{"id":16229,"date":"2026-03-06T10:25:02","date_gmt":"2026-03-06T10:25:02","guid":{"rendered":"https:\/\/nsf.pt\/?p=16229"},"modified":"2026-03-07T09:14:17","modified_gmt":"2026-03-07T09:14:17","slug":"dia-internacional-das-mulheres-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2026\/03\/06\/dia-internacional-das-mulheres-3\/","title":{"rendered":"Dia Internacional das Mulheres"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Da sala de aula ao mercado de trabalho: como quebrar o ciclo das desigualdades de g\u00e9nero em Portugal?<\/h2>\n\n\n\n<p>Fonte EDULOG | Entrevista com Rosa Monteiro<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Nesta Conversa com, fal\u00e1mos com Rosa Monteiro, antiga Secret\u00e1ria de Estado para a Cidadania e a Igualdade e professora da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, sobre as ra\u00edzes das desigualdades de g\u00e9nero em Portugal. Entre escola, pol\u00edticas p\u00fablicas e mercado de trabalho, a investigadora do Centro de Estudos Sociais reflete sobre o papel do sistema educativo na reprodu\u00e7\u00e3o \u2014 ou transforma\u00e7\u00e3o \u2014 dessas desigualdades e sobre os desafios estruturais necess\u00e1rios para quebrar este ciclo.<\/h4>\n\n\n\n<p>Ainda que tenham sido alcan\u00e7ados progressos significativos nas \u00faltimas d\u00e9cadas, as desigualdades de g\u00e9nero continuam a marcar o mercado de trabalho portugu\u00eas \u2014 nos sal\u00e1rios, nas posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a, na segrega\u00e7\u00e3o profissional e na penaliza\u00e7\u00e3o da maternidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Onde come\u00e7am essas desigualdades? Que papel desempenha o sistema educativo na sua reprodu\u00e7\u00e3o ou transforma\u00e7\u00e3o? E que mudan\u00e7as estruturais s\u00e3o necess\u00e1rias para garantir um percurso mais equitativo da escola ao trabalho?<\/p>\n\n\n\n<p>Em antecipa\u00e7\u00e3o do Dia Internacional das Mulheres, convers\u00e1mos com Rosa Monteiro, Secret\u00e1ria de Estado para a Cidadania e a Igualdade entre 2017 e 2022, professora da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e investigadora do Centro de Estudos Sociais, cuja investiga\u00e7\u00e3o se centra nas rela\u00e7\u00f5es sociais de g\u00e9nero, nas pol\u00edticas p\u00fablicas e nas din\u00e2micas de desigualdade no trabalho e nas organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Apesar dos avan\u00e7os dos \u00faltimos anos, sabemos que as desigualdades de g\u00e9nero persistem no mercado de trabalho portugu\u00eas. Em que medida \u00e9 que essas desigualdades come\u00e7am ainda no sistema educativo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A educa\u00e7\u00e3o formal tem um papel fundamental e absolutamente decisivo na constru\u00e7\u00e3o da democracia. A escola \u00e9 um espa\u00e7o central de forma\u00e7\u00e3o de cidadania e, por isso, quando falha neste dom\u00ednio, n\u00e3o est\u00e1 apenas a falhar num aspeto espec\u00edfico, est\u00e1 a comprometer a pr\u00f3pria qualidade da democracia.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 d\u00e9cadas que a investiga\u00e7\u00e3o tem mostrado como a escola reproduz desigualdades de g\u00e9nero e estere\u00f3tipos. Isso acontece atrav\u00e9s do que os especialistas designam como \u201ccurr\u00edculo oculto\u201d, isto \u00e9, atrav\u00e9s da forma como se transmitem representa\u00e7\u00f5es sociais sobre o que \u00e9 ser homem e ser mulher. Manifesta-se na invisibilidade dos contributos das mulheres nas v\u00e1rias disciplinas, nas expectativas diferenciadas em rela\u00e7\u00e3o a rapazes e raparigas e nas pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas que acabam por reproduzir esses enviesamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Existe tamb\u00e9m pouca integra\u00e7\u00e3o destas mat\u00e9rias na forma\u00e7\u00e3o inicial e cont\u00ednua de docentes. Em muitos casos, as quest\u00f5es de g\u00e9nero foram sendo secundarizadas. O mesmo acontece nas pr\u00e1ticas de orienta\u00e7\u00e3o escolar e vocacional, onde raramente h\u00e1 uma integra\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica destas dimens\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas hoje o problema \u00e9 ainda mais complexo. Penetra na escola uma cultura digital profundamente mis\u00f3gina e agressiva em rela\u00e7\u00e3o a valores fundamentais como a igualdade e a dignidade humana. Muitos jovens contactam diariamente com discursos e conte\u00fados que normalizam a desvaloriza\u00e7\u00e3o das mulheres. E o que \u00e9 particularmente preocupante \u00e9 que esse sexismo j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 apenas subtil, \u00e9 frequentemente verbalizado de forma expl\u00edcita.