{"id":13335,"date":"2024-12-17T13:03:05","date_gmt":"2024-12-17T13:03:05","guid":{"rendered":"https:\/\/nsf.pt\/?p=13335"},"modified":"2024-12-17T18:48:37","modified_gmt":"2024-12-17T18:48:37","slug":"a-revolucao-azul-podera-travar-a-fome","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2024\/12\/17\/a-revolucao-azul-podera-travar-a-fome\/","title":{"rendered":"A Revolu\u00e7\u00e3o Azul poder\u00e1 travar a fome?"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Apr\u00e8s moi le d\u00e9luge<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2024-12-17T13:03:05+00:00\">17 de Dezembro, 2024<\/time><\/div>\n\n\n<p>[Artigo publicado por Filipe Carmo em 1999 que o autor considera de atualidade e de interesse para o debate principalmente sobre os temas ambientais e societais.]<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A escassez de \u00e1gua pode conduzir \u00e0 fome, a perturba\u00e7\u00f5es da ordem p\u00fablica e mesmo \u00e0 guerra. \u00c9 este o alerta que o <em>Worldwatch Institute<\/em>, sediado em Washington, acaba de lan\u00e7ar, baseado em estudos recentes.<\/h3>\n\n\n\n<div style=\"height:17px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"279\" data-id=\"13336\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/agua.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13336\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/agua.jpg 540w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/agua-300x155.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:16px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>470 milh\u00f5es \u00e9 a estimativa para o n\u00famero de indiv\u00edduos que habitam os pa\u00edses que actualmente sofrem de escassez de \u00e1gua. Em 2025 estar\u00e3o 3 mil milh\u00f5es nessas condi\u00e7\u00f5es (40% da popula\u00e7\u00e3o mundial).<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 falta de \u00e1gua n\u00e3o porque a quantidade total dispon\u00edvel no planeta diminua ou porque n\u00e3o se fa\u00e7am os trabalhos de engenharia necess\u00e1rios para aproveitar e tornar acess\u00edveis os recursos existentes. H\u00e1 falta de \u00e1gua porque as necessidades crescem ininterruptamente e as necessidades crescem porque a popula\u00e7\u00e3o mundial tamb\u00e9m n\u00e3o para de crescer. O excesso de capta\u00e7\u00f5es subterr\u00e2neas, a constru\u00e7\u00e3o de grandes barragens &#8211; cujo n\u00famero aumentou de 5 mil em 1950 para 38 mil actualmente &#8211; e o desvio de caudais para irriga\u00e7\u00e3o e usos citadinos t\u00eam at\u00e9 conduzido \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o progressiva das fun\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas vitais dos rios, lagos e zonas h\u00famidas. Algumas das consequ\u00eancias concretas, ainda segundo o <em>Worldwatch Institute<\/em>, est\u00e3o \u00e0 vista:<\/p>\n\n\n\n<ul>\n<li>Muitos deltas e estu\u00e1rios de rios e zonas costeiras est\u00e3o a perder as suas potencialidades pisc\u00edcolas devido \u00e1 redu\u00e7\u00e3o dos fluxos de \u00e1gua doce e nutrientes.<\/li>\n\n\n\n<li>Os tro\u00e7os de jusante do Rio Amarelo, na China, estiveram sem \u00e1gua durante 70 dias\/ano em m\u00e9dia no per\u00edodo 1986\/1995; neste \u00faltimo ano j\u00e1 foram contudo 122 dias; e, em 1997, 226 dias; outros grandes rios, como o Indus, o Ganges e o Colorado, sofrem de problemas semelhantes.<\/li>\n\n\n\n<li>O Mar Aral, na \u00c1sia Central, perdeu metade da sua \u00e1rea e tr\u00eas quartos do seu volume de \u00e1gua devido a aproveitamentos excessivos para a produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o. 20 das 24 esp\u00e9cies existentes de peixes desapareceram, o que conduziu \u00e0 perda de capturas que chegaram a atingir 44 mil toneladas por ano e justificavam 60 mil empregos.<\/li>\n\n\n\n<li>A Calif\u00f3rnia perdeu 95% das suas zonas h\u00famidas; as popula\u00e7\u00f5es de aves migrat\u00f3rias e aqu\u00e1ticas, que utilizam essas \u00e1reas como habitat, ca\u00edram de 60 milh\u00f5es em 1950 para 3 milh\u00f5es no presente.