{"id":15668,"date":"2025-12-02T14:41:38","date_gmt":"2025-12-02T14:41:38","guid":{"rendered":"https:\/\/nsf.pt\/?p=15668"},"modified":"2025-12-02T14:41:40","modified_gmt":"2025-12-02T14:41:40","slug":"o-vinho-a-ciencia-e-a-acao-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2025\/12\/02\/o-vinho-a-ciencia-e-a-acao-politica\/","title":{"rendered":"O vinho, a ci\u00eancia e a a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A sa\u00fade humana resulta da intera\u00e7\u00e3o din\u00e2mica entre c\u00e9rebro, corpo e ambiente<\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"462\" height=\"437\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/jcmcolabora.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15674\" style=\"aspect-ratio:1.05720823798627;width:150px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/jcmcolabora.jpg 462w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/jcmcolabora-300x284.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 462px) 100vw, 462px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color\">por Joaquim Machado C\u00e2ndido<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>M\u00e9dico especialista em Neurologia e Neurofisiologia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:21px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O setor vitivin\u00edcola europeu atravessa uma transi\u00e7\u00e3o marcada por dois fen\u00f3menos simult\u00e2neos: por um lado, a emerg\u00eancia de um novo padr\u00e3o de consumo associado a gera\u00e7\u00f5es que privilegiam vinhos de menor gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica, perfis arom\u00e1ticos prim\u00e1rios e acessibilidade sensorial; por outro, a persist\u00eancia de um paradigma cl\u00e1ssico de prova, centrado na mem\u00f3ria sensorial do passado, tal como demonstrado por Virg\u00edlio Loureiro, e que j\u00e1 n\u00e3o descreve adequadamente a realidade do mercado. <\/h4>\n\n\n\n<p>Esta diverg\u00eancia entre perce\u00e7\u00f5es sensoriais e tend\u00eancias de consumo criou um espa\u00e7o para leituras superficiais e simplificadas sobre a \u201ctoxicidade\u201d do vinho, frequentemente desligadas do conhecimento cient\u00edfico atual.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:40px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" data-id=\"15670\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_2300.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15670\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_2300.jpeg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_2300-300x225.jpeg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_2300-768x576.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" data-id=\"15671\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_2302.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15671\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_2302.jpeg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_2302-300x225.jpeg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_2302-768x576.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" data-id=\"15672\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_2309.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15672\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_2309.jpeg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_2309-300x225.jpeg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_2309-768x576.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Joaquim Machado C\u00e2ndido abordou este tema numa iniciativa realizada na Quinta da Ribeirinha no passado m\u00eas de novembro<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:40px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Avalia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do risco<\/h2>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista bioqu\u00edmico, o etanol presente no vinho \u00e9 indistingu\u00edvel do etanol da cerveja, whisky, vodka ou gin. As diferen\u00e7as relevantes n\u00e3o residem na mol\u00e9cula alco\u00f3lica, mas nos compostos bioativos associados, no grau de processamento, nos res\u00edduos agr\u00edcolas e enol\u00f3gicos e no contexto metab\u00f3lico e ambiental do consumidor. A avalia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do risco n\u00e3o pode, portanto, tratar o vinho como entidade isolada nem atribuir ao \u00e1lcool caracter\u00edsticas que n\u00e3o possui enquanto mol\u00e9cula.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>Os avan\u00e7os em neuroci\u00eancia e biologia sist\u00e9mica dos \u00faltimos anos demonstram que a sa\u00fade humana resulta da intera\u00e7\u00e3o din\u00e2mica entre c\u00e9rebro, corpo e ambiente. <\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O c\u00e9rebro processa est\u00edmulos, stress e prazer; o corpo integra metabolismo, inflama\u00e7\u00e3o, microbiota e mecanismos de\u00a0detoxifica\u00e7\u00e3o; o ambiente condiciona a exposi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica, a alimenta\u00e7\u00e3o e o contexto social. Neste modelo, n\u00e3o existe avalia\u00e7\u00e3o de risco que possa ignorar o ambiente qu\u00edmico associado \u00e0 agricultura e ao processo de vinifica\u00e7\u00e3o. Um composto t\u00f3xico ambiental pode ter efeitos epigen\u00e9ticos, imunol\u00f3gicos ou neurobiol\u00f3gicos significativos, mesmo em doses subcl\u00ednicas.