{"id":6496,"date":"2022-05-06T04:50:25","date_gmt":"2022-05-06T04:50:25","guid":{"rendered":"https:\/\/semfronteiras.eu\/?page_id=6496"},"modified":"2022-05-06T06:16:35","modified_gmt":"2022-05-06T06:16:35","slug":"dossie-ambiente-a-agressao-ao-planeta-3","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/dossie-ambiente-a-agressao-ao-planeta-3\/","title":{"rendered":"DOSSI\u00ca AMBIENTE | A AGRESS\u00c3O AO PLANETA"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background\">AMBIENTE E ECONOMIA | DOSSI\u00ca &#8211; Parte 3<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A AGRESS\u00c3O AO PLANETA (III)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As desigualdades sociais que j\u00e1 foram expostas a prop\u00f3sito das emiss\u00f5es de GEE (gases com efeitos de estufa) e de outros aspectos da agress\u00e3o ao meio ambiente t\u00eam-se adicionado, conforme tamb\u00e9m foi evidenciado, \u00e0s desigualdades que em particular j\u00e1 s\u00e3o bem conhecidas e objecto de lutas entre classes que n\u00e3o deixaram de caracterizar as sociedades humanas desde o desencadeamento da revolu\u00e7\u00e3o industrial. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"684\" data-id=\"6499\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Oceanos-e-pla\u0301sticos-4-1024x684.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6499\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Oceanos-e-pla\u0301sticos-4-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Oceanos-e-pla\u0301sticos-4-300x200.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Oceanos-e-pla\u0301sticos-4-768x513.jpg 768w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Oceanos-e-pla\u0301sticos-4.jpg 1389w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"627\" height=\"622\" data-id=\"6498\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Oceanos-e-pla\u0301sticos.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6498\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Oceanos-e-pla\u0301sticos.jpg 627w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Oceanos-e-pla\u0301sticos-300x298.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Oceanos-e-pla\u0301sticos-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 627px) 100vw, 627px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>Se as disputas sobre a distribui\u00e7\u00e3o, a partilha, do que se tem produzido desde ent\u00e3o, conduziram ao desenvolvimento sindical, ao surgimento e desenvolvimento do marxismo e mesmo de regimes socialistas, em particular comunistas, j\u00e1 as agress\u00f5es ao meio ambiente (com o sistema de produ\u00e7\u00e3o a tornar-se um sistema de destrui\u00e7\u00e3o) tendem a conduzir que se privilegie outro aspecto fundamental \u00e0 viv\u00eancia humana: as condi\u00e7\u00f5es de habitabilidade do planeta. Assim, se os excessos de produ\u00e7\u00e3o que est\u00e3o por detr\u00e1s das referidas agress\u00f5es t\u00eam levado a que se desenvolvam teorias que defendem o \u201cdecrescimento\u201d (em oposi\u00e7\u00e3o frontal \u00e0 generalidade dos empres\u00e1rios e maiorias pol\u00edticas que continuam a considerar essencial o \u201ccrescimento econ\u00f3mico\u201d) j\u00e1 um fil\u00f3sofo, soci\u00f3logo e antrop\u00f3logo como o franc\u00eas Bruno Latour prop\u00f5e outra via para fazer face aos problemas que afectam o nosso meio ambiente. Referindo que a ecologia \u00e9 a nova luta de classes e que \u00e9 preciso refor\u00e7ar, dar um novo sentido, ao materialismo hist\u00f3rico, Latour acha essencial que se tenha em considera\u00e7\u00e3o o que as ci\u00eancias do sistema Terra nos ensinam para al\u00e9m das ci\u00eancias sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>As elites liberais, defensoras do