{"id":10781,"date":"2024-02-08T10:33:34","date_gmt":"2024-02-08T10:33:34","guid":{"rendered":"https:\/\/nsf.pt\/?p=10781"},"modified":"2024-02-08T10:33:38","modified_gmt":"2024-02-08T10:33:38","slug":"o-futuro-existe-mas-e-necessario-molda-lo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2024\/02\/08\/o-futuro-existe-mas-e-necessario-molda-lo\/","title":{"rendered":"O futuro existe, mas \u00e9 necess\u00e1rio mold\u00e1-lo"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">FOCO &#8211; Opini\u00e3o | Artigo de Carlos Matos Gomes<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2024-02-08T10:33:34+00:00\">8 de Fevereiro, 2024<\/time><\/div>\n\n\n<p id=\"6795\"><\/p>\n\n\n\n<p id=\"0bab\">A prop\u00f3sito do que dizem os profetas no advento da \u00e9poca de pedit\u00f3rio para recolha das boas vontades do povo. Comecemos por separar os profetas em duas classes, a dos que acreditam que o presente \u00e9 um futuro que existe, porque vai existir e \u00e9 racional preparamo-nos para ele, pensando e agindo; e a dos que amaldi\u00e7oam e denigrem o presente, propagandeando que o futuro \u00e9 uma corrup\u00e7\u00e3o do passado e propondo que n\u00e3o raciocinemos, que acreditemos.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:33px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"787\" height=\"648\" data-id=\"10797\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/cmg.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10797\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/cmg.jpg 787w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/cmg-300x247.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/cmg-768x632.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 787px) 100vw, 787px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Carlos Matos Gomes<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:41px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"d344\">\u00c9 vital para o futuro que os distingamos no que \u00e9 essencial.<\/h2>\n\n\n\n<p id=\"7651\">O futuro existe, \u00e9 inevit\u00e1vel e podemos intervir nele, n\u00e3o no sentido de o profetizar, mas no sentido de o moldar. Estamos a interferir no futuro com os nossos atos, com as nossas decis\u00f5es di\u00e1rias, incluindo o voto. O futuro existe e, apesar da imprevisibilidade e dos acidentes, podemos intervir para que ele n\u00e3o seja uma fuga para o passado, nem uma corrida para o abismo.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"e63f\">Os movimentos populistas, de que temos exibi\u00e7\u00f5es di\u00e1rias refor\u00e7adas nesta \u00e9poca de elei\u00e7\u00f5es e de ca\u00e7a aos seres mais fr\u00e1geis, s\u00e3o antes de tudo produtores da utopia do passado feliz que a realidade destruiu. Os bons velhos tempos! Utilizam a velh\u00edssima artimanha do flautista de Hamelin para arrastar ratos at\u00e9 os afogar, e de enfeiti\u00e7ar as crian\u00e7as, fechando-as numa caverna, enquanto os habitantes estavam nas igrejas. Os movimentos populistas querem que sejamos as crian\u00e7as fechadas na caverna, entre muros, enquanto a cidade fica por conta dos opulentos mandantes, com os celeiros cheios e protegidos por s\u00f3lidas muralhas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"76bd\">Os movimentos populistas ocidentais, por agora ainda de guarda-roupa democr\u00e1tico e p\u00f3s-moderno, t\u00eam o nazismo como matriz e n\u00e3o fascismo. <\/h2>\n\n\n\n<p id=\"76bd\">Por debaixo dos sorrisos e dos sobretudos de pele de camelo, s\u00e3o racistas, xen\u00f3fobos, supremacistas, veem o mundo segundo a conce\u00e7\u00e3o religiosa de um templo com uma capela-mor, onde se concentram os eleitos, rodeada por uma cerca atr\u00e1s da qual se encontra a multid\u00e3o. S\u00e3o movimentos restauracionistas, relapsos a enfrentar o futuro, que existe, mas que eles negam. S\u00e3o, no fundo, movimentos de cegueira e cobardia.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"505b\">Estes movimentos n\u00e3o nasceram do nada \u2014&nbsp;<em>Ex nihilo nihil fit<\/em>&nbsp;\u2014 nem h\u00e1 nada de novo debaixo do sol \u2014&nbsp;<em>nhil sub sole novum<\/em>. As causas do seu renascimento t\u00eam origem num facto historicamente mascarado que \u00e9 o da real derrota da Europa como resultado da Segunda Guerra Mundial, como o nazismo teve origem na derrota da Alemanha na Grande Guerra. A derrota da Europa, que \u00e9 equivalente \u00e0 da Alemanha na Grande Guerra, teve como consequ\u00eancia o fim da milenar centralidade planet\u00e1ria da Europa, de esta ser o centro do mundo, da sua superioridade cultural relativamente a todos as outras. \u00c9 um ponto de vista com origem nas cruzadas, ou, para quem quiser ir mais atr\u00e1s, do imp\u00e9rio romano, mas que deixou de corresponder \u00e0 realidade. Os populistas propagam essa ilus\u00e3o e negam a realidade.