{"id":2198,"date":"2020-10-28T13:44:35","date_gmt":"2020-10-28T13:44:35","guid":{"rendered":"http:\/\/aep61-74.org\/?p=2198"},"modified":"2020-12-29T00:04:19","modified_gmt":"2020-12-29T00:04:19","slug":"acolhimento-um-trabalho-horizontal-livre-solidario-e-benevolo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2020\/10\/28\/acolhimento-um-trabalho-horizontal-livre-solidario-e-benevolo\/","title":{"rendered":"ACOLHIMENTO  |Um trabalho horizontal, livre, solid\u00e1rio e ben\u00e9volo."},"content":{"rendered":"\n<p><span class=\"has-inline-color has-luminous-vivid-amber-color\"><strong>SEM FRONTEIRAS<\/strong><\/span> |<strong> 28 de outubro 2020 |Dossi\u00ea ACOLHIMENTO | A chegada, a vida ao quotidiano, as rela\u00e7\u00f5es com um contexto totalmente desconhecido, a sujei\u00e7\u00e3o \u00e0s imposi\u00e7\u00f5es, as dificuldades na revolta, mas tamb\u00e9m a abertura institucional local, a milit\u00e2ncia, a solidariedade. Isto tudo atravessa o desenho da comunidade portuguesa em Grenoble nos anos 50-70 do s\u00e9culo passado produzido Manuel Branco com um l\u00e1pis a carv\u00e3o de um militante que n\u00e3o se cansa. Tempos vividos na primeira pessoa.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>por <strong>Manuel Branco<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Foi a partir dos anos 60 do s\u00e9culo passado que um forte contingente de imigrantes portugueses chegou a Grenoble, nessa altura uma cidade de 80.000 habitantes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em Janeiro de 1964 a cidade \u00e9 escolhida para organizar os Jogos Ol\u00edmpicos de Inverno de 1968 (de 6 a 18 de Fevereiro) e come\u00e7a ent\u00e3o uma maratona para realizar, entre outros, alojamentos, est\u00e1dios, pistas e infra-estruturas. A tarefa \u00e9 gigantesca e as empresas de constru\u00e7\u00e3o civil tem muita falta de m\u00e3o de obra.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Informa\u00e7\u00e3o circula nas aldeias <\/h4>\n\n\n\n<p>De in\u00edcio ainda come\u00e7am por procurar na regi\u00e3o, para os lados de Lyon e Saint \u00c9tienne, mas n\u00e3o chega. Foi preciso procurar em Portugal.&nbsp;A informa\u00e7\u00e3o circula como um rasto de p\u00f3lvora sobretudo nas aldeias. Criam-se aut\u00eanticas redes informais, entre amigos e familiares. Em Portugal sabe-se que h\u00e1 muita necessidade de trabalhadores e que pagam bem, tendo por compara\u00e7\u00e3o os sal\u00e1rios de mis\u00e9ria que as empresas portuguesas, no per\u00edodo do regime fascista, proporcionavam.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"768\" height=\"558\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Village-Olympique-em-construc\u0327ao-.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2201\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Village-Olympique-em-construc\u0327ao-.jpeg 768w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Village-Olympique-em-construc\u0327ao--300x218.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption>Village Olympique em constru\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os portugueses come\u00e7am a chegar vindos sobretudo das proximidades de Guimar\u00e3es, Braga e Pevid\u00e9m. <\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\">O governo franc\u00eas precisa desta for\u00e7a de trabalho e fecha os olhos, o governo portugu\u00eas abre os olhos para as divisas que pode recuperar e que tanto precisa para continuar o esfor\u00e7o da guerra colonial em Africa.<\/h4>\n\n\n\n<p> Come\u00e7am por ser umas dezenas que passam a centenas e, muito rapidamente, a milhares. Na regi\u00e3o&nbsp;Rh\u00f4ne-Alpes&nbsp;em 1968 j\u00e1 estavam recenseados 23.058 portugueses.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nos primeiros anos esta imigra\u00e7\u00e3o clandestina era composta essencialmente por homens. As mulheres come\u00e7am a chegar \u00e0 medida que aqueles dispunham de um alojamento. A maior parte destes portugueses rec\u00e9m-chegados, em Portugal, trabalhava na agricultura. Muitos eram analfabetos. Importa n\u00e3o esquecer que em Portugal, esta era a situa\u00e7\u00e3o de 25,7% da popula\u00e7\u00e3o com mais de 10 anos. Sem dificuldade adaptam-se \u00e0s obras da constru\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"640\" height=\"443\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Mulher-de-limpeza.