{"id":16871,"date":"2026-05-10T19:29:39","date_gmt":"2026-05-10T19:29:39","guid":{"rendered":"https:\/\/nsf.pt\/?p=16871"},"modified":"2026-05-10T19:33:59","modified_gmt":"2026-05-10T19:33:59","slug":"carlos-brito-e-alvaro-cunhal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2026\/05\/10\/carlos-brito-e-alvaro-cunhal\/","title":{"rendered":"Carlos Brito e \u00c1lvaro Cunhal"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As mem\u00f3rias pol\u00edticas de Carlos Brito: &#8220;\u00c1lvaro cunhal, sete f\u00f4legos do combatente&#8221;<\/h2>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">por Jos\u00e9 Pedro Castanheira, texto original foi publicado no Expresso, aquando do lan\u00e7amento do livro de mem\u00f3rias do Carlos Brito.<\/h4>\n\n\n\n<p>Foi h\u00e1 16 anos que o ex-dirigente do PCP Carlos Brito publicou as suas mem\u00f3rias pol\u00edticas, que s\u00e3o igualmente uma esp\u00e9cie de biografia de \u00c1lvaro Cunhal. Com o sugestivo t\u00edtulo de &#8220;\u00c1lvaro Cunhal. Sete f\u00f4legos do combatente&#8221;, com a chancela das Edi\u00e7\u00f5es Nelson de Matos, \u00e9 um dos livros mais interessantes alguma vez escrito por um dirigente hist\u00f3rico do PCP.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m de membro do seu Comit\u00e9 Central durante d\u00e9cadas, Carlos Brito foi o l\u00edder da bancada parlamentar comunista durante quinze anos e candidato a Presidente da Rep\u00fablicas nas elei\u00e7\u00f5es de 1980, tendo desistido a favor de Ramalho Eanes.<\/p>\n\n\n\n<p>Carlos Brito faleceu a 7 de maio, com 93 anos. Aqui se deixa a recens\u00e3o que publiquei no caderno Actual do seman\u00e1rio &#8220;Expresso&#8221;, a 22 de maio de 2010, daquele seu interessant\u00edssimo livro, e a que ent\u00e3o dei o t\u00edtulo de&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>CUNHAL SUFOCOU O PARTIDO POR AMOR<\/p>\n\n\n\n<p>Carlos Brito conheceu \u00c1lvaro Cunhal em Paris, em Outubro de 1966, num caf\u00e9 da Place de Clichy. Sa\u00eddo da pris\u00e3o havia menos de tr\u00eas meses, Brito &#8220;ainda andava aturdido com a liberdade&#8221;. Militante do PCP desde 1954, recorda que o m\u00edtico dirigente era conhecido por &#8220;o chefe&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00faltima conversa entre ambos foi em fevereiro de 2000, com Cunhal regressado &#8220;de facto ao comando do partido, impondo a f\u00e9rrea obedi\u00eancia&#8221; \u00e0 &#8220;ortodoxia conservadora&#8221;. Brito escrevera um artigo no &#8220;Avante!&#8221; sobre a morte de Lu\u00eds S\u00e1, um dos expoentes da renova\u00e7\u00e3o e que muito admirava.<\/p>\n\n\n\n<p>Da iniciativa do velho l\u00edder, a conversa serviu para &#8220;criticar&#8221; o artigo, com acusa\u00e7\u00f5es de permeio, como &#8220;o Lu\u00eds S\u00e1 n\u00e3o era leninista&#8221;. Horas depois, a conversa foi relatada ao Comit\u00e9 Central pelo pr\u00f3prio Cunhal, embora sem referir o interlocutor.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Profundamente chocado&#8221;, Brito assumiu-se de imediato &#8220;como o interlocutor que Cunhal omitira&#8221;, ap\u00f3s o que escreveu uma carta \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do partido &#8211; publicada na revista &#8220;Vis\u00e3o&#8221; -, que serviria de pretexto \u00e0 sua suspens\u00e3o disciplinar por dez meses e \u00e0 subsequente rutura.