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Existe uma vasta literatura sobre estes temas, com detalhes extremamente assustadores, n\u00e3o s\u00f3 sobre o desequil\u00edbrio ecol\u00f3gico mas inclusivamente sobre as respectivas consequ\u00eancias para a sa\u00fade das popula\u00e7\u00f5es humanas atingidas. A sua leitura provoca-nos uma sensa\u00e7\u00e3o de <em>d\u00e9j\u00e0 vu <\/em>que \u00e9 dif\u00edcil deixar de comparar com, por exemplo, as descri\u00e7\u00f5es mais conhecidas das cat\u00e1strofes de Chernobyl e Seveso.<\/p>\n\n\n\n<p>William James, que \u00e9 <em>Professor of Water Resources Engineering <\/em>na Universidade de Guelph, no Canad\u00e1, na Introdu\u00e7\u00e3o ao seu curso sobre <em>Uma perspectiva hist\u00f3rica do desenvolvimento dos sistemas urbanos de abastecimento de \u00e1gua<\/em>, come\u00e7a por uma apologia: <em>A engenharia do abastecimento de \u00e1gua \u00e9 uma hist\u00f3rica e nobre profiss\u00e3o, visto que proporciona \u00e1gua de boa qualidade \u00e0s popula\u00e7\u00f5es onde ela \u00e0 partida seria inadequada ou estaria polu\u00edda, devolvendo ainda \u00e0 natureza nas melhores condi\u00e7\u00f5es os efluentes derivados, e deixando \u00e0s pessoas tempo dispon\u00edvel para cultivar o esp\u00edrito e o corpo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Mas, mais \u00e0 frente, n\u00e3o deixa de exprimir a sua inquieta\u00e7\u00e3o, reencaminhando-nos com um ponto de interroga\u00e7\u00e3o a esse ponto de partida:<\/p>\n\n\n\n<ul>\n<li><em>O problema n\u00famero um do planeta, que \u00e9 de longo prazo, s\u00e9rio e talvez irrevers\u00edvel \u00e9 a perda de habitat (n\u00e3o a chuva \u00e1cida, &#8230;, a redu\u00e7\u00e3o da camada de ozono ou o efeito de estufa, que s\u00e3o revers\u00edveis a curto prazo). A perda de habitat e a redu\u00e7\u00e3o da bio-diversidade, como todos os problemas ambientais, s\u00e3o universais e t\u00eam como causa o impacto em termos absolutos e de densidade das popula\u00e7\u00f5es humanas, cuja regress\u00e3o as diferentes sociedades humanas n\u00e3o t\u00eam sido capazes de efectivar.<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>O abastecimento de \u00e1gua e o controlo da polui\u00e7\u00e3o constituem os factores mais significativos que permitem o crescimento das popula\u00e7\u00f5es (e n\u00e3o por exemplo a medicina, a habita\u00e7\u00e3o, os empregos ou a agricultura). A obten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua pot\u00e1vel a partir da contaminada \u00e9 algo, para resumir, em que os engenheiros excelem.<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>Reflectir sobre a procura de \u00e1gua e o controlo da polui\u00e7\u00e3o, sobre os projectos de abastecimento de \u00e1gua e de esgotos, sobre as interdepend\u00eancias entre os dois subsistemas, e a respectiva depend\u00eancia de recursos h\u00eddricos e energ\u00e9ticos n\u00e3o renov\u00e1veis e que t\u00eam que ser importados, conduz-nos, sem exagero, \u00e0s seguintes conclus\u00f5es:<\/em><ul><li><em>O \u00fanico sistema sustent\u00e1vel confirmado \u00e9 o sistema natural com as suas infinitas complexidades;<\/em><\/li><\/ul>\n<ul>\n<li><em>N\u00f3s, os engenheiros hidr\u00e1ulicos, somos sem d\u00favida os involunt\u00e1rios mas principais agentes da destrui\u00e7\u00e3o inexor\u00e1vel e a longo prazo do planeta.<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Se o que \u00e9 humanitariamente correcto \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 humanitariamente incorrecto mas tamb\u00e9m ecologicamente, planetariamente incorrecto, o que \u00e9 que h\u00e1 a fazer?<\/p>\n\n\n\n<p>Num livro do <em>Worldwatch Institute <\/em>recentemente publicado (<em>Pillar of Sand: Can the Irrigation Miracle Last?<\/em>), Sandra Postel advoga uma <em>Revolu\u00e7\u00e3o Azul <\/em>para aumentar significativamente a produtividade da \u00e1gua. Numerosas medidas &#8211; que v\u00e3o desde a adop\u00e7\u00e3o de novas tecnologias de rega \u00e0 elimina\u00e7\u00e3o de subs\u00eddios e passando pela reciclagem dos efluentes dom\u00e9sticos e redu\u00e7\u00e3o de fugas e outras perdas de \u00e1gua &#8211; s\u00e3o propostas no sentido de conseguir aumentar a \u00e1gua dispon\u00edvel para irriga\u00e7\u00e3o. Seria assim poss\u00edvel travar a evolu\u00e7\u00e3o actual de redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea irrigada por habitante e fazer frente \u00e0 amea\u00e7a planet\u00e1ria da fome.