{"id":15758,"date":"2025-12-12T20:31:09","date_gmt":"2025-12-12T20:31:09","guid":{"rendered":"https:\/\/nsf.pt\/?p=15758"},"modified":"2025-12-12T20:31:10","modified_gmt":"2025-12-12T20:31:10","slug":"saber-ser-comercio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2025\/12\/12\/saber-ser-comercio\/","title":{"rendered":"Saber ser com\u00e9rcio"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O(s) com\u00e9rcio(s)<\/strong>, uma reflex\u00e3o, talvez por ser Natal<\/h2>\n\n\n\n<div style=\"height:31px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"448\" height=\"439\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/jb_colaborador.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15759\" style=\"aspect-ratio:1.020501138952164;width:132px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/jb_colaborador.jpg 448w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/jb_colaborador-300x294.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Por JO\u00c3O BARRETA <\/h3>\n\n\n\n<p>[Especialista em com\u00e9rcio e servi\u00e7os,  investigador e autor de publica\u00e7\u00f5es]<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de n\u00e3o ser aceite de igual forma por todos, pelo menos em \u00e9pocas que todos julgar\u00edamos ultrapassadas, e por vezes nem sempre superadas, o que \u00e9 facto \u00e9 que os com\u00e9rcios que subsistem s\u00e3o aqueles que t\u00eam clientes, que t\u00eam procura, que vendem aquilo que \u2026 se compra.<\/p>\n\n\n\n<p>Poder-se-ia, qui\u00e7\u00e1, deixar aqui a destrin\u00e7a entre clientes, compradores, consumidores e\/ou \u201cmeras\u201d procuras, mas isso dar-nos-ia argumenta\u00e7\u00e3o acrescida para enveredar para outros f\u00f3runs de discuss\u00e3o sobre o(s) com\u00e9rcio(s) de ontem, de hoje e de amanh\u00e3!<\/p>\n\n\n\n<p>Para j\u00e1, interessar\u00e1 mencionar que a oferta acabou por se \u201cmoldar\u201d \u00e0quilo que s\u00e3o as necessidades da procura \u2013 atual ou potencial (para os que trabalham com outros \u2026 horizontes). E isto \u00e9, efetivamente, \u2026 o Com\u00e9rcio.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>\u00c9, de facto, neste tabuleiro que se vem jogando o Com\u00e9rcio \u2013 por um lado os que t\u00eam de comprar, por outro, os que t\u00eam que vender. <\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Parecendo simples, direto e pouco gerador de controv\u00e9rsia, constitui-se, hoje, como tema de in\u00fameras reflex\u00f5es, muitas delas centrando-se naquilo que poderei apelidar de intensidade da manifesta e evidente pretens\u00e3o \u2013 \u201c<em>ter de <\/em>(\u2026)\u201d!<\/p>\n\n\n\n<p>Isto \u00e9, quem tem de comprar justificar-se-\u00e1 com uma qualquer necessidade sentida, podendo adquirir outro qualquer bem\/produto\/servi\u00e7o que possa satisfazer a mesma necessidade, caso aquilo que inicialmente pretendia esteja indispon\u00edvel, tempor\u00e1ria ou definitivamente. H\u00e1 sempre, cada vez mais, um modo alternativo de poder substituir a forma como se satisfaz a necessidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Por conseguinte, h\u00e1 uma determinada necessidade sentida que faz com que surja a vontade de a poder satisfazer, sendo que para tal haver\u00e1 sempre um bem\/produto\/servi\u00e7o que preenche, ainda que possa ser de forma apenas parcial, os requisitos (pr\u00e9)definidos, os sintomas, as carater\u00edsticas ideais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Em suma, haver\u00e1 oferta para toda a procura!&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Passando, agora, do patamar da compra para o patamar do consumo, tudo poder\u00e1 parecer diferente. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>Se na compra se fica com a ideia de que se compra apenas aquilo de que se precisa, quando falamos de consumo fica a sensa\u00e7\u00e3o que se compra quase sempre para al\u00e9m da(s) simples necessidade(s).<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>M\u00e9rito(s) da(s) nova(s) oferta(s) ou dem\u00e9rito(s) das figuras que protagonizam a procura?<\/p>\n\n\n\n<p>Neste contexto, talvez seja caso para concluir que j\u00e1 n\u00e3o ser\u00e1 t\u00e3o evidente que haja procura para toda a oferta! Da\u00ed que o \u201cter de \u2026\u201d quase d\u00e1 lugar ao \u201ctive que \u2026\u201d, ou melhor, \u201ctive de aproveitar\u201d (!) (ao que acrescento eu, e talvez, seja mais prudente, algo do tipo \u201ca procura foi for\u00e7ada a \u2026 aproveitar e a oferta \u2026 aproveitou-se\u201d!).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-amber-background-color has-background\">Tal constata\u00e7\u00e3o pode ser, ainda, bem mais evidente quando h\u00e1 d\u00e9cadas existia o \u201clivro\u201d, \u201co caderno\u201d, \u201co bloco\u201d onde se assentavam as d\u00edvidas, no tempo em que se podia e ficava-se a dever na mercearia, e n\u00e3o s\u00f3, pagava-se ao final do m\u00eas ou quando desse mais jeito, mais conveniente, quando fosse \u2026 poss\u00edvel! &nbsp;Neste tempo vendia-se e comprava-se, em simult\u00e2neo. As d\u00edvidas pagavam-se, n\u00e3o se eternizavam.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois veio o outro tempo, o do consumo, em que surge o cr\u00e9dito, onde se fica tamb\u00e9m a dever, por vezes, bem mais do que aquilo que se pode pagar, simplesmente adia-se o pagamento, muito para al\u00e9m do fim do m\u00eas, liquidando aquilo que se consumiu, e com a estranha sensa\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o houve uma compra, pareceu-se mais com um neg\u00f3cio, de facto h\u00e1 uma negocia\u00e7\u00e3o a montante, de que a procura poucas vezes se apercebe.