{"id":11355,"date":"2024-04-01T08:02:06","date_gmt":"2024-04-01T08:02:06","guid":{"rendered":"https:\/\/nsf.pt\/?p=11355"},"modified":"2024-04-01T08:02:41","modified_gmt":"2024-04-01T08:02:41","slug":"o-servico-militar-ao-servico-de-quem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2024\/04\/01\/o-servico-militar-ao-servico-de-quem\/","title":{"rendered":"O servi\u00e7o militar ao servi\u00e7o de quem?"},"content":{"rendered":"\n<p>OPINI\u00c3O &#8211; <strong>Carlos Matos Gomes<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2024-04-01T08:02:06+00:00\">1 de Abril, 2024<\/time><\/div>\n\n\n<p>Em contracorrente aos discursos da verdade \u00fanica que os aparelhos de propaganda e manipula\u00e7\u00e3o nos transmitem, o professor Viriato Soromenho Marques publicou h\u00e1 dias no DN mais um texto de an\u00e1lise da realidade que vivemos e da que nos est\u00e1 a ser preparada.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"655\" height=\"483\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/matos-gomes2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11357\" style=\"aspect-ratio:1.3561076604554865;width:297px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/matos-gomes2.jpg 655w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/matos-gomes2-300x221.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 655px) 100vw, 655px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:31px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Talvez esta an\u00e1lise crua tenha a mesma efic\u00e1cia de uma prega\u00e7\u00e3o a um rebanho de cordeiros sobre os perigos que os aguardam com as celebra\u00e7\u00f5es judaicas da P\u00e1scoa, quando os pastores lhes est\u00e3o a fornecer ervas tenras para a engorda, antes de os sacrificarem, mas vale a pena acompanhar o autor, para que os magarefes n\u00e3o se sintam pregadores evang\u00e9licos, incontestados vendedores de asas de subir aos c\u00e9us. O texto tem por t\u00edtulo \u201cA Ocidente, uma desolada paisagem\u201d. Come\u00e7a por pedir que esque\u00e7amos que h\u00e1 uma guerra europeia centrada na Ucr\u00e2nia que se pode tornar mundial e que enfrentemos a dolorosa pergunta pr\u00e9via: O que \u00e9 o Ocidente e quais s\u00e3o os seus valores atuais? Isto \u00e9, digo eu: o que nos prometem a troco da vida dos jovens europeus e das ru\u00ednas das nossas casas? Come\u00e7a o professor Soromenho Marques por relembrar que, de acordo com orienta\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas h\u00e1 muito p\u00fablicas e publicadas e seguindo vozes autorizadas da Casa Branca e do Congresso, existe um saldo positivo de mais esta guerra para a oligarquia que governa os Estados Unidos, e que o que est\u00e1 em causa n\u00e3o \u00e9, nem nunca foi, a vit\u00f3ria da Ucr\u00e2nia, muito menos a de uma Ucr\u00e2nia livre e com um regime representativo do seu povo, mas sim usar aquele povo como ar\u00edete para enfraquecer a R\u00fassia.<\/p>\n\n\n\n<p>Viriato Soromenho Marques deixa claro a quem souber ler que a guerra na Ucr\u00e2nia \u00e9 um neg\u00f3cio e est\u00e1 a ser tratada pelos seus administradores como um neg\u00f3cio, com deve e haver, lucros e preju\u00edzos. Os Estados Unidos fazem contas e concluem que a guerra \u00e9 lucrativa para as suas elites financeiras e industriais e que, com os contratos j\u00e1 impostos \u00e0 Europa para ela se \u201cdefender\u201d de uma invas\u00e3o russa, os lucros se prolongar\u00e3o para l\u00e1 do fim da guerra. Quanto \u00e0 R\u00fassia: Trinta anos (desde o fim da URSS) de estrat\u00e9gia de encostar a NATO \u00e0s fronteiras da R\u00fassia, sobretudo na Ucr\u00e2nia, mas antes dela na Pol\u00f3nia e nos pa\u00edses b\u00e1lticos, levaram, como estava previsto que levassem, o urso a acordar. Os EUA estavam preparados para lucrarem com o seu despertar.<\/p>\n\n\n\n<p>As san\u00e7\u00f5es, o ataque \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural russo, o impedimento de mais oleodutos (sabotagem do Nordstream II), a fuga de c\u00e9rebros, o fomento da instabilidade no C\u00e1ucaso, tudo isso estava prescrito num vasto documento que mais parece uma declara\u00e7\u00e3o de guerra: (<em>Extending R\u00fassia. Competing from Advantageous Ground<\/em>, James Dobbins et alia, Santa Monica, CA, Rand Corporation). Nesse saldo positivo dos EUA, al\u00e9m da rotura dos la\u00e7os entre Berlim e Moscovo, entra tamb\u00e9m o alargamento da NATO e a convic\u00e7\u00e3o de que a Europa vai aumentar duradouramente as compras em armamento norte-americano (quer ganhe Biden ou Trump), assegurando um grande neg\u00f3cio, nutrido com centenas de milhares de mortos e estropiados na Ucr\u00e2nia, que se podem alargar a outras \u00e1reas e geografias na Europa e na Eur\u00e1sia<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cE que pensar da UE, a outra metade do Ocidente?