{"id":15545,"date":"2025-11-18T21:49:39","date_gmt":"2025-11-18T21:49:39","guid":{"rendered":"https:\/\/nsf.pt\/?p=15545"},"modified":"2025-11-18T21:49:40","modified_gmt":"2025-11-18T21:49:40","slug":"revista-sinergias-foram-para-fora-construiram-ca-dentro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2025\/11\/18\/revista-sinergias-foram-para-fora-construiram-ca-dentro\/","title":{"rendered":"REVISTA SINERGIAS &#8211; Foram para fora, constru\u00edram c\u00e1 dentro"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Recens\u00e3o cr\u00edtica do livro Ex\u00edlios no Feminino- sete percursos de luta e de esperan\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A revista SINERGIAS-Di\u00e1logos Educativos para a Transforma\u00e7\u00e3o Social n\u00ba 18, inclui na rubrica Recens\u00e3o Cr\u00edtica um artigo sobre o Livro Ex\u00edlios no Feminino da autoria de Amanda Franco e de M\u00e1rio Montez. <\/p>\n\n\n\n<p>A revista digital\u00a0<strong>Sinergias \u2013 di\u00e1logos educativos para a transforma\u00e7\u00e3o social<\/strong>, \u00e9 uma revista de cariz cient\u00edfico, com um processo de revis\u00e3o por pares, que se pretende constituir enquanto plataforma internacional de discuss\u00e3o e reflex\u00e3o concetual, metodol\u00f3gica e sobre a pr\u00e1tica no campo da Educa\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento\/ Educa\u00e7\u00e3o para a Cidadania Global\/ Educa\u00e7\u00e3o para a Transforma\u00e7\u00e3o Social.<\/p>\n\n\n\n<p>Reproduzimos conte\u00fado do artigo, com a imprescind\u00edvel autoriza\u00e7\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o da Revista, e aproveit\u00e1mos para ilustrar com fotografias as refer\u00eancias \u00e0s autoras e a algumas situa\u00e7\u00f5es mais representativas.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:14px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"453\" height=\"641\" data-id=\"15546\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/sinergias-capa1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15546\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/sinergias-capa1.jpg 453w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/sinergias-capa1-212x300.jpg 212w\" sizes=\"(max-width: 453px) 100vw, 453px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"447\" height=\"645\" data-id=\"15548\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/sinergias-indice1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15548\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/sinergias-indice1.jpg 447w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/sinergias-indice1-208x300.jpg 208w\" sizes=\"(max-width: 447px) 100vw, 447px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"452\" height=\"645\" data-id=\"15549\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/sinergias-indice4.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15549\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/sinergias-indice4.jpg 452w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/sinergias-indice4-210x300.jpg 210w\" sizes=\"(max-width: 452px) 100vw, 452px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:40px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Amanda Franco<a href=\"#_bookmark89\"><sup>1<\/sup><\/a> &amp; M\u00e1rio Montez<a href=\"#_bookmark90\"><sup>2<\/sup><\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Trazemos-lhe o livro <strong><em>Ex\u00edlios no feminino: Percursos de luta e de esperan\u00e7a<\/em><\/strong>, da autoria de um coletivo de sete mulheres \u2013 s\u00e3o elas Am\u00e9lia Resende, Beatriz Abrantes, Fernanda Oliveira Marques, Helena Cabe\u00e7adas, Helena Rato, Irene Flunser Pimentel, e Maria Em\u00edlia Brederode Santos \u2013 e seus percursos de liberta\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds asfixiado pelas m\u00e3os da ditadura. Uma obra com coordena\u00e7\u00e3o de edi\u00e7\u00e3o de Carlos Valentim Ribeiro, editada pela Edi\u00e7\u00f5es Afrontamento, em 2023, no \u00e2mbito do projeto Ex\u00edlios no Feminino, coordenado por Fernanda Marques.