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 quem vende, tem como pretens\u00e3o vender o que tem \u2026 \u00e0 venda, sendo que a tal ideia de que o cliente compra aquilo que est\u00e1 \u00e0 venda, que est\u00e1 dispon\u00edvel, j\u00e1 n\u00e3o vinga nos nossos dias. Isto porque a multiplicidade e as capacidades acrescidas da oferta e dos seus novos e\/ou renovados formatos introduziram novas <em>nuances<\/em> na forma de pensar e de atuar dessa mesma oferta.<\/p>\n\n\n\n<p>Poder-se-\u00e1 dizer que num passado, que nos parece cada vez mais long\u00ednquo a oferta ditava as regras, ou seja, perante um leque de escolha bem mais restrito, a procura limitava-se a comprar aquilo que a oferta tinha para vender, e pouco mais do que isso.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A oferta vendia e a procura comprava<\/h2>\n\n\n\n<p>Hoje, e apesar de surpreendentemente, ainda, se discutir, em alguns c\u00edrculos, quest\u00f5es de forma, como sejam, conceitos como com\u00e9rcio tradicional, com\u00e9rcio local, com\u00e9rcio de rua, com\u00e9rcio de proximidade, etc., os que avan\u00e7aram para patamares mais pragm\u00e1ticos de abordagem dos conte\u00fados, <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>vislumbram um novo com\u00e9rcio, ou seja, aquele que, respeitando a g\u00e9nese do mesmo, ou seja, a satisfa\u00e7\u00e3o plena das necessidades evidenciadas pela procura, moldam-se diariamente \u00e0 procura, empreendendo, criando e inovando, conquistando mercado, espa\u00e7o, quota, neg\u00f3cio, \u2026, consumidores, pessoas, enfim, procura.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Mas tal postura ir\u00e1 ser assumida, mais cedo ou mais tarde, por todo(s) o(s) com\u00e9rcio(s), sendo que quem o n\u00e3o fizer, jamais ser\u00e1 \u2026 Com\u00e9rcio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, a procura, bem mais conhecedora, esclarecida e exigente, \u201cdita as regras\u201d, pelo que a breve trecho tamb\u00e9m clarificar\u00e1 os conceitos \u2013 o Com\u00e9rcio, podendo ser discutido na forma, sempre privilegiar\u00e1 os conte\u00fados, pois, afinal de contas, \u00e9 isso que faz todos os dias, quando abre a sua loja, monta a sua banca ou arruma o seu terrado!<\/p>\n\n\n\n<p>Seja local, de rua, de proximidade, tradicional ou outro, h\u00e1 que \u2026 \u201c<em>Saber-Ser Com\u00e9rcio<\/em>\u201d!<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:26px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"688\" height=\"591\" data-id=\"15760\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/comercio1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15760\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/comercio1.jpg 688w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/comercio1-300x258.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 688px) 100vw, 688px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"532\" height=\"547\" data-id=\"15761\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Portagem-Marvao.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15761\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Portagem-Marvao.jpg 532w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Portagem-Marvao-292x300.jpg 292w\" sizes=\"(max-width: 532px) 100vw, 532px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Centro de Castelo de Vide e Portagem [Marv\u00e3o]- \u00a9Jo\u00e3o Barreta<\/p>\n\n\n\n<p>Foto de destaque &#8211; Baixa do Porto \u00a9 Jo\u00e3o Barreta<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O(s) com\u00e9rcio(s), uma reflex\u00e3o, talvez por ser Natal Por JO\u00c3O BARRETA [Especialista em com\u00e9rcio e&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15762,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[238,99],"tags":[698],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/comercio-2.jpg",715,547,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/comercio-2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/comercio-2-300x230.jpg",300,230,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/comercio-2.jpg",640,490,false],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/comercio-2.jpg",640,490,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/comercio-2.jpg",715,547,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/comercio-2.jpg",715,547,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/comercio-2.jpg",715,547,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/comercio-2-715x500.jpg",715,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/comercio-2.jpg",715,547,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/comercio-2-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/comercio-2-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/destaque\/\" rel=\"category tag\">DESTAQUE<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/opiniao\/\" rel=\"category tag\">OPINI\u00c3O<\/a>","tag_info":"OPINI\u00c3O","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15758"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15758"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15758\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15763,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15758\/revisions\/15763"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15762"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15758"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15758"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15758"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}