<\/p>\n\n\n\n<p>Admitindo que os <em>pr\u00edncipes <\/em>n\u00e3o desiludem os conselheiros e que as medidas adoptadas &#8211; que v\u00eam ali\u00e1s a ser discutidas em numerosas inst\u00e2ncias em todo o mundo &#8211; t\u00eam sucesso, o que \u00e9 que se ganhar\u00e1? Apenas tempo ou um equil\u00edbrio global duradouro?<\/p>\n\n\n\n<p>Se os recursos adicionais conduzirem sempre e sempre a mais popula\u00e7\u00e3o, a resposta \u00e9 \u00f3bvia. Mesmo se se conseguir ganhar ainda mais tempo com o recurso generalizado \u00e0 dessaliniza\u00e7\u00e3o e admitindo que esta n\u00e3o traga consigo novos desequil\u00edbrios, por exemplo no dom\u00ednio energ\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p>A queda das taxas de fecundidade nos pa\u00edses mais industrializados, nomeadamente na Europa e Jap\u00e3o, permite alimentar esperan\u00e7as n\u00e3o s\u00f3 de estabiliza\u00e7\u00e3o mas tamb\u00e9m de redu\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es. Mas para que o referido equil\u00edbrio global duradouro venha a ser atingido pela via da estabiliza\u00e7\u00e3o populacional n\u00e3o parece suficiente aguardar que se implantem progressivamente nos restantes pa\u00edses as condi\u00e7\u00f5es de vida que conduziram a essa queda de fecundidade. De facto, as tend\u00eancias actuais conduzem- nos, de acordo com o Relat\u00f3rio mais recente das Na\u00e7\u00f5es Unidas, a uma popula\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria de 8,9 milhares de milh\u00f5es em 2050, o que s\u00f3 poder\u00e1 ser acompanhado de fome e outras restri\u00e7\u00f5es, doen\u00e7a e subida das taxas de mortalidade (j\u00e1 verific\u00e1vel actualmente, de acordo com o mesmo relat\u00f3rio).<\/p>\n\n\n\n<p>Pol\u00edticas do tipo <em>filho \u00fanico<\/em>, como na China, ou o seu equivalente pela via educativa, atrav\u00e9s do <em>planeamento familiar<\/em>, poder\u00e3o constituir op\u00e7\u00f5es qualitativamente diferentes porque evitam o terreno armadilhado do <em>mais e melhor gest\u00e3o dos recursos<\/em>. Mas a experi\u00eancia conhecida, os obst\u00e1culos que tais pol\u00edticas continuam a encontrar, revelam que o seu alcance dificilmente deixar\u00e1 de ser limitado.<\/p>\n\n\n\n<p>Roosevelt fez-nos perder talvez a grande oportunidade de contrariar a tend\u00eancia ao desbaratamento de recursos, em meados dos anos trinta, quando optou pelo <em>New Deal <\/em>em detrimento da redu\u00e7\u00e3o dos hor\u00e1rios de trabalho para 30 horas semanais, solu\u00e7\u00e3o para o desemprego proposta por grandes empresas e j\u00e1 aprovada pelo Senado americano, que mais tarde lastimou n\u00e3o ter apoiado. O elevado desemprego actual na Europa constitui outra oportunidade para arrepiar caminho que est\u00e1 a ser desperdi\u00e7ada, ironicamente em nome da (in)viabilidade econ\u00f3mica.<\/p>\n\n\n\n<p>A base ideol\u00f3gica e pol\u00edtica para essa mudan\u00e7a qualitativa n\u00e3o tem aparentemente faltado. Todos se recordam dos movimentos <em>beatnik<\/em>, <em>hippie <\/em>e estudantil dos anos sessenta e da sua oposi\u00e7\u00e3o impl\u00edcita ou expl\u00edcita \u00e0 sociedade de consumo. O desenvolvimento posterior do movimento ecol\u00f3gico, tamb\u00e9m aparentemente, refor\u00e7ou essa base ideol\u00f3gica e pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou ser\u00e1 que n\u00e3o, que essa base ideol\u00f3gica e pol\u00edtica, ap\u00f3s a sua pureza inicial, entrou na via dos compromissos e j\u00e1 n\u00e3o distingue o essencial do acess\u00f3rio &#8211; ou mesmo o positivo do negativo &#8211; na via para evitar o choque a alta velocidade que nos espera? O historiador Lynn White Jr., refer\u00eancia fundamental em todos os debates sobre \u00e9tica ambiental a partir de 1967, quando publicou o seu <em>The Historical Roots of Our Ecologic Crisis<\/em>, p\u00f4s justamente o dedo na ferida quando referiu que, <em>para come\u00e7ar dever\u00edamos tentar clarificar o nosso pensamento olhando, com alguma profundidade hist\u00f3rica para os pressupostos subjacentes \u00e0 tecnologia e ci\u00eancia modernas<\/em>. Esses pressupostos encontra-os Lynn White na vit\u00f3ria do Cristianismo sobre o paganismo, que ter\u00e1 sido <em>a maior revolu\u00e7\u00e3o ps\u00edquica na hist\u00f3ria da nossa cultura<\/em>, e ainda mais longe, na Cria\u00e7\u00e3o b\u00edblica:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Gradualmente, um Deus todo poderoso criou a luz e a escurid\u00e3o, os corpos celestes, a Terra e todas as suas plantas, animais, p\u00e1ssaros e peixes. Finalmente, Deus criou Ad\u00e3o e, pensando melhor e para n\u00e3o o deixar s\u00f3zinho, Eva. O Homem deu nome a todos os animais, estabelecendo assim o seu dom\u00ednio sobre eles. Deus planeou tudo isto explicitamente para benef\u00edcio do Homem: nada na Cria\u00e7\u00e3o tinha qualquer objectivo excepto servir os objectivos do Homem.