{"id":10938,"date":"2024-02-24T21:45:10","date_gmt":"2024-02-24T21:45:10","guid":{"rendered":"https:\/\/nsf.pt\/?p=10938"},"modified":"2024-02-24T21:45:13","modified_gmt":"2024-02-24T21:45:13","slug":"portugal-e-uma-ilha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2024\/02\/24\/portugal-e-uma-ilha\/","title":{"rendered":"Portugal \u00e9 uma Ilha?"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">OPINI\u00c3O &#8211; Parece que sim. Tudo \u00e9 prometido sem que seja formulada a quest\u00e3o: como?<\/h2>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/medium.com\/@cmatosgomes46?source=email-b8758979f768-1708535239341-newsletter.subscribeToProfile-------------------------da968b5f_3adc_46a4_901f_f5aa5d551b2f--------959bbbf27ccd\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Carlos Matos Gomes<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Portugal \u00e9 uma Ilha? Quem ouvir os jornalistas que interrogam os pol\u00edticos em campanha e o enxame de comentadores que esvoa\u00e7am sobre eles como moscas varejeiras s\u00f3 pode concluir que sim. E mais, uma ilha fora do tempo e do espa\u00e7o, por onde n\u00e3o passam correntes mar\u00edtimas nem anticiclones. Um territ\u00f3rio no meio do nada.<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"583\" height=\"408\" data-id=\"10939\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/PLATAO.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10939\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/PLATAO.jpg 583w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/PLATAO-300x210.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 583px) 100vw, 583px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Ilustra\u00e7\u00e3o, Plat\u00e3o A alegoria da caverna, di\u00e1logos no livro Rep\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Ouvindo os assuntos que os jornalistas e respetivos enxames colocam aos pol\u00edticos descobrimos que Portugal n\u00e3o sofre influ\u00eancias externas\u200a\u2014\u200an\u00e3o ouvi uma \u00fanica quest\u00e3o sobre os impacto da guerra na Ucr\u00e2nia, nem do genoc\u00eddio de Gaza, nem da a\u00e7\u00e3o dos guerrilheiros d I\u00e9men sobre as rotas mar\u00edtimas do com\u00e9rcio, nem sobre as consequ\u00eancias do corte da Europa Ocidental coma R\u00fassia, nem da desindustrializa\u00e7\u00e3o e deslocaliza\u00e7\u00e3o das ind\u00fastrias alem\u00e3s, o motor europeu, nem sobre a emerg\u00eancia dos BRICs e a nova moeda de troca mundial, nem sobre a m\u00e1 rela\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia com o Mercosul, nem sobre o conflito no interior da oligarquia dos Estados Unidos entre os adeptos da interven\u00e7\u00e3o externa como motor da economia (Democratas, maioritariamente) e os adeptos do investimento interno (Republicanos maioritariamente), nem sobre a rela\u00e7\u00e3o entre o Euro e o D\u00f3lar, nem sobre a pol\u00edtica do BCE (que \u00e9 decisiva para a quest\u00e3o da habita\u00e7\u00e3o, por exemplo), nem sobre os pesad\u00edssimos investimentos previstos na Europa para despesas militares a pretexto de uma amea\u00e7a de invas\u00e3o Russa que tem sido difundida, em detrimento de investimentos produtivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Portugal \u00e9 uma ilha? Parece que sim. Tudo \u00e9 prometido sem que seja formulada a quest\u00e3o: como? J\u00e1 agora, como vai ser mantido o turismo no Algarve sem \u00e1gua? E que impacto \u00e9 que tem a redu\u00e7\u00e3o do IVA na restaura\u00e7\u00e3o se n\u00e3o tivermos clientes para se \u201crestaurarem\u201d?<\/p>\n\n\n\n<p>O que responder\u00e1 um dirigente pol\u00edtico \u00e0 pergunta: Quanto oferece de aumento de sal\u00e1rios, seja o m\u00ednimo, o m\u00e9dio, o do setor privado ou da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica, se o governo n\u00e3o controla nenhum dos fatores do custo de vida, se estes dependem da situa\u00e7\u00e3o mundial, das guerras, das alian\u00e7as, da bolsa de valores de Wall Street? No entendimento dos fot\u00f3grafos \u00e0 la minute que surgem nos ecr\u00e3s nem vale a pena perguntar, nem comentar o que n\u00e3o foi dito. Penso que ter\u00e1 sido C\u00edcero quem escreveu que o inimigo da verdade n\u00e3o \u00e9 apenas a mentira, mas principalmente o sil\u00eancio.<\/p>\n\n\n\n<p>O sil\u00eancio sobe os fatores determinantes do que est\u00e1 em jogo nas elei\u00e7\u00f5es \u00e9 revelador da manipula\u00e7\u00e3o a que estamos sujeitos, levando-nos a discutir o puzzle de arranjos para formar um governo, se A casa com B e rejeita C. Se B n\u00e3o casa com C, mas se junta e conta com a complac\u00eancia da sogra de A. \u00c9 disto e sobre isto que se desenrola a campanha de esclarecimento. Hist\u00f3rias de becos e de v\u00e3o de escada, de vidas comezinhas.<\/p>\n\n\n\n<p>A alegoria da gruta de Plat\u00e3o \u00e9 uma hist\u00f3ria retirada de&nbsp;<em>A Rep\u00fablica,&nbsp;<\/em>em que nos pedem para<em>&nbsp;<\/em>imaginar uma esp\u00e9cie de caverna subterr\u00e2nea em que os seres humanos vivessem como prisioneiros desde sempre e possui uma parede de modo a que eles vejam somente o que se passa na parede paralela. Sombras do que os est\u00e3o no exterior querem que eles entendam como realidade, a \u00fanica imagem que os prisioneiros conseguem ver. Os de fora falam e gritam, criando ecos que os prisioneiros podem ouvir. Sombras e ecos s\u00e3o proje\u00e7\u00f5es distorcidas das imagens e dos sons reais. Saramago recriou de certo modo esta alegoria de sermos colocados em modo de ilus\u00e3o em&nbsp;<em>Ensaio Sobre a Cegueira<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o abordar a quest\u00e3o da depend\u00eancia de Portugal do estado do Mundo \u00e9 fazer dos portugueses prisioneiros cegos. A melhor aprecia\u00e7\u00e3o dos que criam este sil\u00eancio \u00e9 o de ignorantes. A outra \u00e9 a de manipuladores que utilizam a ignor\u00e2ncia do seu p\u00fablico para lhes venderem ilus\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Opini\u00e3o Carlos Matos Gomes, publicado em M\u00e9dium, partilhado pelo autor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>OPINI\u00c3O &#8211; Parece que sim. 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