{"id":6528,"date":"2022-05-06T05:34:11","date_gmt":"2022-05-06T05:34:11","guid":{"rendered":"https:\/\/semfronteiras.eu\/?page_id=6528"},"modified":"2022-05-06T07:35:34","modified_gmt":"2022-05-06T07:35:34","slug":"dossie-ambiente-a-agressao-ao-planeta-7","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/dossie-ambiente-a-agressao-ao-planeta-7\/","title":{"rendered":"DOSSI\u00ca AMBIENTE | A AGRESS\u00c3O AO PLANETA"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background\">AMBIENTE E ECONOMIA | DOSSI\u00ca &#8211; Anexos<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-white-color has-vivid-red-background-color has-text-color has-background\"><strong>ANEXO sobre popula\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As estimativas para a popula\u00e7\u00e3o mundial em 1800 apontam para cerca de mil milh\u00f5es. De acordo com o quadro que a seguir se apresenta, essa popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 era, em 1960, de cerca do triplo. E desde ent\u00e3o o forte crescimento continuou e essa popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 atingia cerca de 7,8 mil milh\u00f5es em 2020.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"675\" height=\"272\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/q1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6530\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/q1.jpg 675w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/q1-300x121.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 675px) 100vw, 675px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Quadro estabelecido (popula\u00e7\u00f5es) a partir de dados de United Nations Population Division<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>(\u201c<a href=\"https:\/\/population.un.org\/wpp\/)\">World Population Prospects: 2019 Revision<\/a>\u201d: e (\u00e1reas) de p\u00e1ginas da Wikipedia (em ingl\u00eas)<\/p>\n\n\n\n<p>O Quadro mostra que a China e a \u00cdndia s\u00e3o os dois pa\u00edses que, de longe, t\u00eam mais popula\u00e7\u00e3o, verificando-se ainda que a \u00cdndia est\u00e1 em vias de ultrapassar a China, vindo provavelmente a tornar-se em breve o pa\u00eds mais populoso do planeta. Na base de tal situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 sobretudo a elevada densidade populacional desse pa\u00eds em 2020 (uma m\u00e9dia de 420 habitantes por km<sup>2<\/sup>), valor que s\u00f3 \u00e9 aproximado pelo Jap\u00e3o (333\/km<sup>2<\/sup>), o qual, contudo, face a uma \u00e1rea bastante inferior, se encontra bastante longe em termos de total populacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O crit\u00e9rio que esteve por detr\u00e1s da elabora\u00e7\u00e3o do quadro acima n\u00e3o \u00e9 contudo o de comparar popula\u00e7\u00f5es dos diferentes pa\u00edses, mas sim o de o fazer para grandes \u00e1reas do planeta e que levou, relativamente \u00e0s rubricas que s\u00e3o apresentadas e que n\u00e3o se limitam a um \u00fanico pa\u00eds, a s\u00f3 incluir nelas pa\u00edses cujos totais populacionais em 2020 ultrapassam os 50 milh\u00f5es de habitantes. Foi o caso de \u201cOutros \u00c1sia\u201d, rubrica em que s\u00f3 se inclui o Bangladesh, o Ir\u00e3o, a Coreia do Sul, o Myanmar, o Paquist\u00e3o, a Tail\u00e2ndia, a Turquia e o Vietnam. Mas tamb\u00e9m de \u201c\u00c1frica\u201d (apenas Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, Egipto, Eti\u00f3pia, Qu\u00e9nia, Nig\u00e9ria, Tanz\u00e2nia e \u00c1frica do Sul), de \u201cAm\u00e9rica Latina\u201d (Brasil, Col\u00f4mbia e M\u00e9xico) e de \u201cEuropa\u201d (Alemanha, Fran\u00e7a, Reino Unido e It\u00e1lia). No respeitante \u00e0 rubrica \u201cRestantes pa\u00edses\u201d, ela inclui em consequ\u00eancia todos os pa\u00edses que n\u00e3o constam especificamente do Quadro ou os que n\u00e3o est\u00e3o inclu\u00eddos nas rubricas acabadas de referir.