{"id":6509,"date":"2022-05-06T05:09:05","date_gmt":"2022-05-06T05:09:05","guid":{"rendered":"https:\/\/semfronteiras.eu\/?page_id=6509"},"modified":"2022-05-06T06:35:23","modified_gmt":"2022-05-06T06:35:23","slug":"dossia-ambiente-agressao-ao-planeta","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/dossia-ambiente-agressao-ao-planeta\/","title":{"rendered":"DOSSI\u00ca AMBIENTE | AGRESS\u00c3O AO PLANETA"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background\">AMBIENTE E ECONOMIA | DOSSI\u00ca &#8211; Parte 5<\/p>\n\n\n\n<p><a><strong>A AGRESS\u00c3O AO PLANETA (V)<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>As consequ\u00eancias do aquecimento global t\u00eam assumido uma relev\u00e2ncia de grande import\u00e2ncia nos textos que precedem o actual. Neles, tem-se dado relevo a causas que est\u00e3o por detr\u00e1s desse aquecimento, como a emiss\u00e3o de gases com efeito de estufa (GEE) e a falta de implementa\u00e7\u00e3o de medidas suficientes para assegurar a reten\u00e7\u00e3o \u00e0 superf\u00edcie do carbono, nomeadamente a adequada protec\u00e7\u00e3o das florestas e do oceano. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"953\" height=\"513\" data-id=\"6511\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/lixo-3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6511\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/lixo-3.jpg 953w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/lixo-3-300x161.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/lixo-3-768x413.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 953px) 100vw, 953px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-default\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"955\" height=\"533\" data-id=\"6512\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/megamine\u0301ria-3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6512\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/megamine\u0301ria-3.jpg 955w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/megamine\u0301ria-3-300x167.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/megamine\u0301ria-3-768x429.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 955px) 100vw, 955px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>E nestes dois dom\u00ednios poder-se-\u00e1 logo identificar agress\u00f5es, j\u00e1 referidas nos textos iniciais. Por um lado, tais agress\u00f5es derivam da implanta\u00e7\u00e3o em terrenos at\u00e9 ent\u00e3o florestais de culturas agr\u00edcolas destinadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo de palma, soja, caf\u00e9 e cacau ou as que se destinam \u00e0 extra\u00e7\u00e3o de madeiras e \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de bovinos<a id=\"_ftnref1\" href=\"#_ftn1\">[1]<\/a>. Constituem, por outro lado, igualmente agress\u00f5es os res\u00edduos, os lixos, de grande diversidade, que, directa ou indirectamente, acabam por contaminar as \u00e1guas mar\u00edtimas.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>No concernente especificamente \u00e0s consequ\u00eancias do aquecimento global, parece oportuno dar destaque a acontecimentos recentes que tendem a confirmar a gravidade crescente dos desastres ambientais que, sem de algum modo serem exclusivos dos pa\u00edses ocidentais, afectaram nos dois \u00faltimos anos v\u00e1rios pa\u00edses da Europa (excessivo calor no ver\u00e3o de 2020 e inunda\u00e7\u00f5es, sobretudo em 2021) e, muito recentemente, a Am\u00e9rica do Norte. Em particular, tornados e ciclones t\u00eam devastado grandes \u00e1reas dos Estados Unidos, causando inunda\u00e7\u00f5es, mortes, destruindo habita\u00e7\u00f5es e outros edif\u00edcios, e incrementando, com os seus ventos incontrol\u00e1veis, inc\u00eandios derivados das elevadas temperaturas que se repetem cada vez mais. Foi uma dessas situa\u00e7\u00f5es que nos dias finais de 2021 (portanto em per\u00edodo de inverno) envolveu fortes inc\u00eandios, causou grandes destrui\u00e7\u00f5es e deixou meio milh\u00e3o de pessoas sem electricidade na \u00e1rea de Denver, no Colorado. E que contribuiu para que mais de 40% de Americanos vivam em \u00e1reas administrativas que foram atingidas por desastres clim\u00e1ticos no ano passado.