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>E diz ainda Lynn White: <em>Em particular na sua forma ocidental, o Cristianismo \u00e9 a religi\u00e3o mais antropoc\u00eantrica que o mundo alguma vez viu &#8230; O Cristianismo, em absoluto contraste com o antigo paganismo e com as religi\u00f5es asi\u00e1ticas, n\u00e3o estabeleceu apenas um dualismo Homem-Natureza: insistiu em que o desejo de Deus \u00e9 que o Homem explore a Natureza para os seus pr\u00f3prios fins<\/em>. E, embora reconhe\u00e7a que as formas ocidentais de pensamento e de express\u00e3o deixaram em grande medida de ser crist\u00e3s, sublinha que <em>os nossos h\u00e1bitos de ac\u00e7\u00e3o di\u00e1rios s\u00e3o dominados por uma f\u00e9 impl\u00edcita num progresso perp\u00e9tuo que era desconhecido tanto no mundo Greco-Romano como no Oriente Antigo<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>F\u00e9 que claramente faltava a Frontinus, respons\u00e1vel pelo abastecimento de \u00e1gua \u00e0 cidade de Roma no final do primeiro s\u00e9culo da nossa era, e autor de uma frase amplamente citada: <em>As inven\u00e7\u00f5es j\u00e1 h\u00e1 muito atingiram os seus limites e n\u00e3o tenho qualquer esperan\u00e7a de novos desenvolvimentos<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Filipe do Carmo Economist<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"340\" height=\"261\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/filipe-carmos5.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-13337\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/filipe-carmos5.jpg 340w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/filipe-carmos5-300x230.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apr\u00e8s moi le d\u00e9luge [Artigo publicado por Filipe Carmo em 1999 que o autor considera&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":13336,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[308,447,317,99],"tags":[610],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/agua.jpg",540,279,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/agua-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/agua-300x155.jpg",300,155,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/agua.jpg",540,279,false],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/agua.jpg",540,279,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/agua.jpg",540,279,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/agua.jpg",540,279,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/agua.jpg",540,279,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/agua.jpg",540,279,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/agua.jpg",540,279,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/agua.jpg",540,279,false],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/agua-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/ambiente-economia\/\" rel=\"category tag\">AMBIENTE &amp; ECONOMIA<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/movimentos\/\" rel=\"category tag\">MOVIMENTOS<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/noticias\/\" rel=\"category tag\">NOTICIAS<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/opiniao\/\" rel=\"category tag\">OPINI\u00c3O<\/a>","tag_info":"OPINI\u00c3O","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13335"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13335"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13335\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13338,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13335\/revisions\/13338"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13336"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13335"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13335"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13335"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}