{"id":12505,"date":"2024-10-14T09:43:21","date_gmt":"2024-10-14T09:43:21","guid":{"rendered":"https:\/\/nsf.pt\/?p=12505"},"modified":"2024-10-14T09:43:24","modified_gmt":"2024-10-14T09:43:24","slug":"licoes-d-os-lusiadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2024\/10\/14\/licoes-d-os-lusiadas\/","title":{"rendered":"Li\u00e7\u00f5es d\u2019\u00a0Os Lus\u00edadas"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">OPINI\u00c3O &#8211; <strong>A cultura da vit\u00f3ria e da viol\u00eancia \u00e9 uma faca de dois gumes\u200a\u2014\u200ali\u00e7\u00f5es d\u2019\u00a0<em>Os Lus\u00edadas<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2024-10-14T09:43:21+00:00\">14 de Outubro, 2024<\/time><\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Carlos Matos Gomes<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>A prop\u00f3sito da guerra na Ucr\u00e2nia, numa entrevista recente, Sergei Lavrov, o ministro dos neg\u00f3cios estrangeiros russo, afirmou que ela apenas poder\u00e1 terminar com a vit\u00f3ria da R\u00fassia, porque vit\u00f3ria e derrota s\u00e3o as \u00fanicas linguagens que o Ocidente entende.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:18px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"922\" height=\"530\" data-id=\"12507\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/cmg2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12507\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/cmg2.jpg 922w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/cmg2-300x172.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/cmg2-768x441.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 922px) 100vw, 922px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:25px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Independentemente do que cada um possa pensar sobre as causas do conflito e das justifica\u00e7\u00f5es dos contendores, a vit\u00f3ria com esmagamento do advers\u00e1rio \u00e9 a doutrina da Europa e do Ocidente desde que a Europa iniciou a sua expans\u00e3o no s\u00e9culo XV.<\/p>\n\n\n\n<p>Estamos,<em>&nbsp;<\/em>embora se note pouco, na celebra\u00e7\u00e3o dos quinhentos anos de<em>&nbsp;Os Lus\u00edadas<\/em>, de Cam\u00f5es. Ora,&nbsp;<em>Os Lus\u00edadas<\/em>&nbsp;refletem a diferen\u00e7a de pensamento e de estrat\u00e9gia do que foi o conceito portugu\u00eas de abordagem do \u201coutro\u201d e o conceito vencedor do Ocidente, o dos imp\u00e9rios espanhol e ingl\u00eas.&nbsp;<em>Os Lus\u00edadas<\/em>&nbsp;exp\u00f5em a diferen\u00e7a radical no modo como os dois grandes imp\u00e9rios europeus expandiram o seu poder e o da abordagem dos portugueses aos outros povos e civiliza\u00e7\u00f5es. Motivam a provocadora interroga\u00e7\u00e3o: Com quem e com o que fariam os espanh\u00f3is uma epopeia? Com Cort\u00e9s e a conquista do M\u00e9xico, ou com Pizarro, que realizou o feito de prender o imperador Atahualpa, dos incas, depois de aceitar o convite deste para um jantar, durante o qual assassinou a sua pequena guarda? E os ingleses que her\u00f3i t\u00eam para uma epopeia? Os cors\u00e1rios Drake e Raleigh, que os seus contempor\u00e2neos designavam por&nbsp;<em>Sea Dogs<\/em>, os c\u00e3es do mar?<\/p>\n\n\n\n<p><em>Os Lus\u00edadas<\/em>&nbsp;s\u00e3o tamb\u00e9m um extraordin\u00e1rio manual de rela\u00e7\u00f5es internacionais. Os dirigentes dos imp\u00e9rios europeus que sucederam aos portugueses, os ingleses e os espanh\u00f3is, agiram com a arrog\u00e2ncia e a convic\u00e7\u00e3o de superioridade que se iriam traduzir na gigantesca empresa da escravatura de africanos, na destrui\u00e7\u00e3o das culturas e civiliza\u00e7\u00f5es do continente americano e no genoc\u00eddio dos povos. A partir da chegada de espanh\u00f3is e ingleses e tamb\u00e9m dos portugueses \u00e0s am\u00e9ricas que contributo foi permitido aos povos locais\u200a\u2014\u200adesde a Patag\u00f3nia ao Alaska\u200a\u2014\u200adarem ao progresso do mundo e que possa ser comparado ao que as civiliza\u00e7\u00f5es do \u00cdndico e do Pac\u00edfico proporcionaram?<\/p>\n\n\n\n<p>A ordem internacional imposta por espanh\u00f3is e ingleses, tamb\u00e9m por franceses e alem\u00e3es, atualmente pelos norte-americanos, assenta em princ\u00edpios opostos aos que Cam\u00f5es expressou em&nbsp;<em>Os Lus\u00edadas.