{"id":14775,"date":"2025-08-24T21:50:51","date_gmt":"2025-08-24T21:50:51","guid":{"rendered":"https:\/\/nsf.pt\/?p=14775"},"modified":"2025-08-24T21:50:59","modified_gmt":"2025-08-24T21:50:59","slug":"como-vamos-de-esquerda-nas-autarquicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2025\/08\/24\/como-vamos-de-esquerda-nas-autarquicas\/","title":{"rendered":"Como vamos de esquerda nas aut\u00e1rquicas?"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Lisboa, a esquerda viva\u00a0[1]<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2025-08-24T21:50:51+00:00\">24 de Agosto, 2025<\/time><\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Iniciamos um ciclo de artigos com opini\u00f5es, ideias ou propostas relacionadas com as aut\u00e1rquicas 2025. Falta pouco tempo para as campanhas eleitorais oficiais arrancarem. Importa espreitar e procurar nos diversos territ\u00f3rios os pontos de partida e as expectativas existentes para vit\u00f3rias da esquerda e derrotas da direita e da extrema-direita no pa\u00eds. Comecemos por Lisboa.<\/h3>\n\n\n\n<p>por Carlos V. Ribeiro | NSF<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos pol\u00edticos a disputa eleitoral na capital surge como uma batalha de recupera\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a, de resist\u00eancia contra a direita e a extrema-direita e de afirma\u00e7\u00e3o dos valores de Abril depois dos resultados das legislativas do ano corrente que colocaram a AD\u00a0em primeiro lugar com 31,65% dos votos.\u00a0 O Chega atingiu a terceira posi\u00e7\u00e3o com 14,53% correspondendo a quase 50.000 votantes da capital enquanto o PS posicionou-se entre os dois com 23,30%. O Livre conquistou uma nova import\u00e2ncia pol\u00edtico-partid\u00e1ria nacional com 9,4% dos votos tendo obtido uma vota\u00e7\u00e3o quase id\u00eantica \u00e0 da Iniciativa Liberal que se ficou pelos 9,27%. Nesta recupera\u00e7\u00e3o dos resultados obtidos em maio 2025 refira-se a vota\u00e7\u00e3o da CDU que se ficou pelos\u00a03,67%, do Bloco de Esquerda pelos 2,69% e do PAN por 1,68%.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Nas aut\u00e1rquicas de 2021, que servem apesar de tudo de refer\u00eancia incontorn\u00e1vel, a AD venceu com 34,26% dos votos enquanto o PS por uma margem de menos de 1% foi&nbsp;ultrapassado atendendo aos 33,31% alcan\u00e7ados pelos socialistas. A terceira for\u00e7a pol\u00edtica neste ato eleitoral foi a CDU que ultrapassou os 10% [10,51%]. O Bloco de Esquerda obteve uma vota\u00e7\u00e3o correspondente a 6,20%, o Chega a 4,41%, a IL a 4,22% e o PAN a 2,73%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A complexidade da situa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 associada \u00e0 pr\u00f3xima vota\u00e7\u00e3o aut\u00e1rquica em Lisboa incorpora alguns elementos que pesam desde j\u00e1 na constru\u00e7\u00e3o do ambiente eleitoral prevendo-se que os acontecimentos do pr\u00f3ximo m\u00eas e meio venham refor\u00e7ar ou a enfraquecer alguns em detrimento de outros, sendo de destacar \u00e0 primeira vista os seguintes:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul>\n<li>As elei\u00e7\u00f5es aut\u00e1rquicas s\u00e3o diferentes das legislativas, o peso do local \u00e9 particularmente relevante na op\u00e7\u00e3o dos eleitores, mas a vota\u00e7\u00e3o das legislativas de maio passado revelou tend\u00eancias fortes no sentido de uma viragem acentuada do eleitorado \u00e0 direita. Ter\u00e1 sido por raz\u00f5es relacionadas com a conjuntura atribulada ou h\u00e1 de facto uma nova abordagem na vota\u00e7\u00e3o na extrema-direita que n\u00e3o era assumida at\u00e9 h\u00e1 pouco tempo em grandes centros urbanos como Lisboa?\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul>\n<li>O quadro de op\u00e7\u00f5es eleitorais foi reformulado tendo passado de uma confronta\u00e7\u00e3o entre PSD e PS para uma disputa entre coliga\u00e7\u00f5es com alguma amplitude, dos dois lados. Apenas a CDU fica de fora j\u00e1 que decidiu concorrer separadamente e consequentemente captar votos que potencialmente seriam adicion\u00e1veis \u00e0 coliga\u00e7\u00e3o de esquerda, mas que ir\u00e3o indiretamente juntar-se-\u00e3o aos votos da direita no c\u00f4mputo geral.