{"id":11905,"date":"2024-05-25T20:37:51","date_gmt":"2024-05-25T20:37:51","guid":{"rendered":"https:\/\/nsf.pt\/?p=11905"},"modified":"2024-05-25T20:37:54","modified_gmt":"2024-05-25T20:37:54","slug":"mppm-reclama-que-portugal-reconheca-o-estado-da-palestina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2024\/05\/25\/mppm-reclama-que-portugal-reconheca-o-estado-da-palestina\/","title":{"rendered":"MPPM reclama que Portugal reconhe\u00e7a o Estado da Palestina"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u00c9 tempo de Portugal, seguindo o exemplo de Noruega, Espanha e Irlanda<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2024-05-25T20:37:51+00:00\">25 de Maio, 2024<\/time><\/div>\n\n\n<p><strong>Tr\u00eas pa\u00edses europeus \u2013 Noruega, Espanha e Irlanda \u2013 anunciaram para o dia 28 de Maio o reconhecimento do Estado da Palestina. O MPPM congratula-se com a decis\u00e3o destes pa\u00edses e reitera a exig\u00eancia de que o Estado portugu\u00eas tamb\u00e9m d\u00ea este passo crucial em prol da justi\u00e7a e do respeito pelo direito internacional.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:18px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"600\" height=\"340\" data-id=\"11907\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/bandeira_palestina_na_onu_0-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-11907\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/bandeira_palestina_na_onu_0-1.jpg 600w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/bandeira_palestina_na_onu_0-1-300x170.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Bandeira da palestina na ONU<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:24px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>O reconhecimento do Estado da Palestina n\u00e3o \u00e9 apenas um gesto simb\u00f3lico, mas uma necessidade urgente e um imperativo moral. O povo palestino tem direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o, conforme reafirmado em in\u00fameras resolu\u00e7\u00f5es das Na\u00e7\u00f5es Unidas ao longo das d\u00e9cadas, incluindo a Resolu\u00e7\u00e3o 181 da Assembleia Geral da ONU, adoptada em 1947, que recomendou a cria\u00e7\u00e3o na Palestina de um Estado \u00e1rabe ao lado do Estado judeu. Este princ\u00edpio fundamental tem sido ignorado ao longo dos anos, perpetuando um problema que clama por uma solu\u00e7\u00e3o justa.<\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o actual, com o brutal genoc\u00eddio perpetrado por Israel em Gaza e o agravamento dos ataques aos palestinos na Cisjord\u00e2nia, al\u00e9m da cont\u00ednua ocupa\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o dos colonatos, torna ainda mais urgente a necessidade de um reconhecimento formal do Estado da Palestina. Estes ataques e a ocupa\u00e7\u00e3o t\u00eam causado sofrimentos imensos ao povo palestino, violam direitos humanos fundamentais e exacerbam a instabilidade na regi\u00e3o, com potenciais repercuss\u00f5es no mundo inteiro. A inac\u00e7\u00e3o s\u00f3 contribui para a perpetua\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia e da injusti\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Cabe lembrar tamb\u00e9m a recomenda\u00e7\u00e3o da Assembleia da Rep\u00fablica de Portugal, aprovada em 2014, que instou o Governo a reconhecer o Estado da Palestina. Esta recomenda\u00e7\u00e3o reflecte a vontade do povo portugu\u00eas e n\u00e3o pode ser ignorada.<\/p>\n\n\n\n<p>De igual forma, a Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa, no seu artigo 7.\u00ba, consagra o respeito pelos direitos humanos e pelo direito dos povos \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o, bem como o princ\u00edpio da n\u00e3o inger\u00eancia nos assuntos internos de outros Estados. O reconhecimento do Estado da Palestina \u00e9 coerente com estes princ\u00edpios constitucionais, refor\u00e7ando o compromisso de Portugal com a justi\u00e7a, a paz e o direito internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A este prop\u00f3sito, \u00e9 pertinente destacar que o governo portugu\u00eas, ao arrepio dos princ\u00edpios constitucionais, mant\u00e9m coopera\u00e7\u00e3o militar com Israel.