{"id":16971,"date":"2026-05-25T12:30:36","date_gmt":"2026-05-25T12:30:36","guid":{"rendered":"https:\/\/nsf.pt\/?p=16971"},"modified":"2026-05-25T12:37:19","modified_gmt":"2026-05-25T12:37:19","slug":"manifestacoes-na-bolivia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2026\/05\/25\/manifestacoes-na-bolivia\/","title":{"rendered":"Manifesta\u00e7\u00f5es na Bol\u00edvia"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Crise boliviana exp\u00f5e limites sociais e pol\u00edticos do receitu\u00e1rio neoliberal de Rodrigo Paz<\/h2>\n\n\n\n<p>A converg\u00eancia entre movimentos transforma a crise boliviana em um confronto pol\u00edtico mais amplo sobre soberania, redistribui\u00e7\u00e3o e os limites hist\u00f3ricos da liberaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica no pa\u00eds<\/p>\n\n\n\n<p>A escalada de&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2026\/05\/18\/entenda-os-protestos-que-pedem-a-saida-do-presidente-direitista-da-bolivia-com-apenas-seis-meses-de-mandato\/\" target=\"_blank\">manifesta\u00e7\u00f5es<\/a>, bloqueios e choques com as for\u00e7as de seguran\u00e7a na Bol\u00edvia revela uma crise que excede as demandas salariais ou setoriais. O que est\u00e1 em jogo \u00e9 a governabilidade da administra\u00e7\u00e3o do presidente de ultradireita&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Rodrigo_Paz\" target=\"_blank\">Rodrigo Paz Pereira<\/a>, a viabilidade de seu&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.brasil247.com\/americalatina\/mobilizacoes-na-bolivia-pressionam-governo-de-rodrigo-paz\" target=\"_blank\">programa econ\u00f3mico neoliberal<\/a>&nbsp;e a persist\u00eancia de fraturas hist\u00f3ricas que o pa\u00eds n\u00e3o conseguiu fechar.<\/p>\n\n\n\n<p>A Bol\u00edvia chegou ao domingo 17 de maio com La Paz e El Alto ainda sob press\u00e3o. Depois da opera\u00e7\u00e3o de desbloqueio executada s\u00e1bado 16 por policiais e militares, os bloqueios continuavam nos principais acessos \u00e0 sede de Governo. A Defensoria do Povo registrou 47 detidos e pelo menos cinco feridos, enquanto diferentes meios de comunica\u00e7\u00e3o bolivianos e regionais informavam que no departamento de La Paz persistiam pelo menos 15 pontos de bloqueio durante a manh\u00e3 de domingo.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>A cena sintetiza o momento pol\u00edtico: um governo cercado por um protesto multisetorial e um conflito que deixou de ser unicamente reivindicativo para tornar-se uma disputa aberta pelo rumo do poder.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Uma crise que se acelera na Bol\u00edvia&nbsp;<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O ciclo de manifesta\u00e7\u00f5es n\u00e3o nasceu de um \u00fanico fato, mas de um ac\u00famulo de tens\u00f5es. No come\u00e7o de maio j\u00e1 se registravam greves e marchas da Central Oper\u00e1ria Boliviana (COB), do magist\u00e9rio, de transportistas afetados pela crise de combust\u00edveis e de organiza\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e campesinas que rejeitavam a<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2026\/05\/06\/bolivia-governo-e-transportadores-dialogam-diante-da-deterioracao-economica-e-da-crise-de-combustivel\/\" target=\"_blank\">&nbsp;Lei 1720<\/a>&nbsp;sobre reclassifica\u00e7\u00e3o de terras.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos dias seguintes, o conflito se expandiu territorialmente e tamb\u00e9m em seu conte\u00fado pol\u00edtico: \u00e0 exig\u00eancia de aumento salarial, abastecimento regular de combust\u00edvel, repara\u00e7\u00e3o de danos provocados por carburantes de m\u00e1 qualidade e anula\u00e7\u00e3o de normas questionadas, somou-se de maneira crescente a demanda de ren\u00fancia presidencial.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e1bado 16, a opera\u00e7\u00e3o estatal para abrir estradas n\u00e3o conseguiu desarticular a manifesta\u00e7\u00e3o; pelo contr\u00e1rio, deixou um saldo de detidos, feridos e bloqueios reinstalados poucas horas depois.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Motiva\u00e7\u00e3o e alcance do protesto social<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A atual onda de mobiliza\u00e7\u00e3o se caracteriza por sua composi\u00e7\u00e3o heterog\u00eanea. Participam sindicatos oper\u00e1rios, federa\u00e7\u00f5es campesinas, organiza\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, transportistas, professores urbanos e rurais, cooperativistas mineiros e juntas vicinais. Esta diversidade expressa, ao mesmo tempo, fortaleza e complexidade. N\u00e3o se trata de uma manifesta\u00e7\u00e3o homog\u00eanea, e sim de uma converg\u00eancia de mal-estares: deteriora\u00e7\u00e3o da renda real pela infla\u00e7\u00e3o, escassez e m\u00e1 qualidade do combust\u00edvel, temor de reformas agr\u00e1rias percebidas como favor\u00e1veis ao agroneg\u00f3cio, rep\u00fadio a privatiza\u00e7\u00f5es ou encerramento de empresas estatais e desconfian\u00e7a de um governo que n\u00e3o conseguiu construir interlocu\u00e7\u00e3o est\u00e1vel com as organiza\u00e7\u00f5es populares.