{"id":17952,"date":"2026-11-06T12:27:03","date_gmt":"2026-11-06T12:27:03","guid":{"rendered":"https:\/\/nsf.pt\/?p=17952"},"modified":"2026-11-06T12:27:06","modified_gmt":"2026-11-06T12:27:06","slug":"que-belo-trabalho-da-mensagem-sobre-habitacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2026\/11\/06\/que-belo-trabalho-da-mensagem-sobre-habitacao\/","title":{"rendered":"Que belo trabalho da Mensagem sobre Habita\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading\">\u201cO problema \u00e9 o jogo em si\u201d: uma tarde a jogar \u00e0 crise da habita\u00e7\u00e3o<\/h1>\n\n\n\n<p class=\"\">No dia em que as manifesta\u00e7\u00f5es pela habita\u00e7\u00e3o voltaram \u00e0s ruas de Lisboa e do Porto, um grupo de pessoas de v\u00e1rias idades e percursos sentou-se \u00e0 mesa no Mercado do Forno do Tijolo, em Arroios, para jogar ao mercado imobili\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">por <strong><a href=\"https:\/\/amensagem.pt\/author\/mensagem\/\">Mensagem<\/a><\/strong> 04.11.2026<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amensagem.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/Dia_Mundial_das_Cidades_Jose_Martins-13-scaled.jpg?fit=1200%2C800&amp;ssl=1\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Jos\u00e9 Martins<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"\">Neste jogo, cada grupo de quatro pessoas assume o papel de promotores imobili\u00e1rios com um objetivo: acumular a maior riqueza poss\u00edvel na cidade. Ao longo de cinco rondas, cada jogador decide se compra, desenvolve ou vende terrenos. Entre rondas, um facilitador lan\u00e7a alertas e an\u00e1lises: afinal, como \u00e9 que essas decis\u00f5es, como a venda de casas, por exemplo, est\u00e3o a mexer com o mercado?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">No passado dia 31 de outubro, Dia Mundial das Cidades, a <a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/company\/luplab?originalSubdomain=pt\">LupLab<\/a> e a Junta de Freguesia de Arroios organizaram no Mercado do Forno do Tijolo <a href=\"https:\/\/amensagem.pt\/2026\/10\/21\/jogo-de-tabuleiro-ajudar-a-compreender-crise-da-habitacao\/\">uma sess\u00e3o sobre habita\u00e7\u00e3o que come\u00e7ou com um jogo de tabuleiro<\/a>. Os participantes eram de todas as idades e com percursos e pontos de vista diferentes. O Jogo da Habita\u00e7\u00e3o, desenvolvido em investiga\u00e7\u00e3o na <a href=\"https:\/\/www.hhl.de\/\">HHL Leipzig Graduate School of Management<\/a> e na <a href=\"https:\/\/www.strath.ac.uk\/\">Universidade de Strathclyde<\/a>, estreou-se em mar\u00e7o na confer\u00eancia Urban Future, em Liubliana.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amensagem.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/Dia_Mundial_das_Cidades_Jose_Martins-1-1024x683.jpg?ssl=1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amensagem.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/Dia_Mundial_das_Cidades_Jose_Martins-12-1024x683.jpg?ssl=1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amensagem.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/Dia_Mundial_das_Cidades_Jose_Martins-15-1024x683.jpg?ssl=1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amensagem.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/Dia_Mundial_das_Cidades_Jose_Martins-16-683x1024.jpg?ssl=1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amensagem.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/Dia_Mundial_das_Cidades_Jose_Martins-17-1024x683.jpg?ssl=1\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"\"><em>Fotos: Jos\u00e9 Martins<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">O que o jogo torna vis\u00edvel \u00e9 uma l\u00f3gica bem conhecida do mercado imobili\u00e1rio: muitas vezes compensa mais ao propriet\u00e1rio esperar que os vizinhos construam, para que a sua propriedade valorize, do que p\u00f4-la no mercado. V\u00e1rios jogadores acabam por otimizar o seu resultado individual, mesmo que isso ponha em causa a produ\u00e7\u00e3o de casas pelo grupo e a sustentabilidade da cidade que est\u00e3o, em conjunto, a construir.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p class=\"\"><strong>\u201cMais do que transmitir conhecimentos, achamos que conseguimos fazer com que as pessoas sentissem, em primeira m\u00e3o, as for\u00e7as do mercado, e isso \u00e9 muito importante num tema t\u00e3o complexo como a habita\u00e7\u00e3o\u201d<\/strong>, explicam os organizadores, Manuel Caldeira (HHL Leipzig) e Mariana Marmelada (Universidade de Strathclyde), ambos do Laborat\u00f3rio da Proximidade Urbana e Local, LupLab.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"\">A ideia de fundo \u00e9 simples: o valor de uma casa n\u00e3o vem sobretudo do que o propriet\u00e1rio faz nela, mas do que a sociedade construiu \u00e0 sua volta. E o solo urbano \u00e9 escasso. Tal como outros bens comuns \u2013 os peixes no oceano, por exemplo \u2013 t\u00eam mecanismos pr\u00f3prios para al\u00e9m do mercado, como as quotas de pesca, tamb\u00e9m o mercado imobili\u00e1rio deveria ser moldado de forma diferente, defendem os organizadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">\u201cAtualmente parece que vivemos numa luta permanente entre senhorios e inquilinos que n\u00e3o deveria existir. O problema n\u00e3o s\u00e3o as pessoas que est\u00e3o a jogar o jogo, n\u00e3o existem maus e bons nesta hist\u00f3ria. O problema \u00e9 o jogo em si.