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ex\u00edlio <\/strong>(nome masculino, do latim <em>exil\u012du<\/em>-), diz-nos o Dicion\u00e1rio Porto Editora<a href=\"#_bookmark91\"><sup>3<\/sup>,<\/a> significa (1) <em>ato ou efeito de exilar(-se), de expatriar(-se); sa\u00edda for\u00e7ada ou volunt\u00e1ria do pr\u00f3prio pa\u00eds; desterro<\/em>; (2) <em>condena\u00e7\u00e3o ao degredo<\/em>;(3) <em>lugar onde vive aquele que est\u00e1 exilado<\/em>; (4) <em>per\u00edodo de tempo que dura a expatria\u00e7\u00e3o<\/em>; (5) <em>lugar afastado <\/em>(sentido figurado); (6) <em>isolamento; solid\u00e3o <\/em>(sentido figurado). Este(s) significado(s) expande(m)-se logo no in\u00edcio do livro. Ap\u00f3s uma fotografia deste grupo de not\u00e1veis mulheres, o livro pisca o olho \u00e0 palavra <em>ex\u00edlios<\/em>, ilustrando o(s) (m\u00faltiplos) sentido(s) desta palavra a partir de fiapos de luz da voz de cada uma. A palavra ex\u00edlios expande-se, assim, passando a agregar no seu l\u00e9xico a ideia de \u201cescola extraordin\u00e1ria\u201d (Irene Flunser Pimentel; IFP), de experi\u00eancia diversificada (Helena Rato; HR), de aprecia\u00e7\u00e3o da l\u00edngua \u2013 neste caso, a portuguesa \u2013, pela sua \u201cevolu\u00e7\u00e3o m\u00faltipla\u201d (Maria Em\u00edlia Brederode Santos; MEBS) e enquanto \u201cum dos la\u00e7os mais fortes que nos liga \u00e0 comunidade\u201d (Am\u00e9lia Resende; AR), de \u201cluta pela igualdade de direitos\u201d (Fernanda Oliveira Marques; FOM), de esbatimento das solid\u00f5es individuais a partir da m\u00fasica e da dan\u00e7a com outras culturas (Helena Cabe\u00e7adas; HC), e de passagem para outro lado (Beatriz Abrantes; BA). <\/p>\n\n\n\n<p>No geral e segundo as pr\u00f3prias autoras, estes ex\u00edlios \u2013 no plural \u2013 foram \u201cuma experi\u00eancia de uma certa marginalidade que nos permitiu compreender melhor o mundo dos exclu\u00eddos, dos perseguidos, dos \u2018condenados da terra\u2019 (<em>Les damn\u00e9s de la terre<\/em>)\u201d (p. 13).<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:23px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"992\" height=\"611\" data-id=\"15559\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/capa-exilios.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15559\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/capa-exilios.jpg 992w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/capa-exilios-300x185.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/capa-exilios-768x473.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 992px) 100vw, 992px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:18px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Que livro \u00e9 este e qual a sua relev\u00e2ncia? <\/h2>\n\n\n\n<p>Um livro sobre trajet\u00f3rias de ex\u00edlio(s) na resist\u00eancia ao fascismo do Estado Novo, em Portugal. Essencialmente, um livro sobre liberdade. \u201cA liberdade \u00e9 a m\u00e3e da virtude e, se devido \u00e0 sua complei\u00e7\u00e3o, as mulheres forem escravas e n\u00e3o lhes for permitido respirar o ar cortante e revigorante da liberdade, ter\u00e3o de languescer para sempre como seres ex\u00f3ticos e ser tidas como defeitos belos da natureza\u201d<a href=\"#_bookmark92\"><sup>4<\/sup><\/a> (Mary Wollstonecraft, p. 83).<\/p>\n\n\n\n<p>Um livro sobre ex\u00edlios, mais de meio s\u00e9culo depois de acontecerem, \u00e9 um museu de viv\u00eancias recordando o presente, por palavras sentidas de ontem que obrigam a pensar o hoje. Lembrar ex\u00edlios na resist\u00eancia ao fascismo \u00e9 tamb\u00e9m descobrir resist\u00eancias necess\u00e1rias a novas amea\u00e7as \u00e0 Democracia, t\u00e3o contempor\u00e2neas em realidade, capazes de ofuscar sonhos do passado e do presente.<\/p>\n\n\n\n<p>A educa\u00e7\u00e3o e o conhecimento, meios pelos quais se desfloram consci\u00eancias, surgem neste livro como destino de ex\u00edlios, recursos e ref\u00fagios inevit\u00e1veis a quem anseia Liberdade pela Democracia, a quem anseia a Liberdade de um povo e o desenvolvimento social. Neste livro contam-se est\u00f3rias onde cabem outras semelhantes, semelhantemente vividas por mulheres, numa rela\u00e7\u00e3o entre Educa\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento como quem parte e quem acolhe no ex\u00edlio, mostrando como uma n\u00e3o pode existir sem o outro. Com efeito, as sete mulheres cujas est\u00f3rias se narram, tornaram-se, depois de Abril, refer\u00eancias na Educa\u00e7\u00e3o e no desenvolvimento social em Portugal, contribuindo de modos diversos: pelas artes, pelo ensino, pela ci\u00eancia, pela solidariedade e pela pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>A leitura de <strong><em>Ex\u00edlios no feminino <\/em><\/strong>inspira \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento, e nunca \u00e9 extempor\u00e2nea, independentemente de quanto tempo passou sobre a celebra\u00e7\u00e3o dos cinquenta anos da revolu\u00e7\u00e3o. Leva-nos a compreender a import\u00e2ncia da Educa\u00e7\u00e3o e de como esta demanda, resultante de uma priva\u00e7\u00e3o opressora do \u201cconhecer\u201d, conduziu estas, e outras \u201cmilhares de jovens mulheres que abandonaram Portugal nos anos 60\/70 do s\u00e9culo passado em busca de liberdade\u201d (FM, p. 213), a um ex\u00edlio que partilham em comum uma inevitabilidade, uma aprendizagem e um contributo para a constru\u00e7\u00e3o da Democracia.<\/p>\n\n\n\n<p>O ex\u00edlio como inevitabilidade percebe-se nas est\u00f3rias contadas como \u201cpre\u00e7o a pagar\u201d para quem desejava, mais que tudo, viver em Liberdade e em Democracia, ou pela amplia\u00e7\u00e3o das oportunidades laborais e de realiza\u00e7\u00e3o pessoal. A express\u00e3o \u201cmais que tudo\u201d \u00e9 de relevante significado neste caso. \u00c9 um motor para a demanda, alimento de coragem de quem opta por soltar-se de tudo o que tem, e de quem tem, para buscar um ideal, uma melhoria de vida e, como nos casos relatados neste livro, de quem pretendia aprender com outros mundos o que seria poss\u00edvel trazer para este.<\/p>\n\n\n\n<p>O ex\u00edlio como aprendizagem d\u00e1-se a perceber pelas pr\u00e1ticas adquiridas em contacto com outras realidades sociais, especialmente as que implicaram no desenvolvimento social, cultural, educativo, econ\u00f3mico e ambiental da sociedade portuguesa durante as d\u00e9cadas posteriores \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o. A vida em Liberdade, na sua generalidade, e a igualdade de g\u00e9nero, em particular, ter\u00e3o sido das aprendizagens pr\u00e1ticas mais marcantes no contexto de ex\u00edlio anterior a 1974. Mas tamb\u00e9m a Educa\u00e7\u00e3o, sobretudo das pessoas adultas, como base do desenvolvimento social e econ\u00f3mico, ou a rela\u00e7\u00e3o das artes com o desenvolvimento e a Liberdade, se tornaram aprendizagens muito significativas.<\/p>\n\n\n\n<p>O ex\u00edlio como contributo \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da Democracia em Portugal parece ser uma dimens\u00e3o transversal \u00e0s anteriores, mas as aprendizagens e experi\u00eancias vividas por estas mulheres foram t\u00e3o estruturantes da nova sociedade democr\u00e1tica, pelo desenvolvimento de uma consci\u00eancia pol\u00edtica, especialmente das jovens mulheres portuguesas, que nos obrigam a tomar aten\u00e7\u00e3o pela sua singular relev\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em <strong><em>Ex\u00edlios no feminino <\/em><\/strong>percebemos como a Democracia se faz das experi\u00eancias vividas e trazidas por quem teve de fugir. Uma fuga em que n\u00e3o se viram costas para esquecer, mas para que os olhos busquem em frente o \u00e2nimo nas paragens adiante. Nestes ritmos de ida e vinda, a Democracia constr\u00f3i-se da partilha de experi\u00eancias end\u00f3genas e ex\u00f3genas, num espa\u00e7o que a pr\u00f3pria Democracia permite para uma conflu\u00eancia de contributos \u2013 no fundo, di\u00e1logos educativos para uma (inevit\u00e1vel e desej\u00e1vel) transforma\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o livro <strong><em>Ex\u00edlios no feminino: Percursos de luta e de esperan\u00e7a<\/em><\/strong>, escutamos a voz de sete mulheres que deixaram Portugal, na d\u00e9cada de 60-70 do s\u00e9culo passado, para defenderem a liberdade e que, a partir do ex\u00edlio, contribu\u00edram para o ideal de Abril. Tal por via do desenvolvimento da consci\u00eancia pol\u00edtica e da milit\u00e2ncia pol\u00edtica junto de portuguesas e portugueses que viviam a emigra\u00e7\u00e3o \u2013 atrav\u00e9s do teatro, da alfabetiza\u00e7\u00e3o, da cria\u00e7\u00e3o de bibliotecas e da consciencializa\u00e7\u00e3o acerca da viol\u00eancia dom\u00e9stica, do planeamento familiar ou do aborto, entre outros. Contribu\u00edram, igualmente, para o ideal de Abril ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos, participando na constru\u00e7\u00e3o da Democracia em Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s tr\u00eas breves cap\u00edtulos de enquadramento