{"id":10950,"date":"2024-02-26T20:24:06","date_gmt":"2024-02-26T20:24:06","guid":{"rendered":"https:\/\/nsf.pt\/?p=10950"},"modified":"2024-02-26T20:24:10","modified_gmt":"2024-02-26T20:24:10","slug":"liberdade-de-escolha-razao-e-demagogia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2024\/02\/26\/liberdade-de-escolha-razao-e-demagogia\/","title":{"rendered":"Liberdade de escolha, raz\u00e3o e demagogia"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">OPINI\u00c3O &#8211; Carlos Matos Gomes<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2024-02-26T20:24:06+00:00\">26 de Fevereiro, 2024<\/time><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">DESTAQUES NSF<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background\">A liberdade pode agir contra a liberdade, entregando-nos \u00e0 servid\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background\">O que est\u00e1 a ser imposto como \u201cdemocracia\u201d \u00e9 a apropria\u00e7\u00e3o do direito de voto por uma elite<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background\">Os temerosos transferem a responsabilidade para outros que lhe surgem como m\u00e1gicos realizadores de felicidade. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background\">Isso acontece porque o modelo \u201cdemocr\u00e1tico\u201d imposto pelo poder dominante para ultrapassar a universaliza\u00e7\u00e3o do voto \u00e9 o de escolher \u201cquem\u201d e n\u00e3o escolher \u201co qu\u00ea\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background\">Propondo a\u00e7\u00f5es prontas a servir para enfrentar situa\u00e7\u00f5es e crises complexas, enquanto acusam oponentes de moderados, de fracos e de corruptos, segundo as conveni\u00eancias do momento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background\">N\u00e3o existe nenhum ser mais corajoso do que o ser humano, porque mesmo quando em condi\u00e7\u00e3o de servid\u00e3o n\u00e3o perde a liberdade se mantiver a sua dignidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background\">A utiliza\u00e7\u00e3o da inseguran\u00e7a como argumento encontra-se hoje no primeiro plano da pan\u00f3plia de armas dos demagogos, inseguran\u00e7a f\u00edsica, pol\u00edtica, econ\u00f3mica e at\u00e9 por falta de sentido na vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background\">As televis\u00f5es n\u00e3o alteram o essencial do logro do mito de Fausto, apenas o embrulham e o disfar\u00e7am com luzes faiscantes<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:36px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"387\" height=\"386\" data-id=\"10832\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/matos-gomes23.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-10832\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/matos-gomes23.jpg 387w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/matos-gomes23-300x300.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/matos-gomes23-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 387px) 100vw, 387px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Carlos Matos Gomes<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A liberdade de escolha constituiu o elemento a partir do qual os debates tradicionais sobre a liberdade e a necessidade come\u00e7aram na Gr\u00e9cia h\u00e1 mais de dois mil e quinhentos anos. O problema da liberdade de escolha reside na contradi\u00e7\u00e3o resultante do facto de podermos decidir contra o bem essencial, transformando a liberdade em servid\u00e3o. Isso acontece porque a liberdade pode resumir-se \u00e0 escolha do conte\u00fado, das normas e dos valores a partir dos quais a nossa natureza essencial, incluindo a nossa liberdade, se expressa. <\/p>\n\n\n\n<p>A liberdade pode agir contra a liberdade, entregando-nos \u00e0 servid\u00e3o. E esse \u00e9 o projeto das \u201cdemocracias iliberais\u201d, ou formais que nos est\u00e1 a ser proposto como paradigma da democracia. Votais!\u200a\u2014\u200ao resto est\u00e1 por conta de outrem, de n\u00f3s, os vossos representantes. Este tipo de \u201cdemocracia\u201d \u00e9 o meio ideal de cria\u00e7\u00e3o e desenvolvimento dos demagogos e da demagogia. Dos abutres da liberdade, dos que comem o interior dos corpos, os \u00f3rg\u00e3os vitais que garantem a liberdade e deixam o esqueleto, que continuam a designar por democracia. N\u00e3o \u00e9, como o cavername de um barco n\u00e3o \u00e9 um barco e n\u00e3o navega.