{"id":14729,"date":"2025-08-20T21:04:04","date_gmt":"2025-08-20T21:04:04","guid":{"rendered":"https:\/\/nsf.pt\/?p=14729"},"modified":"2025-08-20T21:06:28","modified_gmt":"2025-08-20T21:06:28","slug":"neste-desta-vez-meu-menos-querido-mes-de-agosto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2025\/08\/20\/neste-desta-vez-meu-menos-querido-mes-de-agosto\/","title":{"rendered":"Neste, desta vez, meu menos querido m\u00eas de agosto"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">OPINI\u00c3O &#8211; Se abrirem a janela das demiss\u00f5es, a da Ministra da Administra\u00e7\u00e3o Interna dever\u00e1 ser acompanhada, pelo menos, pela da Sa\u00fade e pela do Emprego<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2025-08-20T21:04:04+00:00\">20 de Agosto, 2025<\/time><\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><em>Francisco Melro<\/em><\/h3>\n\n\n\n<p>Acabei de almo\u00e7ar na zona das Laranjeiras e caminhei em direc\u00e7\u00e3o ao Alto dos Moinhos por uma rua paralela \u00e0 Avenida dos Lus\u00edadas. Sete trabalhadores, todos imigrantes, realizavam, \u00e0 hora de maior calor, trabalhos de corte de vegeta\u00e7\u00e3o seca no separador central dessa avenida. H\u00e1 cerca de duas semanas, uma equipa semelhante tinha cortado a vegeta\u00e7\u00e3o seca, j\u00e1 bastante alta, que h\u00e1 meses ia cobrindo o terreno entre a Escola Delfim Santos e o passeio que liga a esta\u00e7\u00e3o do Metro do Alto dos Moinhos ao in\u00edcio da Rua Professor Reinaldo dos Santos. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 no interior abandonado que h\u00e1 falhas nestas limpezas, h\u00e1-as tamb\u00e9m no centro das \u00e1reas mais superpovoadas. S\u00f3 que neste \u00faltimo caso, as falhas devem-se s\u00f3 a neglig\u00eancia e a irresponsabilidade puras.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Regressei ontem da minha terra, Alfaiates, junto \u00e0 fronteira no concelho do Sabugal, onde passei, como gosto, a semana das Festas de Agosto. A aldeia decuplica a sua popula\u00e7\u00e3o neste per\u00edodo, devido ao afluxo dos emigrantes e dos seus descendentes. As temperaturas m\u00e1ximas estiveram sempre muito elevadas, entre os 35 e os 40 graus, e durante os \u00faltimos dias, os fogos alastraram pelo concelho e rondaram a aldeia. Como esta se localiza num ponto elevado, foram sendo observ\u00e1veis os sinais do fogo circundante, os ventos trouxeram at\u00e9 n\u00f3s as cinzas, os cheiros e as nuvens escuras do fumo e os visitantes ou residentes, que iam chegando, foram dando not\u00edcias sobre os cortes nas estradas de acesso e sobre as voltas que tiveram de dar para chegarem. Ontem quando partimos para Lisboa, logo pelas 7 da manh\u00e3, fic\u00e1mos surpreendidos pela temperatura amena, em torno de 14\u00ba, e aventur\u00e1mo-nos pelo percurso tradicional, atingindo sem perturba\u00e7\u00f5es a A23. Quando cheg\u00e1mos a Lisboa fomos informados de que os acessos \u00e0 A23 tinham voltado a ser cortados, entre Sabugal e Caria, pouco depois de termos passado. Viemos pela A23 sempre acompanhados por fumo e cinzas intensas e sem sinais de Sol, at\u00e9 perto das Portas do R\u00f3d\u00e3o. A situa\u00e7\u00e3o pareceu-nos particularmente complicada na zona serrana entre a Covilh\u00e3 e o Fund\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>N\u00e3o imaginam o que ouvi enquanto estive na minha terra sobre as causas dos problemas, sobre os culpados disto tudo e sobre as solu\u00e7\u00f5es radicais para p\u00f4r termo a isto tudo. Nem o Ventura se atreveria a ir t\u00e3o longe. <\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Os v\u00eddeos que para a\u00ed circundam, poupam-me nesta parte da reportagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Existe consenso de que estamos perante novos desafios que derivam das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, do despovoamento e envelhecimento do interior do Pa\u00eds, da falta de tratamento das terras e da limpeza das matas. Como vivi na aldeia at\u00e9 aos 10 anos, reconhe\u00e7o o corte radical com os tempos em que o mais pequeno peda\u00e7o terra era cultivado, em que as matas de carvalhos eram rigorosamente limpas por necessidade absoluta, era a \u00fanica fonte de energia e toda a madeira para diferentes fins vinha dali, em que at\u00e9 os arbustos que cresciam junto dos caminhos eram disputados pelos que n\u00e3o dispunham de mata pr\u00f3pria e em que, ao menor sinal de inc\u00eandio, toda a aldeia acorria para lhe p\u00f4r cobro. O \u00fanico grande inc\u00eandio de que me recordo ocorreu, ao anoitecer de um dia de Ver\u00e3o, numa eira junto \u00e0 aldeia, consumindo, perante a impot\u00eancia, o olhar, o sil\u00eancio e o lamento colectivos, todas as medas com os molhos de centeio e de trigo que aguardavam a respectiva debulha. Arderam \u201co p\u00e3o\u201d de todo o ano e as sementes do ano seguinte. A sua causa nunca foi apurada. Falou-se na ponta de um cigarro. Serve-me para ter presente que, mesmo com os maiores cuidados, as trag\u00e9dias com inc\u00eandios podem ocorrer.