a estes sete <strong><em>Ex\u00edlios no feminino <\/em><\/strong>(pelo coletivo de autoras) que procuram ilustrar o que significava <em>Ser mulher no s\u00e9culo XX <\/em>(por Cristina Rodrigues), em Portugal, com o g\u00e9nero a amplificar as restri\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sociais do regime ditatorial e que, no conjunto, comp\u00f5em um <em>Mosaico <\/em>(por Carlos Valentim Ribeiro) da sociedade portuguesa e do ser mulher em Portugal, o livro espraia- se por cinco partes. S\u00e3o cinco partes de relatos organizados de modo pouco convencional numa obra deste g\u00e9nero, em Liberdade e viagem coletiva pelos percursos de vida das sete mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>Na parte I, <strong>EX\u00cdLIOS. Percursos de liberta\u00e7\u00e3o<\/strong>, apresentam-se cinco cap\u00edtulos:<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro cap\u00edtulo, <strong><em>Viemos de longe, de muito longe<\/em><\/strong>, cada mulher apresenta-se na primeira pessoa, contando a sua hist\u00f3ria, desde o nascimento \u00e0 primeira inf\u00e2ncia (com passagem, em tr\u00eas dos casos, em pa\u00edses africanos como Angola e Mo\u00e7ambique), da adolesc\u00eancia e juventude \u00e0 idade adulta, em hist\u00f3rias em que entram os cap\u00edtulos do colonialismo e do racismo, da tomada de consci\u00eancia pol\u00edtica, da atividade militante, do(s) ex\u00edlio(s), da continuidade do ativismo nas suas m\u00faltiplas formas.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:19px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img 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aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Helena Cabe\u00e7adas e Helena Rato<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-9 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"865\" height=\"567\" data-id=\"15557\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/ip.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15557\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/ip.jpg 865w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/ip-300x197.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/ip-768x503.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 865px) 100vw, 865px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"494\" data-id=\"15556\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/me-1024x494.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15556\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/me-1024x494.jpg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/me-300x145.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/me-768x371.jpg 768w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/me.jpg 1196w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Irene Pimentel e Maria Em\u00edlia Brederode dos Santos<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:28px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>No segundo cap\u00edtulo, <strong><em>Gaiola dourada com arame farpado<\/em><\/strong>, cada mulher relata de que forma e em que circunst\u00e2ncias se deu a sua tomada de consci\u00eancia antifascista e a politiza\u00e7\u00e3o \u2013 nomeadamente, pelo choque entre uma \u201c\u00c1frica imaginada\u201d e uma \u201c\u00c1frica vivida\u201d, pelo colonialismo feroz, pela constata\u00e7\u00e3o da segrega\u00e7\u00e3o vigente e do privil\u00e9gio detido por parte de uma elite, pelo clima de opress\u00e3o vigiado pela PIDE. Falamos de, na altura, jovens que estudavam e, muitas delas, j\u00e1 com experi\u00eancias de estudo e\/ou de trabalho (e.g., <em>fille au pair<\/em>) no estrangeiro (e.g., Alemanha, Angola, Inglaterra, It\u00e1lia). De novo, estas mulheres foram-se associando a diferentes moldes de consciencializa\u00e7\u00e3o, por via de livros (e.g., <em>Os miser\u00e1veis<\/em>, de Victor Hugo) e\/ou de autores (censurados) e de can\u00e7\u00f5es de interven\u00e7\u00e3o, da entrada no ensino superior, da perten\u00e7a a associa\u00e7\u00f5es (e.g., Associa\u00e7\u00e3o Acad\u00e9mica, C.P.A. \u2013 Comiss\u00e3o Pr\u00f3-Associa\u00e7\u00e3o dos Liceus) e partidos (e.g., PCP \u2013 Partido Comunista Portugu\u00eas), da participa\u00e7\u00e3o em a\u00e7\u00f5es reivindicativas e de oposi\u00e7\u00e3o ao regime salazarista \u2013 e tal num contexto geral de desvaloriza\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o