<\/p>\n\n\n\n<p>O que est\u00e1 a ser imposto como \u201cdemocracia\u201d \u00e9 a apropria\u00e7\u00e3o do direito de voto por uma elite. Essa velha pervers\u00e3o aproveita o que, \u00e0 falta de melhor, pode ser traduzida pela palavra alem\u00e3 de&nbsp;<em>Angst<\/em>\u200a\u2014\u200amedo, horror, ang\u00fastia de confrontar possibilidades e desejos com a realidade, de medo de usar a liberdade, por isso os temerosos transferem a responsabilidade para outros que lhe surgem como m\u00e1gicos realizadores de felicidade. Esta transfer\u00eancia de responsabilidade pelo uso da liberdade contradiz a natureza essencial do ser humano, de ser livre, condu-lo \u00e0 servid\u00e3o, mas vendida a liberdade, j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 regresso, o demagogo est\u00e1 aos comandos da nossa vida e n\u00e3o mais nos ouvir\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>A liberdade humana \u00e9 o risco humano. A possibilidade de ultrapassar uma qualquer situa\u00e7\u00e3o implica a possibilidade de n\u00e3o o conseguir. Mas a delega\u00e7\u00e3o da liberdade pode tornar-se servid\u00e3o se for atribu\u00edda a quem corrompa os princ\u00edpios e os meios \u201cdemocr\u00e1ticos\u201d para se apropriar dela. As campanhas eleitorais servem tamb\u00e9m e cada vez mais como legitima\u00e7\u00f5es desse tipo de corruptos que surgem a par dos que cumprem regras b\u00e1sicas de conquistar o voto. Isso acontece porque o modelo \u201cdemocr\u00e1tico\u201d imposto pelo poder dominante para ultrapassar a universaliza\u00e7\u00e3o do voto \u00e9 o de escolher \u201cquem\u201d e n\u00e3o escolher \u201co qu\u00ea\u201d. A personaliza\u00e7\u00e3o (fulaniza\u00e7\u00e3o) das campanhas e das candidaturas, o empolamento a \u201ccasos\u201d e revela\u00e7\u00f5es de intimidades servem o prop\u00f3sito de atrair as aten\u00e7\u00f5es para o quem e n\u00e3o para o qu\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p>Os debates-espet\u00e1culo que nos s\u00e3o servidos como ra\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e integral querem que vejamos lutadores em competi\u00e7\u00e3o e n\u00e3o os empres\u00e1rios e os que manipulam os resultados. Os espet\u00e1culos-debate s\u00e3o um falso combate encenado para dar a vit\u00f3ria antecipada aos demagogos, aqueles que melhor dominam a&nbsp;<em>arte de conduzir habilmente as pessoas ao objetivo desejado, utilizando os seus conceitos de bem, mesmo quando lhes s\u00e3o contr\u00e1rios.&nbsp;<\/em>Aos que corrompem a ess\u00eancia da democracia, de o poder ser constitucionalmente detido pelo povo, para se apropriarem dele apelando ao menor denominador comum, propondo a\u00e7\u00f5es prontas a servir para enfrentar situa\u00e7\u00f5es e crises complexas, enquanto acusam oponentes de moderados, de fracos e de corruptos, segundo as conveni\u00eancias do momento.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00eaxito dos demagogos assenta na cobardia. Os demagogos orgulham-se da sua arte de arrastar cobardes. Os grandes meios de manipula\u00e7\u00e3o elegem e legitimam a cobardia como um valor c\u00edvico. A discuss\u00e3o da pr\u00e9-campanha tem sido centrada no lugar a dar num futuro governo aos demagogos que t\u00eam a arte de arrastar cobardes.<\/p>\n\n\n\n<p>A ades\u00e3o de grandes massas aos demagogos \u00e9 antiga, \u00e9 uma servid\u00e3o tr\u00e1gica que ao longo da hist\u00f3ria tem levado a situa\u00e7\u00f5es de brutais e irracionais ruturas, em que a humanidade se pode reduzir \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo isolado \u00e0 beira do abismo, insignificante e incapaz de se aperceber da amea\u00e7a para ele pr\u00f3prio e da aniquila\u00e7\u00e3o ao seu redor. Julgo ter sido essa a situa\u00e7\u00e3o de muitos alem\u00e3es durante o nazismo e de ser essa a situa\u00e7\u00e3o de muitos israelitas perante o genoc\u00eddio de palestinianos. Duas situa\u00e7\u00f5es em que foram os cidad\u00e3os que elegeram, que votaram os que os governaram e governam, que participaram em com\u00edcios, em a\u00e7\u00f5es de esclarecimento, que ouviram ou viram debates.