{"id":14096,"date":"2025-06-17T07:25:16","date_gmt":"2025-06-17T07:25:16","guid":{"rendered":"https:\/\/nsf.pt\/?p=14096"},"modified":"2025-06-17T07:25:18","modified_gmt":"2025-06-17T07:25:18","slug":"premio-acesso-cultura-mickaella-dantas-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2025\/06\/17\/premio-acesso-cultura-mickaella-dantas-2025\/","title":{"rendered":"Pr\u00e9mio Acesso Cultura \u2013 Mickaella Dantas 2025"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Trazer para o centro da sociedade e da cultura popula\u00e7\u00f5es alvo de frequente exclus\u00e3o<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2025-06-17T07:25:16+00:00\">17 de Junho, 2025<\/time><\/div>\n\n\n<p><strong>Get Art\u2013Associa\u00e7\u00e3o Regional para a Promo\u00e7\u00e3o e Gest\u00e3o Cultural<br>Pelo Programa de Resid\u00eancias Art\u00edsticas-A.T.I.T.U.D.E. #ArtForChange<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Promover a inclus\u00e3o social n\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil. Os apoios s\u00e3o escassos, o trabalho a desenvolver \u00e9, por vezes, herc\u00faleo. Alcan\u00e7ar e desenvolver projectos que tragam para o centro da sociedade e da cultura popula\u00e7\u00f5es alvo de frequente exclus\u00e3o \u2013 como, por exemplo, pessoas com defici\u00eancia f\u00edsica, cognitiva ou visual &#8211; requer conhecimento especializado e muita dedica\u00e7\u00e3o, em particular nos A\u00e7ores, onde ainda existem tantas bolsas de pobreza.<\/p>\n\n\n\n<p>A inclus\u00e3o social atrav\u00e9s da arte &#8211; eixo central das Resid\u00eancias e do Guia de Boas Pr\u00e1ticas &#8211; tem vindo a ganhar reconhecimento em v\u00e1rias zonas do pa\u00eds e do estrangeiro, por se ter demonstrado que o acesso democr\u00e1tico ao teatro; dan\u00e7a; m\u00fasica e artes visuais funciona como est\u00edmulo sensorial e cognitivo de express\u00e3o individual e relacionamento colectivo, contribuindo para o bem-estar das pessoas inclu\u00eddas nestas iniciativas e at\u00e9 para o alargamento do pr\u00f3prio conceito de Arte.<\/p>\n\n\n\n<p>Reconhecemos, pois, o valor do trabalho da Get Art nesta mat\u00e9ria e reconhecemos, igualmente, a capacidade desenvolvida no estabelecimento de redes de contacto interdisciplinar entre escolas, IPSS\u2019s, Governo Regional e Gulbenkian, de modo a garantir a sustentabilidade do projeto. Esperamos que a atribui\u00e7\u00e3o desta Men\u00e7\u00e3o Honrosa possa contribuir para a continua\u00e7\u00e3o do vosso trabalho, de modo a poderem alcan\u00e7ar, em breve, as restantes ilhas A\u00e7oreanas, para benef\u00edcio das pessoas marginalizadas e da sociedade em geral.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Associa\u00e7\u00e3o de Amigos do Coliseu do Porto<br>Pelo projecto \u201cELO\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A primeira edi\u00e7\u00e3o do \u201cELO\u201d surge no final de 2023, com o Servi\u00e7o Educativo do Coliseu do Porto e a Irmandade dos Cl\u00e9rigos a pretenderem unir diferentes disciplinas art\u00edsticas (m\u00fasica, teatro, dan\u00e7a e storytelling) a diferentes pessoas, muitas vezes exclu\u00eddas. Assim, juntaram artistas e p\u00fablicos bastante diversos, tais como s\u00e9niores e pessoas com defici\u00eancia institucionalizadas, alunos e professores de uma Escola TEIP \u2013 Territ\u00f3rio Educativo de Interven\u00e7\u00e3o Priorit\u00e1ria \u2013 o Agrupamento de Escolas P\u00earo Vaz de Caminha e, ainda, reclusos, guardas e t\u00e9cnicos do Estabelecimento Prisional do Porto num grande projecto colaborativo que atravessou territ\u00f3rios, mem\u00f3rias e pr\u00e1ticas art\u00edsticas, ultrapassando barreiras f\u00edsicas, sociais, econ\u00f3micas e intelectuais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 em 2024, ap\u00f3s nove meses de visitas guiadas, partilhas e recolha de hist\u00f3rias, conv\u00edvio, aulas e ensaios, que sobe ao palco do Coliseu este grupo heterog\u00e9neo, todavia unido por uma nova vis\u00e3o de futuro, na qual arte, integra\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o se tornaram os alicerces do seu sucesso.