{"id":11296,"date":"2024-03-19T16:18:41","date_gmt":"2024-03-19T16:18:41","guid":{"rendered":"https:\/\/nsf.pt\/?p=11296"},"modified":"2024-03-19T21:04:36","modified_gmt":"2024-03-19T21:04:36","slug":"exils-au-feminin-a-voz-das-autoras-no-luxemburgo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2024\/03\/19\/exils-au-feminin-a-voz-das-autoras-no-luxemburgo\/","title":{"rendered":"Exils au f\u00e9minin, a voz das autoras no Luxemburgo [3]"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Na sess\u00e3o no CDMH em Dudelange as autoras dos textos do livro presentes partilharam as suas motiva\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2024-03-19T16:18:41+00:00\">19 de Mar\u00e7o, 2024<\/time><\/div>\n\n\n<p>Na sess\u00e3o de apresenta\u00e7\u00e3o do livro Exils au F\u00e9minin no CDMH, depois das interven\u00e7\u00f5es institucionais, entrou-se num registo quase informal no qual as inten\u00e7\u00f5es de debate com o p\u00fablico foram dominantes. Reproduzimos as comunica\u00e7\u00f5es escritas de Fernanda Marques e de Helena Cabe\u00e7adas. Associamos ainda a s\u00edntese, \u00e0 posteriori, da interven\u00e7\u00e3o de Am\u00e9lia Resende que, como Irene Pimentel e Maria Em\u00edlia Brederode Santos, interveio de improviso.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez Heidi Martins, coordenadora de projetos no CDMH, apresentou as motiva\u00e7\u00f5es do Centro de Documenta\u00e7\u00e3o sediado em Dudelange, para ter assumido a edi\u00e7\u00e3o deste livro em franc\u00eas em articula\u00e7\u00e3o direta com o editor-organizador dos conte\u00fados e autor do livro e  das autoras  dos textos da vers\u00e3o portuguesa.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:31px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" data-id=\"11297\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_5369.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11297\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_5369.jpeg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_5369-300x225.jpeg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_5369-768x576.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Heidi Martins na tribuna e Helena Cabe\u00e7adas com Maria Em\u00edlia Brederode Santos na sess\u00e3o de Dudelange.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fernanda Marques<\/h2>\n\n\n\n<p>Gostaria, antes de mais, e em nome de todos e de todas que participaram neste projeto, agradecer ao Centre de Documentation sur les Migrations Humaines e ao Ant\u00f3nio Paiva a iniciativa de dar a conhecer o livro por n\u00f3s constru\u00eddo e que testemunha um per\u00edodo negro da hist\u00f3ria portuguesa em que, ao longo de 50 anos, uma ditadura oprimiu e esmagou o povo portugu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Longe de n\u00f3s, quando em 2020 lan\u00e7\u00e1mos m\u00e3o deste projeto, pensar que apenas 4 anos depois as nuvens negras da guerra, do autoritarismo, da xenofobia, do racismo, do retrocesso nos costumes e no estado social cobririam a Europa.<\/p>\n\n\n\n<p>Este livro n\u00e3o \u00e9 hoje pois um livro de mem\u00f3rias, n\u00e3o \u00e9 um livro sobre factos passados. \u00c9 um livro de alerta para o presente e o futuro. \u00c9 um livro que nos questiona sobre se queremos abrir m\u00e3o de tudo o que conquist\u00e1mos ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas e viver na escurid\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Eventualmente a maioria dos que hoje aqui est\u00e3o n\u00e3o sabe o significado do que \u00e9 viver numa ditadura. E muito menos sabe o que \u00e9 decidir lutar contra essa ditadura. Essa \u00e9 uma decis\u00e3o que n\u00e3o tem retorno. Todos os dias acordas sabendo que podes ser preso e torturado ou obrigado a deixar o teu pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O que v\u00e3o encontrar no \u201cExils au F\u00e9minin\u201d?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o s\u00e3o 7 narrativas individuais, mas 7 vidas entrela\u00e7adas por 3 anos de reflex\u00e3o coletiva que refizeram e aprofundaram mem\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o v\u00e3o encontrar hero\u00ednas.<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e3o encontrar 7 jovens mulheres que ilustram a diversidade de circunst\u00e2ncias, de motiva\u00e7\u00f5es e de percursos de ex\u00edlio comuns a um n\u00famero indeterminado de jovens mulheres portuguesas nos anos 60\/70.<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e3o encontrar a diversidade de motiva\u00e7\u00f5es e circunst\u00e2ncias que levaram a juventude portuguesa a abandonar o seu \u201cpa\u00eds\u201d e a procurar noutros pa\u00edses um ref\u00fagio seguro para continuarem a luta contra o Estado Novo e a Guerra Colonial.