{"id":12990,"date":"2024-11-12T23:38:25","date_gmt":"2024-11-12T23:38:25","guid":{"rendered":"https:\/\/nsf.pt\/?p=12990"},"modified":"2024-11-13T16:25:26","modified_gmt":"2024-11-13T16:25:26","slug":"micar-no-batalha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2024\/11\/12\/micar-no-batalha\/","title":{"rendered":"MICAR no Batalha"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mostra internacional de Cinema Anti-racista no Porto<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2024-11-12T23:38:25+00:00\">12 de Novembro, 2024<\/time><\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Apresenta\u00e7\u00e3o 2024 | Organizado por SOS Racismo<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Na 11\u00aa edi\u00e7\u00e3o da MICAR, o SOS Racismo vem denunciar estas e outras hist\u00f3rias de OCUPA\u00c7\u00c3O como projetos de OPRESS\u00c3O e combat\u00ea-las<\/h3>\n\n\n\n<div style=\"height:23px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"568\" height=\"318\" data-id=\"12991\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/festival.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12991\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/festival.jpg 568w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/festival-300x168.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 568px) 100vw, 568px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:43px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A OCUPA\u00c7\u00c3O<\/h2>\n\n\n\n<p>A 7 de Outubro de 2023 o mundo indigna-se com o massacre de pessoas em Israel. Dias depois, Israel invade a Faixa de Gaza na Palestina. STOP. Esta hist\u00f3ria n\u00e3o come\u00e7ou assim.<\/p>\n\n\n\n<p>A OCUPA\u00c7\u00c3O em curso na Palestina dura h\u00e1 mais de um s\u00e9culo; \u00e0s for\u00e7as do Imp\u00e9rio Otomano, seguiu-se a ocupa\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica e a israelita. A viol\u00eancia foi uma constante e intensificou-se com a cria\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do Estado de Israel: milhares de pessoas foram expulsas das suas casas e for\u00e7adas a abandonar as terras onde nasceram e sempre viveram; milhares de pessoas foram assassinadas, agredidas e detidas; as que ficaram, em Israel ou nos territ\u00f3rios ocupados, foram sujeitas a processos di\u00e1rios de humilha\u00e7\u00e3o e desumaniza\u00e7\u00e3o. A Palestina \u00e9, hoje, um territ\u00f3rio retalhado, aprisionado, desenhado em m\u00faltiplos enclaves, sem viabilidade econ\u00f3mica e sem condi\u00e7\u00f5es, efetivas e suficientes, para abra\u00e7ar a desejada independ\u00eancia e liberdade. O Estado de Israel tem vindo a desenvolver um projeto de apartheid, estabelecendo regimes jur\u00eddicos distintos entre judeus israelitas e as demais minorias religiosas que ainda residem dentro das suas fronteiras, e apoiando a multiplica\u00e7\u00e3o de colonatos na Cisjord\u00e2nia, com o patroc\u00ednio, ora mais direto, ora mais velado, dos EUA e da Uni\u00e3o Europeia. A faixa de Gaza \u00e9 o exemplo mais doloroso de toda esta opress\u00e3o: uma pequena linha de terra de cerca de 365 km2, habitada por mais de 2 milh\u00f5es de pessoas, que vivem numa verdadeira pris\u00e3o a c\u00e9u aberto h\u00e1 demasiado tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 7 de outubro de 2023 que o problema se agravou. A brutalidade e a perda de vidas alcan\u00e7am propor\u00e7\u00f5es alarmantes e, no dia em que escrevemos este texto, j\u00e1 eram mais de 35 mil as pessoas que morreram em menos de um ano, um n\u00famero que continua a aumentar a cada dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Deslocados \u00e0 for\u00e7a, sem terra, sem casa, sem direitos, o povo palestiniano \u00e9 v\u00edtima de pol\u00edticas genocidas do Estado de Israel. Mulheres, crian\u00e7as e homens inocentes s\u00e3o v\u00edtimas de uma viol\u00eancia sem sentido, enquanto o mundo observa em sil\u00eancio ou se mostra incapaz de tomar medidas eficazes para p\u00f4r fim a essa carnificina.<\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente, a OCUPA\u00c7\u00c3O como projeto de opress\u00e3o existiu e existe em muitos outros contextos.&nbsp; \u00c9 um dos elementos centrais da hist\u00f3ria do colonialismo e seu legado e um dos principais grilh\u00f5es \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o de povos como os do Tibete, Sahara Ocidental, Caxemira, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Num contexto mais amplo, a ocupa\u00e7\u00e3o assume diferentes formas, estendendo-se para al\u00e9m das fronteiras geopol\u00edticas. Nas cidades, deparamo-nos com a limita\u00e7\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o p\u00fablico para atividades culturais e ativistas propostas pelas organiza\u00e7\u00f5es c\u00edvicas, e por outro lado, a ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o habitacional pelo turismo desenfreado que expulsa as popula\u00e7\u00f5es locais para as margens urbanas. Num reverso da medalha, pol\u00edticas