{"id":11568,"date":"2024-04-16T19:43:21","date_gmt":"2024-04-16T19:43:21","guid":{"rendered":"https:\/\/nsf.pt\/?p=11568"},"modified":"2024-05-23T21:41:16","modified_gmt":"2024-05-23T21:41:16","slug":"bruxelas-revisitada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2024\/04\/16\/bruxelas-revisitada\/","title":{"rendered":"Bruxelas revisitada"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Passadas quase seis d\u00e9cadas a sensa\u00e7\u00e3o de maravilha invade-me<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2024-04-16T19:43:21+00:00\">16 de Abril, 2024<\/time><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por <strong>Helena Cabe\u00e7adas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>No passado dia 2 de Abril estivemos na B\u00e9lgica para a apresenta\u00e7\u00e3o do nosso livro \u201cExils au F\u00e9minin\u201d, numa iniciativa da AJA \u2013 Bruxelas, integrada nas comemora\u00e7\u00f5es dos 50 anos do 25 de Abril, que teve lugar na ULB (Universit\u00e9 Libre de Bruxelles), mais precisamente na Biblioth\u00e8que des Sciences R\u00e9ligieuses et de la Laicit\u00e9<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:22px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"600\" data-id=\"11572\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_5730.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11572\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_5730.jpeg 800w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_5730-300x225.jpeg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_5730-768x576.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" 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livro, cuja apresenta\u00e7\u00e3o foi feita pela jovem Adriana Costa Santos, Co-directora da Plataforma Cidad\u00e3 de Apoio aos Refugiados, que estabeleceu a liga\u00e7\u00e3o entre os ex\u00edlios de ontem e os de hoje, interpelando-nos, a cada uma de n\u00f3s, sobre os temas abordados no livro. Seguiu-se um debate vivo, animado pela Adriana, ao qual se seguiu uma sess\u00e3o de m\u00fasicas do Zeca Afonso cantadas pela voz fresca da Joana Costa.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi uma sess\u00e3o simp\u00e1tica, calorosa e, para mim, comovente, pois permitiu-me agradecer <em>in loco<\/em> \u00e0 B\u00e9lgica e \u00e0 ULB em particular, o ambiente acolhedor que me proporcionaram, h\u00e1 quase sessenta anos atr\u00e1s. Era eu ent\u00e3o uma garota de 17 anos apenas, mas j\u00e1 tinha passado pela pris\u00e3o pol\u00edtica de Caxias e j\u00e1 tinha sido expulsa de todas as escolas de Portugal. Na ULB procurei e encontrei a possibilidade de prosseguir os meus estudos e de reconstruir a minha vida em liberdade. Agradeci, pois, em meu nome e em nome de tantos outros jovens portugueses antifascistas \u2013 conhe\u00e7o muitas dezenas. A Helena Rato, por exemplo, uma das co autoras deste livro, ap\u00f3s uma sa\u00edda \u00e9pica de Portugal e Espanha a salto, gr\u00e1vida de 8 meses, e ap\u00f3s uma experi\u00eancia de ex\u00edlio muito dura em Fran\u00e7a e na Arg\u00e9lia, aqui encontrou, finalmente, a possibilidade de prosseguir e terminar os seus estudos. Foi generosa a B\u00e9lgica de ent\u00e3o: proporcionava aos antifascistas portugueses o estatuto de refugiado pol\u00edtico da ONU e uma bolsa de estudo para quem quisesse estudar. Era algo de precioso, ter um estatuto, ainda que de ap\u00e1trida, e poucos pa\u00edses da Europa Ocidental o proporcionavam.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas talvez porque eu era ainda muito jovem e muito curiosa, foi para mim um deslumbramento a descoberta da sociedade democr\u00e1tica e cosmopolita que encontrei em Bruxelas em meados dos anos sessenta. Entrar na ULB, em particular, constituiu uma experi\u00eancia extraordin\u00e1ria, confrontar-me com a coexist\u00eancia democr\u00e1tica e livre das mais diferentes op\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas e a possibilidade de ler e discutir abertamente os mais diversos textos pol\u00edticos e filos\u00f3ficos, deixou-me quase em \u00eaxtase. Era um contraste imenso com o Portugal de ent\u00e3o, provinciano e sufocante, onde se fazia sentir uma censura feroz e o medo permanente de uma pol\u00edcia pol\u00edtica impiedosa.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Passadas quase seis d\u00e9cadas<\/h2>\n\n\n\n<p>(\u00c9 engra\u00e7ado que, ainda hoje, passadas quase seis d\u00e9cadas, essa sensa\u00e7\u00e3o de maravilha me invade quando me lembro disso, tal a intensidade da minha emo\u00e7\u00e3o na altura!).<\/p>\n\n\n\n<p>Mas n\u00e3o foi s\u00f3 a liberdade de pensamento e de express\u00e3o da ULB que me encantou, foi tamb\u00e9m a descoberta de Bruxelas, da sua arquitetura magn\u00edfica, dos belos parques e jardins, dos excelentes museus, do ambiente alegre dos seus restaurantes e <em>brasseries<\/em> e, sobretudo, da sua vida cultural rica e cosmopolita, a n\u00edvel do teatro, da dan\u00e7a, do cinema, das artes pl\u00e1sticas, da literatura, da m\u00fasica e, claro, da BD. Foi, para mim, um tempo de descobertas fascinantes, a todos os n\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 verdade que nem tudo foi f\u00e1cil, apesar do acolhimento cordial por parte da Universidade e dos belgas, em geral. A minha experi\u00eancia ensinou-me que todo o ex\u00edlio, tal como toda a emigra\u00e7\u00e3o (no sentido em que \u00e9 for\u00e7ada), \u00e9 sempre uma viv\u00eancia dura de marginalidade e solid\u00e3o, uma ruptura violenta com a fam\u00edlia, os amigos, a l\u00edngua, as paisagens, a luz, os sabores do seu pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As partidas da mem\u00f3ria<\/h2>\n\n\n\n<p>Mas a mem\u00f3ria \u00e9 fr\u00e1gil, prega-nos partidas, pois implica sempre um trabalho de reconstru\u00e7\u00e3o do passado. Da\u00ed que seja urgente recuper\u00e1-la, na medida do poss\u00edvel. E eu penso que os testemunhos individuais de uma \u00e9poca e de uma gera\u00e7\u00e3o t\u00eam interesse, n\u00e3o s\u00f3 para n\u00f3s, que os vivemos, mas tamb\u00e9m para as novas gera\u00e7\u00f5es e para os investigadores deste nosso passado recente.