<\/p>\n\n\n\n<p>A COB aparece como articulador central, mas o peso do conflito tamb\u00e9m reside na capacidade dos setores campesinos e urbanos de bloquear corredores estrat\u00e9gicos e transformar demandas fragmentadas em uma impugna\u00e7\u00e3o geral da gest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Crise de representa\u00e7\u00e3o e de governabilidade<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Em termos pol\u00edticos, a&nbsp;<a href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/movimentoserebeldias\/por-que-bolivia-esta-em-chamas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">crise<\/a>&nbsp;exibe tr\u00eas problemas simult\u00e2neos. O primeiro \u00e9 de representa\u00e7\u00e3o: o Governo de Paz Pereira chegou ao poder como alternativa ao longo ciclo do progressista Movimento ao Socialismo (MAS), mas n\u00e3o logrou consolidar uma base social pr\u00f3pria, capaz de sustentar o custo das reformas.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo obst\u00e1culo \u00e9 de governabilidade: uma administra\u00e7\u00e3o minorit\u00e1ria e com escassa margem de manobra institucional depende de acordos que, at\u00e9 agora, foram parciais, tardios ou insuficientes.<\/p>\n\n\n\n<p>O terceiro \u00e9 de leitura do conflito: o Executivo parece ter interpretado o protesto como um conjunto de press\u00f5es setoriais negoci\u00e1veis em separado, quando na realidade transformou-se em uma contesta\u00e7\u00e3o mais ampla do estilo de governo, da orienta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e do lugar atribu\u00eddo \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es sociais no sistema pol\u00edtico boliviano.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><a href=\"https:\/\/dialogosdosul.operamundi.uol.com.br\/crise-na-bolivia-explode\/\">Crise na Bol\u00edvia explode: protestos contra Rodrigo Paz cercam La Paz<\/a><\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A radicaliza\u00e7\u00e3o da consigna&nbsp;<em>\u201crenuncia\u201d<\/em>&nbsp;mostra que o conflito j\u00e1 n\u00e3o se limita a obter concess\u00f5es pontuais. Quando uma parte significativa da mobiliza\u00e7\u00e3o conclui que n\u00e3o existe interlocu\u00e7\u00e3o confi\u00e1vel, o protesto se desloca da negocia\u00e7\u00e3o para a disputa por legitimidade. E a\u00ed aparece um dos maiores riscos para o Governo: que cada tentativa de controle da ordem p\u00fablica, se n\u00e3o vier acompanhado de uma sa\u00edda pol\u00edtica cr\u00edvel, reforce a percep\u00e7\u00e3o de isolamento presidencial e aprofunde o desgaste da autoridade.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Neste quadro, o uso de for\u00e7as combinadas de Pol\u00edcia e militares em tarefas de desbloqueio pode oferecer al\u00edvios t\u00e1ticos, mas dificilmente resolve o problema estrat\u00e9gico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Ajuste, escassez e distribui\u00e7\u00e3o do custo da crise<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O protesto se alimenta de uma percep\u00e7\u00e3o estendida: a crise est\u00e1 sendo paga pelos setores populares e m\u00e9dios, enquanto os benef\u00edcios potenciais da liberaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica concentram-se em atores com maior capacidade de acumula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Bol\u00edvia enfrenta h\u00e1 anos uma press\u00e3o estrutural devido \u00e0 queda do ciclo do g\u00e1s, \u00e0 escassez de divisas e \u00e0 depend\u00eancia de importa\u00e7\u00f5es energ\u00e9ticas. Nessa base, o Governo de Paz impulsionou medidas de corte neoliberal destinadas a reduzir subs\u00eddios, reordenar contas e abrir espa\u00e7os para o capital privado.