<\/p>\n\n\n\n<p>33 ANOS DE CONTACTO INTENSO<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as conversas de Paris e Lisboa, foram 33 anos de um contacto intenso, por vezes di\u00e1rio, sobretudo durante os 15 anos em que Brito foi l\u00edder parlamentar, com gabinetes no mesmo 6\u00ba andar da sede da Rua Soeiro Pereira Gomes. Personalidade &#8220;fascinante e intrigante&#8221;, mas com &#8220;certos comportamentos autorit\u00e1rios&#8221;, Cunhal &#8220;fez-me inesperadas confid\u00eancias inusuais&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto do livro era antigo. &#8220;H\u00e1 largas p\u00e1ginas deste trabalho que estavam escritas h\u00e1 muito. Do que precisei foi de tempo para sarar as feridas dos combates internos no PCP (&#8230;) em que fic\u00e1mos em campos opostos.<\/p>\n\n\n\n<p>SURPREENDIDO PELO 25 DE ABRIL EM PARIS<\/p>\n\n\n\n<p>Antes do 25 de Abril, realce para o encontro com a ASP de M\u00e1rio Soares em Paris, em 1972. No final, Brito tinha mais de 40 graus de febre e Cunhal levou-o &#8220;para a sua secret\u00edssima casa&#8221;. Brito ainda resistiu: &#8220;N\u00e3o pode ser, a tua casa \u00e9 altamente &#8216;compartimentada&#8217;, um segredo do Partido.&#8221; Cunhal replicou: &#8220;Est\u00e1 decidido, \u00e9 mat\u00e9ria de disciplina.&#8221; Foi l\u00e1 que convalesceu.<\/p>\n\n\n\n<p>As not\u00edcias sobre o Movimento dos Capit\u00e3es depararam com um &#8220;grande ceticismo&#8221; por parte de Cunhal, que foi &#8220;surpreendido pelo 25 de Abril, em Paris&#8221;. Na manifesta\u00e7\u00e3o do 1\u00ba de Maio, Cunhal &#8220;teve que fugir de M\u00e1rio Soares, que queria \u00e0 viva for\u00e7a dar-lhe o bra\u00e7o para partilhar a sua impressionante popularidade&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o do secret\u00e1rio-geral nos Governos Provis\u00f3rios &#8220;aumentou o seu prest\u00edgio nacional e sobretudo internacional, especialmente na URSS&#8221;. &#8220;Julgo que \u00c1lvaro Cunhal se sentia bem na pele de membro do Governo. Tinha um acentuado sentido de Estado e at\u00e9 o culto do Estado (&#8230;) No seu gabinete de S\u00e3o Bento cultivava um ar respeitoso, quase religioso &#8211; falava-se a meia voz e andava-se como que em bicos dos p\u00e9s.&#8221; Por essa altura come\u00e7ou a funcionar, &#8220;por sua iniciativa e sob a sua dire\u00e7\u00e3o directa&#8221;, uma Comiss\u00e3o Militar, cujas ramifica\u00e7\u00f5es se estenderiam ao primeiro-ministro, a membros do Conselho da Revolu\u00e7\u00e3o e \u00e0 5\u00aa Divis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O 11 DE MAR\u00c7O TRANSFORMOU O L\u00cdDER COMUNISTA<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Nunca tinha visto \u00c1lvaro Cunhal t\u00e3o euf\u00f3rico e confiante no decurso da revolu\u00e7\u00e3o portuguesa como nos dias que se seguiram&#8221; ao fracasso do golpe spinolista de 11 de mar\u00e7o de 1975. Seguiram-se as elei\u00e7\u00f5es para a Assembleia Constituinte.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Posso garantir que nunca fez vencimento na dire\u00e7\u00e3o do partido a ideia de pressionar a n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o das elei\u00e7\u00f5es ou o seu indefinido adiamento.&#8221; Os resultados eleitorais foram um &#8220;tremendo balde de \u00e1gua fria &#8211; o primeiro de muitos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No &#8220;quadro de confus\u00e3o&#8221; que foi o PREC, &#8220;o PCP perdeu de alguma maneira o p\u00e9&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Nunca vi \u00c1lvaro Cunhal t\u00e3o perturbado, e com tanta dificuldade de definir um rumo, como neste per\u00edodo. O PCP estava habituado a rebocar a esquerda militar (&#8230;), agora era de certo modo arrastado por ela. O secret\u00e1rio-geral sufocava.&#8221; Brito foi operado de urg\u00eancia a 19 de julho, dia da manifesta\u00e7\u00e3o do PS na Fonte Luminosa, em Lisboa. Foi visitado dias depois por Cunhal.