{"id":13947,"date":"2025-05-20T10:02:09","date_gmt":"2025-05-20T10:02:09","guid":{"rendered":"https:\/\/nsf.pt\/?p=13947"},"modified":"2025-05-20T10:02:11","modified_gmt":"2025-05-20T10:02:11","slug":"o-chega-vem-mesmo-para-mudar-o-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2025\/05\/20\/o-chega-vem-mesmo-para-mudar-o-pais\/","title":{"rendered":"O Chega vem mesmo para mudar o pa\u00eds"},"content":{"rendered":"\n<p><em>(Bruno Amaral de Carvalho, in Facebook, 19\/05\/2025)<\/em> &#8211; divulgado pela Est\u00e1tua de Sal<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2025-05-20T10:02:09+00:00\">20 de Maio, 2025<\/time><\/div>\n\n\n<p>N\u00e3o se desenganem. O Chega vem mesmo para mudar o pa\u00eds. Para pior. O partido de Andr\u00e9 Ventura \u00e9 o sonho molhado dos grandes grupos econ\u00f3micos e financeiros. Poder, finalmente, ajustar contas, de forma aberta e sem pudor, com as conquistas sociais da revolu\u00e7\u00e3o de Abril \u00e9 o des\u00edgnio do Chega. Ontem \u00e0 noite, na RTP, Jo\u00e3o Cotrim Figueiredo, da Iniciativa Liberal, e Pedro Fraz\u00e3o, do Chega, admitiam juntos que querem mudar a Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa para acabar com o seu pre\u00e2mbulo e alterar a parte que define a organiza\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica do pa\u00eds porque, e cito, atribui ao Estado \u201ca obriga\u00e7\u00e3o de ser ele o prestador dos servi\u00e7os p\u00fablicos\u201d (ao fundo ouve-se Pedro Fraz\u00e3o a gritar \u201cexatamente!\u201d).<\/p>\n\n\n\n<p>O desmantelamento das fun\u00e7\u00f5es sociais do Estado \u00e9, sem d\u00favida, uma hecatombe mas vem j\u00e1 sendo operado ao longo de d\u00e9cadas pelo PS e PSD. Essa \u00e9, ali\u00e1s, uma das principais raz\u00f5es para a vota\u00e7\u00e3o avassaladora no Chega. Os partidos que at\u00e9 agora nos governaram, fingindo defender a democracia, favoreceram sempre as elites. O partido de Andr\u00e9 Ventura, fingindo estar contra este sistema, quer favorecer as mesmas elites. O povo que se lixe.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu dizia, h\u00e1 uns dias, que antes de melhorar, isto ainda vai piorar. Mas s\u00f3 vai melhorar com a resist\u00eancia dos trabalhadores (sim, tamb\u00e9m com muitos dos que votaram no partido de Andr\u00e9 Ventura). Muita gente vota no Chega porque sente que esse \u00e9 o voto de protesto contra a sua vida miser\u00e1vel. E sim, \u00e9 absolutamente chocante que haja mais de um milh\u00e3o de eleitores de um partido abertamente fascista e que muitos tenham como objetivo expulsar indost\u00e2nicos, tornar a vida num inferno aos portugueses ciganos e retirar direitos \u00e0s mulheres. Tudo menos tocar nos interesses de quem de facto \u00e9 respons\u00e1vel pelas nossas vidas miser\u00e1veis: os grandes grupos econ\u00f3micos e financeiros. Acreditam que Andr\u00e9 Ventura est\u00e1 mesmo contra este sistema.<\/p>\n\n\n\n<p>Que votem num partido de ladr\u00f5es, corruptos e ped\u00f3filos, de aldabr\u00f5es encartados que dizem uma coisa hoje e amanh\u00e3 o seu contr\u00e1rio, n\u00e3o significa que n\u00e3o tenham raz\u00e3o em estar revoltados. Sabemos bem que o Chega foi levado em ombros pela comunica\u00e7\u00e3o social que, de forma irrespons\u00e1vel, mas consciente e deliberada, virou todos os focos para a extrema-direita, dando g\u00e1s ao seu discurso racista e xen\u00f3fobo. Os donos de jornais, r\u00e1dios e televis\u00f5es nunca o fizeram com o PCP, por exemplo, porque sabiam que os comunistas, ao contr\u00e1rio do Chega, est\u00e3o de facto contra este sistema.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 certo, a palavra esquerda significa, hoje, pouco para os portugueses porque a identificam com partidos como o PS que sempre disseram uma coisa e fizeram outra. Muitos identificam-na tamb\u00e9m com uma esquerda folcl\u00f3rica que sempre preferiu viver mais da est\u00e9tica do que do conte\u00fado, que prefere priorizar direitos individuais e secundarizar direitos coletivos, cavalgando a onda liberal, procurando a divis\u00e3o da classe trabalhadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Os sinos t\u00eam de tocar a rebate porque a gravidade \u00e9 evidente. PS e PSD tender\u00e3o, como noutros pa\u00edses, a convencer-nos de que a democracia se defende votando neles. N\u00e3o, a democracia defende-se melhorando as condi\u00e7\u00f5es de vida dos trabalhadores, das mulheres, dos jovens e dos reformados.