&nbsp;<\/em>Fundou-se na morte por asfixia das culturas e civiliza\u00e7\u00f5es existentes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 este reconhecimento que Sergei Lavrov faz e que motiva a atitude da R\u00fassia nos atuais conflitos que o Ocidente conduz na Ucr\u00e2nia e no Medio Oriente.<\/p>\n\n\n\n<p>A estrat\u00e9gia que o imp\u00e9rio Ocidental\u200a\u2014\u200aherdeiro dos imp\u00e9rios ingl\u00eas e espanhol\u200a\u2014\u200aest\u00e1 a conduzir na Ucr\u00e2nia e no Medio Oriente \u00e9 a do esmagamento dos povos que existem desde o L\u00edbano \u00e0 R\u00fassia\u200a\u2014\u200acom propositado exagero, estabelecer uma Gaza de Beirute a Moscovo\u200a\u2014\u200aou uma limpeza como a que foi feita na Am\u00e9rica do Norte de Nova Iorque a S\u00e3o Francisco, ou como as levadas a cabo por Cort\u00e9s e Pizarro na Am\u00e9rica Central e do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>A velha Europa, como a tratam os \u201cjovens americanos\u201d\u200a\u2014\u200aReagan e Trump\u200a\u2014\u200aacredita que a sua forma de abordar os outros\u200a\u2014\u200aesmagando-os\u200a\u2014\u200aainda \u00e9 a certa para impor a sua civiliza\u00e7\u00e3o e os seus interesses. A atual Europa, agora uma prov\u00edncia do Ocidente Global, adotou como pol\u00edtica para se relacionar com o Velho Mundo persa e mesopot\u00e2mico a dos invasores ingleses e espanh\u00f3is no Novo Mundo, o problema \u00e9 que o \u201cvelho mundo\u201d n\u00e3o est\u00e1 nu, apenas arcos e flechas para se defender!<\/p>\n\n\n\n<p>A visita do presidente da Assembleia do Ir\u00e3o e do ministro dos neg\u00f3cios estrangeiros a Beirute real\u00e7am a alian\u00e7a existente e a assinatura de um pacto de defesa entre o Ir\u00e3o e a R\u00fassia significa que a reprodu\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia de vit\u00f3ria por esmagamento que presidiu \u00e0 estrat\u00e9gia ocidental durante cerca de cinco s\u00e9culos tem grandes probabilidades de degenerar num desastre a v\u00e1rios t\u00edtulos, militar, desde logo, mas tamb\u00e9m econ\u00f3mico e, mais profundo, civilizacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas para recordar, os princ\u00edpios filos\u00f3ficos em que assenta o pensamento europeu foram transpostos do grego para a Europa atrav\u00e9s dos \u00e1rabes e foram-no principalmente durante os sete s\u00e9culos em que eles estiveram na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica no Al Andaluz. J\u00e1 agora, os nossos algarismos ainda s\u00e3o conhecidos por n\u00fameros \u00e1rabes.<\/p>\n\n\n\n<p>A estrat\u00e9gia de terra queimada que o Ocidente est\u00e1 a desenvolver em Gaza e no L\u00edbano, mas que j\u00e1 utilizou na L\u00edbia, no Iraque e na S\u00edria \u00e9 a-hist\u00f3rica e a Europa vai pag\u00e1-la com o definhamento que ocorre \u00e0s \u00e1rvores a quem cortam as ra\u00edzes.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Os Lus\u00edadas<\/em>&nbsp;s\u00e3o a epopeia de uma pen\u00ednsula que era a proa de um continente que viajava ao encontro de outras gentes e culturas e ali aportava. Da epopeia dos portugueses no Oriente cantada em&nbsp;<em>Os Lus\u00edadas<\/em>&nbsp;mantiveram-se e desenvolveram-se civiliza\u00e7\u00f5es t\u00e3o pujantes como a \u00cdndia, a China, a Indochina, o Jap\u00e3o, enquanto nas Am\u00e9ricas nada restou, al\u00e9m de ru\u00ednas e a humilha\u00e7\u00e3o espelhada nos rostos daqueles a quem arrogantemente o Ocidente uniformizou sob a designa\u00e7\u00e3o de \u201c\u00edndios\u201d. Na expans\u00e3o para Ocidente, os europeus provocaram terror a todos os que encontraram com o barulho ensurdecedor das armas, o cheiro insuport\u00e1vel da p\u00f3lvora e com os \u201cmonstros de quatro patas\u201d, o cavalo, desconhecido pelos povos do continente americano. Tal como acontecer\u00e1 em Hiroshima e Nagas\u00e1qui com as duas bombas at\u00f3micas e acontece hoje em Gaza e no L\u00edbano com as mais mort\u00edferas armas ocidentais.