<\/p>\n\n\n\n<p>O j\u00fari premiou o projecto s\u00f3cio-cultural \u201cELO\u201d devido ao enorme potencial art\u00edstico, de transforma\u00e7\u00e3o e de capacita\u00e7\u00e3o das v\u00e1rias comunidades envolvidas, ousando abrir portas sistematicamente fechadas, aplaudindo a sua perspectiva de continuidade e de democratiza\u00e7\u00e3o cultural na \u00c1rea Metropolitana do Porto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Andr\u00e9 Murra\u00e7as<br>Pelo projecto \u201cO Museu Fora do Arm\u00e1rio\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O termo ingl\u00eas <em>queer<\/em> (em portugu\u00eas \u00abestranho\u00bb, \u00abquestion\u00e1vel\u00bb, \u00abdesviante\u00bb) surge, inicialmente, como uma designa\u00e7\u00e3o pejorativa para homossexual. A partir da d\u00e9cada de 1990, come\u00e7a a ser reclamado de modo afirmativamente positivo por todos os que n\u00e3o se identificam com a normatividade heterossexual. Actualmente, \u00e9 uma express\u00e3o acolhida pelo universo acad\u00e9mico &#8211; atrav\u00e9s da Teoria <em>Queer<\/em> ou dos Estudos <em>Queer<\/em> &#8211; e adoptada pela comunidade LGBTQ+, que a tem vindo a ressignificar. No mundo art\u00edstico, o conceito <em>queering<\/em> prop\u00f5e uma reinterpreta\u00e7\u00e3o das obras de arte, pondo em discuss\u00e3o quest\u00f5es de g\u00e9nero e de sexualidade reveladoras de significados anteriormente ocultos por tabus sociais. Ainda assim, h\u00e1 quem considere a palavra <em>queer<\/em> ofensiva em todo e qualquer contexto.<\/p>\n\n\n\n<p>Da\u00ed que o j\u00fari desta premia\u00e7\u00e3o tenha considerado o projecto de Andr\u00e9 Murra\u00e7as \u201cO Museu Fora do Arm\u00e1rio\u201d uma iniciativa sintom\u00e1tica de uma sociedade progressista, saud\u00e1vel e plural. As releituras de obras art\u00edsticas propostas por Andr\u00e9 Murra\u00e7as e presentes em alguns (poucos ainda) museus portugueses, d\u00e3o a conhecer importantes hist\u00f3rias inacess\u00edveis: as de pessoas cujas vidas n\u00e3o foram vividas na sua plenitude, as de luta e activismo por uma sociedade equitativa e livre, as de objectos art\u00edsticos perdidos em reservas museol\u00f3gicas. Usando os museus como mediadores, Andr\u00e9 Murra\u00e7as oferece ao grande p\u00fablico um contexto social ampliado, nomeia artistas e traz novos significados a obras, tra\u00e7ando uma necess\u00e1ria historiografia <em>queer<\/em> nacional, que nada mais \u00e9 do que uma ilustra\u00e7\u00e3o da riqueza e diversidade humanas.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo car\u00e1cter disruptivo, ousado e in\u00e9dito do projecto \u201cO Museu Fora do Arm\u00e1rio\u201d no panorama museol\u00f3gico portugu\u00eas &#8211; por dar visibilidade a tantos actores invis\u00edveis e por ajudar a eliminar barreiras sociais, atitudinais e de opress\u00e3o &#8211; \u00e9 com entusiasmo que o j\u00fari atribui a Andr\u00e9 Murra\u00e7as o Pr\u00e9mio Acesso Cultura \u2013 Mickaella Dantas 2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Men\u00e7\u00e3o Honrosa<br>Companhia de Teatro Gato Escaldado<br>Pelo projecto \u201cDIVA: Diversidade, Inclus\u00e3o e Visibilidade nas Artes\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O reconhecimento atribu\u00eddo a este projecto justifica-se, em primeiro lugar, porque nele se incluem vertentes de pol\u00edticas culturais de inclus\u00e3o e acessibilidade para pessoas com defici\u00eancia, a par de uma especial refer\u00eancia \u00e0 inclus\u00e3o de p\u00fablicos e artistas de diferentes origens sociais e diferentes identifica\u00e7\u00f5es de g\u00e9nero.<\/p>\n\n\n\n<p>A dimens\u00e3o, igualmente significativa no contexto social mundial, de inclus\u00e3o de actividades teatrais, nomeadamente a pe\u00e7a \u201cAs Troianas\u201d, que invocam a reflex\u00e3o sobre os perigos da guerra e das suas consequ\u00eancias no sofrimento de mulheres e crian\u00e7as, foi tamb\u00e9m valorizada (como n\u00e3o relacionar com o genoc\u00eddio em curso, em Gaza\u2026).