{"id":16696,"date":"2026-04-14T18:29:11","date_gmt":"2026-04-14T18:29:11","guid":{"rendered":"https:\/\/nsf.pt\/?p=16696"},"modified":"2026-04-14T21:22:18","modified_gmt":"2026-04-14T21:22:18","slug":"pacheco-pereira-nao-sabe-fazer-uma-omelete","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2026\/04\/14\/pacheco-pereira-nao-sabe-fazer-uma-omelete\/","title":{"rendered":"Pacheco Pereira n\u00e3o sabe fazer uma omelete"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ao pretender combater o discurso de Andr\u00e9 Ventura, o historiador promoveu o momento de fala do l\u00edder do Chega<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"540\" height=\"486\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/luis-Crist.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16697\" style=\"aspect-ratio:1.1111111111111112;width:171px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/luis-Crist.jpg 540w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/luis-Crist-300x270.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Por Lu\u00eds Crist\u00f3v\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>[<a href=\"https:\/\/falacristovao.substack.com\/p\/pacheco-pereira-nao-sabe-fazer-uma\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/falacristovao.substack.com\/p\/pacheco-pereira-nao-sabe-fazer-uma\">Original em SUBSTACK<\/a> &#8211; clicar para aceder]<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez Pacheco Pereira nunca tenha estado, por cinco minutos que fosse, numa conversa onde tenha sido visto como um intelectual convencido. Talvez isso tenha acontecido e Pacheco Pereira tenha considerado que o problema, o errado, era o outro. No palco televisivo h\u00e1 d\u00e9cadas, a verdade \u00e9 que o historiador nunca teve, de facto, que enfrentar algu\u00e9m que desconsiderasse a sua posi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o por falta de educa\u00e7\u00e3o ou ignor\u00e2ncia, mas de uma forma constru\u00edda na sua experi\u00eancia de vida. N\u00e3o foi isso que aconteceu na noite de ontem, com Andr\u00e9 Ventura. <\/p>\n\n\n\n<p>Mas Ventura, uma vez mais, colocou-se na posi\u00e7\u00e3o que lhe serve para surfar a onda e jogou o seu jogo, como faz sempre. As regras dos outros n\u00e3o s\u00e3o para ele. Utilizando o espa\u00e7o que lhe oferecem para relativizar as informa\u00e7\u00f5es e o conhecimento, aplanar toda e qualquer troca de argumentos pelo denominador m\u00ednimo da raz\u00e3o, jogando com as palavras tentando impor os seus significados ao que \u00e9 dito por quem com ele se senta \u00e0 mesa. Num exame escolar, Andr\u00e9 Ventura chumbaria rapidamente. <\/p>\n\n\n\n<p>Em debate eleitoral, como j\u00e1 vimos antes, \u00e9 poss\u00edvel pux\u00e1-lo junto \u00e0s cordas para se definir nas propostas (ou falta delas) que tem. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>Imaginar que se pode ter uma conversa intelectualmente honesta em formato de debate televisivo com as duas figuras que se sentaram \u00e0 mesa da CNN, \u00e9 ter perdido toda a no\u00e7\u00e3o do efeito que este tipo de conversa sem fundo ajuda a causar. <\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Por isso, n\u00e3o interessa tanto o que os \u201capoiantes\u201d de cada um consideraram no final. O resultado \u00e9 independente das sensa\u00e7\u00f5es de vit\u00f3ria, porque apesar de se chamar \u201cdebate\u201d, o momento televisivo que \u00e9 representado aceita-se melhor perante a no\u00e7\u00e3o de evento. <\/p>\n\n\n\n<p>O evento de ontem permitiu um sucesso de audi\u00eancias, a \u00fanica coisa que realmente interessava ali. E no espet\u00e1culo das audi\u00eancias, o tempo oferecido a Andr\u00e9 Ventura para relativizar e descontextualizar os crimes do Estado Novo fazia dele um vencedor antecipado. Ao mesmo tempo que, tendo Pacheco Pereira e Jo\u00e3o P\u00f3voa Marinheiro cumprido com aquilo para que s\u00e3o pagos pela CNN, acabaram por ser corpos presentes no fim do historiador na televis\u00e3o e em mais uma escorregadela com queda abrupta para o jornalismo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">N\u00e3o se corta um movimento pela cabe\u00e7a<\/h3>\n\n\n\n<p>O erro de base nesta conversa toda \u00e9 achar que Andr\u00e9 Ventura \u00e9 o elemento que se deve combater. Que ele \u00e9 causa e n\u00e3o consequ\u00eancia. \u00c9 um erro que se come\u00e7ou a cometer quando o mesmo se come\u00e7ou a apresentar como representante pol\u00edtico, ainda como militante do PSD, e do qual se parece estar a viver um momento de intensa desorienta\u00e7\u00e3o perante o crescimento da bancada parlamentar do Chega. Mesmo que o seu partido seja uma for\u00e7a de um homem s\u00f3 e um projeto pessoal de poder, n\u00e3o \u00e9 Andr\u00e9 Ventura que se combate se quisermos derrubar a ideia de que um movimento que