e da realiza\u00e7\u00e3o profissional das mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>No terceiro cap\u00edtulo, <strong><em>Voar, por ar, terra e mar<\/em><\/strong>, contam-se as hist\u00f3rias pessoais de deixar \u201ca salto\u201d o pa\u00eds, fugindo da PIDE e da antevis\u00e3o de pris\u00e3o e\/ou da opress\u00e3o da liberdade, ou simplesmente de \u201cviver neste pa\u00eds triste, onde tudo era proibido e regulado\u201d (AR, p. 69). Cada mulher conta a sua hist\u00f3ria de \u201cpassagem\u201d (e.g., de comboio, no <em>Sud-Express<\/em>) \u2013 e de contacto com a realidade das pessoas camponesas pobres e com \u201co povo rude, o povo trabalhador, o povo emigrado\u201d (FM, p. 70) \u2013 e de ex\u00edlio (e.g., Arg\u00e9lia, B\u00e9lgica, Fran\u00e7a, Su\u00e9cia, Su\u00ed\u00e7a).<\/p>\n\n\n\n<p>No quarto cap\u00edtulo, <strong><em>Liberdade condicional<\/em><\/strong>, cada mulher relata excertos da sua vida no ex\u00edlio. Parecem ter existido tipos de ex\u00edlio bem demarcados conforme o pa\u00eds de destino \u2013 o ex\u00edlio de quem se sediou na Arg\u00e9lia, na B\u00e9lgica, em Inglaterra, em Fran\u00e7a, na Su\u00e9cia, na Su\u00ed\u00e7a \u2013 e conforme a prossecu\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o de estudos universit\u00e1rios. V\u00e1rias dimens\u00f5es s\u00e3o reportadas para ilustrar o ex\u00edlio, desde as casas habitadas e as condi\u00e7\u00f5es de vida experimentadas, aos of\u00edcios exercidos profissionalmente (e.g., vendedora de jornais na rua, professora, alfabetizadora, fille au <em>pair<\/em>, mulher a dias) e ao trabalho pol\u00edtico realizado contra o regime de Salazar (e.g., alfabetiza\u00e7\u00e3o, teatro), \u00e0s hist\u00f3rias de proletariza\u00e7\u00e3o e de \u201cmistura com outras classes sociais: oper\u00e1rios, empregados, trabalhadores da constru\u00e7\u00e3o civil, empregadas dom\u00e9sticas\u201d (AR, p. 81). Como descrito, \u201cForam tempos de integra\u00e7\u00e3o e solidariedade, com gente vinda de regi\u00f5es e pa\u00edses diferentes, unida por um objetivo comum que era a luta pela perman\u00eancia legal no pa\u00eds (e consequente possibilidade de ter casa, ter autoriza\u00e7\u00e3o de trabalho e mandar vir a fam\u00edlia)\u201d (BA, p. 84).<\/p>\n\n\n\n<p>Para encerrar a parte I, no quinto cap\u00edtulo, <strong><em>As mulheres correio<\/em><\/strong>, equiparam-se estas mulheres a pombos- correio, no sentido em que aceitavam ser \u201ccorreios\u201d e transportarem materiais clandestinos (e.g., na mala, no soutien), tal como jornais e panfletos e <em>O Comunista<\/em>, a serem disseminados em Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p>Na parte II, <strong>ABRIL. Ponte para a outra margem<\/strong>, um conjunto de sete fotografias, cada uma acompanhada de uma cita\u00e7\u00e3o de cada mulher referindo-se ao 25 de abril de 1974 e \u00e0 forma como vivenciou a Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos no regresso ao pa\u00eds dos pa\u00edses onde se vivia o ex\u00edlio. As fotografias s\u00e3o da autoria de Susana Chic\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p>Na parte III, <strong>UTOPIAS APLICADAS<\/strong>, apresentam-se seis breves cap\u00edtulos:<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro cap\u00edtulo, <strong><em>Percursos de experimenta\u00e7\u00e3o e de inova\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong>, relembra-se o poema <em>Utopia<\/em>, de Zeca Afonso.<\/p>\n\n\n\n<p>No segundo cap\u00edtulo, <strong><em>Educa\u00e7\u00e3o e mudan\u00e7a social<\/em><\/strong>, apresentam-se os relatos de duas (AR e MEBS) das sete mulheres que, pela sua profiss\u00e3o, procuraram a transforma\u00e7\u00e3o social por via da Educa\u00e7\u00e3o. Aqui se partilha a ideia de <em>Escola aberta \u00e0 comunidade <\/em>(AR), o ideal de <em>Mudar o sistema educativo <\/em>(MEBS) e a constru\u00e7\u00e3o de <em>Novos modelos pedag\u00f3gicos <\/em>(AR). Como referido, \u201ca democracia que desejava para Portugal exigiria uma educa\u00e7\u00e3o diferente e cidad\u00e3os que compreendessem e apoiassem essa mudan\u00e7a\u201d (MEBS, p. 124).