\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul>\n<li>A candidatura central para a C\u00e2mara e Assembleia Municipal de Lisboa acaba por influenciar o voto nas freguesias e vice-versa. A din\u00e2mica dos coletivos e dos candidatos escolhidos por cada coliga\u00e7\u00e3o para as freguesias acaba por ter um peso nas op\u00e7\u00f5es de parte dos&nbsp;eleitores, uns n\u00e3o valorizam excessivamente as pessoas concretas que lideram as listas e colocam-se no campo das solu\u00e7\u00f5es pol\u00edticas mais globais, outros relacionam o voto com simpatias ou experi\u00eancias mais diretas e at\u00e9 pessoais.&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul>\n<li>O primeiro grande teste aos impactos do N\u00c3O \u00c9 SIM do PSD\/AD que na sua governa\u00e7\u00e3o mais recente promoveu o Chega a partido respeit\u00e1vel e construiu acordos pol\u00edticos informais em torno de temas como a imigra\u00e7\u00e3o vai agora acontecer com a express\u00e3o do voto nas urnas. Ou seja, o eleitorado ter\u00e1 oportunidade de clarificar se estabelece ou n\u00e3o algumas linhas vermelhas para a a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica corrente e parlamentar.\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul>\n<li>A figura medi\u00e1tica de Alexandra Leit\u00e3o ir\u00e1 certamente ter peso nas op\u00e7\u00f5es de voto, \u00e9 previs\u00edvel que a coliga\u00e7\u00e3o de esquerda venha a ser objeto campanhas de difama\u00e7\u00e3o ou de tipo <em>lawfare<\/em> para enfraquecer a sua candidatura. A confronta\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 pac\u00edfica e algumas surpresas ir\u00e3o certamente surgir para impedir uma vit\u00f3ria da esquerda em Lisboa.\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"544\" height=\"540\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/carlos-Ribeiro-colaboradores.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14762\" style=\"aspect-ratio:1.0074074074074073;width:165px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/carlos-Ribeiro-colaboradores.jpg 544w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/carlos-Ribeiro-colaboradores-300x298.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/carlos-Ribeiro-colaboradores-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 544px) 100vw, 544px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Carlos V. Ribeiro<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Fotografia de destaque: \u00a9 Paulo Vaz Henriques | ViverLisboa<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lisboa, a esquerda viva\u00a0[1] Iniciamos um ciclo de artigos com opini\u00f5es, ideias ou propostas relacionadas&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":14776,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[682,238],"tags":[492],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/lisboa.jpg",1353,575,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/lisboa-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/lisboa-300x127.jpg",300,127,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/lisboa-768x326.jpg",640,272,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/lisboa-1024x435.jpg",640,272,true],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/lisboa.jpg",1353,575,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/lisboa.jpg",1353,575,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/lisboa-1115x575.jpg",1115,575,true],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/lisboa-800x500.jpg",800,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/lisboa-1024x435.jpg",1024,435,true],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/lisboa-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/lisboa-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/autarquicas-2025\/\" rel=\"category tag\">AUT\u00c1RQUICAS 2025<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/destaque\/\" rel=\"category tag\">DESTAQUE<\/a>","tag_info":"DESTAQUE","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14775"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14775"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14775\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14777,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14775\/revisions\/14777"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14776"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14775"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14775"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14775"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}