{"id":17332,"date":"2026-07-13T16:03:37","date_gmt":"2026-07-13T16:03:37","guid":{"rendered":"https:\/\/nsf.pt\/?p=17332"},"modified":"2026-07-13T16:03:41","modified_gmt":"2026-07-13T16:03:41","slug":"a-situacao-no-medio-oriente-e-a-solidariedade-com-o-povo-palestino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2026\/07\/13\/a-situacao-no-medio-oriente-e-a-solidariedade-com-o-povo-palestino\/","title":{"rendered":"A situa\u00e7\u00e3o no M\u00e9dio Oriente e a solidariedade com o povo palestino"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mo\u00e7\u00e3o aprovada na Assembleia Geral do MPPM<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\"><em>A Assembleia Geral do MPPM, reunida na passada quarta-feira, 8 de Julho, na Biblioteca da Casa do Alentejo, em Lisboa, debateu o relat\u00f3rio da Direc\u00e7\u00e3o Nacional sobre a Conjuntura na Palestina e no M\u00e9dio Oriente tendo aprovado a seguinte mo\u00e7\u00e3o:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>1.&nbsp;<\/strong>A situa\u00e7\u00e3o no M\u00e9dio Oriente regista um acentuado agravamento, marcada pela campanha genocida levada a cabo por Israel em Gaza e por uma ofensiva de extrema viol\u00eancia na Cisjord\u00e2nia, visando a total anexa\u00e7\u00e3o e coloniza\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio e a limpeza \u00e9tnica da sua popula\u00e7\u00e3o; pela agress\u00e3o, por parte dos EUA e Israel, ao Ir\u00e3o e ao L\u00edbano; pela intensifica\u00e7\u00e3o do plano expansionista de Israel com o alargamento da ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio do L\u00edbano e da S\u00edria no caminho para a concretiza\u00e7\u00e3o do projecto confessado do \u201cGrande Israel\u201d; por uma cat\u00e1strofe humanit\u00e1ria sem precedentes na Faixa de Gaza, com a popula\u00e7\u00e3o privada de todos os meios de subsist\u00eancia e colocada na total depend\u00eancia da ajuda externa; pelo confronto aberto com o sistema das Na\u00e7\u00f5es Unidas e o direito internacional; pela multiplica\u00e7\u00e3o dos focos de instabilidade e tens\u00e3o, encerrando s\u00e9rias amea\u00e7as para a paz, a seguran\u00e7a e os direitos dos povos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>2.&nbsp;<\/strong>O genoc\u00eddio em Gaza prossegue, agora e crescentemente, envolto num manto de sil\u00eancio. Desde Outubro de 2023, como resultado directo da agress\u00e3o de Israel, contam-se pelo menos 173&nbsp;000 feridos e 73&nbsp;000 mortos (ONU, 24 de Junho de 2026), dos quais pelo menos 1045 s\u00f3 desde o in\u00edcio do \u00abcessar-fogo\u00bb de Outubro de 2025 (Minist\u00e9rio da Sa\u00fade de Gaza). A \u00e1rea ocupada pelas for\u00e7as armadas israelitas, limitada pela chamada \u00ablinha amarela\u00bb, aumenta dia a dia, e o primeiro-ministro de Israel anunciou que essa ocupa\u00e7\u00e3o dever\u00e1 atingir 70% do territ\u00f3rio. O mir\u00edfico \u00abplano de paz\u00bb do Conselho de Paz concebido por Donald Trump, apesar da resposta positiva das for\u00e7as da resist\u00eancia palestina, na pr\u00e1tica traduz no caucionamento da pol\u00edtica de Israel de repress\u00e3o da resist\u00eancia palestinas, e de ocupa\u00e7\u00e3o e limpeza \u00e9tnica. Continuam os bombardeamentos e as destrui\u00e7\u00f5es, o bloqueio e a cat\u00e1strofe humanit\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>3.