<\/p>\n\n\n\n<p>No terceiro cap\u00edtulo, <strong><em>Viver em comunidade<\/em><\/strong>, tr\u00eas (AR, HC e FM) das sete mulheres partilham distintas formas de viv\u00eancia comunit\u00e1ria de contesta\u00e7\u00e3o experimentadas quer no ex\u00edlio quer no regresso: <em>Uma comunidade de hippies<\/em>, <em>Formas de organiza\u00e7\u00e3o pr\u00e9-comunit\u00e1rias <\/em>(com a entrada de rapazes a ser autorizada na resid\u00eancia universit\u00e1ria de raparigas), <em>As comunidades e o seu contexto <\/em>(a vida em comuna), <em>Um novo modelo de vida <\/em>(a viv\u00eancia na comunidade urbana do bairro do Rego, em Lisboa), <em>A comunidade das Pontalinas <\/em>(uma comunidade de tr\u00eas mulheres) e <em>As comunidades e o coletivo <\/em>(uma solu\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria que pretendia ser espa\u00e7o de reparti\u00e7\u00e3o de tarefas, de solidariedade e de partilha de ideias e pr\u00e1ticas culturais).<\/p>\n\n\n\n<p>No quarto cap\u00edtulo, <strong><em>Auto-organiza\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong>, um breve relato sobre a constitui\u00e7\u00e3o de uma <em>Comiss\u00e3o de moradores do bairro<\/em>, na qual se discutiam legisla\u00e7\u00f5es e reivindica\u00e7\u00f5es (AR).<\/p>\n\n\n\n<p>No quinto cap\u00edtulo, <strong><em>Inclus\u00e3o social<\/em><\/strong>, partilha-se o trabalho realizado em diferentes pa\u00edses e segundo distintos pap\u00e9is de interven\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, para dar resposta a problemas sociais, como a toxicodepend\u00eancia (HC).<\/p>\n\n\n\n<p>Para encerrar a parte II, no sexto cap\u00edtulo, <strong><em>A luta das mulheres<\/em><\/strong>, e ao abrigo da tem\u00e1tica dos direitos e da emancipa\u00e7\u00e3o, examinam-se, na primeira sec\u00e7\u00e3o, diferentes <em>Preconceitos, ideias e a\u00e7\u00f5es<\/em>: o <em>Machismo no trabalho pol\u00edtico <\/em>(AR), os <em>Tr\u00eas tipos de machismo <\/em>\u2013 a saber, o intimidat\u00f3rio\/insultuoso, o paternalista e o moralista (FM), o <em>Machismo de capote <\/em>(HC), <em>A maternidade <\/em>(FM), a <em>Sexualidade <\/em>(HR), a <em>Liberta\u00e7\u00e3o sexual <\/em>(FM), <em>A Bolcheviza\u00e7\u00e3o contra a separa\u00e7\u00e3o <\/em>(IP) e <em>A luta das mulheres argelinas <\/em>(HR). Segue-se uma sec\u00e7\u00e3o dedicada ao <em>Feminismo<\/em>, com relatos sobre o jornal <em>Le Menstruel <\/em>(HC), aos <em>Movimentos feministas <\/em>(AR), \u00e0s <em>Quest\u00f5es de g\u00e9nero <\/em>(FM), a <em>Quest\u00f5es espec\u00edficas das mulheres <\/em>(IP) e a <em>Mulheres lutadoras <\/em>(AR).<\/p>\n\n\n\n<p>Na parte IV, <strong>A HIST\u00d3RIA NO FEMININO. Fragmentos<\/strong>, apresentam-se dois breves cap\u00edtulos:<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro cap\u00edtulo, <strong><em>No labirinto das cren\u00e7as e dos acontecimentos<\/em><\/strong>, preludiado por um excerto de um poema de Manuel Alegre, agrega um apanhado de acontecimentos hist\u00f3ricos ligados ao 25 de Abril, pelo olhar destas sete mulheres que o vivenciaram de perto, ainda que ao longe. O cap\u00edtulo organiza-se em 10 sec\u00e7\u00f5es, cada qual encerrando breves textos. Em (1) <em>Oposi\u00e7\u00e3o antifascista, democr\u00e1tica e republicana<\/em>, reportam-se: <em>O golpe de Botelho Moniz <\/em>(FM); <em>A resist\u00eancia antifascista nas fam\u00edlias <\/em>(FM); <em>A resist\u00eancia fora da Europa: A FPLN <\/em>(HR); e <em>As pris\u00f5es e a PIDE <\/em>(HR). Em (2) <em>A guerra colonial<\/em>, apresentam-se: <em>Os contratados e o trabalho for\u00e7ado <\/em>(AR); as <em>Revoltas de camponeses <\/em>(AR); o <em>Contexto pol\u00edtico internacional <\/em>(AR); a <em>Casa dos Estudantes do Imp\u00e9rio <\/em>(HR); <em>Jos\u00e9 Medeiros Ferreira <\/em>(MEBS); e <em>O apoio aos refrat\u00e1rios e desertores <\/em>(FM). Em (3) <em>Os movimentos estudantis<\/em>, relatam-se <em>As cheias de 1967 <\/em>(FM), o <em>Luto acad\u00e9mico <\/em>(HR) e <em>As associa\u00e7\u00f5es de direito e letras em Lisboa <\/em>(MEBS). Em (4) <em>As persegui\u00e7\u00f5es, pris\u00f5es e a solidariedade<\/em>, aponta-se o <em>Apoio da fam\u00edlia <\/em>(AR) e a <em>Solidariedade com os presos pol\u00edticos <\/em>(MEBS). Em (5) <em>As organiza\u00e7\u00f5es<\/em>, na subsec\u00e7\u00e3o <em>O partido comunista portugu\u00eas<\/em>, discorre-se sobre <em>A repress\u00e3o na universidade <\/em>(HR), <em>A trai\u00e7\u00e3o do Verdial <\/em>(HR) e <em>As<\/em> <em>tipografias <\/em>(HR). Na subsec\u00e7\u00e3o <em>Os movimentos marxistas-leninistas<\/em>, encontramos: <em>Proletariza\u00e7\u00e3o no exterior <\/em>(FM); <em>Francisco Martins Rodrigues <\/em>(BA); <em>O Comunista na Su\u00e9cia <\/em>(FM); <em>Cis\u00f5es e trotskismo <\/em>(BA); <em>O debate ideol\u00f3gico <\/em>(IP); <em>Os brasileiros do PC do Brasil <\/em>(IP); <em>Os subterr\u00e2neos em Lisboa <\/em>(FM); <em>As idas \u00e0 Alb\u00e2nia <\/em>(IP); <em>A Alb\u00e2nia e as tempestades <\/em>(FM); <em>As c\u00e9lulas <\/em>(IP); <em>Os ex-mao\u00edstas <\/em>(IP); <em>Grupos agrupam-se <\/em>(IP); <em>A proletariza\u00e7\u00e3o e os puro-sangue <\/em>(IP); e <em>As tipografias <\/em>(BA). J\u00e1 na subsec\u00e7\u00e3o <em>Anarquistas<\/em>, fala-se de <em>Os situacionistas <\/em>(HC) e <em>Da mis\u00e9ria estudantil <\/em>(AR). Em (6) <em>Os pa\u00edses de leste<\/em>, partilham-se dois textos: <em>Do outro lado da cortina <\/em>(HC) e <em>Checoslov\u00e1quia <\/em>(AR). Em (7) <em>Maio 68<\/em>, apresenta-se a experi\u00eancia <em>Nas barricadas <\/em>(HC). Em (8) <em>25 de Abril<\/em>, incluem-se: <em>Aviso pr\u00e9vio ao jantar <\/em>(AR); <em>O dia 25 de abril <\/em>(AR); <em>De Vilar Formoso a Santa Apol\u00f3nia <\/em>(BA<em>); O fantasma de Ka\u00falza <\/em>(FM); <em>Reuni\u00f5es nos caf\u00e9s <\/em>(HR); e <em>O apelo das imagens <\/em>(HC). Em (9) <em>O 1.\u00ba de Maio<\/em>, contam-se os textos <em>Autocarro de Bruxelas <\/em>(HR), <em>No Cinema Imp\u00e9rio <\/em>(FM) e <em>Foi um sonho <\/em>(AR). Finalmente, em (10) <em>O Brasil p\u00f3s-25 de Abril<\/em>, apresenta-se <em>Ditadura militar <\/em>(HR).<\/p>\n\n\n\n<p>No segundo cap\u00edtulo da parte IV do livro, <strong><em>Hist\u00f3rias para serem contadas<\/em><\/strong>, incluem-se fotografias das sete mulheres durante os distintos per\u00edodos a que reporta o livro, assim como brev\u00edssimas passagens referentes a tem\u00e1ticas diversas que perpassam as narrativas de cada uma: <em>A tia Atan\u00e1sia <\/em>(HR); <em>O camarote de 3.\u00aa classe <\/em>(AR); <em>A bela macaense atr\u00e1s das grades <\/em>(FM); <em>Est\u00e1vamos \u00e0 sua espera <\/em>(HR); <em>O papel e a chave <\/em>(MEBS); <em>Teatro dos \u00f3rf\u00e3os da revolu\u00e7\u00e3o <\/em>(HC); <em>Pastor de cabras na Anat\u00f3lia <\/em>(AR); <em>As av\u00f3s na sombra da aldeia <\/em>(AR); <em>O Cardoso dos cobertores <\/em>(AR); <em>Gira-discos <\/em>(IP); <em>Cartazes na assembleia <\/em>(BA); <em>Nunca confiar <\/em>(AR); <em>As mulheres do mato <\/em>(AR); <em>O \u201cEm \u00d3rbita\u201d libertador <\/em>(FM); <em>Era o que faltava ser doutor! <\/em>(AR); <em>Co\u00e7as de cinto e cavalo- marinho <\/em>(AR); <em>A ardina acidental <\/em>(AR); <em>Beijar o ch\u00e3o <\/em>(BA); <em>Laissez sortir laissez entrer <\/em>(HR); <em>Na f\u00e1brica <\/em>(IP); <em>Batismo <\/em>(MEBS); <em>Delgado no creative writing <\/em>(MEBS); <em>Quartier Latin <\/em>(AR); <em>Pigalle e Clichy <\/em>(AR); <em>Na casa do Z\u00e9 M\u00e1rio Branco <\/em>(HR); e Panfleto do MLM (IP).<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:35px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-11 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"549\" data-id=\"15558\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/nos--1024x549.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15558\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/nos--1024x549.jpg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/nos--300x161.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/nos--768x412.jpg 768w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/nos-.jpg 1343w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">N\u00f3s abort\u00e1mos, na Assembleia da Rep\u00fablica durante o debate parlamentar sobre a IVG.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:28px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>Para encerrar o livro, da parte V, <strong>AS SETE MULHERES DO MUNDO<\/strong>, constam um excerto de can\u00e7\u00e3o escrita por Zeca Afonso e que d\u00e1 nome ao cap\u00edtulo, bem como uma nota de rodap\u00e9 para cada uma das sete mulheres, uma nota de FM na qualidade de coordenadora da obra, uma nota biogr\u00e1fica sobre Cristina Rodrigues, respons\u00e1vel pela imagem da capa, contracapa e separadores do livro, seguida de uma outra nota biogr\u00e1fica sobre Susana Chic\u00f3, fot\u00f3grafa que autoria as fotografias das sete mulheres na atualidade e que pontuam o livro. Encerra-se <strong><em>Ex\u00edlios no feminino: Percursos de luta e de esperan\u00e7a <\/em><\/strong>com uma nota sobre a produ\u00e7\u00e3o de um filme documental, em dois epis\u00f3dios, a partir do livro, em colabora\u00e7\u00e3o com a AEP61\/74 \u2013 Associa\u00e7\u00e3o de Exilados Pol\u00edticos Portugueses.