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Vinha contente, nesse dia. Come\u00e7ou por me dizer que os militares dos Comandos da Amadora tinham saneado Jaime Neves.&#8221; Mas n\u00e3o deixou de frisar: &#8220;A correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as no plano militar \u00e9 muito oscilante, mas pode virar-se contra n\u00f3s.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Passou a demarcar-se do &#8220;sectarismo e esquerdismo&#8221; do c\u00edrculo de Vasco Gon\u00e7alves. Data dessa altura o quarto dos sete f\u00f4legos a que se refere o t\u00edtulo do livro: &#8220;Substituir a crescente confronta\u00e7\u00e3o por uma linha de concilia\u00e7\u00e3o.&#8221; Nesta s\u00fabita &#8220;viragem&#8221;, afastou-se &#8220;decididamente de qualquer forma de conspira\u00e7\u00e3o militar de tipo golpista&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>IMPEDIMOS O ASSALTO \u00c0 CONSTITUINTE<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos epis\u00f3dios mais detalhados no livro \u00e9 o da manifesta\u00e7\u00e3o dos oper\u00e1rios da constru\u00e7\u00e3o civil. &#8220;N\u00e3o conseguimos evitar o sequestro dos deputados, mas conseguimos impedir o assalto \u00e0 Assembleia Constituinte, que em v\u00e1rios momentos esteve iminente.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O PCP participou ainda na organiza\u00e7\u00e3o dos Soldados Unidos Vencer\u00e3o (SUV), cujas movimenta\u00e7\u00f5es deram alento &#8220;aos sonhos insurrecionais de largos sectores da esquerda, militar e civil, incluindo dentro das fileiras do Partido&#8221;, colocando na agenda &#8220;o imediato assalto ao poder&#8221;. &#8220;Num encontro urgent\u00edssimo&#8221; pedido \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do PCP, o MES enfatizou que &#8220;as condi\u00e7\u00f5es estavam maduras para a insurrei\u00e7\u00e3o&#8221;. Diferente era a an\u00e1lise dos comunistas: &#8220;Sab\u00edamos das nossas diminutas for\u00e7as na \u00e1rea militar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A 25 de Novembro, Melo Antunes foi \u00e0 televis\u00e3o dizer que o PCP era essencial \u00e0 democracia. &#8220;Algum tempo depois, o general Ramalho Eanes fez quest\u00e3o de dizer a uma delega\u00e7\u00e3o do PCP (&#8230;) que a declara\u00e7\u00e3o de Melo Antunes tinha obedecido a uma decis\u00e3o do comando militar, de que ele tinha a chefia.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Num balan\u00e7o sobre o PREC, Brito n\u00e3o duvida: Cunhal &#8220;contribuiu decisivamente para salvar o Partido do esmagamento militar, a democracia da amea\u00e7a fascizante e Portugal da guerra civil&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A cria\u00e7\u00e3o do PRD, em 1985, foi &#8220;um ponto de intenso di\u00e1logo&#8221; entre Cunhal e Melo Antunes, mas tamb\u00e9m com Herm\u00ednio Martinho, o primeiro presidente do partido eanista. O PCP contribuiu mesmo para a recolha de assinaturas para a legaliza\u00e7\u00e3o do partido.<\/p>\n\n\n\n<p>O VETO DE SARAMAGO PARA DIRETOR DE &#8220;O DI\u00c1RIO&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O livro det\u00e9m-se na vit\u00f3ria de M\u00e1rio Soares nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 1985 e conta as conversa\u00e7\u00f5es travadas entre &#8220;dois representantes do candidato&#8221;, Gomes Mota e Jorge Sampaio, com uma delega\u00e7\u00e3o do PCP, integrada pelo pr\u00f3prio Brito e por Oct\u00e1vio Pato. A reuni\u00e3o realizou-se no Hotel Altis, na manh\u00e3 seguinte \u00e0 primeira volta. O PCP foi decisivo para a elei\u00e7\u00e3o de Soares, a quem Cunhal chegara a chamar &#8220;l\u00edder da rea\u00e7\u00e3o&#8221; &#8211; o que lhe custou o fim do mito da &#8220;infalibilidade&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais tarde, Cunhal viria a apoiar &#8220;a audaciosa proposta de Jorge Sampaio&#8221; de uma coliga\u00e7\u00e3o de esquerda em Lisboa.