{"id":10383,"date":"2024-01-02T12:49:03","date_gmt":"2024-01-02T12:49:03","guid":{"rendered":"https:\/\/nsf.pt\/?p=10383"},"modified":"2024-01-02T12:51:37","modified_gmt":"2024-01-02T12:51:37","slug":"doutrina-dahiya","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2024\/01\/02\/doutrina-dahiya\/","title":{"rendered":"Doutrina &#8220;Dahiya\u201d"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">FOCO &#8211; Mundo | Divulga\u00e7\u00e3o Filipe Carmo<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2024-01-02T12:49:03+00:00\">2 de Janeiro, 2024<\/time><\/div>\n\n\n<p><strong>Israel: Doutrina &#8220;Dahiya\u201d, a estrat\u00e9gia militar iniciada no L\u00edbano e prosseguida em Gaza<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Criado:&nbsp; 05\/12\/2023 16:26:18<\/p>\n\n\n\n<p>Local:&nbsp; Lisboa Lisboa PRT<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte:&nbsp; LUSA<\/p>\n\n\n\n<p>Reda\u00e7\u00e3o, 07 dez 2023 (Lusa) \u2013 A ofensiva militar de Israel assenta numa doutrina j\u00e1 aplicada em 2008 na Faixa de Gaza, com origem na guerra do L\u00edbano, denunciada pela ONG israelita \u201cBreaking the Silence\u201d e descrita \u00e0 Lusa pelo especialista militar Agostinho Costa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:22px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"669\" data-id=\"10384\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Magne-Hagesaeter-1024x669.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10384\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Magne-Hagesaeter-1024x669.jpg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Magne-Hagesaeter-300x196.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Magne-Hagesaeter-768x501.jpg 768w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Magne-Hagesaeter.jpg 1210w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Uma cratera em Dahieh, 2008, dois anos depois da guerra <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/2006_Lebanon_War\">2006 Lebanon War<\/a> Foto \u00a9 Magne Hagesaeter<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:17px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>A destrui\u00e7\u00e3o generalizada no enclave da Faixa de Gaza \u2013 a resposta ao ataque do Hamas em 07 de outubro \u2013, e as declara\u00e7\u00f5es dos dirigentes israelitas \u201cindicam que o Ex\u00e9rcito aplica a mesma estrat\u00e9gia utilizada em opera\u00e7\u00f5es precedentes, a \u2018doutrina Dahiya\u2019\u201d, assinalou recentemente na p\u00e1gina digital Breaking the silence\u201d (Quebrar o sil\u00eancio) Nadav Weiman, dirigente desta Organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o-governamental (ONG) de veteranos militares das For\u00e7as de Defesa de Israel (IDF), fundada em 2004.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na perspetiva do veterano militar, esta doutrina foi j\u00e1 aplicada em 2008 na Faixa de Gaza durante a opera\u00e7\u00e3o \u201cChumbo fundido\u201d, mas a sua origem remonta a 2006, quando foi testada no decurso da guerra no vizinho L\u00edbano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Baseado nas experi\u00eancias de combate e nos posteriores relatos de veteranos no decurso da sua experi\u00eancia nos territ\u00f3rios palestinianos ocupados, Nadav Weiman assinala que as anteriores campanhas militares em Gaza assentaram em dois princ\u00edpios base: \u201crisco zero\u201d para as for\u00e7as israelitas, que significa fornecer alta prioridade \u00e0 seguran\u00e7a dos militares, mesmo transferindo os riscos para os civis em Gaza, e a \u201cdoutrina Dahiya\u201d, o nome de um bairro xiita do sul de Beirute arrasado pela avia\u00e7\u00e3o de Israel em 2006 durante a guerra no L\u00edbano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA \u2018doutrina Dahiya\u2019 \u00e9 uma estrat\u00e9gia que \u00e9 deliberadamente dirigida para as infraestruturas civis, uma esp\u00e9cie de \u201cchoque e pavor\u201d levada ao extremo. Implica fundamentalmente a destrui\u00e7\u00e3o de infraestruturas e dirigida ao conjunto da popula\u00e7\u00e3o, para que dessa forma seja diminu\u00eddo o apoio da popula\u00e7\u00e3o ao inimigo, neste caso o Hamas\u201d, indicou \u00e0 Lusa o major-general Agostinho Costa, especialista em assuntos de seguran\u00e7a, tamb\u00e9m numa alus\u00e3o \u00e0 doutrina militar &#8220;Choque e Pavor&#8221; (\u2018Shock and Awe\u2019) aplicada pelos Estados Unidos no decurso da invas\u00e3o do Iraque.