<\/p>\n\n\n\n<p>Outros aspectos considerados relevantes foram: a inclus\u00e3o de artistas com defici\u00eancia e a sua apresenta\u00e7\u00e3o na digress\u00e3o internacional; a capacidade de envolvimento de um cons\u00f3rcio relevante (Portugal, Gr\u00e9cia e Pol\u00f3nia); a produ\u00e7\u00e3o de apresenta\u00e7\u00f5es que permitem alcan\u00e7ar outros p\u00fablicos, atrav\u00e9s da inclus\u00e3o da l\u00edngua gestual e da audiodescri\u00e7\u00e3o.&nbsp; E, por \u00faltimo, mas n\u00e3o menos importante, a incorpora\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas ecol\u00f3gicas, ainda subvalorizadas na elabora\u00e7\u00e3o de projectos, como as apresenta\u00e7\u00f5es que evitam a depend\u00eancia de energia el\u00e9ctrica e com recurso a guarda-roupa em segunda m\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Men\u00e7\u00e3o Honrosa<br>Museu da Chapelaria<br>Pelo Frald\u00e1rio Acess\u00edvel<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As fam\u00edlias t\u00eam direito a usufruir de espa\u00e7os culturais e a levar beb\u00e9s. Um pai tem o mesmo direito que uma m\u00e3e de trocar a fralda a um filho. Pais e m\u00e3es com defici\u00eancia tamb\u00e9m. Ao mesmo tempo, pessoas de todas as idades usam fraldas e precisam de espa\u00e7os que tenham isso em conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo isto parece \u00f3bvio, certo? Mas pr\u00e1ticas enraizadas parecem mostrar-nos o contr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O frald\u00e1rio acess\u00edvel \u2013 e sem g\u00e9nero associado \u2013 \u00e9 uma forma de reconhecer todas estas realidades.&nbsp; \u00c9 uma defesa simples, direta e necess\u00e1ria de equidade. \u00c9 um manifesto silencioso e justo pelo direito \u00e0 parentalidade e sexualidade de pessoas com defici\u00eancia e incapacidade; pelo acesso digno a frald\u00e1rios \u2014 sem limite de idade, sem g\u00e9nero espec\u00edfico \u2014 e pelo pleno usufruto da cultura.<\/p>\n\n\n\n<p>O j\u00fari atribuiu uma men\u00e7\u00e3o honrosa ao&nbsp;Museu da Chapelaria&nbsp;por esta iniciativa inovadora em Portugal. Esperamos que mais organiza\u00e7\u00f5es sigam o seu exemplo \u2014 porque, tal como os chap\u00e9us, os espa\u00e7os culturais podem (e devem) ser feitos para diferentes formatos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Men\u00e7\u00e3o Honrosa<br>\u00d3scar Pedrosa Unipessoal<br>Pela Desmuro Editora<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 quem escreva e veja o seu trabalho pago a c\u00eantimos. H\u00e1 quem ilustre e n\u00e3o seja devidamente reconhecida. H\u00e1 quem publique e se veja for\u00e7ada a aceitar pr\u00e1ticas que silenciam.<\/p>\n\n\n\n<p>A Desmuro mostra-nos que um livro pode ser um gesto pol\u00edtico de justi\u00e7a. Nasceu em 2024, com a ideia de um processo de edi\u00e7\u00e3o atento e partilhado, cocriando os seus livros com as autoras. Cada publica\u00e7\u00e3o nasce de escuta e di\u00e1logo entre os envolvidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, isso traduz-se numa pol\u00edtica clara e corajosa: 20% do pre\u00e7o de capa \u00e9 pago \u00e0 autora, outros 20% \u00e0 artista visual, e todas as pessoas envolvidas na produ\u00e7\u00e3o recebem de forma justa. Os livros s\u00e3o distribu\u00eddos exclusivamente em livrarias independentes, com condi\u00e7\u00f5es de consigna\u00e7\u00e3o e margens \u00e9ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>As publica\u00e7\u00f5es da Desmuro s\u00e3o tamb\u00e9m distribu\u00eddas gratuitamente em bibliotecas municipais, sociais e prisionais, muitas em zonas do interior, onde o acesso \u00e0 leitura \u00e9 mais fr\u00e1gil. A distribui\u00e7\u00e3o \u00e9 feita com o envolvimento das autoras, com especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0 discrep\u00e2ncia entre litoral e interior.<\/p>\n\n\n\n<p>O j\u00fari distinguiu este projeto com uma men\u00e7\u00e3o honrosa pela sua&nbsp;coer\u00eancia, \u00e9tica e compromisso com a democratiza\u00e7\u00e3o da cultura.