de guetiza\u00e7\u00e3o imp\u00f5em restri\u00e7\u00f5es discriminat\u00f3rias, for\u00e7ando popula\u00e7\u00f5es racializadas a ocupar apenas bairros perif\u00e9ricos, muitas vezes privando-as das condi\u00e7\u00f5es dignas de cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, para al\u00e9m das cidades, temos tamb\u00e9m os territ\u00f3rios ind\u00edgenas frequentemente ocupados por pol\u00edticas extrativistas que desconsideram direitos ancestrais e sustent\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Na 11\u00aa edi\u00e7\u00e3o da MICAR, o SOS Racismo vem denunciar estas e outras hist\u00f3rias de OCUPA\u00c7\u00c3O como projetos de OPRESS\u00c3O e combat\u00ea-las procurando ampliar a voz, espa\u00e7o e for\u00e7a das hist\u00f3rias de OCUPA\u00c7\u00c3O como projetos de RESIST\u00caNCIA e LIBERTA\u00c7\u00c3O. OCUPA\u00c7\u00c3O do ESPA\u00c7O P\u00daBLICO para reivindicar o pleno e igual direito a EXISTIR, da MIGRA\u00c7\u00c3O \u00e0 HABITA\u00c7\u00c3O, da EDUCA\u00c7\u00c3O \u00e0 COMUNICA\u00c7\u00c3O, entre muitos outros. Mais uma vez, o palco ser\u00e1 o do cinema, montra de hist\u00f3rias, perspetivas e momentos, Mais uma vez, a visibiliza\u00e7\u00e3o, a reflex\u00e3o e a discuss\u00e3o ser\u00e3o o seu produto. Para OCUPAR para (RES)EXISTIR e n\u00e3o para OPRIMIR.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">DIA 14 \u00e0s 21h15<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>AYKA&nbsp;<\/strong>de Sergey Dvortsevoy | R\u00fassia, Alemanha, Pol\u00f3nia, China, Fran\u00e7a e Cazaquist\u00e3o | 2018 | Fic\u00e7\u00e3o | 1h40 |M\/16<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Realizado por Sergey Dvortsevoy, o filme acompanha Ayka, uma jovem imigrante oriunda do Quirguist\u00e3o, que vive e trabalha irregularmente em Moscovo. Numa situa\u00e7\u00e3o de pobreza extrema, Ayka tenta sobreviver ao frio da cidade, \u00e0s prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es de habita\u00e7\u00e3o e aos abusos laborais a que \u00e9 constantemente sujeita. Para al\u00e9m da luta pela sobreviv\u00eancia, Ayka \u00e9 ainda confrontada com as dif\u00edceis decis\u00f5es pessoais que vai tomando ao longo do percurso. O filme retrata temas de explora\u00e7\u00e3o, xenofobia, desigualdade, misoginia e maternidade, e constitui um retrato cru e implac\u00e1vel da vida de imigrantes no contexto das sociedades atuais.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:21px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Ayka (2018) | Trailer | Samal Yeslyamova | Zhipara Abdilaeva | Sergey Mazur | Sergei Dvortsevoy\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PsKZzGWvJW4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote\"><blockquote><p><a href=\"https:\/\/micar.sosracismo.pt\/programa-2024\/\"><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Programa 2024<\/mark><\/a><\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mostra internacional de Cinema Anti-racista no Porto Apresenta\u00e7\u00e3o 2024 | Organizado por SOS Racismo Na&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":12991,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[237,238,447],"tags":[516],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/festival.jpg",568,318,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/festival-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/festival-300x168.jpg",300,168,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/festival.jpg",568,318,false],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/festival.jpg",568,318,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/festival.jpg",568,318,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/festival.jpg",568,318,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/festival.jpg",568,318,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/festival.jpg",568,318,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/festival.jpg",568,318,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/festival-540x318.jpg",540,318,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/festival-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/causas\/\" rel=\"category tag\">CAUSAS<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/destaque\/\" rel=\"category tag\">DESTAQUE<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/movimentos\/\" rel=\"category tag\">MOVIMENTOS<\/a>","tag_info":"MOVIMENTOS","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12990"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12990"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12990\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12993,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12990\/revisions\/12993"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12991"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12990"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12990"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12990"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}