{"id":17403,"date":"2026-07-25T18:14:53","date_gmt":"2026-07-25T18:14:53","guid":{"rendered":"https:\/\/nsf.pt\/?p=17403"},"modified":"2026-07-25T18:45:07","modified_gmt":"2026-07-25T18:45:07","slug":"novas-perspectivas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2026\/07\/25\/novas-perspectivas\/","title":{"rendered":"Novas perspectivas"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos e os Portugueses na Fran\u00e7a <\/h2>\n\n\n\n<div style=\"height:41px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"\">[Artigo coletivo na Revista Ex\u00edlios e Migra\u00e7\u00f5es ib\u00e9ricas nos s\u00e9culos XX e XXI  &#8211; 20261\/n\u00ba17 &#8211; Ex\u00edlios e Migra\u00e7\u00f5es Ib\u00e9ricas nos S\u00e9culos XX e XXI \u00e9 uma revista dedicada ao estudo das migra\u00e7\u00f5es ib\u00e9ricas contempor\u00e2neas \u2013 tanto pol\u00edticas quanto econ\u00f3micas \u2013 que visa contribuir para a dissemina\u00e7\u00e3o do conhecimento sobre esses temas] &#8211; Por&nbsp;<a href=\"https:\/\/shs.cairn.info\/publications-de-cristina-climaco--725567?lang=fr\">Cristina Cl\u00edmaco<\/a>, <a href=\"https:\/\/shs.cairn.info\/publications-de-victor-pereira--87636?lang=fr\">Victor Pereira<\/a> et&nbsp;<a href=\"https:\/\/shs.cairn.info\/publications-de-marie-christine-volovitch-tavares--61618?lang=fr\">Marie-Christine Volovitch-Tavares<\/a> &#8211; P\u00e1ginas 7 a 10.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:42px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"\">Em 25 de abril de 1974, o golpe de Estado liderado por jovens capit\u00e3es do MFA (Movimento das For\u00e7as Armadas) derrubou a antiga ditadura portuguesa (1926-1974), prometendo descoloniza\u00e7\u00e3o, democratiza\u00e7\u00e3o e desenvolvimento. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">As fortes mobiliza\u00e7\u00f5es populares que se seguiram provocaram profundas convuls\u00f5es em toda a sociedade portuguesa durante os dois anos do &#8220;Processo Revolucion\u00e1rio em Curso&#8221; (PREC, 25 de abril de 1974 \u2013 25 de novembro de 1975). <\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Essas convuls\u00f5es pol\u00edticas e sociais em Portugal foram tamb\u00e9m acompanhadas por mudan\u00e7as significativas nas rela\u00e7\u00f5es de Portugal com os seus emigrantes. Foi em Fran\u00e7a que as mudan\u00e7as foram mais significativas, n\u00e3o s\u00f3 porque os emigrantes portugueses, que somavam 750.000 em 1975, constitu\u00edam o maior grupo de emigrantes portugueses no mundo, mas tamb\u00e9m porque n\u00e3o eram meros espectadores de uma revolu\u00e7\u00e3o distante, mas sim participantes ativos, com as suas pr\u00f3prias reivindica\u00e7\u00f5es e iniciativas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><br>As comemora\u00e7\u00f5es do 50.\u00ba anivers\u00e1rio da Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos proporcionaram, tanto em Portugal como em Fran\u00e7a, uma oportunidade para a realiza\u00e7\u00e3o de confer\u00eancias e publica\u00e7\u00f5es que complementam trabalhos anteriores e abrem novas vias de investiga\u00e7\u00e3o. Contudo, o caso dos emigrantes e exilados portugueses em Fran\u00e7a permanece relativamente pouco explorado, e \u00e9 a partir desta perspetiva que apresentamos novas ideias baseadas em seis casos espec\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><br>Os tumultos da Revolu\u00e7\u00e3o conduziram a uma mudan\u00e7a radical na rela\u00e7\u00e3o entre os emigrantes e as autoridades portuguesas\u2026<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Notas isoladas e complementares sobre o tema<\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Maria Helena Pereira<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">No in\u00edcio dos anos 80, existiu um coletivo chamado &#8220;Centopeia&#8221; que reunia v\u00e1rios jovens de origem portuguesa, com textos e at\u00e9 uma curta-metragem chamada &#8220;Portugaises d&#8217;origine&#8221; sobre os portugueses em Fran\u00e7a, onde eram abordados temas recorrentes: o regresso, o ensino da l\u00edngua, o racismo, as experi\u00eancias em associa\u00e7\u00f5es, os conflitos geracionais, as mulheres, a vida &#8220;entre dois mundos&#8221;\u2026 Eu fazia parte dessa gera\u00e7\u00e3o e daquela que se mobilizou bastante e at\u00e9 criou programas de r\u00e1dio falando sobre todos estes temas e muitos outros, o que mais tarde me levou a ser a \u00fanica jovem cofundadora da R\u00e1dio Alfa, um grande passo para romper com o isolamento do passado da comunidade e com o movimento associativo insular do futebol, dos jogos de cartas, dos bailes de fim de semana, do folclore e da saudade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ant\u00f3nio Dinis Delgado Fonseca<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">Em dezembro de 1974 eu e mais 4 oficiais do MFA dos diversos ramos das for\u00e7as armadas fomos enviados a Paris, durante uma semana, com a missao de explicar as razoes e objetivos do 25 de Abril aos portugueses emigrados na regi\u00e3o de Paris. Os capit\u00e3es Delgado Fonseca, Ramos, Santos Silva, neves Rosa, e Brand\u00e3o, apoiados pelo consulado provis\u00f3rio em Paris e Teresa Mendes, Manuel Areias, Artur Monteiro, Bandeira interviemos em mais de uma dezena de reuni\u00f5es multitudin\u00e1rias nos bidonvilles de Nanterre, Champigny, Villejuif, , s.Denis, Argenteuil e La Courneuve. Alem dos muitos portugueses assistiram tambem muitos outros emigrantes, sobretudo espanh\u00f3is estes bem mais politizados di que os portugueses. Ad condicoes de vida eram muito mas, em barracas de zinco com chuva e muita lama. Do dialogo com os portugueses trouxemos para expor ao governo portugu\u00eas fundamentalmente o pedido para que fossem criadas formas e condi\u00e7\u00f5es financeiras para que as suas economias pudessem ser utilizadas na o desenvolvimento das suas regi\u00f5es de origem. Esta missao do MFA terminou com uma sessao no anfiteatro da universidade de Sorbone onde com sucesso nos confrontamos com militantes de v\u00e1rios quadrantes politicos. Recordo que o governo franc\u00eas deixou de autorizar miss\u00f5es semelhantes com militares fardados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\"><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Outros n\u00fameros da Revista j\u00e1 publicados<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"378\" data-id=\"17404\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/outros-numeros-1024x378.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17404\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/outros-numeros-1024x378.jpg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/outros-numeros-300x111.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/outros-numeros-768x283.jpg 768w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/outros-numeros.jpg 1459w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-amber-background-color has-background\"><a href=\"https:\/\/shs.cairn.info\/revue-exils-et-migrations-iberiques-2026-1?lang=fr\">ACESSO<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"503\" height=\"861\" src=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/centopeia.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17405\" style=\"aspect-ratio:0.5842044134727061;width:285px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/centopeia.jpg 503w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/centopeia-175x300.jpg 175w\" sizes=\"(max-width: 503px) 100vw, 503px\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos e os Portugueses na Fran\u00e7a [Artigo coletivo na Revista Ex\u00edlios 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