&nbsp;<\/strong>Na Cisjord\u00e2nia ocupada, as opera\u00e7\u00f5es militares intensificam-se com redobrada viol\u00eancia, a anexa\u00e7\u00e3o e coloniza\u00e7\u00e3o alastram-se e a intensificam-se as campanhas de terror dos colonos, em coordena\u00e7\u00e3o com as for\u00e7as armadas israelitas, contra a popula\u00e7\u00e3o palestina. Na maior vaga de limpeza \u00e9tnica desde 1967, mais de 32&nbsp;000 palestinos foram expulsos de suas casas em opera\u00e7\u00f5es militares em larga escala nos campos de refugiados de Jenin, Tulkarem e Nur Shams, no Norte da Cisjord\u00e2nia. Pela primeira vez, Israel est\u00e1 a instalar uma base militar permanente na \u00c1rea A da Cisjord\u00e2nia (teoricamente sob controlo civil e militar da Autoridade Palestina), em Jenin. A imposi\u00e7\u00e3o do controlo israelita sobre os s\u00edtios arqueol\u00f3gicos na Cisjord\u00e2nia e sobre a Mesquita de Ibrahim (T\u00famulo dos Patriarcas) s\u00e3o novos sinais da anexa\u00e7\u00e3o em curso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>4.&nbsp;<\/strong>Em Jerusal\u00e9m Oriental \u2014 ocupada desde 1967 e ilegalmente declarada capital \u00abeterna e indivis\u00edvel\u00bb de Israel \u2014 prossegue a judaiza\u00e7\u00e3o da cidade. Atrav\u00e9s de expuls\u00f5es e despejos, demoli\u00e7\u00f5es, expans\u00e3o de colonatos dentro ou adjacentes a bairros palestinos, revoga\u00e7\u00e3o de t\u00edtulos de resid\u00eancia, incurs\u00f5es de colonos no complexo da Mesquita de Al-Aqsa e tentativas para alterar o seu&nbsp;<em>status quo<\/em>, visa-se impor-lhe um car\u00e1cter judaico e apagar a sua identidade \u00e1rabe, incluindo as marcas sociais e culturais isl\u00e2mica e crist\u00e3, impedindo ainda que Jerusal\u00e9m Oriental se torne a capital de um futuro Estado palestino.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>5.&nbsp;<\/strong>Por outro lado, a guerra desencadeada em 28 de Fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Ir\u00e3o (ap\u00f3s uma anterior agress\u00e3o em 2025, enquanto estava em curso um processo negocial)<s>&nbsp;<\/s>constituiu um novo patamar de agravamento da situa\u00e7\u00e3o agora generalizado a todo o no M\u00e9dio Oriente, com imediatas e imprevis\u00edveis consequ\u00eancias ao n\u00edvel mundial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>6.&nbsp;<\/strong>A firme resist\u00eancia do Ir\u00e3o n\u00e3o permitiu uma vit\u00f3ria militar nem a realiza\u00e7\u00e3o dos objectivos dos EUA e de Israel e esse facto, por si s\u00f3, tem consequ\u00eancias nos equil\u00edbrios geopol\u00edticos ao n\u00edvel regional e, potencialmente, mundial. A tentativa de arrastar os pa\u00edses da regi\u00e3o para um confronto generalizado fracassou. O \u00abmemorando de entendimento\u00bb interino entre o Ir\u00e3o e os Estados Unidos, que abriu o per\u00edodo de negocia\u00e7\u00f5es agora em curso, n\u00e3o eliminou, entretanto, os factores estruturais do conflito. A fr\u00e1gil tr\u00e9gua continua a ser repetidamente violada, quer pelos Estados Unidos quer por Israel, o que significa que o plano para imposi\u00e7\u00e3o de uma tutela sobre os povos da regi\u00e3o n\u00e3o terminou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>7.&nbsp;<\/strong>Disso constitui exemplo flagrante a continua\u00e7\u00e3o da agress\u00e3o israelita contra o L\u00edbano, j\u00e1 que um dos pontos-base do memorando de entendimento entre o Ir\u00e3o e os Estados Unidos \u00e9 precisamente a cessa\u00e7\u00e3o da agress\u00e3o israelita ao L\u00edbano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>8.&nbsp;<\/strong>A presente agress\u00e3o de Israel contra a soberania e a integridade territorial do L\u00edbano, desencadeada a 2 de Mar\u00e7o de 2026, em viola\u00e7\u00e3o declarada do pretenso cessar-fogo em vigor desde Novembro de 2024 (mas que Israel violou milhares de vezes), saldou-se, at\u00e9 ao momento, em 4257 mortos e 12&nbsp;196 feridos, no deslocamento for\u00e7ado de mais de um milh\u00e3o de pessoas e em destrui\u00e7\u00f5es sistem\u00e1ticas, nomeadamente no Sul do pa\u00eds \u2014 uma pol\u00edtica de terra queimada inspirada na sua ac\u00e7\u00e3o criminosa e at\u00e9 agora impune em Gaza. Israel prossegue ataques e incurs\u00f5es militares e mant\u00e9m a ocupa\u00e7\u00e3o de cerca de 20% do territ\u00f3rio liban\u00eas, ocupa\u00e7\u00e3o que declara querer manter de forma permanente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>9.