<\/p>\n\n\n\n<p>A anti epopeia da Europa terminou com a sua derrota na Segunda Guerra Mundial, quando foi substitu\u00edda por uma entidade sem alma, que funda o novo mundo com um imenso genoc\u00eddio e uma explora\u00e7\u00e3o sem regras nem limites da natureza, expressa na c\u00e9lebre carta do cacique de Seattle ao presidente dos Estados Unidos, Franklin Pierce, em 1855:<\/p>\n\n\n\n<p><em>O grande chefe de Washington mandou dizer que desejava comprar a nossa terra, o grande chefe assegurou-nos tamb\u00e9m a sua amizade e benevol\u00eancia. Isto \u00e9 gentil da sua parte, pois sabemos que n\u00e3o precisa da nossa amizade. Vamos, por\u00e9m, pensar na sua oferta, pois sabemos que se n\u00e3o o fizermos, o homem branco vir\u00e1 com armas e tomar\u00e1 a nossa terra. [\u2026]<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Cinco s\u00e9culos ap\u00f3s a passagem do Cabo das Tormentas, rebatizado em da Boa Esperan\u00e7a, o Adamastor venceu, o Ocidente perdeu. O Oriente apresenta hoje ao mundo uma civiliza\u00e7\u00e3o vencedora, mais aberta, mais flex\u00edvel, mais adaptada ao mundo. O Ocidente seguiu o caminho na dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria ao que Cam\u00f5es celebrou e, em vez de respeitar o \u2018Outro\u00b4, aniquilou-o, esquecendo-se que as sementes do \u00f3dio s\u00e3o eternas. S\u00e3o estas sementes que o Ocidente continua a espalhar.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma diferen\u00e7a radical entre a chegada dos europeus \u00e0s Am\u00e9ricas e a de Vasco da Gama \u00e0 \u00cdndia. Entre a domina\u00e7\u00e3o e a alian\u00e7a que Vasco da Gama prop\u00f5e ao Samorim: Prop\u00f5e uma alian\u00e7a:&nbsp;<em>E se queres, com pactos e lian\u00e7as\/De paz e de amizade, sacra e nua, Com\u00e9rcio consentir das abondan\u00e7as\/Das fazendas da terra sua e tua, Por que cre\u00e7am as rendas e abastan\u00e7as\/(Por quem a gente mais trabalha e sua)\/De vossos Reinos, ser\u00e1 certamente\/De ti proveito, e dele gl\u00f3ria ingente.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Os Lus\u00edadas\u00a0<\/em>n\u00e3o fazem parte das leituras nem na sede da UE, nem da NATO.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:27px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"655\" height=\"483\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/cmg3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12508\" style=\"aspect-ratio:1.3561076604554865;width:245px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/cmg3.jpg 655w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/cmg3-300x221.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 655px) 100vw, 655px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">Carlos Matos Gomes<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>OPINI\u00c3O &#8211; A cultura da vit\u00f3ria e da viol\u00eancia \u00e9 uma faca de dois gumes\u200a\u2014\u200ali\u00e7\u00f5es&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":12508,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[238,99],"tags":[518],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/cmg3.jpg",655,483,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/cmg3-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/cmg3-300x221.jpg",300,221,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/cmg3.jpg",640,472,false],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/cmg3.jpg",640,472,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/cmg3.jpg",655,483,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/cmg3.jpg",655,483,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/cmg3.jpg",655,483,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/cmg3.jpg",655,483,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/cmg3.jpg",655,483,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/cmg3-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/cmg3-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/destaque\/\" rel=\"category tag\">DESTAQUE<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/opiniao\/\" rel=\"category tag\">OPINI\u00c3O<\/a>","tag_info":"OPINI\u00c3O","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12505"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12505"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12505\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12509,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12505\/revisions\/12509"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12508"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12505"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12505"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12505"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}