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta coopera\u00e7\u00e3o afigura-se ainda mais chocante e conden\u00e1vel \u00e0 luz da decis\u00e3o de hoje do Tribunal Internacional de Justi\u00e7a (TIJ), ordenando que Israel cesse imediatamente a ofensiva militar e outras ac\u00e7\u00f5es na zona de Rafah e exigindo a manuten\u00e7\u00e3o da passagem de Rafah aberta para assist\u00eancia humanit\u00e1ria e a garantia de acesso sem entraves a investiga\u00e7\u00f5es de genoc\u00eddio. O TIJ refor\u00e7a a necessidade da responsabiliza\u00e7\u00e3o de Israel pelos actos cometidos e reafirma os direitos do povo palestino. Esta decis\u00e3o sublinha a import\u00e2ncia do direito internacional e da justi\u00e7a na resolu\u00e7\u00e3o do conflito, destacando ainda mais a necessidade de um reconhecimento formal do Estado da Palestina para assegurar uma paz duradoura e justa.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do TIJ \u00e9 vinculativa. Portugal, como Estado membro das Na\u00e7\u00f5es Unidas e pa\u00eds que deve reger-se pelo respeito pelos direitos humanos, pela paz e pela justi\u00e7a, tem a responsabilidade de se posicionar de forma clara em rela\u00e7\u00e3o a esta quest\u00e3o, devendo desde j\u00e1 encarar as medidas a tomar em rela\u00e7\u00e3o a Israel caso este pa\u00eds se recuse a cumprir a decis\u00e3o do TIJ.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 tempo de Portugal, seguindo o exemplo de Noruega, Espanha e Irlanda \u2014 e de 143 outros pa\u00edses membros da ONU, entre os quais 18 europeus \u2014, reconhecer formalmente o Estado da Palestina, apoiando o seu povo na luta pelos seus direitos nacionais imprescrit\u00edveis, por uma exist\u00eancia digna e soberana.<\/p>\n\n\n\n<p>O MPPM, o CPPC, a CGTP-IN e o Projecto Ru\u00eddo \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Juvenil, convocam uma Concentra\u00e7\u00e3o para a pr\u00f3xima ter\u00e7a-feira, 28 de Maio, \u00e0s 18 horas, no Rossio, em Lisboa, pelo Reconhecimento do Estado da Palestina, por uma Palestina Livre, pelo Fim do Genoc\u00eddio, pelo Fim da Impunidade!<\/p>\n\n\n\n<p>24 de Maio de 2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Direc\u00e7\u00e3o Nacional do MPPM<\/p>\n\n\n\n<p>Sexta, 24 Maio, 2024 &#8211; 19:32<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 tempo de Portugal, seguindo o exemplo de Noruega, Espanha e Irlanda Tr\u00eas pa\u00edses europeus&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11906,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[238,443],"tags":[258],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/bandeira_palestina_na_onu_0.jpg",600,340,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/bandeira_palestina_na_onu_0-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/bandeira_palestina_na_onu_0-300x170.jpg",300,170,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/bandeira_palestina_na_onu_0.jpg",600,340,false],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/bandeira_palestina_na_onu_0.jpg",600,340,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/bandeira_palestina_na_onu_0.jpg",600,340,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/bandeira_palestina_na_onu_0.jpg",600,340,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/bandeira_palestina_na_onu_0.jpg",600,340,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/bandeira_palestina_na_onu_0.jpg",600,340,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/bandeira_palestina_na_onu_0.jpg",600,340,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/bandeira_palestina_na_onu_0-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/bandeira_palestina_na_onu_0-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/destaque\/\" rel=\"category tag\">DESTAQUE<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/palestina\/\" rel=\"category tag\">PALESTINA<\/a>","tag_info":"PALESTINA","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11905"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11905"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11905\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11908,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11905\/revisions\/11908"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11906"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11905"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11905"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11905"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}