&nbsp;<\/strong>O \u00abacordo-quadro\u00bb de 26 de Junho entre o governo liban\u00eas, Israel e os Estados Unidos \u2014 que recorda os termos humilhantes para o L\u00edbano do acordo de 17 de Abril de 1983, na ocasi\u00e3o patrocinado por Ronald Reagan \u2014 contraria frontalmente e procura torpedear o memorando de entendimento EUA-Ir\u00e3o, \u00e9 profundamente desequilibrado a favor de Israel, reconhecendo a sua presen\u00e7a militar em territ\u00f3rio de um estado soberano \u2014 traduzida ali\u00e1s na visita de dirigentes do governo de Israel aos destacamentos militares em ac\u00e7\u00e3o naquele pa\u00eds \u2014&nbsp; \u00e9 dirigido contra as for\u00e7as que resistem \u00e0 agress\u00e3o israelita e uma parte significativa da popula\u00e7\u00e3o do L\u00edbano, e cria no pa\u00eds uma enorme tens\u00e3o de consequ\u00eancias potencialmente explosivas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>10.&nbsp;<\/strong>Ao mesmo tempo, e confirmando a sua natureza agressiva e belicista,<s>&nbsp;<\/s>alargou-se a ocupa\u00e7\u00e3o por Israel de territ\u00f3rios no Sul da S\u00edria. Desde a queda de Bashar al-Assad, no final de 2024, o regime sionista intensificou os seus ataques e incurs\u00f5es e deslocou tropas para a zona-tamp\u00e3o monitorizada pela ONU nos Montes Gol\u00e3, ocupados por Israel desde 1967, e para o interior do territ\u00f3rio s\u00edrio. As quase 300 opera\u00e7\u00f5es ou viola\u00e7\u00f5es por Israel, s\u00f3 no m\u00eas de Junho, e a expans\u00e3o do controlo militar em territ\u00f3rio da S\u00edria continuam a viola\u00e7\u00e3o da soberania do pa\u00eds e das resolu\u00e7\u00f5es das Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>11.&nbsp;<\/strong>A realidade do M\u00e9dio Oriente permanece muit\u00edssimo inst\u00e1vel. Persiste a agressividade de Israel, dos Estados Unidos e dos seus aliados-subordinados da NATO e da Uni\u00e3o Europeia, agrava-se a tentativa de substituir o Direito Internacional pela lei do mais forte, com mecanismos e \u00absolu\u00e7\u00f5es\u00bb \u00e0 margem e em contradi\u00e7\u00e3o com o sistema das Na\u00e7\u00f5es Unidas que tem regido o mundo ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial. Ao mesmo tempo, assinala-se que n\u00e3o foi alcan\u00e7ado o objectivo estrat\u00e9gico de aniquilar pa\u00edses, for\u00e7as e povos que recusam submeter-se aos&nbsp;<em>diktats<\/em>&nbsp;imperiais e sionistas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>12.&nbsp;<\/strong>Nos \u00faltimos anos alargou-se extraordinariamente, em Portugal, na Europa e no mundo, o rep\u00fadio pela pol\u00edtica e a ac\u00e7\u00e3o agressiva de Israel, dos Estados Unidos e dos seus c\u00famplices e a solidariedade com o povo palestino e outros povos em luta. Em contraposi\u00e7\u00e3o, registam-se tentativas de limitar ou criminalizar a solidariedade com a Palestina, nomeadamente atrav\u00e9s da esp\u00faria identifica\u00e7\u00e3o entre o rep\u00fadio da pol\u00edtica de Israel e o anti-semitismo, procurando intimidar quem denuncia as viola\u00e7\u00f5es do direito internacional e exige o fim da ocupa\u00e7\u00e3o e da guerra.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Considerando o que precede, a Assembleia Geral do MPPM decide:<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>i<\/strong><strong>.