{"id":17291,"date":"2026-07-10T14:17:28","date_gmt":"2026-07-10T14:17:28","guid":{"rendered":"https:\/\/nsf.pt\/?p=17291"},"modified":"2026-07-10T14:17:35","modified_gmt":"2026-07-10T14:17:35","slug":"acesso-cultura-confronta-ccb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2026\/07\/10\/acesso-cultura-confronta-ccb\/","title":{"rendered":"Acesso Cultura confronta CCB"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A acessibilidade \u00e9 um direito dos cidad\u00e3os e uma obriga\u00e7\u00e3o e responsabilidade de quem gere espa\u00e7os culturais<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>Acesso e inclus\u00e3o: um direito dos cidad\u00e3os e uma responsabilidade do CCB<br><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Ao longo de 11 anos, a Acesso Cultura tem estabelecido v\u00e1rios contactos com as administra\u00e7\u00f5es do Centro Cultural de Bel\u00e9m (CCB).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Em 2015, quando Ant\u00f3nio Lamas era Presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o, realiz\u00e1mos um diagn\u00f3stico de acessibilidade, que resultou em muitas melhorias no acesso a espa\u00e7os abertos ao p\u00fablico. Nem tudo foi feito nessa altura e, em diferentes momentos nos anos seguintes, a nossa associa\u00e7\u00e3o contactou as administra\u00e7\u00f5es do CCB com o prop\u00f3sito, n\u00e3o apenas de continuar a melhorar o acesso ao espa\u00e7o p\u00fablico, mas tamb\u00e9m o acesso aos bastidores (para equipas e artistas) e tamb\u00e9m \u00e0 programa\u00e7\u00e3o. Nesse per\u00edodo de 11 anos, houve mais duas reuni\u00f5es (em 2021 e 2026), ap\u00f3s as quais envi\u00e1mos informa\u00e7\u00f5es que nos pareceram relevantes, continuando a estabelecer periodicamente contactos tentando saber se algo teria avan\u00e7ado. Raramente tivemos retorno e fomos acompanhando \u00e0 dist\u00e2ncia o que era poss\u00edvel saber ou ver.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Apesar de sentirmos alguma falta de disponibilidade para dialogar connosco, as repetidas queixas, desde 2018, de artistas com defici\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de acesso e trabalho no CCB tiveram particular peso na nossa determina\u00e7\u00e3o em n\u00e3o deixar o assunto morrer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Foi no seguimento de mais uma queixa que se realizou a \u00faltima reuni\u00e3o, em Janeiro deste ano, com o Conselho de Administra\u00e7\u00e3o e diferentes membros da equipa do CCB. Nessa reuni\u00e3o, foi-nos mostrado um dossier de muitas p\u00e1ginas que constitui o plano de acessibilidade do CCB. Ao mesmo tempo que express\u00e1mos a nossa satisfa\u00e7\u00e3o pela exist\u00eancia do plano, express\u00e1mos tamb\u00e9m a nossa perplexidade pelo facto da execu\u00e7\u00e3o do mesmo estar associada \u00e0 possibilidade, ou n\u00e3o, de encontrar empresas\/mecenas que o quisessem financiar. Afirm\u00e1mos, na altura, que v\u00e1rias entidades integram o seu plano de acessibilidade nos seus or\u00e7amentos anuais, uma clara indica\u00e7\u00e3o de que os encaram, em primeiro lugar, como responsabilidade pr\u00f3pria. Ao mesmo tempo, essas entidades procuram outros financiamentos para interven\u00e7\u00f5es que necessitam de um investimento mais significativo, que ultrapassa a capacidade financeira da organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Em Maio de 2026, volt\u00e1mos a escrever, procurando saber se havia novidades. Foi-nos dito que o processo de angaria\u00e7\u00e3o de financiamento externo estava ainda em curso, mas que o CCB iria substituir com or\u00e7amento pr\u00f3prio os elevadores do edif\u00edcio \u2013 sempre uma boa not\u00edcia, mas n\u00e3o dava qualquer resposta aos diferentes pontos indicados nas queixas das artistas com defici\u00eancia. N\u00e3o recebemos qualquer resposta sobre isto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Quase um m\u00eas depois, a 8 de Junho de 2026, recebemos a newsletter do&nbsp;CCB&nbsp;com o t\u00edtulo &#8220;O que est\u00e1 a mudar no&nbsp;CCB&nbsp;com o PRR&#8221;. Nessa altura, partilh\u00e1mos novamente com a administra\u00e7\u00e3o o nosso sentimento de profunda tristeza e desilus\u00e3o ao ver que um investimento consider\u00e1vel em melhorias n\u00e3o contempla um problema repetidamente sinalizado: a falta de acesso para artistas com defici\u00eancia e a resultante falta de condi\u00e7\u00f5es para exercerem a sua profiss\u00e3o com dignidade, conforto e seguran\u00e7a. Assinal\u00e1mos, igualmente, a campanha a decorrer em que o&nbsp;CCB apelava aos cidad\u00e3os para consignarem 1% do seu IRS, de forma a garantir servi\u00e7os de acessibilidade \u2013 o que nos pareceu desadequado, vindo de uma entidade em que 60% a 70% do seu or\u00e7amento anual depende do Or\u00e7amento do Estado.<br><br>A Acesso Cultura voltou a afirmar junto do CCB que a acessibilidade \u00e9 um direito dos cidad\u00e3os e uma obriga\u00e7\u00e3o e responsabilidade de quem gere espa\u00e7os culturais. Ao mesmo tempo que Portugal tem exemplos de organiza\u00e7\u00f5es culturais que investem de forma informada e continuada na execu\u00e7\u00e3o do seu plano de acessibilidade, o&nbsp;CCB, apesar de repetidamente afirmar o seu empenho, continua a n\u00e3o dar sinais de compreender que esta \u00e9 uma responsabilidade que lhe pertence. Este \u00faltimo email tamb\u00e9m n\u00e3o teve resposta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">A Direc\u00e7\u00e3o da Acesso Cultura<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">8.7.2026<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"525\" data-id=\"17292\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/acessoIMG-1024x525.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17292\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/acessoIMG-1024x525.jpg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/acessoIMG-300x154.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/acessoIMG-768x394.jpg 768w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/acessoIMG.jpg 1366w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A acessibilidade \u00e9 um direito dos cidad\u00e3os e uma obriga\u00e7\u00e3o e responsabilidade de quem gere&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":17293,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[451,459,470],"tags":[573],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/acessoIMG2.jpg",1626,834,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/acessoIMG2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/acessoIMG2-300x154.jpg",300,154,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/acessoIMG2-768x394.jpg",640,328,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/acessoIMG2-1024x525.jpg",640,328,true],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/acessoIMG2-1536x788.jpg",1536,788,true],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/acessoIMG2.jpg",1626,834,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/acessoIMG2-1115x715.jpg",1115,715,true],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/acessoIMG2-800x500.jpg",800,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/acessoIMG2-1024x525.jpg",1024,525,true],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/acessoIMG2-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/acessoIMG2-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/artes-e-cultura\/\" rel=\"category tag\">ARTES E CULTURA<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/curtas\/\" rel=\"category tag\">CURTAS<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/voz-ativa\/\" rel=\"category tag\">VOZ ATIVA<\/a>","tag_info":"VOZ ATIVA","comment_count":"0","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17291"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17291"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17291\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17294,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17291\/revisions\/17294"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17293"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17291"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17291"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17291"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}