<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>No respeitante, mais em detalhe, \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o dos oceanos pelos res\u00edduos das actividades humanas, recorde-se sinteticamente o que j\u00e1 foi dito nos textos anteriores. Em particular, foi referida a letalidade dos pl\u00e1sticos para as cadeias alimentares marinhas, as polui\u00e7\u00f5es provocadas pelas \u00e1guas residuais (dom\u00e9sticas e as derivadas das actividades econ\u00f3micas, em particular as de origem agr\u00edcola), a acidifica\u00e7\u00e3o das \u00e1guas e as suas consequ\u00eancias para as esp\u00e9cies mar\u00edtimas, assim como os efeitos sobre o aumento de volume do oceano, causados por um lado pelo aquecimento das \u00e1guas e, por outro, pelo processo de degelo. E ainda foi referida a acumula\u00e7\u00e3o, nos metros mais superficiais das \u00e1guas mar\u00edtimas, de enormes quantidades de energia, a qual se liberta para a atmosfera e provoca os fen\u00f3menos clim\u00e1ticos extremos e as devasta\u00e7\u00f5es que lhes est\u00e3o associadas, de que se acabou de dar detalhes no par\u00e1grafo anterior. Sobre todas estas mat\u00e9rias, a ONU publicou em Abril de 2021 o designado <em>The Second World Ocean Assessment<\/em> (WOA II), um documento de 1200 p\u00e1ginas (esse relat\u00f3rio foi antecedido do WOA I, publicado em 2016). De acordo com um artigo sobre esse relat\u00f3rio<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, s\u00e3o a\u00ed sintetizados numerosos estudos cient\u00edficos, o que conduziu a evidenciar situa\u00e7\u00f5es bastante alarmantes no respeitante \u00e0 fauna e flora mar\u00edtimas, \u00e0 composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica das \u00e1guas, \u00e0 altera\u00e7\u00e3o das zonas costeiras e \u00e0 multiplica\u00e7\u00e3o de causas que podem dar origem a doen\u00e7as. Estes eram temas j\u00e1 desenvolvidos no WOA I mas, dada a degrada\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica desde ent\u00e3o dos indicadores estudados, houve necessidade de acrescentar novos cap\u00edtulos no WOA II para ter em conta as amea\u00e7as suplementares que pesam sobre o mundo mar\u00edtimo. Entre elas est\u00e3o os ru\u00eddos que as actividades industriais, petrol\u00edferas, do g\u00e1s, os navios e os sonares enviam para as massas de \u00e1gua, assim como, entre outras, a eros\u00e3o acelerada das zonas costeiras, os novos poluentes e a difus\u00e3o de subst\u00e2ncias medicamentosas (incluindo antibi\u00f3ticos, analg\u00e9sicos e outras subst\u00e2ncias farmac\u00eauticas como os cremes solares, al\u00e9m de produtos de higiene pessoal e de beleza). Um dos aspectos a que o artigo em refer\u00eancia d\u00e1 especial aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o da multiplica\u00e7\u00e3o de \u00e1reas problem\u00e1ticas em que o volume global de oxig\u00e9nio dissolvido tem vindo a diminuir, conduzindo \u00e0s designadas \u201czonas mortas\u201d, o que, por um lado, leva a fauna mar\u00edtima a esfor\u00e7ar-se por escapar \u00e0 asfixia que a amea\u00e7a e, por outro, provoca a emiss\u00e3o de grandes quantidades de prot\u00f3xido de azoto, um poderoso GEE. A reparti\u00e7\u00e3o dessas \u00e1reas ao longo das zonas costeiras permite ter indica\u00e7\u00f5es sobre os excessos da agricultura intensiva, j\u00e1 que eles surgem em grande parte devido \u00e0s descargas de nitratos e fosfatos. Mas as amea\u00e7as que incidem sobre a vida mar\u00edtima e que s\u00e3o especificadas no relat\u00f3rio s\u00e3o bastante mais vastas e incluem por exemplo acumula\u00e7\u00f5es de mat\u00e9rias vegetais, de cores variadas, que flutuam perto das zonas costeiras (atingindo por vezes sete metros de espessura) e que podem dar origem a intoxica\u00e7\u00f5es da vida marinha e mesmo dos humanos (paralisando a respira\u00e7\u00e3o, atacando o sistema nervoso, o f\u00edgado, a pele, ou mesmo causando amn\u00e9sias).<\/p>\n\n\n\n<p>No que em particular diz respeito aos pl\u00e1sticos, ser\u00e1 necess\u00e1rio dar aten\u00e7\u00e3o ao turbilh\u00e3o de res\u00edduos dessa natureza que t\u00eam infestado os territ\u00f3rios de pa\u00edses situados sobretudo na \u00c1sia do Sudeste e que resultam de exporta\u00e7\u00f5es ocidentais dos lixos resultantes das suas actividades econ\u00f3micas, nomeadamente dos consumos das respectivas popula\u00e7\u00f5es. Na realidade, essa regi\u00e3o passou a ser invadida por res\u00edduos depois de a China ter posto termo, em 2018, \u00e0s suas actividades de reciclagem. At\u00e9 ent\u00e3o, os pa\u00edses ocidentais enviavam-lhe os seus res\u00edduos aproveitando os contentores que regressavam vazios na sequ\u00eancia das exporta\u00e7\u00f5es chinesas de produtos manufacturados. A reac\u00e7\u00e3o chinesa deveu-se n\u00e3o s\u00f3 a uma consciencializa\u00e7\u00e3o que atingiu a sua opini\u00e3o p\u00fablica de que as actividades artesanais de reciclagem e incinera\u00e7\u00e3o que se haviam desenvolvido no seu territ\u00f3rio