\u201d (Pergunta Viriato Soromenho Marques e esclarece: \u201cNunca a Europa sofreu, em tempo de guerra, com l\u00edderes t\u00e3o perigosamente impreparados para governar. Em setembro de 2022, o triunfalismo, a presidente da CE (Ursula Von Der Leyen) tro\u00e7ava dos russos, dizendo que a efic\u00e1cia das san\u00e7\u00f5es obrigava Moscovo a usar os&nbsp;<em>chips<\/em>&nbsp;dos eletrodom\u00e9sticos para fins militares. Hoje, um p\u00e2nico antigo (\u201cV\u00eam a\u00ed os russos\u201d) percorre as capitais europeias. Basta ouvir o \u201cvalente\u201d Macron, ou ler o apavorado Charles Michel.\u201d Num artigo do&nbsp;<em>El Pa\u00eds<\/em>&nbsp;de 29 de Mar\u00e7o de 2024, Donald Tusk, um neoliberal que \u00e9 primeiro ministro da Pol\u00f3nia, afirmava: \u201c<strong><em>Estamos en una \u00e9poca de preguerra. No exagero<\/em><\/strong>\u201d<strong>.&nbsp;<\/strong>Respondia assim ao primeiro-ministro espanhol,<strong>&nbsp;<\/strong>que na \u00faltima cimeira europeia pediu que se baixasse o tom belicista.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta linha dos apelos \u00e0 guerra estamos a ser bombardeados com uma campanha de manipula\u00e7\u00e3o para reintroduzir o servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio. Portugal cumpre o papel que lhe foi distribu\u00eddo. N\u00e3o \u00e9 um acaso, nem uma inocente coincid\u00eancia que no mesmo dia surjam not\u00edcias da defesa desta reintrodu\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de declara\u00e7\u00f5es do chefe do estado-maior general das For\u00e7as Armadas, do chefe do estado-maior do Ex\u00e9rcito e at\u00e9, pasme-se, do chefe de estado-maior da Armada, de uma Armada que, mesmo durante a guerra colonial, manteve a maioria dos seus efetivos profissionalizados! Da campanha escapou at\u00e9 ver o chefe do estado-maior da For\u00e7a A\u00e9rea. N\u00e3o haver\u00e1 para j\u00e1 pilotos ou controladores de tr\u00e1fego a\u00e9reo, meteorologistas ou mec\u00e2nicos de aeronaves de recrutamento obrigat\u00f3rio! Do novel ministro da Defesa, o lusito Nuno Melo, espera-se sem surpresas que desembainhe a espada de pau e v\u00e1 a Washington comprar o que der mais comiss\u00f5es e proporcione aos intermedi\u00e1rios, com Paulo Portas como chave-mestra, o orgulho de Portugal possuir os melhores artefactos b\u00e9licos e de participar na primeira linha da defesa dos valores do Ocidente. Os discursos est\u00e3o dispon\u00edveis no&nbsp;<em>ChatGPT<\/em>. Basta tocar na tecla&nbsp;<em>Enter.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Conv\u00e9m pensar na fal\u00e1cia do servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio: as guerras atuais assentam na opera\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de sistemas de armas e de comando e controlo altamente sofisticados, que exigem operadores com elevado n\u00edvel de prepara\u00e7\u00e3o, o que apenas \u00e9 poss\u00edvel com uma exigente forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnico cient\u00edfica e longo per\u00edodo de treino, o que implica a profissionaliza\u00e7\u00e3o dos militares. Mesmo em teatros de opera\u00e7\u00f5es de baixa e m\u00e9dia intensidade como os do Rep\u00fablica Centro Africana ou do Mali, os europeus s\u00f3 empregam tropas profissionais. A proposta de servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio para um conflito de alta intensidade na Europa apenas pode ser racionalmente justificado com a previs\u00e3o de uma pr\u00f3xima crise social resultante da evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, que criar\u00e1 uma multid\u00e3o de jovens sem emprego, sem utilidade econ\u00f3mica, potenciais elementos perturbadores. Algu\u00e9m definiu o soldado como um \u201cdesempregado armado\u201d. O servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio servir\u00e1, assim, para aliviar tens\u00f5es sociais e pol\u00edticas. Mais, o servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio em ambiente de grande letalidade recupera o conceito maltusiano da utilidade de elimina\u00e7\u00e3o de excedentes de popula\u00e7\u00e3o. O modelo social europeu est\u00e1 a atingir o m\u00e1ximo de popula\u00e7\u00e3o que pode suportar. N\u00e3o h\u00e1 garantia que os jovens e adolescentes nascidos no in\u00edcio do s\u00e9culo XXI tenham possibilidade de receber os benef\u00edcios sociais institu\u00eddos na Europa no p\u00f3s-Segunda Guerra, h\u00e1 que eliminar uma boa parte desta multid\u00e3o de futuros benefici\u00e1rios, de subs\u00eddiodependentes: uma guerra de alta tecnologia com militares de servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio como alvos moles \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o que os partidos populistas escondem atr\u00e1s de uma ret\u00f3rica demag\u00f3gica de quem n\u00e3o trabalha n\u00e3o come e do vai para a tua terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a discuss\u00e3o das vantagens do servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio serve objetivos de propaganda e a\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica: prepara as opini\u00f5es p\u00fablicas para a situa\u00e7\u00e3o de