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTrata-se de uma estrat\u00e9gia premeditada, e por isso destroem-se tribunais, o parlamento, escolas, padarias\u2026 Uma estrat\u00e9gia verdadeiramente punitiva, para virar a popula\u00e7\u00e3o contra o que Israel considera o seu inimigo\u201d, precisou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A \u201cdoutrina Dahiya\u201d baseia-se desta forma no pressuposto que, num conflito assim\u00e9trico com um \u201cator n\u00e3o estatal\u201d, poder\u00e1 ser garantido um eventual e posterior \u201cper\u00edodo de acalmia\u201d atrav\u00e9s de danos desproporcionados nos recursos militares do inimigo e nas infraestruturas e propriedades civis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Estes dois princ\u00edpios, aplicados desde 2008 no enclave palestiniano, voltaram agora a ser adotados, o que, segundo diversas organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos, constitui uma viola\u00e7\u00e3o das leis da guerra e do direito internacional, sugerindo crimes de guerra.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma estrat\u00e9gia que no atual contexto e segundo Nadav Weiman, citado pelo jornal digital Mediapart, \u201cn\u00e3o \u00e9 apenas errada e in\u00fatil: \u00e9 tamb\u00e9m imoral porque assenta em enormes perdas civis. Dezenas de milhares de habita\u00e7\u00f5es em Gaza foram destru\u00eddas ou danificadas. Bairros inteiros foram literalmente apagados. E isto porque, devido \u00e0 \u2018doutrina Dahiya\u2019, o poder de fogo utilizado deve ser desproporcional. Por isso, o resultado \u00e9 sempre o mesmo: colocar em risco a seguran\u00e7a do pa\u00eds a longo prazo, em benef\u00edcio, a curto prazo, de uma ilus\u00e3o de calma\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma estrat\u00e9gia que suscita apreens\u00e3o nos pr\u00f3prios Estados Unidos, principal aliado de Israel e fornecedor de sofisticado armamento para o seu Ex\u00e9rcito. No passado fim de semana, o secret\u00e1rio da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, advertiu que Israel \u201carrisca uma derrota estrat\u00e9gica\u201d caso continue a ignorar os avisos sobre a crescente morte de civis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsta estrat\u00e9gia \u00e9 uma ilus\u00e3o\u201d, acrescenta Agostinho Costa, ao recorrer \u00e0s recentes declara\u00e7\u00f5es de Lloyd Austin. \u201cIsrael pode ter uma vit\u00f3ria t\u00e1tica, mas se forem formados mais membros do Hamas que os que conseguirem matar, em vez de debilitar o Hamas vai fortalec\u00ea-lo. At\u00e9 Lloyd Austin v\u00ea isso\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo desta estrat\u00e9gia de \u201cfor\u00e7a desproporcionada\u201d consiste em indicar aos palestinianos \u201cquem \u00e9 o mais forte para que entendam ser in\u00fatil resistir\u201d,&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para os defensores da doutrina, visa &#8220;restabelecer a capacidade de dissuas\u00e3o\u201d e garantir no curto prazo uma \u201cilus\u00e3o de calma\u201d \u2013 que ocorreu com a curta tr\u00e9gua de uma semana que terminou na passada sexta-feira entre acusa\u00e7\u00f5es m\u00fatuas \u2013, mas mantendo os objetivos da opera\u00e7\u00e3o: a \u201cdestrui\u00e7\u00e3o do Hamas\u201d, a liberta\u00e7\u00e3o dos ref\u00e9ns ainda em poder do grupo islamita e a pacifica\u00e7\u00e3o de Gaza.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A \u201cdoutrina Dahiya\u201d foi concebida pelo general israelita Gadi Eizenkot, 63 anos, proveniente de uma fam\u00edlia de imigrantes judeus marroquinos, ex-chefe do estado-maior e respons\u00e1vel pelo seu departamento de opera\u00e7\u00f5es, considerado um especialista em \u201ccombate assim\u00e9trico em meio urbano\u201d e apologista em dar prioridade \u00e0 pot\u00eancia de destrui\u00e7\u00e3o em detrimento da precis\u00e3o dos ataques.