\u201d O repto \u00e9 debater e procurar alternativas \u00e0 excessiva mercantiliza\u00e7\u00e3o do solo e da habita\u00e7\u00e3o nas nossas cidades. Foi esse o ponto de partida para a mesa-redonda que se seguiu, moderada por Catarina Carvalho, diretora da Mensagem de Lisboa (parceira deste evento), com quatro convidados que discutiram o que o jogo revela sobre o mercado da habita\u00e7\u00e3o e que modelos alternativos podem ser ensaiados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amensagem.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/Dia_Mundial_das_Cidades_Jose_Martins-19-scaled.jpg?resize=2000%2C1334&amp;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-151049\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mesa redonda moderada por Catarina Carvalho, diretora da Mensagem de Lisboa (parceira deste evento). <em>Foto: Jos\u00e9 Martins<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quem cria o valor de uma casa<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">Patr\u00edcia Melo, professora no ISEG e especialista em economia urbana e economias de aglomera\u00e7\u00e3o, pegou na pergunta que o jogo deixa no ar: boa parte do valor de uma casa resulta de investimento coletivo \u2013 infraestruturas, servi\u00e7os, redes de transporte \u2013 e, por isso, defendeu, parte desse valor deveria reverter para a comunidade. Como, ali\u00e1s, j\u00e1 acontece em pa\u00edses com mecanismos para capturar as mais-valias criadas pelo investimento p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">A economista insistiu tamb\u00e9m na necessidade de n\u00e3o dissociar a habita\u00e7\u00e3o do que existe fora dela: o espa\u00e7o p\u00fablico e as infraestruturas. Quando se abrem novas frentes urbanas sem consolidar as que j\u00e1 existem e sem otimizar as redes de transporte, cai-se numa \u201carmadilha social\u201d: as fam\u00edlias passam a suportar um custo de vida que vai muito al\u00e9m da casa \u2013 o tempo e o dinheiro gastos em desloca\u00e7\u00f5es \u2013 e veem limitado o acesso a tudo o que a cidade oferece.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Joana Mour\u00e3o, investigadora no <a href=\"https:\/\/citua.tecnico.ulisboa.pt\/\">CiTUA<\/a>, do Instituto Superior T\u00e9cnico, criticou a \u201ctend\u00eancia para deixar as coisas para tr\u00e1s\u201d do planeamento urbano em Portugal: as cidades crescem em novas frentes de expans\u00e3o enquanto ficam para tr\u00e1s edif\u00edcios vazios, muitos deles do pr\u00f3prio Estado \u2014 o seu foco de investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Esses grandes edif\u00edcios p\u00fablicos devolutos, que est\u00e3o agora a ser transferidos para os munic\u00edpios, s\u00e3o para a investigadora um sintoma da incapacidade das pol\u00edticas p\u00fablicas de reativar o solo urbano inativo. E qualquer resposta, defendeu, tem de juntar a habita\u00e7\u00e3o p\u00fablica \u00e0s infraestruturas da cidade, como o transporte p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Cooperativas: uma li\u00e7\u00e3o esquecida<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">Tiago Mota Saraiva, arquiteto, professor na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa e cofundador do <a href=\"https:\/\/www.ateliermob.com\/\">ateliermob<\/a>, abordou, entre outros temas, o modelo das <a href=\"https:\/\/amensagem.pt\/2023\/05\/30\/as-cooperativas-sao-solucao-para-a-crise-de-habitacao-em-lisboa\/\">cooperativas de habita\u00e7\u00e3o<\/a>, um modelo expressivo noutros pa\u00edses europeus, mas residual em Portugal. A ideia por detr\u00e1s destas estruturas \u00e9 desenvolver habita\u00e7\u00f5es por um valor reduzido, mas em troca deixam de estar sujeitas \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o do mercado, visto n\u00e3o poderem alienar a sua propriedade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">LEIA TAMB\u00c9M:<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/amensagem.pt\/2023\/05\/30\/as-cooperativas-sao-solucao-para-a-crise-de-habitacao-em-lisboa\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amensagem.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/1977_02_FN648L3_07.jpg?resize=1200%2C900&amp;ssl=1\" alt=\"As cooperativas s\u00e3o solu\u00e7\u00e3o para a crise de habita\u00e7\u00e3o em Lisboa?\"\/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"\"><a href=\"https:\/\/amensagem.pt\/cronica\/\">Cr\u00f3nica<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/amensagem.pt\/2023\/05\/30\/as-cooperativas-sao-solucao-para-a-crise-de-habitacao-em-lisboa\/\">As cooperativas s\u00e3o solu\u00e7\u00e3o para a crise de habita\u00e7\u00e3o em Lisboa?<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"\"><a href=\"https:\/\/amensagem.pt\/author\/manuel-banza\/\"><\/a>por <strong><a href=\"https:\/\/amensagem.pt\/author\/manuel-banza\/\">Manuel Banza<\/a><\/strong>30.05.2023<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Tiago Mota Saraiva lembrou que Portugal j\u00e1 teve um setor cooperativo de habita\u00e7\u00e3o com peso, nascido depois do 25 de Abril. O problema, explicou, \u00e9 que a partir do final dos anos 80 as cooperativas foram incentivadas a individualizar a propriedade: cada cooperante tornou-se dono do seu fogo e p\u00f4de vend\u00ea-lo no mercado livre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">O arquiteto defendeu tamb\u00e9m a aplica\u00e7\u00e3o de medidas como o fim das mais-valias, de modo a canalizar o investimento para fora do mercado habitacional, e a aplica\u00e7\u00e3o de um modelo semelhante \u00e0 tomada de posse administrativa no caso dos im\u00f3veis privados devolutos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/amensagem.