capitalismo, encontraram o modo eficaz de prometer \u00e0s classes mais pobres, crescentemente desde sobretudo o final da segunda guerra mundial, um \u201cdesenvolvimento infinito\u201d. E \u00e9 isso que tem mantido essas classes numa calma que em per\u00edodos anteriores n\u00e3o existia. \u00c9 essa a percep\u00e7\u00e3o que Bruno Latour d\u00e1<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, contudo, da situa\u00e7\u00e3o mais recente, o que o leva a falar de \u201ctrai\u00e7\u00e3o\u201d dessas elites para com essas classes mais pobres, dado estas n\u00e3o terem sido prevenidas de que esse \u201cdesenvolvimento infinito\u201d tinha deixado de ser poss\u00edvel. Por outro lado, Latour, aparentemente numa perspectiva de encontrar um termo que possa substituir o \u201cdesenvolvimento infinito\u201d de modo a motivar a luta contra o sistema por parte dessas classes menos favorecidas, opta por \u201cprosperidade\u201d \u2013 que considera precisamente o que a produ\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas destruidoras do sistema torna imposs\u00edvel para a maioria das pessoas \u2013 preferivelmente a \u201cdecrescimento\u201d. Trata-se, para o fil\u00f3sofo, de abordar a luta de classes em que a ecologia \u00e9 o ponto central de modo a ganhar ideologicamente tal luta num novo ponto de partida. Essa preocupa\u00e7\u00e3o de Latour ganha consist\u00eancia quando lhe perguntam como insere as desigualdades sociais nas lutas pela ecologia. Uma tal quest\u00e3o tem impl\u00edcita a ideia de que as agress\u00f5es ao meio ambiente n\u00e3o reflectem desigualdades sociais, ou que n\u00e3o as agravam. E o entrevistado est\u00e1 pleno de raz\u00e3o quando, na sua resposta, pergunta: \u201cQuem \u00e9 que define o que \u00e9 um problema social?\u201d E explicita que as desigualdades ditas \u201csociais\u201d n\u00e3o deixam de resultar de apropria\u00e7\u00f5es privadas excessivas do meio ambiente e que incidem sobre os objectos mais correntes: a habita\u00e7\u00e3o, a alimenta\u00e7\u00e3o, a educa\u00e7\u00e3o, a mobilidade, o trabalho, as rela\u00e7\u00f5es familiares, a divis\u00e3o dos g\u00e9neros (com os conflitos sociais a incidir cada vez mais sobre as condi\u00e7\u00f5es de habitabilidade). N\u00e3o deixando de denunciar a utiliza\u00e7\u00e3o das palavras de ordem da antiga luta de classes para as virar contra a nova que mais recentemente come\u00e7a a ser reconhecida como tal.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u201cprosperidade\u201d que Latour defende d\u00e1 certamente um lugar essencial \u00e0 habitabilidade e isso \u00e9 importante quando se pretende criticar o excesso de produ\u00e7\u00e3o material que alimenta um sistema de consumo desenfreado que leva \u00e0s descargas exagerad\u00edssimas de lixo, em particular os GEE que j\u00e1 poluem a biosfera de modo que come\u00e7a a ser insuport\u00e1vel e amea\u00e7am o futuro da humanidade. E se em si o \u201csempre cada vez mais\u201d associado ao \u201cdesenvolvimento infinito\u201d n\u00e3o deixa de poder ser antagonizado por essa prosperidade, o que parece poder tamb\u00e9m ser dedut\u00edvel deste \u00faltimo conceito para as massas humanas \u2013 e isso \u00e9 claramente inconveniente \u2013 \u00e9 que a prosperidade se alcan\u00e7a com mais consumo. Ora \u201cdecrescimento\u201d, conceito que Latour p\u00f5e de lado, tem a vantagem n\u00e3o s\u00f3 de evidenciar que o excesso de produ\u00e7\u00e3o material tem que ser contrariado para cada humano em particular (e com maior relevo para os que mais consomem, os que pertencem \u00e0s elites liberais) mas tamb\u00e9m a sua incompatibilidade com os n\u00fameros acrescidos que a demografia planet\u00e1ria tem vindo a revelar. \u00c9 que, mantendo a situa\u00e7\u00e3o presente