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Men\u00e7\u00e3o Honrosa<br>Tita Maravilha<br>Pr\u00e9carias: Festival de Performance<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Contrariando estat\u00edsticas, silenciamentos, dispositivos de opress\u00e3o e de exclus\u00e3o, Tita Maravilha apresenta o festival de performance PREC\u00c1RIAS por e para pessoas artistas \u201ctrans, queer, travestis, n\u00e3o-bin\u00e1rias, n\u00e3o-brancas, mulheridades e imigrantes\u201d interessadas em questionar estruturas de poder, em criar novas linguagens e em dar visibilidade a hist\u00f3rias e a corpos marginalizados.<\/p>\n\n\n\n<p>O PREC\u00c1RIAS desafia o paradigma institucional, expondo a precariedade sist\u00e9mica, n\u00e3o enquanto subterf\u00fagio ou vitimiza\u00e7\u00e3o, mas como motor de cria\u00e7\u00e3o de estruturas de apoio pol\u00edtico, financeiro e de cuidado para com estes corpos reprimidos, dissidentes e diasp\u00f3ricos \u2013 corpos que programam a sua sobreviv\u00eancia, que inventam espa\u00e7os seguros de explora\u00e7\u00e3o art\u00edstica, que ousam ser felizes.<\/p>\n\n\n\n<p>Por ser mais do que uma mostra de performance; por ser um grito de coragem e de resist\u00eancia; por ser uma comunidade que tamb\u00e9m \u00e9 um festival; por promover o direito \u00e0 cultura como pr\u00e1tica de justi\u00e7a social, garantindo acessibilidades f\u00edsicas, sociais e comunicacionais; por escancarar portas e abrir novos caminhos; por tecer redes de solidariedade e de afecto; por oferecer dignidade de cora\u00e7\u00e3o cheio e bolsos vazios; por tudo isto, o j\u00fari decidiu atribuir uma men\u00e7\u00e3o honrosa a Tita Maravilha pelo \u201cPREC\u00c1RIAS: FESTIVAL DE PERFORMANCE\u201d como reconhecimento do m\u00e9rito e da pertin\u00eancia do projecto e, ainda, como est\u00edmulo para a sua longevidade e prosperidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pr\u00e9mio Acesso Cultura \u2013 Linguagem Clara 2025<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>LU.CA \u2013 Teatro Lu\u00eds de Cam\u00f5es<br>Pelo \u201cGuia para pensar sobre uma assembleia de Assembleias\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O guia elaborado para a exposi\u00e7\u00e3o \u201cUma assembleia de Assembleias\u201d incentiva a explora\u00e7\u00e3o e a reflex\u00e3o sobre as obras expostas no LU.CA\u2013Teatro Lu\u00eds de Cam\u00f5es. Este guia \u00e9 composto por recria\u00e7\u00f5es feitas por ilustradores nacionais a partir do hemiciclo do Pal\u00e1cio de S\u00e3o Bento. Integra a colec\u00e7\u00e3o de livros \u201cMiss\u00e3o: Democracia\u201d da Assembleia da Rep\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a atribui\u00e7\u00e3o deste pr\u00e9mio, destacamos qualidades que consideramos particularmente relevantes no actual contexto social. No que concerne aos grupos et\u00e1rios seleccionados, ressaltamos a import\u00e2ncia do est\u00edmulo precoce \u00e0 aprendizagem dos valores da democracia, \u00e0 participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e \u00e0 cidadania. Destacamos, igualmente, a pedagogia impl\u00edcita nos exerc\u00edcios propostos &#8211; como aprender a escutar e aprender a alcan\u00e7ar consensos, ambos pilares fundamentais para o exerc\u00edcio da liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, enfatizamos a relev\u00e2ncia atribu\u00edda ao est\u00edmulo da observa\u00e7\u00e3o, reflex\u00e3o e express\u00e3o gr\u00e1fica da subjectividade no primeiro grupo et\u00e1rio. As perguntas \u201cSe falarmos mais alto, as pessoas entendem melhor o que dizemos?\u201d ou \u201cQuando falam contigo num tom de voz mais alto, entendes melhor o que te dizem?