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do conhecimento consolidado sobre os efeitos do \u00e1lcool em consumos elevados, n\u00e3o existem estudos robustos, longitudinais e controlados que descrevam com precis\u00e3o o impacto metab\u00f3lico do consumo moderado de vinho, a intera\u00e7\u00e3o entre polifen\u00f3is e vias protetoras neuronais, o papel da matriz alimentar e da microbiota na metaboliza\u00e7\u00e3o do etanol ou a varia\u00e7\u00e3o epigen\u00e9tica\u00a0interindividual. A aus\u00eancia de dados s\u00f3lidos tem sido preenchida por interpreta\u00e7\u00f5es err\u00f3neas, generaliza\u00e7\u00f5es estat\u00edsticas e discursos\u00a0pseudo-cient\u00edficos\u00a0que confundem risco populacional com risco individual.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Impacto dos res\u00edduos de pesticidas e fungicidas<\/h2>\n\n\n\n<p>Enquanto o debate p\u00fablico se concentra quase exclusivamente no \u00e1lcool, a ci\u00eancia agron\u00f3mica e toxicol\u00f3gica \u00e9 clara sobre o impacto dos res\u00edduos de pesticidas e fungicidas: v\u00e1rios compostos apresentam efeitos\u00a0imunomoduladores, end\u00f3crinos e carcinog\u00e9nicos documentados; a sua toxicidade n\u00e3o \u00e9 linear com a dose \u2014 pequenas exposi\u00e7\u00f5es repetidas podem gerar efeitos acumulativos; estes res\u00edduos atravessam a barreira intestinal e interagem com processos inflamat\u00f3rios e epigen\u00e9ticos; e o risco associado \u00e9 independente da gradua\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o aponta, portanto, que a chave para a sa\u00fade n\u00e3o est\u00e1 exclusivamente no etanol, mas sim na qualidade da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e na limpeza qu\u00edmica do produto final.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O vinho \u00e9 uma matriz bioqu\u00edmica complexa contendo centenas de compostos que interagem entre si e com o organismo humano \u2014 polifen\u00f3is antioxidantes, compostos vol\u00e1teis&nbsp;neuromoduladores, microbiota fermentativa com impacto metab\u00f3lico e componentes epigeneticamente ativos. A sa\u00fade n\u00e3o pode ser reduzida \u00e0 presen\u00e7a do \u00e1lcool; deve considerar-se a totalidade da matriz, conceito central na toxicologia moderna.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Deste ponto de vista, emergem linhas claras de orienta\u00e7\u00e3o para o futuro: pr\u00e1ticas agr\u00edcolas de baixo impacto qu\u00edmico e monitoriza\u00e7\u00e3o rigorosa de res\u00edduos; estudos epidemiol\u00f3gicos diferenciados por tipo de produ\u00e7\u00e3o e por matriz qu\u00edmica; an\u00e1lises neurobiol\u00f3gicas que integrem comportamento, ambiente e metabolismo; e uma reavalia\u00e7\u00e3o da prova sensorial que reconhe\u00e7a os perfis arom\u00e1ticos prim\u00e1rios e os vinhos de baixa interven\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>Acima de tudo, exige-se transpar\u00eancia cient\u00edfica e recusa do reducionismo.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise do vinho como matriz integrada \u2014 onde interagem mol\u00e9culas, ambientes de produ\u00e7\u00e3o, pr\u00e1ticas agr\u00edcolas e respostas humanas \u2014 \u00e9 um modelo que pode ser alargado a todo o ecossistema contempor\u00e2neo. A mesma l\u00f3gica&nbsp;multissist\u00e9mica&nbsp;ilumina v\u00e1rios debates atuais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O caso do l\u00edtio<\/h2>\n\n\n\n<p>O caso do l\u00edtio \u00e9 exemplar. Tal como se reduziu o vinho a uma \u00fanica mol\u00e9cula, tamb\u00e9m o debate sobre o l\u00edtio tem sido reduzido ao\u00a0binarismo\u00a0\u201cexplora\u00e7\u00e3o versus ambiente\u201d. A quest\u00e3o relevante, por\u00e9m, \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre o recurso, a comunidade e o benef\u00edcio social. O l\u00edtio s\u00f3 ser\u00e1 sustent\u00e1vel se estiver integrado num modelo em que a transforma\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica beneficie diretamente as popula\u00e7\u00f5es que vivem no territ\u00f3rio; quando isso n\u00e3o acontece, o conflito deixa de ser ambiental e torna-se estrutural.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Repete-se o mesmo erro na contesta\u00e7\u00e3o a centrais fotovoltaicas. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>A vis\u00e3o sist\u00e9mica exige perguntar: qual o modelo energ\u00e9tico que maximiza o bem-estar humano no territ\u00f3rio? <\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Um agricultor com um hectare de terra e acesso a \u00e1gua poderia garantir rendimento est\u00e1vel atrav\u00e9s da energia que produz, mas o Estado desincentiva este modelo porque teria de suportar custos de infraestrutura para recolha e distribui\u00e7\u00e3o da energia descentralizada. Tal como no vinho, ignora-se a matriz completa do problema \u2014 tecnologia, territ\u00f3rio, economia e biologia social \u2014 e bloqueiam-se solu\u00e7\u00f5es virtuosas que devolveriam autonomia \u00e0s comunidades.