{"id":14233,"date":"2025-07-13T10:59:13","date_gmt":"2025-07-13T10:59:13","guid":{"rendered":"https:\/\/nsf.pt\/?p=14233"},"modified":"2025-07-13T15:02:57","modified_gmt":"2025-07-13T15:02:57","slug":"le-chaos-qui-vient","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2025\/07\/13\/le-chaos-qui-vient\/","title":{"rendered":"Le chaos qui vient"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Peter Turchin<\/strong> &#8211; Pref\u00e1cio<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2025-07-13T10:59:13+00:00\">13 de Julho, 2025<\/time><\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Ler com Filipe Carmo<\/h3>\n\n\n\n<p>Filipe Carmo apresenta-nos neste artigo uma s\u00edntese do pref\u00e1cio do livro cuja leitura nos vem aconselhando. De forma resumida o autor da s\u00edntese adianta que no pref\u00e1cio de <em>Le Chaos qui Vient<\/em>, Peter Turchin destaca que grandes avan\u00e7os hist\u00f3ricos n\u00e3o se devem a indiv\u00edduos geniais, mas a din\u00e2micas estruturais das sociedades. Atrav\u00e9s da cliodin\u00e2mica, campo que combina hist\u00f3ria, evolu\u00e7\u00e3o e matem\u00e1tica, Turchin e colegas analisam padr\u00f5es de instabilidade, prevendo j\u00e1 em 2010 um pico de crise social, econ\u00f3mica e pol\u00edtica nos EUA por volta de 2020. O autor identifica como causas fundamentais desses colapsos a sobreprodu\u00e7\u00e3o de elites, o empobrecimento das massas e a fal\u00eancia da autoridade central, sugerindo que estes fatores estruturais preparam o terreno para o caos, especialmente quando surgem contra-elites em oposi\u00e7\u00e3o ao poder estabelecido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>S\u00ednteses em progress\u00e3o<\/strong> [<strong>1<\/strong>] &#8211; p\u00e1gs. 7 a 11<\/h2>\n\n\n\n<p>No <strong>PREF\u00c1CIO <\/strong>do livro, come\u00e7ou-se por dar relevo ao pensamento de Turchin quando expressa <strong>relut\u00e2ncia em atribuir progressos cient\u00edficos \u2013 <\/strong>em particular nas \u00e1reas pol\u00edtica, social, econ\u00f3mica <strong>\u2013 a g\u00e9nios, homens providenciais<\/strong>. N\u00e3o se podendo ignorar que os ditos g\u00e9nios usam o seu c\u00e9rebro exaustivamente para apreender a realidade na sua vasta e dur\u00e1vel complexidade, ser\u00e1, por outro lado, necess\u00e1rio, ter consci\u00eancia de que tal genialidade constitui um <strong>simples sintoma de movimentos claramente estruturais da esp\u00e9cie humana e das suas sociedades<\/strong>. Os g\u00e9nios poder\u00e3o ter tido uma ac\u00e7\u00e3o decisiva sobre a evolu\u00e7\u00e3o das coisas, dos acontecimentos, <strong>mas n\u00e3o se ter\u00e1 tratado sen\u00e3o deuma gota de \u00e1gua <\/strong>que fez entornar um recipiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Turchin e colegas seus que optaram pelas ci\u00eancias da complexidade criaram recentemente um novo campo de investiga\u00e7\u00f5es \u2013 designado <strong>Cliodin\u00e2mica<\/strong>\u2013 o qual combina a Hist\u00f3ria, as ci\u00eancias da evolu\u00e7\u00e3o e as matem\u00e1ticas aplicadas. E da\u00ed passaram \u00e0 concep\u00e7\u00e3o de um modelo que pudesse permitir compreender e fazer previs\u00f5es relativas \u00e0 <strong>traject\u00f3ria do sistema indubitavelmente mais complexo que existe<\/strong>: <strong>uma sociedade humana<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Com os desenvolvimentos da\u00ed derivados, j\u00e1 em 2010, os c\u00e1lculos efectuados apontavam para que a sociedade americana iria estar <strong>sujeita cerca de 2020 a um pico de instabilidade econ\u00f3mica, social e pol\u00edtica<\/strong>. Ora, em 2010, as pessoas que seguiam e estudavam as realidades deste nosso mundo, acreditavam que se vivia <strong>uma idade de<\/strong><strong>ouro<\/strong>: n\u00e3o s\u00f3 o progresso tecnol\u00f3gico era evidente como <strong>aspectos negativos <\/strong>das realidades pol\u00edticas e sociais estariam <strong>em curso de desaparecer do