se corporiza em abuso de linguagem, relativiza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, desigualdade de ra\u00e7a e g\u00e9nero, no fundo, um movimento que segue o caderno de encargos do velho fascismo para conquistar o palco pelo mundo inteiro. N\u00e3o se corta um movimento pela cabe\u00e7a. Porque, na base, o que Ventura faz, da mesma maneira que Trump nos Estados Unidos, Bolsonaro no Brasil e outros por a\u00ed fora, \u00e9 o de se posicionar ao lado daqueles que alimentam ressentimentos perante a forma como as coisas foram at\u00e9 aqui com vista a poderem ocupar eles esse lugar. O que est\u00e1 no centro do combate \u00e9 o acesso ao poder, n\u00e3o s\u00e3o as op\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas, nem a maneira como se olha a organiza\u00e7\u00e3o da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>O mundo em que vivemos \u00e9 radicalmente diferente daquele que os velhos pol\u00edticos, como Pacheco Pereira, ainda querem habitar. <\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Respeitando a sua produ\u00e7\u00e3o intelectual, considerando durante muitos anos estimulante a sua an\u00e1lise, a forma como se vem posicionando em tempos recentes perde o sentido, porque s\u00e3o cada vez mais, entre os seus textos no P\u00fablico, os momentos em que se centra na sua falta de paci\u00eancia e entendimento para com o mundo que o rodeia, em lugar de o tentar captar para o compreender. Por outro lado, a aus\u00eancia de contra-argumenta\u00e7\u00e3o capaz, desde que se faz acompanhar por Pedro Duarte e Alexandra Leit\u00e3o, tornou a sua presen\u00e7a televisiva in\u00f3cua. N\u00e3o se pode fazer pol\u00edtica desmerecendo os \u201cseguidores\u201d de quem enfrentamos. N\u00e3o se pode construir um argumento desleixando o que ele vai significar nas redes sociais. N\u00e3o se pode pensar que podemos corrigir um l\u00edder partid\u00e1rio num est\u00fadio onde o jornalismo j\u00e1 n\u00e3o existe, onde a posi\u00e7\u00e3o de poder foi completamente entregue aos atores que falam ao microfone em doses inacab\u00e1veis de diretos. Aquilo que Pacheco Pereira imaginou poder combater n\u00e3o se centra na imagem de Andr\u00e9 Ventura, mas na forma como se pode potenciar o nosso conte\u00fado num quadro de hiper-competitividade medi\u00e1tica, sem qualquer controlo editorial. Ao cham\u00e1-lo para \u201cdebater\u201d consigo, partilhou parte do seu poder e acabou visto como um abdicante.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Se n\u00e3o fizermos uma omelete<\/h3>\n\n\n\n<p>A interessante conversa que tive com Miguel Carvalho no passado s\u00e1bado, em Torres Vedras, num encontro organizado pelo N\u00facleo local da Associa\u00e7\u00e3o Jos\u00e9 Afonso, permitiu acrescentar bastante \u00e0 leitura do seu livro, \u201cPor Dentro do Chega\u201d, bem como acrescentar mais algumas ideias ao anterior \u201cQuando Portugal Ardeu\u201d.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>Escutar Miguel Carvalho \u00e9 perceber a import\u00e2ncia de se criarem rela\u00e7\u00f5es, de viver as queixas e as observa\u00e7\u00f5es de quem queremos interpretar para podermos partir para o desenho do mundo em que vivemos. <\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>\u00c9 esse desenho, no fundo, um mapa, que ser\u00e1 importante dominar se quisermos, em algum momento, combater os efeitos pol\u00edticos que sobre ele s\u00e3o praticados. Em determinado momento, como provoca\u00e7\u00e3o, perguntei ao Miguel Carvalho se ele considerava que o Pacheco Pereira deveria utilizar o seu livro sobre a rede bombista de extrema-direita para a \u201cbatalha de factos\u201d que teria com Andr\u00e9 Ventura. Mas agora \u00e9-me bastante mais claro que o que lhe faltou foi ler, de forma profunda, o livro sobre o Chega. Focando-se essencialmente nas pessoas que fazem o partido, para l\u00e1 dessa aura que tudo conecta que \u00e9 o projeto pessoal de Ventura, o livro de Miguel Carvalho oferece-nos um retrato do pa\u00eds. N\u00e3o se trata j\u00e1 de um pa\u00eds profundo, afastado do centro de decis\u00e3o, mas exatamente um pa\u00eds onde esse centro \u00e9 tamb\u00e9m ch\u00e3o contaminado.