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A agricultura, a biodiversidade e a sa\u00fade humana formam tamb\u00e9m um sistema cont\u00ednuo. A ci\u00eancia moderna mostra que pr\u00e1ticas agr\u00edcolas influenciam a microbiota do solo, esta\u00a0influencia\u00a0ciclos de nutrientes, e estes condicionam a qualidade metab\u00f3lica dos alimentos e as respostas inflamat\u00f3rias humanas. O mesmo racioc\u00ednio que exige rigor na avalia\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos de fungicidas no vinho aplica-se \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o cr\u00f3nica a pesticidas, \u00e0 perda de biodiversidade funcional do solo, \u00e0 disrup\u00e7\u00e3o end\u00f3crina causada por compostos persistentes e ao decl\u00ednio da resili\u00eancia clim\u00e1tica e microbiol\u00f3gica.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O humano no centro<\/h2>\n\n\n\n<p>Estamos, assim, num paradigma verdadeiramente p\u00f3s-cartesiano, no qual deixar de fragmentar a realidade \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para compreend\u00ea-la. O centro volta a ser o ser humano \u2014 n\u00e3o como figura separada da terra, mas como express\u00e3o dela. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>As pol\u00edticas p\u00fablicas devem servir pessoas reais em ecossistemas reais. <\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>E muitos movimentos ambientalistas, ao ignorarem esta l\u00f3gica sist\u00e9mica, acabam por combater inadvertidamente as comunidades que pretendem defender. Quando recuperamos a unidade entre homem e terra, percebemos que n\u00e3o existe oposi\u00e7\u00e3o essencial: existe apenas um sistema vivo que procura compreender-se, regenerar-se e habitar-se com intelig\u00eancia.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Esta vis\u00e3o da pol\u00edtica ao servi\u00e7o do Homem \u2014 entendido como unidade biol\u00f3gica, social e ambiental \u2014 \u00e9 tamb\u00e9m a chave para desmontar as pol\u00edticas populistas e anticient\u00edficas promovidas por figuras como Steve\u00a0Bannon, aplicadas por\u00a0Donald\u00a0Trump\u00a0e replicadas por milhares de seguidores em todo o mundo. Esses projetos assentam na fragmenta\u00e7\u00e3o do real, na cria\u00e7\u00e3o artificial de inimigos, na substitui\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia por narrativas emotivas e na explora\u00e7\u00e3o do ressentimento. Quando recolocamos o Homem integrado no seu ecossistema e a ci\u00eancia como b\u00fassola, a manipula\u00e7\u00e3o perde for\u00e7a. A pol\u00edtica regressa ao seu fundamento: melhorar a vida concreta das popula\u00e7\u00f5es. E ao faz\u00ea-lo, neutraliza as estrat\u00e9gias populistas que prosperam na simplifica\u00e7\u00e3o e na desinforma\u00e7\u00e3o. O conhecimento torna-se novamente prote\u00e7\u00e3o, e o territ\u00f3rio volta a ser o lugar onde se constr\u00f3i futuro e n\u00e3o onde se alimenta medo.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><em>Fotos e edi\u00e7\u00e3o @ NSF &#8211; CVR<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sa\u00fade humana resulta da intera\u00e7\u00e3o din\u00e2mica entre c\u00e9rebro, corpo e ambiente por Joaquim Machado&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15673,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[238,712,446],"tags":[714],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_2305.jpeg",1024,768,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_2305-150x150.jpeg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_2305-300x225.jpeg",300,225,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_2305-768x576.jpeg",640,480,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_2305.jpeg",640,480,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_2305.jpeg",1024,768,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_2305.jpeg",1024,768,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_2305-1024x715.jpeg",1024,715,true],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_2305-800x500.jpeg",800,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_2305.jpeg",1024,768,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_2305-540x340.jpeg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_2305-400x250.jpeg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/destaque\/\" rel=\"category tag\">DESTAQUE<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/saude\/\" rel=\"category tag\">SA\u00daDE<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/transicoes\/\" rel=\"category tag\">TRANSI\u00c7\u00d5ES<\/a>","tag_info":"TRANSI\u00c7\u00d5ES","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15668"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15668"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15668\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15675,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15668\/revisions\/15675"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15673"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15668"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15668"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15668"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}