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a escola n\u00e3o assume estrategicamente o seu papel na aprendizagem da cidadania, esse espa\u00e7o fica vazio. E quando fica vazio, \u00e9 ocupado por outras influ\u00eancias. A escola n\u00e3o pode limitar-se a assumir uma posi\u00e7\u00e3o de neutralidade. A igualdade de g\u00e9nero n\u00e3o pode ser tratada como um tema acess\u00f3rio. \u00c9 uma dimens\u00e3o central da forma\u00e7\u00e3o para a cidadania e da pr\u00f3pria vida democr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Hoje fala-se muito de&nbsp;<em>mainstreaming<\/em>&nbsp;de g\u00e9nero, uma abordagem integrada da igualdade de g\u00e9nero nas pol\u00edticas p\u00fablicas. Na pr\u00e1tica, o que \u00e9 que significa integrar verdadeiramente a perspetiva de g\u00e9nero no desenho das pol\u00edticas educativas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Estes problemas n\u00e3o se resolvem com a\u00e7\u00f5es folcl\u00f3ricas pontuais. Trata-se de integrar estes princ\u00edpios no funcionamento regular das institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No contexto educativo, isso come\u00e7a pela revis\u00e3o dos materiais pedag\u00f3gicos e dos manuais escolares. Existe legisla\u00e7\u00e3o que prev\u00ea a avalia\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados para garantir que n\u00e3o reproduzem estere\u00f3tipos ou pap\u00e9is tradicionais. O problema n\u00e3o \u00e9 a aus\u00eancia de normas, mas a sua aplica\u00e7\u00e3o consistente. Mas esta integra\u00e7\u00e3o vai muito al\u00e9m dos conte\u00fados curriculares. Implica uma abordagem global da escola, a chamada&nbsp;<em>whole-school approach<\/em>. A escola deve ser vista como um ecossistema, feito de normas, regras, estruturas de governa\u00e7\u00e3o, espa\u00e7os formais e informais. N\u00e3o \u00e9 apenas o que acontece na sala de aula, mas tamb\u00e9m do que acontece nos recreios, nos intervalos e na rela\u00e7\u00e3o com a comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, \u00e9 essencial produzir informa\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica. As escolas devem conhecer a segrega\u00e7\u00e3o por \u00e1reas de estudo, as taxas de reten\u00e7\u00e3o, o clima escolar e as situa\u00e7\u00f5es de discrimina\u00e7\u00e3o ou viol\u00eancia. Sem esse conhecimento, \u00e9 dif\u00edcil agir de forma estruturada.<\/p>\n\n\n\n<p>A forma\u00e7\u00e3o \u00e9 igualmente central. Docentes, pessoal n\u00e3o docente, equipas de orienta\u00e7\u00e3o e inclus\u00e3o precisam de instrumentos e apoio. Muitas situa\u00e7\u00f5es acontecem fora da sala de aula e exigem uma resposta preparada.<\/p>\n\n\n\n<p>Existe ainda um desafio relacionado com o modelo de avalia\u00e7\u00e3o e acesso ao ensino superior. A forte press\u00e3o sobre os resultados de exames e os rankings concentra as escolas quase exclusivamente nesses objetivos. Mas uma educa\u00e7\u00e3o plena n\u00e3o pode reduzir-se apenas \u00e0s notas. \u00c9 preciso tempo e condi\u00e7\u00f5es para integrar estas dimens\u00f5es na organiza\u00e7\u00e3o quotidiana da escola.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u201cA igualdade de g\u00e9nero n\u00e3o pode ser tratada como um tema acess\u00f3rio\u201d<\/strong><\/h5>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><br><strong>Portugal tem hoje instrumentos suficientes para promover a igualdade de g\u00e9nero? Quais os grandes desafios do pa\u00eds a este n\u00edvel?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Portugal disp\u00f5e de legisla\u00e7\u00e3o nesta \u00e1rea, incluindo normas sobre avalia\u00e7\u00e3o de manuais escolares, educa\u00e7\u00e3o sexual e cidadania e desenvolvimento. H\u00e1 tamb\u00e9m materiais produzidos no \u00e2mbito de programas europeus, como o Erasmus+, e projetos que disponibilizam guias pr\u00e1ticos, cursos online e ferramentas pedag\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema n\u00e3o \u00e9 a inexist\u00eancia de instrumentos. H\u00e1 muito material, com propostas concretas e aplic\u00e1veis. A quest\u00e3o \u00e9 que estes instrumentos n\u00e3o chegam de forma consistente \u00e0s escolas nem aos centros de forma\u00e7\u00e3o de docentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, h\u00e1 sinais de desresponsabiliza\u00e7\u00e3o institucional. A autonomia das escolas \u00e9 um princ\u00edpio importante, mas n\u00e3o pode significar que ningu\u00e9m assume responsabilidade quando ocorrem falhas. Muitas vezes a responsabilidade \u00e9 remetida para terceiros, o que enfraquece a capacidade de interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o basta legislar. \u00c9 necess\u00e1rio garantir forma\u00e7\u00e3o, instrumentos e acompanhamento consistentes, para que os princ\u00edpios afirmados se traduzam em pr\u00e1tica efetiva.