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>A maneira como pessoas bem diferentes se posicionam perante a falta de acesso a cuidados b\u00e1sicos de sa\u00fade, aos problemas de habita\u00e7\u00e3o, ao custo de vida, \u00e0 falta de conex\u00e3o entre os esfor\u00e7os que fizeram, na escola, nos trabalhos que tiveram, nas suas comunidades, e a forma como se sentem tratados por quem assegura os poderes (desde o governo ao pequeno poder da reparti\u00e7\u00e3o), criam o caldo perfeito para que o ressentimento seja explorado em for\u00e7a pol\u00edtica. <\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, o oportunismo do seu l\u00edder \u00e9 tamb\u00e9m o oportunismo de muitos os que a ele se juntam, criando uma situa\u00e7\u00e3o de expetativas goradas numa linha de infinito que v\u00e3o continuar a alimentar a exist\u00eancia de quem se arvorar como arauto da dec\u00eancia, fazendo-o atrav\u00e9s do grito e do ataque aos poderes instalados. No mundo onde vivemos com um smartphone na m\u00e3o, quer o sofrimento da popula\u00e7\u00e3o, quer a confus\u00e3o sobre quem ser\u00e1 a solu\u00e7\u00e3o, se acentuam de forma descontrolada. E volta a fazer sentido citar o poeta surrealista franc\u00eas, Robert Desnos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O Pelicano<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<ul>\n<li>O Capit\u00e3o Jonathan,<\/li>\n\n\n\n<li>de dezoito anos de idade,<\/li>\n\n\n\n<li>captura um dia um pelicano<\/li>\n\n\n\n<li>numa ilha do Extremo-Oriente.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul>\n<li>O pelicano de Jonathan,<\/li>\n\n\n\n<li>uma manh\u00e3, p\u00f5e um ovo bem branco<\/li>\n\n\n\n<li>e dele sai um pelicano<\/li>\n\n\n\n<li>que em tudo lhe \u00e9 semelhante.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul>\n<li>Este segundo pelicano<\/li>\n\n\n\n<li>p\u00f5e, por sua vez, um ovo bem branco<\/li>\n\n\n\n<li>de onde sai, inevitavelmente<\/li>\n\n\n\n<li>um outro que lhe repete o feito.<\/li>\n\n\n\n<li>Isto pode prolongar-se por muito tempo<\/li>\n\n\n\n<li>se entretanto n\u00e3o fizermos uma omelete.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"597\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/robert--1024x597.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16698\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/robert--1024x597.jpg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/robert--300x175.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/robert--768x448.jpg 768w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/robert-.jpg 1291w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Robert Desnos, jornalista e poeta. Fundador do Partido Surrealista.  O &#8220;Sonhador Acordado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Foto destaque  &#8211; imagem  Substack de Lu\u00eds Crist\u00f3v\u00e3o &#8211; FALA CRIST\u00d3V\u00c3O.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"568\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/fala-cris-1024x568.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16699\" style=\"aspect-ratio:1.8028169014084507;width:130px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/fala-cris-1024x568.jpg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/fala-cris-300x166.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/fala-cris-768x426.jpg 768w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/fala-cris.jpg 1189w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao pretender combater o discurso de Andr\u00e9 Ventura, o historiador promoveu o momento de fala&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":16700,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[459,747],"tags":[767],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/pacheco-subs.jpg",652,363,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/pacheco-subs-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/pacheco-subs-300x167.jpg",300,167,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/pacheco-subs.jpg",640,356,false],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/pacheco-subs.jpg",640,356,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/pacheco-subs.jpg",652,363,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/pacheco-subs.jpg",652,363,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/pacheco-subs.jpg",652,363,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/pacheco-subs.jpg",652,363,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/pacheco-subs.jpg",652,363,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/pacheco-subs-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/pacheco-subs-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/curtas\/\" rel=\"category tag\">CURTAS<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/debates\/\" rel=\"category tag\">DEBATES<\/a>","tag_info":"DEBATES","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16696"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16696"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16696\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16706,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16696\/revisions\/16706"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16700"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16696"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16696"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16696"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}