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, no entanto, um assunto sobre o qual me questiono: Como \u00e9 que a cidade e a cultura do pa\u00eds em que vivemos os nossos ex\u00edlios nos marcou e influenciou os nossos percursos de vida?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;O que eu constato, a esta dist\u00e2ncia de cinco d\u00e9cadas, \u00e9 que, nos ex exilados da B\u00e9lgica h\u00e1, de um modo geral, no p\u00f3s 25 de Abril, uma certa marginalidade em rela\u00e7\u00e3o poder pol\u00edtico e cultural. Isto mesmo quando se afirmaram de modo original e criativo nas suas \u00e1reas profissionais e\/ou art\u00edsticas. Estou a pensar, por exemplo, no Al Berto, considerado um poeta maldito, ou no Francisco Palma Dias, ainda hoje um poeta desconhecido, tal como o seu irm\u00e3o Jacinto Palma Dias, um historiador brilhante e inc\u00f3modo; na Gabriela Llansol, na literatura, com a sua escrita singular e fulgurante; no Jos\u00e9 \u00c1lvaro Morais, hoje um cineasta de culto, mas que viveu sempre no limiar da mis\u00e9ria e que poucos filmes conseguiu realizar; no Jo\u00e3o Brites, no teatro, com o seu \u201c<em>Bando<\/em>\u201d (um teatro para mudar o&nbsp; mundo), ou no Jo\u00e3o Lu\u00eds com o seu \u201c<em>P\u00e9 de Vento\u201d,<\/em> no Porto, ou at\u00e9 mesmo, no caso do jornalismo, no Torquato Sep\u00falveda, sempre t\u00e3o&nbsp;&nbsp; combativo (entre muitos outros, claro).<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os ex-exilados da B\u00e9lgica<\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Ora que os ex exilados da Su\u00ed\u00e7a foram logo quase todos para lugares de grande responsabilidade pol\u00edtica no p\u00f3s 25 de Abril. Lugares que desempenharam, em geral, com compet\u00eancia, n\u00e3o discuto isso. S\u00f3 constato que tiveram apet\u00eancia pelo exerc\u00edcio do poder pol\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<p>E eu pergunto-me se uma certa dist\u00e2ncia cr\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o ao poder dos ex exilados da B\u00e9lgica n\u00e3o ter\u00e1 sido influenciada, justamente, pela cultura do pa\u00eds em que vivemos, cosmopolita e democr\u00e1tica, \u00e9 certo, mas n\u00e3o se tomando muito a s\u00e9rio como pa\u00eds, caracterizando-se por uma certa auto ironia, um certo <em>esprit de d\u00e9rision<\/em> \u2013 que leva os belgas a n\u00e3o terem grandes ilus\u00f5es sobre o seu papel no mundo e os torna, ali\u00e1s, bem simp\u00e1ticos. E que se exprime t\u00e3o bem no pequeno e truculento Maneken Pis (a quem n\u00f3s, portugueses, cham\u00e1vamos o Manecas mij\u00e3o), na lenda de Ulenspiegel, essa obra prima de Charles de Coster, na pintura surrealista (Magritte\/Delvaux), no humor corrosivo das can\u00e7\u00f5es de Jacques Brel, no cinema absurdo de Jean Bucqoy sobre a vida sexual dos belgas e, sobretudo, na frescura e vivacidade da sua BD.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu sei que esta quest\u00e3o exigiria um estudo mais aprofundado para que se possam tirar conclus\u00f5es fundamentadas. Mas a interroga\u00e7\u00e3o aqui fica, para quem quiser pegar nela e aprofund\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p>Abril de 2024<\/p>\n\n\n\n<p>Helena Cabe\u00e7adas<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">VER V\u00cdDEO <\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"C\u00b4\u00e9tait le temps o\u00f9 Bruxelles br\u00fblait\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CsHlZD67-3o?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><em>FOTOS E V\u00cdDEO \u00a9 CVR-NSF<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Passadas quase seis d\u00e9cadas a sensa\u00e7\u00e3o de maravilha invade-me Por Helena Cabe\u00e7adas No passado dia&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11578,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[514,450],"tags":[512],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_5786.jpeg",800,600,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_5786-150x150.jpeg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_5786-300x225.jpeg",300,225,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_5786-768x576.jpeg",640,480,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_5786.jpeg",640,480,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_5786.jpeg",800,600,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_5786.jpeg",800,600,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_5786.jpeg",800,600,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_5786-800x500.jpeg",800,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_5786.jpeg",800,600,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_5786-540x340.jpeg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/IMG_5786-400x250.jpeg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/exils-au-feminin\/\" rel=\"category tag\">Exils au f\u00e9minin<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/livros\/\" rel=\"category tag\">LIVROS<\/a>","tag_info":"LIVROS","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11568"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11568"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11568\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11901,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11568\/revisions\/11901"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11578"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11568"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11568"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11568"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}