guerra, que ser\u00e1 mais f\u00e1cil e naturalmente aceite quando ela for desencadeada, surgir\u00e1 nos meios de propaganda e na voz dos seus agentes como uma \u201cescola de virtudes\u201d e de nacional-patrioterismo pelas for\u00e7as pol\u00edticas de direita, como um instrumento de integra\u00e7\u00e3o social e \u00e9tnica, como uma alternativa \u00e0s pol\u00edticas restritivas de imigra\u00e7\u00e3o. A promo\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio, a conscri\u00e7\u00e3o napole\u00f3nica, serve os poderes instalados e \u00e9 uma amea\u00e7a aos cidad\u00e3os em geral. \u00c9 uma falsa e perigosa solu\u00e7\u00e3o. Serve para a cria\u00e7\u00e3o do tal \u201cestado de pr\u00e9-guerra\u201d de que falou Donald Tusk, um discurso e um ambiente emocional muito parecidos, ali\u00e1s, com os que antecederam a Primeira Grande Guerra.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio da maioria dos comentadores e comentadoras selecionados para o espa\u00e7o p\u00fablico julgo imprescind\u00edvel conhecer a origem das fogueiras de hoje, \u00e0 semelhan\u00e7a da necessidade de conhecer os 10 Mandamentos b\u00edblicos para perceber a origem do conceito de Deus \u00danico, ter lido o serm\u00e3o da montanha para entender o cristianismo e as cartas de S\u00e3o Paulo para chegar aos fundamentos da Inquisi\u00e7\u00e3o: Algu\u00e9m consegue imaginar que valores arengar\u00e3o os pol\u00edticos europeus e os generais europeus aos contingentes de jovens soldados do servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio formados e alinhados antes de embarcarem como carne para canh\u00e3o para mais uma campanha? Os da liberta\u00e7\u00e3o dos lugares santos, como nas cruzadas? Os da cristianiza\u00e7\u00e3o e da europeiza\u00e7\u00e3o como na expans\u00e3o europeia que deu origem \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o de meio mundo e destrui\u00e7\u00e3o das suas culturas e povos, que deu origem ao colonialismo? Os valores que na Europa originaram as chacinas ideol\u00f3gicas das guerras santas, da inquisi\u00e7\u00e3o, da supremacia r\u00e1cica? Que valores a defender at\u00e9 com sacrif\u00edcio da pr\u00f3pria vida constar\u00e3o do c\u00f3digo pelo qual os jovens europeus ser\u00e3o alistados?<\/p>\n\n\n\n<p>Estamos na P\u00e1scoa dos crist\u00e3os, que no Ocidente celebra a ressurrei\u00e7\u00e3o do \u00fanico ser humano que ter\u00e1 ocorrido em dois mil anos! Mas n\u00e3o haver\u00e1 ressurrei\u00e7\u00e3o para os que morrerem na guerra que est\u00e1 a ser preparada, como n\u00e3o houve para os milh\u00f5es que morreram nas anteriores. N\u00e3o s\u00e3o apenas o Ventura, ou a senhora Le Pen que fazem promessas mortais\u2026 Os europeus devem perguntar aos candidatos a eurodeputados o que pensam da nova guerra e da proposta de reintrodu\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio que est\u00e1 a ser t\u00e3o insidiosamente lan\u00e7ado como um novo desodorizante.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>OPINI\u00c3O &#8211; Carlos Matos Gomes Em contracorrente aos discursos da verdade \u00fanica que os aparelhos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11356,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[238,99],"tags":[518],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/matos-gomes.jpg",728,758,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/matos-gomes-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/matos-gomes-288x300.jpg",288,300,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/matos-gomes.jpg",640,666,false],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/matos-gomes.jpg",640,666,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/matos-gomes.jpg",728,758,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/matos-gomes.jpg",728,758,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/matos-gomes-728x715.jpg",728,715,true],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/matos-gomes-728x500.jpg",728,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/matos-gomes.jpg",728,758,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/matos-gomes-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/matos-gomes-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/destaque\/\" rel=\"category tag\">DESTAQUE<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/opiniao\/\" rel=\"category tag\">OPINI\u00c3O<\/a>","tag_info":"OPINI\u00c3O","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11355"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11355"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11355\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11359,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11355\/revisions\/11359"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11356"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11355"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11355"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11355"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}