significavam mis\u00e9ria, sobretudo no respeitante ao ambiente e \u00e0 sa\u00fade dos seus cidad\u00e3os, mas tamb\u00e9m ao forte aumento da sua pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o de res\u00edduos. A \u201cind\u00fastria\u201d da reciclagem deslocou-se ent\u00e3o para a \u00c1sia do Sudeste, atingindo em particular a Mal\u00e1sia, o Vietnam, a Tail\u00e2ndia e a Indon\u00e9sia. Incluindo actividades de trapeiros, que procuram encontrar, entre os detritos, objectos ou meros materiais &nbsp;descartados como lixo pelos cidad\u00e3os dos pa\u00edses desenvolvidos (objectos ou materiais tidos por vezes como preciosidades que podem valer quantias que para esses trapeiros s\u00e3o elevadas), a referida \u201cind\u00fastria\u201d faz os poss\u00edveis por seleccionar o pl\u00e1stico a reciclar encaminhando a seguir os restantes materiais (frequentemente subst\u00e2ncias org\u00e2nicas em decomposi\u00e7\u00e3o) como combust\u00edvel para f\u00e1bricas pr\u00f3ximas. N\u00e3o obstante o esfor\u00e7o que foi surgindo por parte de alguns desses pa\u00edses da \u00c1sia do Sudeste \u2013 esfor\u00e7o que deu origem a alguma legisla\u00e7\u00e3o internacional, nomeadamente no sentido de garantir que os pl\u00e1sticos export\u00e1veis estejam limpos e sejam realmente recicl\u00e1veis \u2013 para impedir as exporta\u00e7\u00f5es desses lixos pelos pa\u00edses ocidentais, muitos problemas continuam sem solu\u00e7\u00e3o. Assim, \u201c\u2026desde os anos 1950, de entre os 6,3 mil milh\u00f5es de toneladas de res\u00edduos pl\u00e1sticos produzidos em todo o mundo, s\u00f3 9% foram reciclados e 12% incinerados. O restante acumula-se nos aterros sanit\u00e1rios ou no meio ambiente e acaba frequentemente, sob uma forma mais ou menos degradada, nos oceanos.\u201d<a href=\"#_ftn4\" id=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Lisboa, 19 de Janeiro de 2022<\/p>\n\n\n\n<p>Filipe do Carmo<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/filipe1-5.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6510\" width=\"343\" height=\"310\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/filipe1-5.jpg 407w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/filipe1-5-300x271.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 343px) 100vw, 343px\" \/><figcaption>Filipe do Carmo<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Muito recentemente, em 2022-01-06, foi publicado no jornal P\u00fablico, sobre a proposta da Comiss\u00e3o Europeia que visa contrariar os processos de desfloresta\u00e7\u00e3o associados a tais produtos, o artigo \u201cCombate \u00e0 desfloresta\u00e7\u00e3o global exige n\u00e3o esquecer os direitos humanos\u201d, de autoria de Francisco Ferreira, Presidente da Associa\u00e7\u00e3o Zero. A este prop\u00f3sito, saliente-se a observa\u00e7\u00e3o do autor que refere e critica o facto de a proposta deixar de fora a carne enlatada e a borracha (verificando-se, acrescento eu, que a Comiss\u00e3o, na sua defesa dos interesses europeus, d\u00e1 mais import\u00e2ncia a uma ind\u00fastria autom\u00f3vel que n\u00e3o pode passar sem borracha do que aos interesses dos consumidores dos produtos agr\u00edcolas em refer\u00eancia).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Veja-se, sobre tais situa\u00e7\u00f5es nos Estados Unidos, o artigo \u201cMore than 40 percent of Americans live in counties hit by climate disasters in 2021\u201d, publicado no Washington Post de 2022-01-05.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> \u201cL\u2019oc\u00e9an en perdition\u201d, <em>Le Monde<\/em> de 2021-06-09, p\u00e1ginas 22-23.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\" id=\"_ftn4\">[4]<\/a> Para mais detalhes sobre este conjunto de quest\u00f5es ver o artigo \u201cD\u00e9ferlement de d\u00e9chets plastiques en Asie du Sud-Est\u201d, publicado no <em>Le Monde Diplomatique<\/em> de Maio de 2021, p\u00e1ginas 6 e 7.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>AMBIENTE E ECONOMIA | DOSSI\u00ca &#8211; Parte 5 A AGRESS\u00c3O AO PLANETA (V) As consequ\u00eancias&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":6513,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6509"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6509"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6509\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6543,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6509\/revisions\/6543"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6513"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6509"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}