&nbsp;<\/strong>Manifestar a sua solidariedade activa com o povo palestino, reafirmar o seu direito \u00e0 resist\u00eancia, continuar e refor\u00e7ar as ac\u00e7\u00f5es de solidariedade, promovendo a mobiliza\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica: pelo fim da ocupa\u00e7\u00e3o, contra a pol\u00edtica de anexa\u00e7\u00e3o, coloniza\u00e7\u00e3o e limpeza \u00e9tnica na Cisjord\u00e2nia, incluindo a judaiza\u00e7\u00e3o de Jerusal\u00e9m Oriental; pelo fim do genoc\u00eddio em Gaza, pelo levantamento do bloqueio e a entrada irrestrita da ajuda de emerg\u00eancia; pela den\u00fancia do criminoso muro de separa\u00e7\u00e3o; pela liberta\u00e7\u00e3o dos presos pol\u00edticos palestinos e a den\u00fancia dos crimes, viol\u00eancias e abusos praticados nas pris\u00f5es de Israel; pelo direito de regresso ou compensa\u00e7\u00e3o dos refugiados palestinos; pelos direitos nacionais imprescrit\u00edveis do povo palestino;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>ii<\/strong><strong>.&nbsp;<\/strong>Denunciar a natureza colonial, racista e segregacionista do projecto sionista, alertando para a pol\u00edtica sistem\u00e1tica de discrimina\u00e7\u00e3o e apartheid exercida contra os palestinos, tanto nos territ\u00f3rios ocupados como sobre os palestinos que s\u00e3o cidad\u00e3os do Estado de Israel;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>iii<\/strong><strong>.<\/strong>&nbsp;Reiterar a import\u00e2ncia do refor\u00e7o da unidade de todas as for\u00e7as palestinas como condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria e essencial para a realiza\u00e7\u00e3o dos direitos nacionais do seu povo;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>iv<\/strong><strong>.<\/strong>&nbsp;Lan\u00e7ar e apoiar iniciativas contra as viola\u00e7\u00f5es do direito internacional, pela desnucleariza\u00e7\u00e3o do M\u00e9dio Oriente \u2014 desde logo, com a destrui\u00e7\u00e3o do armamento nuclear de Israel \u2014, contra as amea\u00e7as b\u00e9licas e inger\u00eancias externas, bem como todas as ac\u00e7\u00f5es em prol de uma paz justa e duradoura no M\u00e9dio Oriente;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>v<\/strong><strong>.&nbsp;<\/strong>Denunciar a agress\u00e3o de Israel e dos Estados Unidos contra pa\u00edses e povos do M\u00e9dio Oriente e a continuada ocupa\u00e7\u00e3o por Israel de territ\u00f3rios na S\u00edria e no L\u00edbano, reafirmar o direito \u00e0 resist\u00eancia dos povos do M\u00e9dio Oriente \u00e0s agress\u00f5es, pelo respeito da sua soberania, e saudar a sua luta;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>vi<\/strong><strong>.&nbsp;<\/strong>Prosseguir a ac\u00e7\u00e3o pela suspens\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es comerciais, pol\u00edticas, diplom\u00e1ticas, militares ou outras com Israel, pela revoga\u00e7\u00e3o do Acordo Uni\u00e3o Europeia-Israel, que confere ao regime sionista um inaceit\u00e1vel estatuto de privil\u00e9gio;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>vii<\/strong><strong>.<\/strong>&nbsp;Repudiando o anti-semitismo e todas as formas de discrimina\u00e7\u00e3o, continuar a manifestar a sua solidariedade com activistas e organiza\u00e7\u00f5es de solidariedade com a Palestina, incluindo organiza\u00e7\u00f5es e activistas judeus n\u00e3o sionistas, e a denunciar as crescentes tentativas de os silenciar;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>viii<\/strong><strong>.