de crescimento anual de cerca de 3%, conforme se refere no artigo<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a> \u201c\u00c9loge de la d\u00e9croissance\u201d, dentro de 24 anos a produ\u00e7\u00e3o e o consumo ter\u00e3o duplicado. O que significa que o tema do controlo do crescimento populacional necessita de ser tomado bastante a s\u00e9rio, j\u00e1 que esse crescimento, por si s\u00f3, tende a requerer um excesso de produ\u00e7\u00e3o material ainda mais acentuado. A quest\u00e3o que o artigo em refer\u00eancia tende a privilegiar parece limitar, contudo, os danos dos excessos de produ\u00e7\u00e3o \u00e0s emiss\u00f5es de GEE quando os lixos que resultam do processo produtivo t\u00eam, de facto, uma muito maior abrang\u00eancia. O que, no entanto, n\u00e3o impede de reconhecer valor a muitas das posi\u00e7\u00f5es de Vincent Liegey, em particular quando defende que \u201cO que est\u00e1 em causa \u00e9 tamb\u00e9m a ren\u00fancia ao produtivismo, ao consumismo, e deixar de entender e organizar a sociedade s\u00f3 atrav\u00e9s do prisma da economia. \u00c9 conveniente juntar a esta reflex\u00e3o uma cr\u00edtica radical do tecnocientismo, uma aliena\u00e7\u00e3o que pretende que a tecnologia poder\u00e1 resolver tudo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O decrescimento, contudo, levanta uma infinidade de problemas. Em primeiro lugar, os seus proponentes n\u00e3o chegam facilmente a acordo sobre as medidas que ser\u00e1 necess\u00e1rio tomar para o fazer avan\u00e7ar. Alguns desses seus defensores \u2013 que come\u00e7am por preferir falar n\u00e3o de decrescimento mas sim de \u201cp\u00f3s-crescimento\u201d \u2013 atribuem grande import\u00e2ncia a ideais de solidariedade que se afirmariam pela cria\u00e7\u00e3o de grupos de compras locais, moedas locais, hortas urbanas e iniciativas de v\u00e1rias naturezas e origens. Essa criatividade local que privilegiaria a autonomia opor-se-ia aos planos que v\u00eam do topo e afirmar-se-ia por modos de governa\u00e7\u00e3o que seriam polic\u00eantricos. Estes s\u00e3o ideais que merecem certamente toda a considera\u00e7\u00e3o, mas que n\u00e3o parecem apresentar as respostas que s\u00e3o necess\u00e1rias ao conjunto de agress\u00f5es que actualmente atingem o planeta.<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\">[3]<\/a> Em segundo lugar, a defesa do decrescimento encontra dificuldades quando se consideram os pa\u00edses menos desenvolvidos e se procura definir os meios que permitam avan\u00e7ar em tal sentido sem impedir tais pa\u00edses de virem a atingir n\u00edveis de qualidade de vida que os aproximem dos mais adiantados nessa particularidade. Dir-se-\u00e1 em tal contexto que \u201cSe os Ocidentais n\u00e3o t\u00eam qualquer legitimidade em procurar impor aos outros os condicionamentos em termos de consumismo que come\u00e7am a encarar para eles pr\u00f3prios, eles t\u00eam a dupla obriga\u00e7\u00e3o de reconhecer a sua responsabilidade nas cat\u00e1strofes, tanto as que j\u00e1 estamos a viver como as que h\u00e3o-de vir, e de p\u00f4r um termo \u00e0 explora\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses do Sul\u201d (conforme se diz no texto j\u00e1 referido de Vincent Liegey). Reconhecendo a sua responsabilidade, os Ocidentais dever\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 reduzir os seus consumos como participar financeiramente na reestrutura\u00e7\u00e3o das economias dos pa\u00edses menos desenvolvidos, de modo a permitir-lhes aceder \u00e0 referida qualidade de vida sem que a actividade que tenham que desenvolver para tal efeito agrave a situa\u00e7\u00e3o em termos planet\u00e1rios. Por outro lado, a redu\u00e7\u00e3o dos consumos e logo a da produ\u00e7\u00e3o nos pa\u00edses