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o conte\u00fado destas decis\u00f5es, mas seu impacto imediato sobre uma sociedade com baixa toler\u00e2ncia material a novos aumentos de custos. Quando sobem as tarifas de energia, de derivados de petr\u00f3leo como a gasolina, alimentos ou transporte, a deteriora\u00e7\u00e3o se torna vis\u00edvel na vida cotidiana e se transforma rapidamente em combust\u00edvel pol\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00facleo do desacordo remete ao tipo de inser\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica que a Bol\u00edvia pode sustentar. Uma abertura acelerada, apoiada em exporta\u00e7\u00f5es prim\u00e1rias e na redu\u00e7\u00e3o do papel do Estado, trope\u00e7a em limites hist\u00f3ricos: escassa industrializa\u00e7\u00e3o, alta informalidade, forte depend\u00eancia de recursos naturais e um tecido social que espera do Estado n\u00e3o s\u00f3 regulamenta\u00e7\u00e3o, como tamb\u00e9m prote\u00e7\u00e3o, redistribui\u00e7\u00e3o e reconhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a discuss\u00e3o n\u00e3o gira unicamente em torno da efici\u00eancia macroecon\u00f4mica, mas da distribui\u00e7\u00e3o do sacrif\u00edcio e da pergunta de quem ganha e quem perde no novo ciclo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Persist\u00eancia de um conflito n\u00e3o resolvido<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Para compreender a intensidade do presente conv\u00e9m olhar a longo prazo. A Bol\u00edvia arrasta uma hist\u00f3ria de desigualdade regional, hierarquias \u00e9tnico-raciais, concentra\u00e7\u00e3o da terra e disputas recorrentes pelo controle dos recursos estrat\u00e9gicos. Os grandes ciclos de protesto do in\u00edcio do s\u00e9culo \u2014 associados \u00e0 defesa da \u00e1gua, do g\u00e1s e da soberania econ\u00f4mica \u2014 consolidaram a ideia de que a mobiliza\u00e7\u00e3o popular n\u00e3o \u00e9 um ator perif\u00e9rico, mas um componente constitutivo do poder pol\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<p>A experi\u00eancia dos governos do MAS, com todas as suas contradi\u00e7\u00f5es, alterou o horizonte de expectativas de amplos setores ind\u00edgenas e populares: n\u00e3o s\u00f3 demandar direitos, mas disputar a condu\u00e7\u00e3o estatal.<\/p>\n\n\n\n<p>A crise de 2019 deixou feridas abertas na mem\u00f3ria pol\u00edtica boliviana. Desde ent\u00e3o, a disputa pela legitimidade do Estado, o lugar das maiorias populares e o sentido da democracia continuam atravessando o debate p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, o mal-estar atual n\u00e3o pode ser lido s\u00f3 como rea\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. Tamb\u00e9m expressa o retorno de uma pergunta hist\u00f3rica: se a Bol\u00edvia deve ser governada com uma l\u00f3gica elitista e tecnocr\u00e1tica ou com uma articula\u00e7\u00e3o mais plebeia e plurinacional do poder. Nesse ponto, o conflito atual reativa uma fratura de fundo entre dois imagin\u00e1rios de pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Recursos, alinhamentos e disputa de modelos<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A crise boliviana tamb\u00e9m tem uma dimens\u00e3o geopol\u00edtica. A guinada da nova administra\u00e7\u00e3o para uma agenda mais pr\u00f3xima dos Estados Unidos e de organismos financeiros internacionais foi interpretada por setores sociais e pol\u00edticos como um sinal de reorienta\u00e7\u00e3o externa do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um contexto regional fragmentado, a Bol\u00edvia volta a ser observada por sua localiza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica, seus recursos naturais e seu papel nos equil\u00edbrios sul-americanos. Toda reestrutura\u00e7\u00e3o do modelo econ\u00f4mico \u2014 sobretudo se envolve privatiza\u00e7\u00e3o de ativos, flexibiliza\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria ou redefini\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica energ\u00e9tica \u2014 conecta-se com interesses externos e com o debate sobre soberania.<\/p>\n\n\n\n<p>O ponto central \u00e9 que a Bol\u00edvia n\u00e3o s\u00f3 discute como sair da crise, mas sob que tutela, com que alian\u00e7as e com que grau de autonomia. A mem\u00f3ria pol\u00edtica do pa\u00eds faz com que qualquer percep\u00e7\u00e3o de inger\u00eancia externa ou de subordina\u00e7\u00e3o a agendas financeiras internacionais funcione como um acelerador dos protestos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, uma desestabiliza\u00e7\u00e3o prolongada teria impactos al\u00e9m de suas fronteiras: sobre corredores comerciais, abastecimento energ\u00e9tico regional e a correla\u00e7\u00e3o pol\u00edtica na Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Cen\u00e1rios poss\u00edveis<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>No curto prazo pode-se vislumbrar tr\u00eas cen\u00e1rios. O primeiro \u00e9 uma desescalada negociada, poss\u00edvel s\u00f3 se o Governo de ultradireita abandonar a fragmenta\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo, oferecer garantias pol\u00edticas e fizer gestos concretos quanto \u00e0s principais demandas.