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u201cO que aconteceu em Dahiya vai acontecer em todas as localidades que sejam a base de disparos contra Israel. Faremos um uso desproporcionado da for\u00e7a contra essas zonas e provocaremos enormes danos e destrui\u00e7\u00f5es. N\u00e3o \u00e9 uma recomenda\u00e7\u00e3o, \u00e9 um plano, e j\u00e1 foi aprovado\u201d, tinha j\u00e1 indicado Eizenkot em 2008, tamb\u00e9m citado pelo jornal digital Mediapart.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A doutrina ser\u00e1 depois exposta por subordinados em nome do Instituto nacional israelita de estudos de seguran\u00e7a (INSS), tamb\u00e9m com o objetivo de \u201cinfligir destrui\u00e7\u00f5es e perdas consider\u00e1veis, impor uma puni\u00e7\u00e3o a um tal n\u00edvel que exigir\u00e1 um processo de reconstru\u00e7\u00e3o longo e custoso\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Desta forma, a \u201cdoutrina Dahiya\u201d j\u00e1 orientou as opera\u00e7\u00f5es do Ex\u00e9rcito israelita em Gaza em 2008, 2012 e 2014, com a inten\u00e7\u00e3o expl\u00edcita de infligir destrui\u00e7\u00f5es em larga escala, sem na pr\u00e1tica distinguir alvos militares e civis. At\u00e9 ao momento os relat\u00f3rios internacionais, em particular das Na\u00e7\u00f5es Unidas e que denunciaram estas a\u00e7\u00f5es, n\u00e3o implicaram qualquer indiciamento de respons\u00e1veis israelitas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Gadi Eizenkot est\u00e1 atualmente integrado no gabinete de guerra do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, com o cargo de ministro sem pasta e com a fun\u00e7\u00e3o de observador.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o major-general Agostinho Costa, esta \u201cestrat\u00e9gia punitiva\u201d tem &#8220;o efeito contr\u00e1rio e revela alguma ingenuidade&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quando o terror \u00e9 estrat\u00e9gico, deliberado, torna-se apenas num jogo de palavras\u2026 chamar-lhe \u201cDahiya\u201d ou \u2018Choque e Pavor\u2019, ou \u201cterrorismo de Estado\u201d, fica ao crit\u00e9rio da an\u00e1lise de cada um\u201d, resume.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>PCR\/\/&nbsp;APN<\/p>\n\n\n\n<p>Lusa\/Fim<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FOCO &#8211; Mundo | Divulga\u00e7\u00e3o Filipe Carmo Israel: Doutrina &#8220;Dahiya\u201d, a estrat\u00e9gia militar iniciada no&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10384,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[238,468,236],"tags":[486],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Magne-Hagesaeter.jpg",1210,790,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Magne-Hagesaeter-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Magne-Hagesaeter-300x196.jpg",300,196,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Magne-Hagesaeter-768x501.jpg",640,418,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Magne-Hagesaeter-1024x669.jpg",640,418,true],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Magne-Hagesaeter.jpg",1210,790,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Magne-Hagesaeter.jpg",1210,790,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Magne-Hagesaeter-1115x715.jpg",1115,715,true],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Magne-Hagesaeter-800x500.jpg",800,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Magne-Hagesaeter-1024x669.jpg",1024,669,true],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Magne-Hagesaeter-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Magne-Hagesaeter-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/destaque\/\" rel=\"category tag\">DESTAQUE<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/foco\/\" rel=\"category tag\">FOCO<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/mundo\/\" rel=\"category tag\">MUNDO<\/a>","tag_info":"MUNDO","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10383"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10383"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10383\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10386,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10383\/revisions\/10386"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10384"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10383"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10383"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10383"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}