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a perestroika, quando algumas revistas &#8220;come\u00e7aram a publicar artigos sobre a repress\u00e3o nos tempos de Estaline e at\u00e9 de Brejnev (&#8230;), n\u00e3o hesitou em impor a proibi\u00e7\u00e3o da sua venda nas sedes do PCP e comunicou pessoalmente a Gorbatchov&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1991, apostou na queda do l\u00edder sovi\u00e9tico: &#8220;N\u00e3o tenho d\u00favidas de que o camarada \u00c1lvaro foi um daqueles que acreditou no \u00eaxito do golpe de Estado do PCUS.&#8221; Brito critica o que chama de &#8220;conspira\u00e7\u00e3o&#8221;, quer do &#8220;Grupo dos 6&#8221;, quer da &#8220;Terceira Via&#8221;. Garante, por\u00e9m, que &#8220;votei sempre contrapersegui\u00e7\u00f5es, san\u00e7\u00f5es ou quaisquer medidas administrativas&#8221;, que estiveram na base do abandono do partido de &#8220;milhares de militantes e simpatizantes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Aquando da escolha de um secret\u00e1rio-geral adjunto, o primeiro nome que surgiu foi o de Lu\u00eds S\u00e1. &#8220;Pude testemunhar que Cunhal fez os m\u00e1ximos esfor\u00e7os para que Lu\u00eds S\u00e1 aceitasse (&#8230;) s\u00f3 desistindo quando se convenceu que a recusa era definitiva.&#8221; Segunda escolha, Carlos Carvalhas viria a ser manietado pela &#8220;fa\u00e7\u00e3o conservadora-sect\u00e1ria&#8221;. &#8220;At\u00e9 elementos que, no tempo do fascismo, se tinham portado cobardemente na pol\u00edcia ou que tinham fugido em p\u00e2nico para o estrangeiro (&#8230;), apareceram armados em duros e puros revolucion\u00e1rios, acusando os renovadores de traidores e arrependidos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;FAMOSAS EMBIRRA\u00c7\u00d5ES PESSOAIS&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Brito afastou-se dos \u00f3rg\u00e3os executivos do PCP em 1998, indo viver para Alcoutim, no Algarve. No ano seguinte, assistiu ao regresso em for\u00e7a de Cunhal. &#8220;N\u00e3o se tratou desta vez de um novo f\u00f4lego. Foi um salto para tr\u00e1s.&#8221; Compara a sa\u00eddade cena com &#8220;uma abdica\u00e7\u00e3o condicionada, limitada e vigilante, como a de D. Pedro IV, o Rei Soldado&#8221;. Cita o hist\u00f3rico comunista Joaquim Pires Jorge, que contava &#8220;a hist\u00f3ria de uma m\u00e3e que tanto abra\u00e7ava o seu adorado beb\u00e9 que um dia o sufocou. Aconteceu mais ou menos isso com \u00c1lvaro Cunhal, no \u00faltimo tro\u00e7o da sua vida, em rela\u00e7\u00e3o ao PCP&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o poucos e parcos os coment\u00e1rios sobre pessoas com quem Cunhal se foi cruzando. Dado a &#8220;famosas embirra\u00e7\u00f5es pessoais&#8221;, duas das &#8220;mais not\u00f3rias, grandes e fixas&#8221; atingiram Soares e Santiago Carrillo, o l\u00edder dos comunistas de Espanha. &#8220;Embirra\u00e7\u00f5es&#8221; que reca\u00edram, em certa fase, sobre camaradas como Domingos Abrantes e Jos\u00e9 Saramago. &#8220;Muito cr\u00edtico&#8221; quanto \u00e0 forma como este dirigira o &#8220;Di\u00e1rio de Not\u00edcias&#8221;, vetou mesmo o nome de Saramago para diretor do jornal &#8220;O Di\u00e1rio&#8221; (&#8220;O qu\u00ea, o esquerdista?&#8221;).