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Tiago-Mota-Saraiva-5.jpg?resize=1024%2C683&amp;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-123388\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Tiago Mota Saraiva, arquiteto, professor na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa e cofundador do <a href=\"https:\/\/www.ateliermob.com\/\">ateliermob<\/a>.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Um terceiro setor, entre o Estado e o mercado<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">Pedro Sarmento, fundador da Funda\u00e7\u00e3o \u00c2ncora, quer criar em Portugal um terceiro setor, a meio caminho entre o Estado e o mercado privado. O modelo, inspirado nas empresas de lucro limitado da \u00c1ustria, assenta em acordos com munic\u00edpios e outras institui\u00e7\u00f5es que cedem terrenos ou edif\u00edcios em direito de superf\u00edcie, e em \u201ccapital paciente\u201d: investimento de longo prazo, com retorno baixo e est\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">As rendas s\u00e3o calculadas a partir dos custos, e n\u00e3o do mercado, e os estatutos da funda\u00e7\u00e3o impedem a venda dos im\u00f3veis, que ficam obrigatoriamente afetos \u00e0 habita\u00e7\u00e3o. Pedro Sarmento contestou tamb\u00e9m a ideia de que basta construir mais. Citou um estudo segundo o qual, mesmo que Portugal tivesse constru\u00eddo meio milh\u00e3o \u2013 ou at\u00e9 um milh\u00e3o \u2013 de casas a mais desde 2010, os pre\u00e7os em Lisboa seriam hoje apenas 3% a 7% mais baixos, porque as expectativas de valoriza\u00e7\u00e3o continuam a puxar os pre\u00e7os para cima. Da\u00ed a necessidade, defendeu, de um segmento de habita\u00e7\u00e3o fora dessa l\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Porque \u00e9 que nada muda?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"\">A pergunta final de Catarina Carvalho foi direta: se o problema se sente h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, porque \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 um sobressalto nacional?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Para Joana Mour\u00e3o, parte da resposta est\u00e1 no facto de o pr\u00f3prio Estado \u2013 e sobretudo as autarquias \u2013 ganhar \u201cimenso\u201d com esta situa\u00e7\u00e3o. A investigadora refere que o poder local depende da tributa\u00e7\u00e3o do mercado imobili\u00e1rio (por exemplo, o Imposto Municipal sobre as Transa\u00e7\u00f5es), o que os leva, de forma indireta, a beneficiar de um mercado habitacional aquecido e valorizado, o que se torna contraproducente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">Tiago Mota Saraiva notou que, na Europa, o paradigma est\u00e1 a mudar e v\u00e1rios governos voltaram a intervir na habita\u00e7\u00e3o por perceberem que se trata de uma quest\u00e3o social. Portugal, disse, segue em contraciclo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"\">No final, ficou o desejo, por parte da organiza\u00e7\u00e3o e dos participantes, de repetir a sess\u00e3o e de continuar o debate sobre alternativas \u00e0 mercantiliza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o urbano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO problema \u00e9 o jogo em si\u201d: uma tarde a jogar \u00e0 crise da habita\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":17953,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[238,781],"tags":[836],"post_badge":[],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/mensagem.webp",1024,683,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/mensagem-150x150.webp",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/mensagem-300x200.webp",300,200,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/mensagem-768x512.webp",640,427,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/mensagem.webp",640,427,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/mensagem.webp",1024,683,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/mensagem.webp",1024,683,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/mensagem.webp",1024,683,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/mensagem-800x500.webp",800,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/mensagem.webp",1024,683,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/mensagem-540x340.webp",540,340,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/mensagem-400x250.webp",400,250,true]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/destaque\/\" rel=\"category tag\">DESTAQUE<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/politicas-sociais\/\" rel=\"category tag\">POLITICAS SOCIAIS<\/a>","tag_info":"POLITICAS SOCIAIS","comment_count":"0","post_mailing_queue_ids":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17952"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17952"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17952\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17954,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17952\/revisions\/17954"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17953"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17952"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17952"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17952"},{"taxonomy":"post_badge","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/post_badge?post=17952"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}