<\/p>\n\n\n\n<p>Como se pode ver no gr\u00e1fico que se segue, em termos de percentagem do total mundial os pa\u00edses ou rubricas que mais contam s\u00e3o a China, a \u00cdndia e a \u201cRestantes pa\u00edses\u201d, verificando-se ainda que a \u201cOutros \u00c1sia\u201d e a \u201c\u00c1frica\u201d se t\u00eam vindo progressivamente a destacar dos restantes espa\u00e7os geogr\u00e1ficos. Por outro lado, de entre os pa\u00edses ou rubricas ainda n\u00e3o referidos, verifica-se que Estados Unidos, \u201cEuropa\u201d, R\u00fassia e Jap\u00e3o t\u00eam vindo a perder import\u00e2ncia relativa, enquanto \u201cIndon\u00e9sia e Filipinas\u201d e \u201cAm\u00e9rica Latina\u201d t\u00eam subido ligeiramente em tal perspectiva (no \u00faltimo caso, contudo, mais avan\u00e7ado no sentido da estabiliza\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"687\" height=\"412\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/q2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6531\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/q2.jpg 687w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/q2-300x180.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 687px) 100vw, 687px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Gr\u00e1fico constru\u00eddo a partir de dados inclu\u00eddos no Quadro acima<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O segundo gr\u00e1fico que se apresenta d\u00e1-nos indica\u00e7\u00f5es sobre o crescimento anual em cada d\u00e9cada, permitindo inferir, mais claramente que o faz os dados do Quadro, um<a>a <\/a>tend\u00eancia quase gen\u00e9rica para uma estabiliza\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica. A grande excep\u00e7\u00e3o \u00e9 a rubrica \u201c\u00c1frica\u201d, onde o ritmo de crescimento se tem mantido a n\u00edveis muito pr\u00f3ximos desde 1960. Por outro lado, a evolu\u00e7\u00e3o que nos \u00e9 facultada n\u00e3o permite esperar que o desenvolvimento demogr\u00e1fico se oriente j\u00e1 na d\u00e9cada 2020\/2030 no sentido de uma completa estabiliza\u00e7\u00e3o (e muito menos de decrescimento). De facto, apenas o Jap\u00e3o e a R\u00fassia apresentam nas \u00faltimas d\u00e9cadas elementos de decrescimento ou de estabiliza\u00e7\u00e3o, enquanto \u00e1reas como os Estados Unidos e a \u201cEuropa\u201d, onde os baixos \u00edndices de fecundidade conhecidos poderiam conduzir a decrescimento, veem tal tend\u00eancia a ser contrariada por n\u00edveis de imigra\u00e7\u00e3o elevados. No concernente \u00e0 rubrica \u201cRestantes pa\u00edses\u201d, que no per\u00edodo 2010\/2020 apresenta a segunda taxa de crescimento mais elevada, ela surge (ver tamb\u00e9m gr\u00e1fico anterior) com valores superiores \u00e0 China (e naturalmente tamb\u00e9m \u00e0 \u00cdndia) em termos de total populacional a partir de 1990. Dado o valor extremamente elevado dessa rubrica, considerou-se conveniente dar uma ideia mais precisa dos valores relativos aos pa\u00edses que nela est\u00e3o inclu\u00eddos, o que se faz atrav\u00e9s do quadro que \u00e9 apresentado mais \u00e0 frente, embora apresentando unicamente dados para os pa\u00edses com totais populacionais superiores, em 2020, a 25 milh\u00f5es e inferiores a 50 milh\u00f5es. Assim, se aos \u201cRestantes pa\u00edses\u201d fossem subtra\u00eddos os 911,4 milh\u00f5es relativos aos pa\u00edses inclu\u00eddos no referido quadro, essa rubrica atingiria apenas 893,9 milh\u00f5es de habitantes em 2020, o que a colocaria num patamar mais baixo (11,5% do total planet\u00e1rio em 2020) que a China e a \u00cdndia.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"683\" height=\"364\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/q3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6532\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/q3.jpg 683w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/q3-300x160.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">G<em>r\u00e1fico constru\u00eddo a partir de dados inclu\u00eddos no Quadro acima<\/em><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"604\" height=\"587\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/q4.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6533\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/q4.jpg 604w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/q4-300x292.