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Que indicadores \u00e9 que considera essenciais para medir progresso real na igualdade de g\u00e9nero e distinguir pol\u00edticas transformadoras de iniciativas meramente simb\u00f3licas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de dados \u00e9 fundamental. \u00c9 necess\u00e1rio ter diagn\u00f3stico. As escolas devem conhecer a realidade concreta com que trabalham, e isso inclui informa\u00e7\u00e3o sobre a segrega\u00e7\u00e3o por \u00e1reas de estudo, as taxas de reten\u00e7\u00e3o e o ambiente escolar.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o basta olhar apenas para m\u00e9dias ou resultados finais. \u00c9 importante perceber, por exemplo, se as raparigas est\u00e3o a concentrar-se em determinadas \u00e1reas e os rapazes noutras, e se isso corresponde a padr\u00f5es de segrega\u00e7\u00e3o persistentes. Esse tipo de informa\u00e7\u00e3o permite identificar problemas que muitas vezes j\u00e1 s\u00e3o sentidos na pr\u00e1tica, mas n\u00e3o est\u00e3o sistematizados.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro aspeto central \u00e9 o registo de ocorr\u00eancias de discrimina\u00e7\u00e3o,&nbsp;<em>bullying<\/em>, viol\u00eancia de g\u00e9nero ou ass\u00e9dio. Relat\u00f3rios europeus t\u00eam mostrado que Portugal \u00e9 um dos pa\u00edses onde existem menos sistemas formais de registo destas situa\u00e7\u00f5es. Sem registo, n\u00e3o h\u00e1 visibilidade do problema; e sem visibilidade, \u00e9 dif\u00edcil agir.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 igualmente importante garantir mecanismos de den\u00fancia e apoio adequados. A diferen\u00e7a entre pol\u00edticas transformadoras e iniciativas simb\u00f3licas est\u00e1 na integra\u00e7\u00e3o consistente destas medidas no funcionamento da escola.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u201c\u00c9 importante perceber se as raparigas est\u00e3o a concentrar-se em determinadas \u00e1reas e os rapazes noutras, e se isso corresponde a padr\u00f5es de segrega\u00e7\u00e3o persistentes.\u201d<\/strong><\/h5>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>A educa\u00e7\u00e3o para a sexualidade tem sido alvo de controv\u00e9rsia p\u00fablica e pol\u00edtica. Que impacto tem essa contesta\u00e7\u00e3o na capacidade das escolas para trabalhar quest\u00f5es de g\u00e9nero, igualdade e respeito nas rela\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A educa\u00e7\u00e3o para a sexualidade tem sido muitas vezes reduzida a uma abordagem centrada quase exclusivamente na dimens\u00e3o da sa\u00fade. H\u00e1 jovens que associam estas aulas apenas \u00e0 explica\u00e7\u00e3o do preservativo ou a conte\u00fados muito normativos. Essa abordagem \u00e9 claramente insuficiente face \u00e0 realidade atual.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, os jovens t\u00eam acesso permanente a conte\u00fados digitais, incluindo pornografia, muitas vezes sem qualquer media\u00e7\u00e3o cr\u00edtica. Ignorar esse contexto n\u00e3o resolve o problema. A educa\u00e7\u00e3o para a sexualidade deve ir al\u00e9m da dimens\u00e3o biol\u00f3gica ou preventiva e integrar uma reflex\u00e3o mais ampla sobre igualdade, respeito e rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, estas mat\u00e9rias t\u00eam sido objeto de controv\u00e9rsia p\u00fablica e contesta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, o que por vezes conduz \u00e0 sua marginaliza\u00e7\u00e3o. Isso cria um desfasamento entre aquilo que os jovens vivem no seu quotidiano digital e aquilo que a escola efetivamente aborda.