<\/p>\n\n\n\n<p>De Vasco Gon\u00e7alves, confirma que se tornou no &#8220;principal aliado do partido no campo militar&#8221;. Agostinho Neto merecia-lhe especial apre\u00e7o, enquanto Samora Machel n\u00e3o suportava o &#8220;paternalismo do \u00c1lvaro&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 exce\u00e7\u00e3o de Carlos Costa, n\u00e3o faz ju\u00edzos sobre os principais expoentes da ala conservadora do partido. Sobre a ex companheira, Zita Seabra, elogia a sua &#8220;valentia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1lvaro Cunhal &#8211; que na opini\u00e3o deste seu especial bi\u00f3grafo &#8220;n\u00e3o era estalinista&#8221; &#8211; morreu a 13 de junho de 2005. &#8220;Chorei comovidamente quando me chegou a not\u00edcia.&#8221; Brito ret\u00e9m a &#8220;espantosa despedida&#8221; que constituiu o seu funeral e cita o escritor argentino Jorge Lu\u00eds Borges: &#8220;H\u00e1 na derrota uma dignidade que dificilmente pertence \u00e0 vit\u00f3ria.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>[A fotografia da capa \u00e9 do livro de mem\u00f3rias de Carlos Brito, das Edi\u00e7\u00f5es Nelson de Matos]<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"614\" height=\"922\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/capaCB.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16876\" style=\"aspect-ratio:0.665943600867679;width:388px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/capaCB.jpg 614w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/capaCB-200x300.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 614px) 100vw, 614px\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As mem\u00f3rias pol\u00edticas de Carlos Brito: &#8220;\u00c1lvaro cunhal, sete f\u00f4legos do combatente&#8221; por Jos\u00e9 Pedro&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":16872,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[238,448],"tags":[722],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ac.jpg",1307,661,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ac-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ac-300x152.jpg",300,152,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ac-768x388.jpg",640,323,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ac-1024x518.jpg",640,324,true],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ac.jpg",1307,661,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ac.jpg",1307,661,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ac-1115x661.jpg",1115,661,true],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ac-800x500.jpg",800,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ac-1024x518.jpg",1024,518,true],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ac-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ac-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/destaque\/\" rel=\"category tag\">DESTAQUE<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/historia-e-memorias\/\" rel=\"category tag\">HIST\u00d3RIA E MEM\u00d3RIAS<\/a>","tag_info":"HIST\u00d3RIA E MEM\u00d3RIAS","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16871"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16871"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16871\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16877,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16871\/revisions\/16877"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16872"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16871"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16871"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16871"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}