quotidiano<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Se, em <strong>2020, <\/strong>se vive <strong>na Am\u00e9rica um ano ca\u00f3tico <\/strong>com acontecimentos violentos (por exemplo, os derivados da oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s vacinas e aos confinamentos) \u2013 ocorr\u00eancias essas que s\u00e3o logo seguidas no in\u00edcio de 2021 pelos confrontos entre antifascistas e extremistas de direita partid\u00e1rios de Trump a invadir o Capit\u00f3lio \u2013 <strong>n\u00e3o se poder\u00e1ignorarquetudo isso teve caracter\u00edsticas algo superficiais<\/strong>. Contudo, se se procurar avaliar os acontecimentos em termos de profundidade, concluiremos que <strong>as causas da crise n\u00e3o deixam de se parecer com todas aquelas com que se t\u00eam defrontado as sociedades  humanas desde que \u00e9 poss\u00edvel estud\u00e1-las<\/strong>. E tal estudo tem sido poss\u00edvel no respeitante ao longo per\u00edodo iniciado h\u00e1 cerca de 10 mil anos e, muito em particular, na segunda metade desse per\u00edodo no qual j\u00e1 existiam Estados (idade na qual se d\u00e1 relevo particular aos <strong>colapsos ou meros abalos estatais<\/strong>).<\/p>\n\n\n\n<p>O que se tem conclu\u00eddo \u00e9 que <strong>todos esses colapsos ou abalos s\u00e3o precedidos de um mesmo cocktail de causas estruturais<\/strong>, as quais v\u00e3o dos <strong>Conflitos entre poderosos oriundos de uma sobreprodu\u00e7\u00e3o de elites<\/strong>, ao <strong>Descontentamento das massas provocado por um empobrecimento das classes populares<\/strong>e \u00e0 <strong>Fal\u00eancia da autoridade central<\/strong> causada pela sua fr\u00e1gil sa\u00fade fiscal e por um sistema profundamente injusto de extrac\u00e7\u00e3o de riqueza. E \u00e9 em particular com a percep\u00e7\u00e3o dessa realidade \u2013 que inclui <strong>factores que tendem a provocar ocaos<\/strong>num contexto em que surgem <strong>contra-elites que se op\u00f5em \u00e0s elites que controlam o poder pol\u00edtico<\/strong>\u2013 que Turchin parece ir trabalhar no livro <em>Le Chaos qui Vient<\/em>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Peter Turchin &#8211; Pref\u00e1cio Ler com Filipe Carmo Filipe Carmo apresenta-nos neste artigo uma s\u00edntese&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":14237,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[622],"tags":[610],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CHAOS3.jpg",758,454,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CHAOS3-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CHAOS3-300x180.jpg",300,180,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CHAOS3.jpg",640,383,false],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CHAOS3.jpg",640,383,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CHAOS3.jpg",758,454,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CHAOS3.jpg",758,454,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CHAOS3.jpg",758,454,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CHAOS3.jpg",758,454,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CHAOS3.jpg",758,454,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CHAOS3-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CHAOS3-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/o-mundo-em-transicao\/\" rel=\"category tag\">O MUNDO EM TRANSI\u00c7\u00c3O<\/a>","tag_info":"O MUNDO EM TRANSI\u00c7\u00c3O","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14233"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14233"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14233\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14235,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14233\/revisions\/14235"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14237"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14233"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14233"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14233"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}