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"27a4\">Os movimentos apelidados de extrema-direita, de populistas, restauracionistas, nacionalistas que t\u00eam medrado pela Europa como cogulemos em estrume resultam do sentimento de perda da antiga grandeza e da consci\u00eancia dos seus l\u00edderes e dos seus especialistas em\u00a0<em>marketing<\/em>\u00a0pol\u00edtico da efic\u00e1cia das promessas de restaura\u00e7\u00e3o e de vingan\u00e7a contra aqueles que representam a derrota: os naturais dos antigos territ\u00f3rios que os europeus ocuparam e colonizaram e que s\u00e3o vistos por esses movimentos como os rostos da sua humilha\u00e7\u00e3o, apresentados como uma amea\u00e7a \u00e0 \u201cciviliza\u00e7\u00e3o europeia\u201d, que para se defender deve fechar-se sobre si. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"27a4\">S\u00e3o movimentos de apelo ao medo, de fuga para o interior das tocas, e de irracionalidade. <\/h2>\n\n\n\n<p id=\"27a4\">A Europa deve o seu progresso ao contacto com outros povos, mesmo quando violenta, \u00e0 abertura e n\u00e3o ao fechamento. A ideologia do fechamento, do isolamento, as medidas segregacionistas, racistas que est\u00e3o a ser tomadas, o \u00f3dio ao estrangeiro, a deporta\u00e7\u00e3o, o afogamento, os campos de concentra\u00e7\u00e3o, satisfazem a irracionalidade associada ao medo, fornecem votos a curto prazo, mas conduzem aos desastres conhecidos do passado: todas as muralhas foram derrubadas, as de Jeric\u00f3, a da China, a muralha de Adriano, o muro de Berlim. A sensa\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a que as muralhas conferem s\u00e3o uma fal\u00e1cia. \u00c9 uma fal\u00e1cia o que os populistas est\u00e3o a prometer. \u00c9 o caminho para um futuro de ru\u00ednas.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"fae4\">Os movimentos neonazis, que \u00e9 o que temos em diversas vers\u00f5es desde Portugal \u00e0 Ucr\u00e2nia e desde os pa\u00edses b\u00e1lticos, da Escandin\u00e1via a It\u00e1lia e \u00e0 Gr\u00e9cia, de Oeste a Leste e de Norte a Sul da Europa, prometem um passado que a que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel regressar \u2014 mesmo que tivesse sido de grandeza e felicidade, o que n\u00e3o corresponde \u00e0 realidade, mas \u00e0s fic\u00e7\u00f5es que sobre ele foram sendo constru\u00eddas \u2014 e abdicam de propor um futuro que possa existir, um futuro que possam ajudar a modular. Na realidade, com exce\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o de muros \u2014 muros f\u00edsicos, administrativos, ou mentais \u2014 estes movimentos nada t\u00eam a propor, apenas gritam e esbracejam anunciando o fim do mundo. O mundo global existe e n\u00e3o vai deixar de existir. N\u00e3o h\u00e1 desinven\u00e7\u00f5es. As armas nucleares existem, os sat\u00e9lites e os sistemas de informa\u00e7\u00e3o que registam os mais simples e comuns atos da nossa vida existem e n\u00e3o v\u00e3o deixar de existir, os v\u00edrus existem e n\u00e3o conhecem muros nem autoriza\u00e7\u00f5es de resid\u00eancia, os chineses, os indianos, os africanos, os \u00e1rabes existem e n\u00e3o v\u00e3o deixar de existir. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"fae4\">Ao contr\u00e1rio dos israelitas com os palestinianos, os europeus, de facto apoiantes da pol\u00edtica de exterm\u00ednio de Israel, n\u00e3o os podem eliminar. S\u00e3o demasiados e disp\u00f5em dos mesmos saberes dos europeus.<\/h2>\n\n\n\n<p id=\"9fb8\">Estamos a ser alvo de seitas apocal\u00edticas, mais do que milenaristas. Nos casos de maior sucesso promovem um caos e prometem um salvador para repor a ordem. Neste momento os profetas do medo est\u00e3o na fase de promo\u00e7\u00e3o do caos. Anunciam o fim do mundo. Os cartazes que pela Europa fora estes grupos colocam a denunciar a \u201ccorrup\u00e7\u00e3o\u201d e a prometer a \u201climpeza\u201d s\u00e3o tipicamente nazis. S\u00e3o uma r\u00e9plica do programa dos nazis. Anunciam um fim do mundo, mas o mundo que est\u00e1 a findar \u00e9 o que eles promoveram ao longo dos tempos. Esse mundo, sim, est\u00e1 irremediavelmente a morrer, ou j\u00e1 morto. Est\u00e1, pelo menos, em estado terminal. \u00c9 o mundo do dinheiro virtual, da manipula\u00e7\u00e3o de todos os valores, do uso impune da for\u00e7a, das oligarquias da finan\u00e7a, das multinacionais fora de todas as leis, \u00e9 o mundo que aqui em Portugal \u00e9 promovido na vers\u00e3o&nbsp;<em>IPad<\/em>&nbsp;pela Iniciativa Liberal e na vers\u00e3o entre o&nbsp;<em>grunge<\/em>&nbsp;e o pimba pelo Chega. S\u00e3o duas faces da mesma moeda. A dupla face dos movimentos populistas \u00e9 comum a toda a Europa \u2014 de um lado o apelo ao que no nazismo foi designado por&nbsp;<em>lupmen<\/em>, os chegas, e no outro o apelo aos crentes que o sucesso \u00e9 fruto de cotoveladas na concorr\u00eancia e de fundar uma&nbsp;<em>start up<\/em>, ou um unic\u00f3rnio, os da iniciativa!