desenvolvidos, levanta problemas enormes: um sistema empresarial dimensionado em termos de activos investidos (sobretudo imobili\u00e1rios) e de recursos humanos para fazer face a uma procura que ir\u00e1 ter quebras muito significativas, n\u00e3o poder\u00e1 deixar de ser fortemente afectado e n\u00e3o s\u00f3 uma sucess\u00e3o de fal\u00eancias ser\u00e1 inevit\u00e1vel como os problemas que surgir\u00e3o com a quebra de rendimentos dos trabalhadores colocar\u00e3o eventualmente a sociedade numa situa\u00e7\u00e3o extremamente ca\u00f3tica. E sublinha-se o \u201ceventualmente\u201d porque n\u00e3o se poder\u00e1 p\u00f4r de lado a possibilidade de as institui\u00e7\u00f5es que governam os pa\u00edses desenvolvidos (em que ser\u00e1 necess\u00e1rio incluir j\u00e1 a China e mesmo outros actores como o Brasil e a \u00cdndia que, pelas dimens\u00f5es demogr\u00e1ficas e de esfor\u00e7o produtivo que os caracterizam, n\u00e3o podem nesse contexto ser ignorados) encontrem meios de superar essa amea\u00e7a de caos. Capacidade que, neste momento, parece contudo extremamente improv\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa improbabilidade v\u00ea-se refor\u00e7ada por outros factores que at\u00e9 agora n\u00e3o foram referidos neste texto e nos que o precedem com o necess\u00e1rio desenvolvimento. Entre eles figura o crescimento demogr\u00e1fico. Actualmente a popula\u00e7\u00e3o deste nosso mundo dever\u00e1 atingir perto de 8 mil milh\u00f5es (\u00e9ramos cerca de mil milh\u00f5es em 1800). Quantos seremos em 2100? 10 mil milh\u00f5es? Evolu\u00e7\u00e3o que poder\u00e1 n\u00e3o ser o mais importante pois os 8 mil milh\u00f5es j\u00e1 produzem res\u00edduos que causam n\u00e3o s\u00f3 grandes dificuldades mas tamb\u00e9m amea\u00e7as que chegam para colocar outros problemas que at\u00e9 agora s\u00f3 podem ser classificados de insol\u00faveis e que est\u00e3o bastante para al\u00e9m da substitui\u00e7\u00e3o dos combust\u00edveis f\u00f3sseis pelas energias renov\u00e1veis. S\u00e3o quest\u00f5es por\u00e9m que n\u00e3o poder\u00e3o ser abordadas neste momento, ficando para um pr\u00f3ximo texto.<\/p>\n\n\n\n<p>Lisboa, 17 de Dezembro de 2021<\/p>\n\n\n\n<p>Filipe do Carmo<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/filipe1-3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6497\" width=\"333\" height=\"301\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/filipe1-3.jpg 407w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/filipe1-3-300x271.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><figcaption>Filipe do Carmo<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Em entrevista publicada em 2021-12-11 no <em>Le Monde <\/em>(p\u00e1ginas 38 a 40).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Artigo de Vincent Liegey no <em>Le Monde Diplomatique<\/em>, Outubro de 2021 (p\u00e1gina 20).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> Ver em particular o livro <em>Vers une soci\u00e9t\u00e9 post-croissance<\/em>, obra dirigida por I. Cassiers, K. Mar\u00e9chal, D. M\u00e9da (Editora L\u2019Aube).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>AMBIENTE E ECONOMIA | DOSSI\u00ca &#8211; Parte 3 A AGRESS\u00c3O AO PLANETA (III) As desigualdades&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":6507,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6496"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6496"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6496\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6500,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6496\/revisions\/6500"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6507"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6496"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}