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Temos testemunhado tamb\u00e9m movimentos de resist\u00eancia \u00e0 integra\u00e7\u00e3o do tema da igualdade de g\u00e9nero na escola. Que tipo de resist\u00eancias s\u00e3o essas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As resist\u00eancias a estas mat\u00e9rias n\u00e3o s\u00e3o novas. As quest\u00f5es da igualdade de g\u00e9nero nunca foram inteiramente pac\u00edficas no espa\u00e7o p\u00fablico. Nos \u00faltimos anos, assistiu-se ao crescimento de movimentos anti-g\u00e9nero e de setores mais conservadores que questionam diretamente a disciplina de cidadania e desenvolvimento e outras iniciativas nesta \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse contexto gera hesita\u00e7\u00e3o e pode contribuir para que as escolas tratem estas mat\u00e9rias com cautela excessiva ou as releguem para segundo plano. Quando temas estruturantes s\u00e3o apresentados como ideol\u00f3gicos ou controversos, a sua implementa\u00e7\u00e3o tende a fragilizar-se.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, existe uma resist\u00eancia mais silenciosa, de natureza burocr\u00e1tica ou administrativa, que passa por deixar estas mat\u00e9rias na margem, sem prioridade real.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Se tivesse de apontar duas ou tr\u00eas mudan\u00e7as priorit\u00e1rias para quebrar o ciclo das desigualdades de g\u00e9nero nas pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es, quais seriam?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma prioridade seria assumir a igualdade de g\u00e9nero como uma dimens\u00e3o central da educa\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o como um tema secund\u00e1rio ou ocasional. \u00c9 necess\u00e1rio que exista uma inten\u00e7\u00e3o pol\u00edtica clara que reconhe\u00e7a a urg\u00eancia destas quest\u00f5es e que lhes d\u00ea prioridade no funcionamento das escolas.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, passa por integrar estas mat\u00e9rias de forma estruturada, atrav\u00e9s de uma abordagem global da escola. A aposta deve ser incorporar estes princ\u00edpios nas regras, nos espa\u00e7os, nos planos de escola, na forma\u00e7\u00e3o de profissionais e na rela\u00e7\u00e3o com a comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, \u00e9 urgente enfrentar o impacto da cultura digital na socializa\u00e7\u00e3o de jovens. A presen\u00e7a de discursos mis\u00f3ginos, de conte\u00fados sexualizados e de formas de viol\u00eancia simb\u00f3lica nas redes sociais n\u00e3o pode ser ignorada. \u00c9 necess\u00e1rio trabalhar estas quest\u00f5es de forma cr\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>E em todos estes dom\u00ednios, a coer\u00eancia \u00e9 fundamental. N\u00e3o se pode ensinar justi\u00e7a e democracia na sala de aula e depois permitir que o funcionamento da escola contradiga esses princ\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Da sala de aula ao mercado de trabalho: como quebrar o ciclo das desigualdades de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":16230,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[459,238,464],"tags":[559],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/rosa.jpg",1216,714,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/rosa-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/rosa-300x176.jpg",300,176,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/rosa-768x451.jpg",640,376,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/rosa-1024x601.jpg",640,376,true],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/rosa.jpg",1216,714,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/rosa.jpg",1216,714,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/rosa-1115x714.jpg",1115,714,true],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/rosa-800x500.jpg",800,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/rosa-1024x601.jpg",1024,601,true],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/rosa-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/rosa-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/curtas\/\" rel=\"category tag\">CURTAS<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/destaque\/\" rel=\"category tag\">DESTAQUE<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/entrevista\/\" rel=\"category tag\">ENTREVISTA<\/a>","tag_info":"ENTREVISTA","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16229"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16229"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16229\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16231,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16229\/revisions\/16231"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16230"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16229"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16229"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16229"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}