<\/p>\n\n\n\n<p id=\"0203\">Mas, na realidade, n\u00e3o estamos no fim do mundo apregoado pelos populistas, nem no caos do salve-se que puder que promovem. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"0203\">O que est\u00e1 a ocorrer \u00e9 uma mudan\u00e7a na ordem do mundo. Os movimentos que apelam ao ressentimento, ao medo, querem fazer crer na racionalidade de acreditar que ladrando ao vento este se det\u00e9m e n\u00e3o levanta as folhas velhas das copas das \u00e1rvores. H\u00e1 quem acredite.<\/h2>\n\n\n\n<p id=\"c24e\">Numa \u00e9poca que Marc Aug\u00e9 considerou de \u201cacelera\u00e7\u00e3o da Hist\u00f3ria\u201d, o futuro da Europa e de Portugal encontra-se no desenvolvimento e aprofundamento de um programa intercivilizacional, de troca em termos justos, o oposto do que prop\u00f5em os \u201cventuras\u201d e os liberais europeus. O poder do mundo que est\u00e1 a emergir com v\u00e9rtices na R\u00fassia, na China e na \u00cdndia, com os novos protagonistas vindos das geografias do Sul, outrora colonizadas, criaram uma situa\u00e7\u00e3o que implica um futuro europeu aberto \u00e0s novas realidades. O oposto do que a atual&nbsp;<em>nomenklatura<\/em>&nbsp;europeia est\u00e1 a promover!<\/p>\n\n\n\n<p id=\"1a20\">Sobre o futuro de uma Europa aberta a um relacionamento de largo espetro n\u00e3o ouvimos uma palavra dos movimentos ditos nacionalistas. Nem dos partidos tradicionais, diga-se. Os l\u00edderes europeus, da Uni\u00e3o Europeia e do Reino Unido, tamb\u00e9m preferem que os l\u00edderes nacionais n\u00e3o abordem o papel da Europa na nova ordem que est\u00e1 a surgir diante dos nossos olhos, debaixo dos nossos p\u00e9s, gostem ou n\u00e3o gostem a presidente da Comiss\u00e3o Europeia, o secret\u00e1rio-geral da Nato, a presidente do Banco Europeu, o primeiro-ministro brit\u00e2nico, ou at\u00e9 o triste ministro dos neg\u00f3cios estrangeiros do governo portugu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"b50e\">O discurso reacion\u00e1rio \u2014 de resist\u00eancia a enfrentar os desafios que o futuro inevitavelmente coloca \u2014 exige a coragem de olhar para o mundo contempor\u00e2neo, com o deslocamento do tradicional eixo do Norte Global, para um eixo Sul Global, onde se anunciam outros futuros. Nenhum dos partidos aborda esta necessidade. Sinal que o discurso de apelo ao passado e ao imediato rende mais do que o do futuro. \u00c9 uma vit\u00f3ria dos populistas. \u00c9 um erro adotar o discurso dos demagogos para os combater, porque eles s\u00e3o muito mais aptos \u2014 \u00e9 a sua natureza. O aumento da absten\u00e7\u00e3o e o deslocamento de eleitores para movimentos anti e passadistas com apar\u00eancia p\u00f3s-moderna t\u00eam uma explica\u00e7\u00e3o na falta de diferen\u00e7as, na aceita\u00e7\u00e3o de argumentar sobre o absurdo e o vazio, de colaborar no ru\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"475c\">A campanha eleitoral, como todas as campanhas eleitorais e todas as ocasi\u00f5es, seria uma boa oportunidade de os pol\u00edticos marcarem a diferen\u00e7a entre os que prop\u00f5em um futuro, procurando a compreens\u00e3o dos novos fen\u00f3menos, de contribuir para o entendimento das novas dimens\u00f5es da interculturalidade, das novas geografias de poder, das novas atitudes dos povos e de colocar Portugal e a Europa no mundo, enquanto espa\u00e7os sa\u00eddos da descoloniza\u00e7\u00e3o, no mundo dos atuais conflitos, da revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e os movimentos vis\u00edveis e invis\u00edveis, transparentes ou subterr\u00e2neos, que prop\u00f5em um passado mascarado de novidade, que promovem a intoler\u00e2ncia com o argumento de uma superioridade que apenas ilude os crentes. Devia existir e ser clara uma linha de demarca\u00e7\u00e3o e essa linha n\u00e3o existe.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"e79d\">A vis\u00e3o do futuro, ou sobre o futuro devia ser o elemento distintivo entre o aceit\u00e1vel e o inadmiss\u00edvel. <\/h2>\n\n\n\n<p id=\"e79d\">Quando aqueles que t\u00eam, ou deviam ter, propostas para o futuro se deixam arrastar pelos que se limitam a procurar a lama para se chafurdarem nela, est\u00e3o a dar raz\u00e3o aos que dizem que s\u00e3o todos iguais e afirmam que n\u00e3o sabem quem escolher ou em quem votar.