\u201d s\u00e3o exemplos claros e (aparentemente) simples de uma indaga\u00e7\u00e3o que todos n\u00f3s, adultos, dever\u00edamos interiorizar, a fim de alcan\u00e7ar uma conviv\u00eancia comunit\u00e1ria mais harmoniosa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Men\u00e7\u00e3o Honrosa<br>Museu do Ipiranga<br>Pelo texto \u201cCoisas para trabalhar e coisas para decorar\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Depois de nove anos fechado, o Museu do Ipiranga reabriu com novas salas e novos conte\u00fados. E com um desafio antigo de quem escreve para museus: como falar de Hist\u00f3ria sem excluir o visitante de hoje?<\/p>\n\n\n\n<p>Num esfor\u00e7o coletivo, os textos curatoriais foram reescritos com base nos princ\u00edpios da&nbsp;<strong>linguagem clara<\/strong>. Procurou-se n\u00e3o apenas a revis\u00e3o por especialistas, mas tamb\u00e9m a escuta de pessoas leigas. Esta valida\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico \u00e9 essencial.<br>Esta reescrita n\u00e3o foi apenas t\u00e9cnica: foi \u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto&nbsp;<strong>\u201cCoisas para trabalhar e coisas para decorar\u201d<\/strong>&nbsp;mereceu esta distin\u00e7\u00e3o pelo modo como alia clareza textual e acessibilidade sensorial. Nesta sala, os visitantes s\u00e3o convidados a tocar nos objetos \u2014 ferros de passar, bibel\u00f4s delicados \u2014 e a pensar com as m\u00e3os sobre o peso do trabalho e a leveza simb\u00f3lica do luxo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um convite gentil, que n\u00e3o pressup\u00f5e saberes pr\u00e9vios, nem exclui quem n\u00e3o sabe quando come\u00e7a ou termina um s\u00e9culo. \u00c9 uma proposta que respeita o ritmo de cada visitante e oferece instrumentos para pensar. Pelo cuidado humano, pela participa\u00e7\u00e3o de leigos, pelo design que inclui Braille e pelo convite a sentir,&nbsp;premiamos o Museu do Ipiranga.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O j\u00fari<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cristina Santinho, Investigadora, CRIA.Iscte-IUL, Doutorada em Antropologia<\/p>\n\n\n\n<p>Isabel Bastos, Historiadora de arte e Muse\u00f3loga<\/p>\n\n\n\n<p>Joana Reais, Cantora e Pesquisadora Art\u00edstica e membro da Direc\u00e7\u00e3o da Acesso Cultura<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trazer para o centro da sociedade e da cultura popula\u00e7\u00f5es alvo de frequente exclus\u00e3o Get&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":14097,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[451,317],"tags":[573],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/get.jpg",1058,572,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/get-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/get-300x162.jpg",300,162,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/get-768x415.jpg",640,346,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/get-1024x554.jpg",640,346,true],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/get.jpg",1058,572,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/get.jpg",1058,572,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/get.jpg",1058,572,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/get-800x500.jpg",800,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/get-1024x554.jpg",1024,554,true],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/get-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/get-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/artes-e-cultura\/\" rel=\"category tag\">ARTES E CULTURA<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/noticias\/\" rel=\"category tag\">NOTICIAS<\/a>","tag_info":"NOTICIAS","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14096"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14096"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14096\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14098,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14096\/revisions\/14098"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14097"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14096"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14096"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14096"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}