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo \u00e9 um empate inst\u00e1vel: continuam os bloqueios, cresce o desgaste econ\u00f4mico e nenhum dos atores consegue impor-se, com a conseguinte deteriora\u00e7\u00e3o da autoridade estatal. E o terceiro \u00e9 um aprofundamento da crise, em que novas mortes, mais repress\u00e3o ou a amplia\u00e7\u00e3o da frente mobilizada transformem o atual conflito em uma crise de governabilidade de maior alcance.<\/p>\n\n\n\n<p>Em qualquer destes casos, o desenlace depender\u00e1 menos da capacidade coercitiva do Estado do que de sua aptid\u00e3o para reconstruir legitimidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A explos\u00e3o social atual n\u00e3o deve ser lida como um epis\u00f3dio isolado nem como uma simples soma de conflitos gremiais. \u00c9 a manifesta\u00e7\u00e3o condensada de uma crise econ\u00f4mica profunda, de uma fratura pol\u00edtica n\u00e3o resolvida e de uma disputa hist\u00f3rica pelo sentido do Estado na Bol\u00edvia.<\/p>\n\n\n\n<p>A administra\u00e7\u00e3o de selo neoliberal de Rodrigo Paz enfrenta assim uma prova decisiva: demonstrar se ainda pode reconduzir o conflito pela via pol\u00edtica ou se, pelo contr\u00e1rio, este ciclo de mobiliza\u00e7\u00e3o terminar\u00e1 marcando o limite de seu projeto de governo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/dialogosdosul.operamundi.uol.com.br\/autor\/c-ernesto-penaranda-sanchez\/\">C. Ernesto Pe\u00f1aranda S\u00e1nchez<\/a> | <a href=\"http:\/\/dialogosdosul.operamundi.uol.com.br\/cidade\/la-paz\/\">La Paz<\/a> <a href=\"https:\/\/dialogosdosul.operamundi.uol.com.br\/2026\/05\/21\/\"><time>21 de maio de 2026<\/time><\/a> im Di\u00e1logos do Sul Global<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"530\" data-id=\"16974\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bolivia-1-1024x530.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16974\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bolivia-1-1024x530.jpg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bolivia-1-300x155.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bolivia-1-768x397.jpg 768w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bolivia-1.jpg 1063w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>\u00a9di\u00e1logos do sul global<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Crise boliviana exp\u00f5e limites sociais e pol\u00edticos do receitu\u00e1rio neoliberal de Rodrigo Paz A converg\u00eancia&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":16972,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[238,236],"tags":[777],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bolivia.jpg",1063,550,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bolivia-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bolivia-300x155.jpg",300,155,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bolivia-768x397.jpg",640,331,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bolivia-1024x530.jpg",640,331,true],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bolivia.jpg",1063,550,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bolivia.jpg",1063,550,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bolivia.jpg",1063,550,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bolivia-800x500.jpg",800,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bolivia-1024x530.jpg",1024,530,true],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bolivia-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Bolivia-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/destaque\/\" rel=\"category tag\">DESTAQUE<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/mundo\/\" rel=\"category tag\">MUNDO<\/a>","tag_info":"MUNDO","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16971"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16971"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16971\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16976,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16971\/revisions\/16976"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16972"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16971"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16971"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16971"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}