<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e3o encontrar 7 est\u00f3rias que ilustram a import\u00e2ncia do ex\u00edlio no desenvolvimento da consci\u00eancia pol\u00edtica e da milit\u00e2ncia na luta por um Portugal democr\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e3o poder constatar a import\u00e2ncia que o ex\u00edlio destas jovens mulheres teve na sua prepara\u00e7\u00e3o para uma participa\u00e7\u00e3o ativa na constru\u00e7\u00e3o da democracia do Portugal de Abril em que este ano comemoramos 50 anos de liberdade e luta.<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e3o conhecer o trabalho di\u00e1rio, persistente e continuado que as mulheres exiladas desenvolveram junto das comunidades&nbsp; imigrantes na consciencializa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, na alfabetiza\u00e7\u00e3o, na luta contra o machismo, no apoio a desertores e refrat\u00e1rios que recusaram a guerra colonial, no direito ao pr\u00f3prio corpo e ao planeamento familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 por isso que hoje, em que muitos se est\u00e3o a deixar embalar pelo canto de sereia das propostas da extrema-direita, vos convidamos a ler a nossa modesta contribui\u00e7\u00e3o para uma defesa firme e unida da democracia.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:31px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" data-id=\"11298\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_5372-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11298\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_5372-1.jpeg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_5372-1-300x225.jpeg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_5372-1-768x576.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Am\u00e9lia Resende, Irene Pimentel, Fernanda Marques [no uso da palavra], Helena Cabe\u00e7adas e Maria Em\u00edlia Brederode Santos.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:40px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Helena Cabe\u00e7adas<\/h2>\n\n\n\n<p>Por que concordei em participar deste projeto?<br>J\u00e1 tinha escrito, h\u00e1 cerca de dez anos, um livro sobre a minha experi\u00eancia de ex\u00edlio, \u201cBruxelas, Cidade de Ex\u00edlios\u201d \u2013 um ex\u00edlio que durou 10 anos, na B\u00e9lgica, de 1965 a 1974, para ser mais precisa \u2013 era ent\u00e3o uma jovem de 17 anos\u2026que j\u00e1 tinha sido detida pela pol\u00edcia pol\u00edtica de Salazar e expulsa de todas as escolas de Portugal. Isso significa que eu j\u00e1 tinha, portanto, refletido um pouco sobre o que foi, para mim, tornar-se mulher nas condi\u00e7\u00f5es do ex\u00edlio.<br>E, ainda assim, este projecto de escrever um livro sobre o mesmo assunto, com outras mulheres que viveram experi\u00eancias semelhantes \u00e0 minha, em diferentes pa\u00edses, entusiasmou-me imediatamente. Porque n\u00e3o foi s\u00f3 um exerc\u00edcio de mem\u00f3ria individual, feito por cada uma no seu cantinho, o que eu j\u00e1 tinha feito. Foi algo mais din\u00e2mico: reunimos-nos, entre mulheres, e convers\u00e1mos, troc\u00e1mos ideias, tent\u00e1mos entender o que nos uniu e, tamb\u00e9m, o que tornou as nossas experi\u00eancias de vida t\u00e3o diferentes.<br>Fiquei tamb\u00e9m curiosa, talvez por ser antrop\u00f3loga, em tentar perceber como a cultura dos nossos pa\u00edses de acolhimento nos influenciou \u2013 no nosso caso, Fran\u00e7a, B\u00e9lgica, Su\u00ed\u00e7a, Su\u00e9cia, Arg\u00e9lia e Brasil \u2013 n\u00e3o s\u00f3 durante a nossa estadia, mas tamb\u00e9m ap\u00f3s o nosso regresso a Portugal.<br>E como houve a pandemia e est\u00e1vamos confinados em casa, tivemos tempo para conversar \u00e0 vontade, umas com as outras, atrav\u00e9s do Zoom: como acord\u00e1mos para a pol\u00edtica, como tom\u00e1mos consci\u00eancia da injusti\u00e7a, da opress\u00e3o de um regime ditatorial e porqu\u00ea tom\u00e1mos a decis\u00e3o de lutar contra este regime, apesar dos riscos de pris\u00e3o, tortura, ex\u00edlio\u2026 mas n\u00e3o fal\u00e1mos apenas de pol\u00edtica, fal\u00e1mos tamb\u00e9m das nossas experi\u00eancias mais \u00edntimas, da sexualidade, do aborto, da maternidade, das rela\u00e7\u00f5es com os nossos companheiros , o machismo, as dificuldades e alegrias de ser mulher\u2026<br>Tenho certeza que, se houvesse um homem entre n\u00f3s, o desfecho deste livro teria sido bem diferente \u2013 porque os homens n\u00e3o gostam de falar sobre seus sentimentos, suas emo\u00e7\u00f5es, isso assusta-os. Eram conversas longas, nossas, que \u00e0s vezes duravam horas\u2026<br>Tratava-se tamb\u00e9m de tentar compreender como a experi\u00eancia do ex\u00edlio marcou o nosso percurso, a nossa hist\u00f3ria de vida, mesmo depois da revolu\u00e7\u00e3o de Abril. O facto de ter vivido esta experi\u00eancia de marginalidade &#8211; porque o ex\u00edlio \u00e9 sempre uma experi\u00eancia de solid\u00e3o, de car\u00eancia (de fam\u00edlia, de amigos, de sol, de paisagens, de cheiros, de sabores\u2026do campo, da inf\u00e2ncia ) \u2013 permitiu-nos compreender melhor, tenho certeza, o mundo dos exclu\u00eddos, dos condenados da terra segundo a magn\u00edfica express\u00e3o de Frantz Fanon.