<\/p>\n\n\n\n<p>Para qu\u00ea ler sobre estes ex\u00edlios no feminino? Para manter viva a Hist\u00f3ria \u2013 que n\u00e3o \u00e9 linear, sabemos, mas que se vai repetindo \u2013 e para despertar a consci\u00eancia para a Democracia enquanto Bem-Comum a preservar, se queremos manter a liberdade \u2013 de pensamento, de a\u00e7\u00e3o, de Cidadania local e global.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>25 de Abril sempre! Fascismo <\/em>(e novas amea\u00e7as \u00e0 Democracia) <em>nunca mais!<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>1 Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto (CEAUP); Escola Superior de Educa\u00e7\u00e3o do Instituto Polit\u00e9cnico de Viana do Castelo (ESE-IPVC).<\/p>\n\n\n\n<p>2 Escola Superior de Educa\u00e7\u00e3o de Coimbra (ESEC).<\/p>\n\n\n\n<p>3<a href=\"https:\/\/www.infopedia.pt\/dicionarios\/lingua-portuguesa\/ex%C3%ADlio.\">\u00a0Infop\u00e9dia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>4 Wollstonecraft, M. (2017). <em>Uma vindica\u00e7\u00e3o dos direitos da mulher<\/em>. Ant\u00edgona. Na vers\u00e3o original, <em>A vindication of the rights of woman: With strictures on political and moral subjects<\/em>, publicada em 1792.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/sinergiased.org\/revistas\/democracias-transformando-paradigmas-opressivos-de-poder-atraves-da-educacao-para-o-desenvolvimento-ii\/\">Revista Sinergias, n\u00ba18 <\/a>&#8211; Editado NSF &#8211; CVR | Foto de destaque, Maria Em\u00edlia Brederode dos Santos<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"559\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/sinergias-ficha-1024x559.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15560\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/sinergias-ficha-1024x559.jpg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/sinergias-ficha-300x164.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/sinergias-ficha-768x420.jpg 768w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/sinergias-ficha.jpg 1521w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recens\u00e3o cr\u00edtica do livro Ex\u00edlios no Feminino- sete percursos de luta e de esperan\u00e7a A&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15561,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[238,450],"tags":[419],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/me-1.jpg",1196,577,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/me-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/me-1-300x145.jpg",300,145,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/me-1-768x371.jpg",640,309,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/me-1-1024x494.jpg",640,309,true],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/me-1.jpg",1196,577,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/me-1.jpg",1196,577,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/me-1-1115x577.jpg",1115,577,true],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/me-1-800x500.jpg",800,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/me-1-1024x494.jpg",1024,494,true],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/me-1-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/me-1-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/destaque\/\" rel=\"category tag\">DESTAQUE<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/livros\/\" rel=\"category tag\">LIVROS<\/a>","tag_info":"LIVROS","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15545"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15545"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15545\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15562,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15545\/revisions\/15562"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15561"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15545"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15545"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15545"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}