<\/strong>&nbsp;Intensificar a exig\u00eancia junto das autoridades portuguesas para que ponham termo a qualquer forma de cumplicidade com a pol\u00edtica de agress\u00e3o e ocupa\u00e7\u00e3o levada a cabo por Israel, adoptando medidas concretas de defesa do direito internacional e dos direitos nacionais do povo palestino, incluindo o direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o e \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de um Estado da Palestina soberano e independente, nas fronteiras de 1967, com Jerusal\u00e9m Oriental como sua capital; reclamar, do Estado portugu\u00eas, uma ac\u00e7\u00e3o determinada nos f\u00f3runs internacionais, bem como nas rela\u00e7\u00f5es bilaterais, no sentido da den\u00fancia, responsabiliza\u00e7\u00e3o e isolamento internacional do Estado de Israel, cuja pol\u00edtica impede o exerc\u00edcio pleno e soberano do direito do povo palestino a viver em paz nas fronteiras do seu Estado, que \u00e9 reconhecido por Portugal e pela generalidade da comunidade internacional<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><strong>ix<\/strong><strong>.<\/strong>&nbsp;Enviar uma calorosa sauda\u00e7\u00e3o ao povo palestino, reafirmando que o MPPM permanecer\u00e1 sempre a seu lado na sua corajosa luta pelos seus direitos nacionais imprescrit\u00edveis, por uma Palestina livre, independente e soberana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Lisboa, 8 de Julho de 2026<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1005\" height=\"480\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/palestina-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14178\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/palestina-2.jpg 1005w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/palestina-2-300x143.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/palestina-2-768x367.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1005px) 100vw, 1005px\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mo\u00e7\u00e3o aprovada na Assembleia Geral do MPPM A Assembleia Geral do MPPM, reunida na passada&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":17333,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[459,443,470],"tags":[426],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cvr-palestina.jpg",824,399,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cvr-palestina-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cvr-palestina-300x145.jpg",300,145,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cvr-palestina-768x372.jpg",640,310,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cvr-palestina.jpg",640,310,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cvr-palestina.jpg",824,399,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cvr-palestina.jpg",824,399,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cvr-palestina.jpg",824,399,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cvr-palestina-800x399.jpg",800,399,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cvr-palestina.jpg",824,399,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cvr-palestina-540x340.jpg",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cvr-palestina-400x250.jpg",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/curtas\/\" rel=\"category tag\">CURTAS<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/palestina\/\" rel=\"category tag\">PALESTINA<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/voz-ativa\/\" rel=\"category tag\">VOZ ATIVA<\/a>","tag_info":"VOZ ATIVA","comment_count":"0","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17332"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17332"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17332\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17334,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17332\/revisions\/17334"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17333"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17332"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17332"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17332"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}