<br>Mas o ex\u00edlio tamb\u00e9m nos permitiu, pelo menos no que me diz respeito, a descoberta de novos espa\u00e7os de liberdade e de solidariedade \u2013 e isto \u00e9 inesquec\u00edvel e muito enriquecedor.<br>O processo de escrita deste livro foi uma grande experi\u00eancia para mim, que me permitiu conhecer seis mulheres corajosas e rebeldes, que se tornaram minhas amigas.<br>Helena Cabe\u00e7adas &#8211; Dudelange, 11 de mar\u00e7o de 2024<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Am\u00e9lia Resende<\/h2>\n\n\n\n<p>Aceitei o desafio de participar nesta recolha de mem\u00f3rias ( escrever sobre a nossa experi\u00eancia de ex\u00edlios e posterior regresso a Portugal) porque achava curioso e importante voltar a essa \u00e9poca da minha\/ nossa juventude. Pertencemos \u00e0s mesmas gera\u00e7\u00f5es, grosso modo, embora com algumas diferen\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria de experienciar ( no meu caso, uma jovem de 20 anos) a liberdade num pa\u00eds livre como era a Fran\u00e7a do princ\u00edpio dos anos 70, na sequ\u00eancia dos acontecimentos de 68, comparativamente ao ambiente fechado e ao pa\u00eds beato da ditadura de Salazar com o obscurantismo, a censura, a repress\u00e3o, a guerra, a mis\u00e9ria, parecia&nbsp; valer a pena repensar. Individual e colectivamente .Como nos tinha moldado. Como os ares dessa liberdade nova&nbsp; coexistindo com vidas mais dif\u00edceis noutro sentido (a sobreviv\u00eancia, a saudade dos familiares e amigos, dos cheiros e dos sabores da inf\u00e2ncia, como referiu Helena Cabe\u00e7adas na sua interven\u00e7\u00e3o), a incerteza do futuro e no entanto, a resist\u00eancia, como tudo isso tinha ficado gravado em n\u00f3s e nos tinha feito estas pessoas que agora \u00e9ramos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Comparar e partilhar estas experi\u00eancias, para j\u00e1 s\u00f3 entre n\u00f3s, mulheres, num registo de autonomia&nbsp; sem olhares estranhos, criando la\u00e7os de confian\u00e7a, permitiu a este livro ser&nbsp;o que ele \u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Um livro no feminino.<\/p>\n\n\n\n<p>Como enfrent\u00e1mos os nossos medos e contradi\u00e7\u00f5es, como alarg\u00e1mos as fronteiras (literalmente e como met\u00e1fora), como nos torn\u00e1mos mais confiantes ou reservadas, conforme os casos, era mat\u00e9ria a pensar.O nosso caminho agora em reflex\u00e3o conjunta tornou- se uma aprendizagem que fazia sentido registar. Para n\u00f3s. Para as outras, para os outros. Para mem\u00f3ria futura. Para que os destes tempos de agora pudessem a par e passo tomar o pulso do que eram aqueles tempos obscuros , do caminho que tinha sido feito e de quantos sonhos ainda temos de cumprir .<\/p>\n\n\n\n<p>Am\u00e9lia Resende, 18 de Abril 2024<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Fotos \u00a9 CVR-Caixamedia-NSF<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na sess\u00e3o no CDMH em Dudelange as autoras dos textos do livro presentes partilharam as&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11298,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[238,514,450],"tags":[145],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_5372-1.jpeg",1024,768,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_5372-1-150x150.jpeg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_5372-1-300x225.jpeg",300,225,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_5372-1-768x576.jpeg",640,480,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_5372-1.jpeg",640,480,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_5372-1.jpeg",1024,768,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_5372-1.jpeg",1024,768,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_5372-1-1024x715.jpeg",1024,715,true],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_5372-1-800x500.jpeg",800,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_5372-1.jpeg",1024,768,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_5372-1-540x340.jpeg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/IMG_5372-1-400x250.jpeg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/destaque\/\" rel=\"category tag\">DESTAQUE<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/exils-au-feminin\/\" rel=\"category tag\">Exils au f\u00e9minin<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/livros\/\" rel=\"category tag\">LIVROS<\/a>","tag_info":"LIVROS","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11296"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11296"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11296\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11300,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11296\/revisions\/11300"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11298"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11296"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11296"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11296"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}