<\/p>\n\n\n\n<p>O que podem fazer os que sentem a ang\u00fastia da servid\u00e3o para evitar a trag\u00e9dia que anteveem como inevit\u00e1vel resultado da demagogia nas horr\u00edveis das experi\u00eancias do passado? Existe um valor que tem sido esquecido ou muito aviltado: a coragem e n\u00e3o existe nenhum ser mais corajoso do que o ser humano, porque mesmo quando em condi\u00e7\u00e3o de servid\u00e3o n\u00e3o perde a liberdade se mantiver a sua dignidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A demagogia \u00e9 um atentado \u00e0 dignidade humana e o mais reles e eficaz argumento dos demagogos \u00e9 o aproveitamento do sentimento de inseguran\u00e7a, que eles pr\u00f3prios criam e que prometem resolver a troco da integra\u00e7\u00e3o no seu bando. Exploram a solid\u00e3o e a fragilidade do \u201chomem s\u00f3\u201d, do ser s\u00f3, perante os predadores e rodeado de necr\u00f3fagos. Uma grande parte das cria\u00e7\u00f5es da civiliza\u00e7\u00e3o humana pode ser compreendida em termos de \u201cbusca de seguran\u00e7a\u201d. A utiliza\u00e7\u00e3o da inseguran\u00e7a como argumento encontra-se hoje no primeiro plano da pan\u00f3plia de armas dos demagogos, inseguran\u00e7a f\u00edsica, pol\u00edtica, econ\u00f3mica e at\u00e9 por falta de sentido na vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro dos sentimentos explorados pelos demagogos \u00e9 o do desespero, entendido como o conflito entre a vontade de se manter a si mesmo e o de se perder a si mesmo, o desejo, ou a vontade de obter o mundo completo (a realiza\u00e7\u00e3o), e o desejo ou a vontade de se acolher \u00e0 servid\u00e3o, abdicando da da liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p>As a\u00e7\u00f5es a que assistimos durante uma campanha eleitoral s\u00e3o a repeti\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio da compra e venda da alma a troco de promessas, as encena\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas nas televis\u00f5es n\u00e3o alteram o essencial do logro do mito de Fausto, apenas o embrulham e o disfar\u00e7am com luzes faiscantes. O demagogo \u00e9, no fundo, uma velha m\u00e1quina de picar carne que transforma em pasta o c\u00e9rebro de quem acredita que ele lhe vai fornecer uma salsicha.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Autor: Carlos Matos Gomes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>OPINI\u00c3O &#8211; Carlos Matos Gomes DESTAQUES NSF A liberdade pode agir contra a liberdade, entregando-nos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10832,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[238,99],"tags":[518],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/matos-gomes23.jpg",387,386,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/matos-gomes23-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/matos-gomes23-300x300.jpg",300,300,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/matos-gomes23.jpg",387,386,false],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/matos-gomes23.jpg",387,386,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/matos-gomes23.jpg",387,386,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/matos-gomes23.jpg",387,386,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/matos-gomes23.jpg",387,386,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/matos-gomes23.jpg",387,386,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/matos-gomes23.jpg",387,386,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/matos-gomes23-387x340.jpg",387,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/matos-gomes23-387x250.jpg",387,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/destaque\/\" rel=\"category tag\">DESTAQUE<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/opiniao\/\" rel=\"category tag\">OPINI\u00c3O<\/a>","tag_info":"OPINI\u00c3O","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10950"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10950"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10950\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10951,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10950\/revisions\/10951"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10832"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10950"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10950"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10950"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}