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 604px) 100vw, 604px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Uma quest\u00e3o pertinente que se coloca sobre a dimens\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o do planeta \u00e9 a da sua evolu\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos tempos, com particular destaque para o horizonte que se estende at\u00e9 2100. De acordo com as projec\u00e7\u00f5es feitas pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas (que s\u00e3o actualizadas de dois em dois anos) o total populacional continuaria a crescer at\u00e9 2100, atingindo ent\u00e3o 10,8 mil milh\u00f5es. Esse crescimento cont\u00ednuo explicar-se-ia em fun\u00e7\u00e3o do que se poder\u00e1 esperar dos factores \u201cmortalidade\u201d, \u201cfecundidade\u201d e \u201cmigra\u00e7\u00f5es\u201d, dada a evolu\u00e7\u00e3o que se tem verificado nos correspondentes indicadores nas \u00faltimas d\u00e9cadas. \u00c9 um pressuposto que poder\u00e1 ser posto em causa, como acontece por exemplo com um estudo efectuado por investigadores do Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME), \u00f3rg\u00e3o integrado na Universidade do Estado de Washington, em Seattle<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Antecipando uma baixa global do n\u00famero de nascimentos por mulher, devido a um melhor acesso aos meios de contracep\u00e7\u00e3o e a um n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o mais elevado, esses investigadores colocam o pico da popula\u00e7\u00e3o mundial bastante antes, em 2064, com 9,7 mil milh\u00f5es de habitantes, prevendo a seguir um decl\u00ednio que faria descer esse total a 8,8 mil milh\u00f5es em 2100. Essa evolu\u00e7\u00e3o estaria influenciada por certas pol\u00edticas adoptadas pelos Estados, em particular em mat\u00e9ria de educa\u00e7\u00e3o e de sa\u00fade, as quais iriam influenciar n\u00e3o s\u00f3 a fecundidade mas tamb\u00e9m as migra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o modelo do IHME, 183 dos 195 pa\u00edses que foram estudados viriam a registar um n\u00famero de nascimentos por mulher inferior a 2,1, abaixo portanto do n\u00edvel de substitui\u00e7\u00e3o, com a taxa de fecundidade mundial a passar de 2,37 em 2017 para 1,66 em 2100. Assim, apenas tr\u00eas regi\u00f5es do planeta (\u00c1frica subsariana, \u00c1frica do Norte e M\u00e9dio Oriente) veriam a sua popula\u00e7\u00e3o aumentar relativamente ao presente, enquanto em 23 pa\u00edses as suas popula\u00e7\u00f5es diminuiriam para metade (em particular, o Jap\u00e3o, a Tail\u00e2ndia, a It\u00e1lia, a Espanha, Portugal e a China). Por outro lado, o estudo do IHME prev\u00ea que os valores populacionais para alguns pa\u00edses (entre os quais a Fran\u00e7a e o Reino Unido) se manteriam, o que seria devido a uma fecundidade pr\u00f3xima do n\u00edvel de substitui\u00e7\u00e3o e a um saldo migrat\u00f3rio positivo.<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Lisboa, 5 de Janeiro de 2022<\/p>\n\n\n\n<p>Filipe do Carmo<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/semfronteiras.eu\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/filipe1-8.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6529\" width=\"342\" height=\"309\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/filipe1-8.jpg 407w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/filipe1-8-300x271.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 342px) 100vw, 342px\" \/><figcaption>Filipe do Carmo<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Conforme exposto num artigo publicado no <em>Le Monde<\/em> de 16 de Julho de 2020, p\u00e1gina 7, intitulado \u201cLa population pourrait d\u00e9cro\u00eetre avant 2100\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Ver tamb\u00e9m sobre estas quest\u00f5es o artigo acabado de citar. Dever-se-\u00e1 ter em aten\u00e7\u00e3o que algumas das hip\u00f3teses admitidas s\u00e3o extremamente ousadas, nomeadamente no que respeita aos destinos das migra\u00e7\u00f5es. Considerar que os modelos migrat\u00f3rios actuais (tanto no que respeita a destinos como a outros factores) se v\u00e3o manter durante um per\u00edodo de 80 anos poder\u00e1 conduzir a erros enormes de previs\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>AMBIENTE E ECONOMIA | DOSSI\u00ca &#8211; Anexos ANEXO sobre popula\u00e7\u00f5es As estimativas para a popula\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":6534,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6528"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6528"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6528\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6556,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6528\/revisions\/6556"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6534"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6528"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}