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"e261\">Numa competi\u00e7\u00e3o de demagogia os demagogos ganham. Esse \u00e9 o seu campo, \u00e9 o campo dos cobardes e dos sem escr\u00fapulos. Os que se situam noutro campo, os defensores de um futuro vi\u00e1vel e mais justo, deviam recusar esse ringue de confronto. Mas \u00e9 evidente que quando o \u201csistema\u201d europeu se est\u00e1 a suicidar lentamente ao aderir com aparente entusiasmo \u00e0 guerra por procura\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos contra R\u00fassia na Ucr\u00e2nia, quando a Europa nada tem a dizer sobre o genoc\u00eddio em Gaza, nem sobre a quest\u00e3o palestiniana, nem sobre o sionismo, quando o Banco Central Europeu est\u00e1 subordinado \u00e0 Reserva Federal americana, quando Europa aceita a destrui\u00e7\u00e3o da j\u00e1 d\u00e9bil ind\u00fastria militar europeia, substitu\u00edda pelo complexo militar-industrial americano, quando a Europa opta por perder as vantagens competitivas proporcionadas pela R\u00fassia enquanto fonte de mat\u00e9rias primas e mercado a troco de uma alian\u00e7a que apenas beneficia um dos parceiros, quando aceita a NATO como um ex\u00e9rcito auxiliar do dos Estados Unidos, e destr\u00f3i o estado social europeu, substitu\u00eddo pela lei da selva do neoliberalismo, ent\u00e3o, de facto, n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7as e n\u00e3o h\u00e1 outro futuro a n\u00e3o ser o dos populistas: regimes de privil\u00e9gios numa Europa que ser\u00e1 perla primeira vez um espa\u00e7o subordinado, vassalo, onde os apelos ao falso nacionalismo e \u00e0 grandeza do passado t\u00eam excelentes condi\u00e7\u00f5es de sucesso.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Artigo de Carlos Matos Gomes<\/strong> | Destaques em <strong>BOLD<\/strong> [negrito] da responsabilidade do <strong>NSF<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Carlos Matos Gomes<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 investigador de Hist\u00f3ria Contempor\u00e2nea de Portugal. Publicou, em co-autoria com Aniceto Afonso, os livros Guerra Colonial, Os Anos da Guerra Colonial e Portugal e a Grande Guerra. Desde 1983, escreve obras de fic\u00e7\u00e3o (incluindo romances, contos, gui\u00f5es de filmes e s\u00e9ries de TV), sob o pseud\u00f3nimo\u00a0<strong>Carlos<\/strong>\u00a0Vale Ferraz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FOCO &#8211; Opini\u00e3o | Artigo de Carlos Matos Gomes A prop\u00f3sito do que dizem os&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10797,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[238,468,99],"tags":[509],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/cmg.jpg",787,648,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/cmg-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/cmg-300x247.jpg",300,247,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/cmg-768x632.jpg",640,527,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/cmg.jpg",640,527,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/cmg.jpg",787,648,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/cmg.jpg",787,648,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/cmg.jpg",787,648,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/cmg-787x500.jpg",787,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/cmg.jpg",787,648,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/cmg-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/cmg-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/destaque\/\" rel=\"category tag\">DESTAQUE<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/foco\/\" rel=\"category tag\">FOCO<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/opiniao\/\" rel=\"category tag\">OPINI\u00c3O<\/a>","tag_info":"OPINI\u00c3O","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10781"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10781"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10781\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10798,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10781\/revisions\/10798"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10797"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10781"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10781"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10781"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}