<\/p>\n\n\n\n<p>O repovoamento n\u00e3o ir\u00e1 ocorrer, pelo menos com a intensidade e a urg\u00eancia necess\u00e1rias. Tamb\u00e9m n\u00e3o se poder\u00e1 contar, num grande n\u00famero de situa\u00e7\u00f5es, com os actuais donos para limpar as suas matas. Pelo que conhe\u00e7o, n\u00e3o s\u00f3 porque muitos s\u00e3o demasiado idosos, sem meios financeiros para o fazerem e sem retornos econ\u00f3micos compensat\u00f3rios expect\u00e1veis, mas tamb\u00e9m porque muitos outros, ou desconhecem que s\u00e3o propriet\u00e1rios ou quando tomam conhecimento da sua rela\u00e7\u00e3o com essas matas, n\u00e3o est\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de assumir a sua propriedade, registada ainda em nome de ascendentes familiares, sendo propriedade legal de numerosos descendentes de que, na maioria das situa\u00e7\u00f5es, ap\u00f3s d\u00e9cadas de emigra\u00e7\u00e3o, desconhecem a localiza\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 a exist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>Estamos perante desafios de uma guerra prolongada, com batalhas dram\u00e1ticas nos per\u00edodos de Ver\u00e3o, que exige planeamento, recursos, direc\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o adequados.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Constata-se que o Executivo governamental n\u00e3o concedeu as devidas aten\u00e7\u00e3o e import\u00e2ncia a estes assuntos, nem sequer no per\u00edodo em que os problemas j\u00e1 emergiam. Esteve focado no combate \u00e0s m\u00e3es que amamentam no per\u00edodo laboral, na liberaliza\u00e7\u00e3o dos despedimentos e dos contratos de trabalho, na descida das taxas de IRC e nas medidas para dificultar a chegada de novos imigrantes e para desincentivar a cria\u00e7\u00e3o de ra\u00edzes pelos que j\u00e1 c\u00e1 est\u00e3o e em assegurar o suporte do Chega \u00e0 governa\u00e7\u00e3o. Preven\u00e7\u00e3o de fogos e avalia\u00e7\u00e3o da adequa\u00e7\u00e3o do plano e dos meios aos perigos emergentes, tal como solu\u00e7\u00f5es para os problemas da habita\u00e7\u00e3o, n\u00e3o fizeram parte nem do foco nem dos acordos de Montenegro com o Ventura.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa desaten\u00e7\u00e3o e desfocagem foram vis\u00edveis na concentra\u00e7\u00e3o das for\u00e7as governamentais nos festejos dos feitos governamentais, alegremente celebrados pelo PSD na festa partid\u00e1ria de Ver\u00e3o, numa altura em que os fogos j\u00e1 incendiavam o pa\u00eds e a paci\u00eancia dos cidad\u00e3os. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>Confrontado pelo choque do Pa\u00eds face \u00e0 insensibilidade e ao alheamento governativos, Montenegro fez-se de morto, deixando o menino nas m\u00e3os da ministra dos inc\u00eandios.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A ministra poder\u00e1 ser boa senhora e ter muitos recursos, que desconhe\u00e7o, mas que, seguramente, n\u00e3o tem perfil para preparar, organizar e dirigir o Pa\u00eds e as suas for\u00e7as no combate aos inc\u00eandios. Montenegro s\u00f3 apareceu, tal como o Ventura, quando as imagens dos fogos e os protestos populares inundaram os \u00e9crans televisivos e as redes sociais e o Marcelo entrou em cena. O Ventura esqueceu os acordos, fazendo coro com os protestos, mas direcionando-os para a Ministra e poupando o Montenegro.<\/p>\n\n\n\n<p>Se abrirem a janela das demiss\u00f5es, a da Ministra da Administra\u00e7\u00e3o Interna dever\u00e1 ser acompanhada, pelo menos, pela da Sa\u00fade e pela do Emprego, por total incompet\u00eancia e indecentes e muito m\u00e1s figuras na governa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Olhemos para o que tem corrido mal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso prevenir mais e melhor, dispor e usar mais meios de vigil\u00e2ncia adequados, atacar os inc\u00eandios logo no seu in\u00edcio, dispor de meios pr\u00f3prios de combate aos inc\u00eandios em quantidades adequadas, incluindo helic\u00f3pteros e avi\u00f5es, que o Estado dever\u00e1 adquirir, dotando a For\u00e7a A\u00e9rea de capacidades financeiras e humanas adequadas para os pilotar e para os reparar, em oficinas pr\u00f3prias, com maquinaria, mec\u00e2nicos e pe\u00e7as suplentes, pondo fim ao triste espect\u00e1culo de concursos anuais, que podem ser impugnados e impedir a operacionaliza\u00e7\u00e3o dos recursos em tempo \u00fatil, em que ganham empresas, que depois v\u00e3o contratar aparelhos e pilotos e que n\u00e3o conseguem substituir nem reparar em tempo \u00fateis os aparelhos avariados. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>Para fazer preven\u00e7\u00e3o adequada e em tempo certo, \u00e9 preciso dotar as autarquias com equipamentos pesados que lhes permitam a limpeza efectiva dos caminhos e de acessos.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<div style=\"height:43px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" data-id=\"14730\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IMG_0865.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14730\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IMG_0865.jpeg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IMG_0865-300x225.jpeg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IMG_0865-768x576.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" data-id=\"14731\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IMG_0866.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14731\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IMG_0866.jpeg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IMG_0866-300x225.jpeg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/IMG_0866-768x576.