<\/p>\n\n\n\n<p>A tarefa do futuro \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de uma resist\u00eancia onde caibam todos os que queiram verdadeiramente lutar contra este sistema. Devemos apontar o dedo ao Chega mas tamb\u00e9m aos que nos trouxeram at\u00e9 aqui: as pol\u00edticas do PS e PSD, a comunica\u00e7\u00e3o social e as redes sociais. Para l\u00e1 da internet, onde tamb\u00e9m \u00e9 importante saber comunicar, temos de reconstruir a nossa vida coletiva onde ela mais importa: conectando-nos com outros nos locais de trabalho, nos sindicatos, nas coletividades, nas associa\u00e7\u00f5es de moradores, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>O tempo que vivemos \u00e9 de resist\u00eancia. Num dos seus poemas, Manuel Gusm\u00e3o perguntou \u201cquem somos n\u00f3s?\u201d e respondeu, em rela\u00e7\u00e3o aos comunistas, que \u201csomos a esperan\u00e7a que n\u00e3o fica \u00e0 espera\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos s\u00f3 v\u00e3o perceber o engodo do Chega quando a nossa vida piorar ainda mais. V\u00e3o ter de bater de frente com os sindicatos mas os sindicatos sem trabalhadores n\u00e3o s\u00e3o mais do que quatro paredes e um telhado.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>\u00c9 importante que entendamos que a resist\u00eancia se faz connosco. N\u00e3o se faz apenas nas redes sociais. Faz-se nas ruas e nos locais de trabalho. Muitos direitos v\u00e3o ficar em causa, sobretudo dos trabalhadores e das mulheres, e cabe-nos mostrar que somos muitos e capazes de coletivamente enfrentar as amea\u00e7as. Mas defender o que temos n\u00e3o basta. Precisamos de assentar as bases para que no futuro nos tenhamos a todos, lado a lado, a construir um pa\u00eds soberano, socialmente justo e de progresso.<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Bruno Amaral de Carvalho, in Facebook, 19\/05\/2025) &#8211; divulgado pela Est\u00e1tua de Sal N\u00e3o se&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":13948,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[238,99],"tags":[630],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/ventura.jpg",866,487,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/ventura-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/ventura-300x169.jpg",300,169,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/ventura-768x432.jpg",640,360,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/ventura.jpg",640,360,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/ventura.jpg",866,487,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/ventura.jpg",866,487,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/ventura.jpg",866,487,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/ventura-800x487.jpg",800,487,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/ventura.jpg",866,487,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/ventura-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/ventura-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/destaque\/\" rel=\"category tag\">DESTAQUE<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/opiniao\/\" rel=\"category tag\">OPINI\u00c3O<\/a>","tag_info":"OPINI\u00c3O","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13947"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13947"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13947\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13949,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13947\/revisions\/13949"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13948"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13947"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13947"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13947"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}