,6). As estimativas relativas aos 10% mais ricos, indicam, por outro lado, 39 toneladas para a China, 34 para o M\u00e9dio Oriente e 29 para a Europa (valores que se aproximam da m\u00e9dia mundial, 31 toneladas), o que, dada a percep\u00e7\u00e3o que se tem do desenvolvimento das restantes \u00e1reas geogr\u00e1ficas, deixa perplexo sobre os valores que se atingir\u00e3o na Am\u00e9rica do Norte (e, em particular, nos 1% superiores). <a href=\"#_ftn4\" id=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>2 toneladas de CO<sub>2<\/sub> ser\u00e1 o valor de emiss\u00f5es por habitante que se pretende seja em Fran\u00e7a o m\u00e1ximo regist\u00e1vel em 2050 para que o aquecimento global possa ser controlado. Ora um voo de ida e volta Paris-Nova York implica na actualidade, por si s\u00f3, 1 tonelada por passageiro. Qualquer indiv\u00edduo com consci\u00eancia ecol\u00f3gica n\u00e3o deixar\u00e1 para j\u00e1 de colocar em quest\u00e3o os seus eventuais desejos de prospec\u00e7\u00e3o tur\u00edstica que requeiram viagens a\u00e9reas. A esse prop\u00f3sito o <em>Le Monde<\/em> acaba de publicar um artigo em que descreve as inquieta\u00e7\u00f5es de estudantes e professores em escolas de engenharia sobre o futuro da avia\u00e7\u00e3o neste mundo em ebuli\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o que j\u00e1 se havia revelado em 2020, altura em que o mesmo <em>Le Monde<\/em> havia publicado um texto em que 710 estudantes do sector da aeron\u00e1utica defendiam reconvers\u00f5es industriais e uma redu\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fego a\u00e9reo. Mais actualmente, um professor em aerodin\u00e2mica refere-se \u00e0 situa\u00e7\u00e3o dizendo que \u201cos estudantes sentem uma forma de depress\u00e3o existencial numa altura em que, para uma parte da popula\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 nada de mais grotesco do que p\u00f4r avi\u00f5es no ar e enviar foguet\u00f5es para o espa\u00e7o\u201d. O mesmo professor d\u00e1 por outro lado relevo \u00e0 inquieta\u00e7\u00e3o que manifestam os futuros empregadores de tais estudantes: \u201cSe os seus futuros quadros come\u00e7am a dizer que \u00e9 preciso p\u00f4r um fim ao tr\u00e1fego a\u00e9reo e passam \u00e0 permacultura, isso equivale a desmontar os aeroportos e a reactivar as dilig\u00eancias\u201d. E: \u201cMas a elite que n\u00f3s formamos tem uma responsabilidade particular para com a sociedade. Se n\u00f3s n\u00e3o inventarmos os avi\u00f5es e os foguet\u00f5es adequados, limpos, quem \u00e9 que o vai fazer?\u201d<a href=\"#_ftn5\" id=\"_ftnref5\">[5]<\/a> Enfim, as revolu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas s\u00e3o necess\u00e1rias ao \u201cesverdeamento\u201d e este requer as revolu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Lisboa, 10 de Dezembro de 2021<\/p>\n\n\n\n<p>Filipe do Carmo<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/filipe1-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6494\" width=\"316\" height=\"286\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/filipe1-2.jpg 407w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/filipe1-2-300x271.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 316px) 100vw, 316px\" \/><figcaption>Filipe do Carmo<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Ver p\u00e1ginas 10 e 11 do <em>Le Monde<\/em> de 2021-10-13, p\u00e1gina 13 do <em>Le Monde<\/em> de 2021-10-14 e tamb\u00e9m a cr\u00f3nica de St\u00e9phane Foucart no <em>Le Monde<\/em> de 31\/10 a 2\/11 de 2021 (p\u00e1gina 29). Foucart acrescenta, entre outras refer\u00eancias, que o pr\u00edncipe herdeiro da Ar\u00e1bia Saudita vai no mesmo sentido, anunciando que o objectivo de zero emiss\u00f5es do seu pa\u00eds ser\u00e1 atingido at\u00e9 2060 gra\u00e7as a uma estrat\u00e9gia de economia circular do carbono (tal compromisso repousando inteiramente, segundo Foucart, nas tecnologias futuras \u2013 e provavelmente imagin\u00e1rias \u2013 que permitir\u00e3o queimar todo o petr\u00f3leo do subsolo e circularizar todo o carbono produzido).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Poderei enviar o texto desta entrevista, cujo t\u00edtulo \u00e9 \u201cCidad\u00e3os t\u00eam que mudar o modo de vida e consumo\u201d, se tal me for solicitado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> Conforme explicitado na entrevista j\u00e1 referida feita a Costa e Silva. Sobre a generalidade das quest\u00f5es relativas ao oceano, em particular desenvolvimentos das quest\u00f5es abordadas acima, ver ainda 3 artigos no <em>Le Monde<\/em>: \u201cNotre futur est intimement li\u00e9 \u00e0 la sant\u00e9 de l\u2019oc\u00e9an\u201d (2021-11-03, p\u00e1g. 34), \u201cL\u2019oc\u00e9an, grand oubli\u00e9 da la COP26\u201d (2021-11-05, p\u00e1g. 28) e \u201cPendant que les pays puissants d\u00e9lib\u00e8rent, la mer monte\u201d (2021-11-16, p\u00e1g. 10).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\" id=\"_ftn4\">[4]<\/a> Veja-se por exemplo o grande t\u00edtulo do <em>Le Monde<\/em> de 8 de Dezembro (\u201cComment les in\u00e9galit\u00e9s rongent la plan\u00e8te\u201d) onde vem escrito em grandes caracteres que os 10% mais ricos do planeta se apropriam de 52% dos rendimentos, det\u00eam 76% das riquezas e emitem 48% do CO<sub>2<\/sub> mundial (isso enquanto para os 50% mais pobres os correspondentes valores s\u00e3o 8,5%, 2% e 12%). Veja-se tamb\u00e9m, no mesmo contexto, o que vem referido nessa mesma edi\u00e7\u00e3o, primeiro no editorial, sob o t\u00edtulo \u201cSoci\u00e9t\u00e9s plus \u00e9galitaires, la solution est politique\u201d (p\u00e1gina 37), depois no artigo intitulado \u201cPollution: les populations les plus riches sont les plus \u00e9mettrices\u201d (p\u00e1gina 24).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\" id=\"_ftn5\">[5]<\/a> Ver \u201cTurbulences \u00e9tiques dans l\u2019a\u00e9ronautique\u201d (<em>Le Monde<\/em> de 9 de Dezembro, p\u00e1gina 40).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>AMBIENTE E ECONOMIA | DOSSI\u00ca \u2013 Parte 2 A AGRESS\u00c3O AO PLANETA (II) No meu&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":6508,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6481"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6481"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6481\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6495,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6481\/revisions\/6495"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6508"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6481"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}