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Fotos \u00a9 NSF &#8211; CVR<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Devido \u00e0 diversidade de entidades e meios p\u00fablicos a movimentar, a dirigir e coordenar, algumas com caracter\u00edsticas militares e militarizadas, a direc\u00e7\u00e3o operacional desta guerra ter\u00e1 de ter sempre uma cabe\u00e7a pol\u00edtica com a autoridade e os poderes de gest\u00e3o e decis\u00e3o adequados.<\/p>\n\n\n\n<p>Ser\u00e1 sempre preciso assegurar uma organiza\u00e7\u00e3o centralizada e hierarquizada, mas adequadamente regionalizada, integrando as autoridades e organiza\u00e7\u00f5es locais que conhecem o terreno e as popula\u00e7\u00f5es (ouvi v\u00e1rias refer\u00eancias a falhas graves resultantes dos operacionais mobilizados desconhecerem o ambiente em que estavam a operar), com agilidade suficiente para se adaptar e acorrer com urg\u00eancia a situa\u00e7\u00f5es em localiza\u00e7\u00f5es ou com gravidade imprevistas, como ocorre numa guerra. O perfil dos dirigentes desta estrutura e das rela\u00e7\u00f5es operacionais estabelecidas ter\u00e3o de ser os que as guerras aconselham como adequadas. N\u00e3o ter\u00e3o de ser militares, mas se forem civis, dever\u00e3o ter perfis similares. \u00c9 por isso que a ministra n\u00e3o est\u00e1 no lugar certo.<\/p>\n\n\n\n<p>Como n\u00e3o \u00e9 realista contar com a limpeza das matas por parte de muitos propriet\u00e1rios, ser\u00e1 necess\u00e1rio que as autoridades locais os substituam nas limpezas, contratando, sempre que indispens\u00e1vel, empresas para o efeito, o que, em conjunto com as fun\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia, poder\u00e1 dinamizar actividades que contribuam para o repovoamento e rejuvenescimento das regi\u00f5es do interior. Para o efeito, deveriam contar com legisla\u00e7\u00e3o que o possibilite e com os financiamentos indispens\u00e1veis do Or\u00e7amento do Estado. Tratar-se- ia de investimentos preventivos, em benef\u00edcio de todos n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>Para repovoarem as terras de RibaCoa, outrora flageladas pelas disputas guerreiras entre mu\u00e7ulmanos e crist\u00e3os, os reis de Le\u00e3o e de Portugal concederam aos seus habitantes forais com privil\u00e9gios. Que sirvam de inspira\u00e7\u00e3o para os governantes dos nossos dias.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:19px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"435\" height=\"381\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/melro-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14732\" style=\"aspect-ratio:1.141732283464567;width:183px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/melro-1.jpg 435w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/melro-1-300x263.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 435px) 100vw, 435px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Francisco Melro<\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><em>Editado NSF, op\u00e7\u00e3o subt\u00edtulo, destaques no texto e foto de destaque \u00a9 CVR &#8211; Limpeza nas estradas no concelho de Pampilhosa da Serra &#8211; julho 2025<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>OPINI\u00c3O &#8211; Se abrirem a janela das demiss\u00f5es, a da Ministra da Administra\u00e7\u00e3o Interna dever\u00e1&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":14733,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[238,99],"tags":[296],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Terra.jpg",1211,581,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Terra-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Terra-300x144.jpg",300,144,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Terra-768x368.jpg",640,307,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Terra-1024x491.jpg",640,307,true],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Terra.jpg",1211,581,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Terra.jpg",1211,581,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Terra-1115x581.jpg",1115,581,true],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Terra-800x500.jpg",800,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Terra-1024x491.jpg",1024,491,true],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Terra-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Terra-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/destaque\/\" rel=\"category tag\">DESTAQUE<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/opiniao\/\" rel=\"category tag\">OPINI\u00c3O<\/a>","tag_info":"OPINI\u00c3O","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14729"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14729"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14729\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14735,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14729\/revisions\/14735"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14733"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14729"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14729"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14729"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}