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2202\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Mulher-de-limpeza.jpg 640w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Mulher-de-limpeza-300x208.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption>Mulher de limpeza, foto <em>\u00a9 Aurora de Sousa<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Muitos jovens depois de terem cumprido o servi\u00e7o militar em Africa chegam \u00e0 terra e n\u00e3o tendo trabalho s\u00e3o empurrados para terras de Fran\u00e7a. Come\u00e7am a chegar tamb\u00e9m alguns jovens estudantes que se recusam a fazer a guerra em Africa. S\u00e3o estes que v\u00e3o mais tarde impulsionar um trabalho associativo e um militantismo de consciencializa\u00e7\u00e3o. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Militantismo de conscientiza\u00e7\u00e3o<\/h4>\n\n\n\n<p>Nessa altura em Grenoble empresas como a Pascal, Dalberto, Reydel e outras &nbsp;empregam todos quantos chegam. Come\u00e7am a trabalhar sem pap\u00e9is, como se dizia na altura, o que \u00e9 sin\u00f3nimo de n\u00e3o terem <em>Carta de S\u00e9jour <\/em>(autoriza\u00e7\u00e3o para residir em Fran\u00e7a). Esta situa\u00e7\u00e3o d\u00e1 origem a uma fragilidade e inseguran\u00e7a que vai de par com o aceitar tudo e n\u00e3o reivindicar nada.<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas empresas forneciam umas barracas onde estes trabalhadores eram alojados. Foi o caso das ent\u00e3o chamadas barracas Pascal em Saint Martin d&#8217;H\u00e8res.(SMH)&nbsp;. Tive a oportunidade de ir v\u00e1rias vezes a estas barracas e posso afirmar que os trabalhadores viviam em p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es, v\u00e1rios no mesmo quarto, raros chuveiros e sanitas&nbsp;onde era necess\u00e1rio esperar pela vez, uma bateria de lavat\u00f3rios, len\u00e7\u00f3is e cobertores que eram mudados com pouca frequ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\">Saiam cedo e chegavam tarde para dormir, trabalhavam aos s\u00e1bados, n\u00e3o tinham tempo para outra coisa que n\u00e3o fosse trabalhar. <\/h4>\n\n\n\n<p>Um guarda vigiava as nossas entradas e sa\u00eddas e tentava evitar o contacto com esses trabalhadores. N\u00e3o longe destas barracas na avenida Gabriel P\u00e9ri em SMH, onde hoje existe a Cl\u00ednica Belledonne, um <em>bidonville<\/em> de barracas de madeira e materiais de recupera\u00e7\u00e3o oferecia ainda piores condi\u00e7\u00f5es. Ainda em SMH <em>(Saint Martin d&#8217;H\u00e8res<\/em>), nas barracas Barraci, onde hoje \u00e9 o Campus Universit\u00e1rio, os trabalhadores viviam sem condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias, por vezes \u00e0 chuva e sempre ao frio. No final dos anos 60 Grenoble n\u00e3o era como hoje, nevava muito e os invernos eram mais frios.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"640\" height=\"426\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/O-Ce\u0301sar-que-vendia-no-mercado-da-Abbaye-jpg.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2203\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/O-Ce\u0301sar-que-vendia-no-mercado-da-Abbaye-jpg.jpg 640w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/O-Ce\u0301sar-que-vendia-no-mercado-da-Abbaye-jpg-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption>C\u00e9sar vende no Mercado da Abbaye <em>foto \u00a9 Aurora de Sousa<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Uma situa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria<\/h4>\n\n\n\n<p>E assim as constru\u00e7\u00f5es e infraestruturas para os Jogos Ol\u00edmpicos iam avan\u00e7ando. Muitos horas extras assim como s\u00e1bados trabalhados n\u00e3o eram pagos. A situa\u00e7\u00e3o era prec\u00e1ria mas, ao mesmo tempo, era dif\u00edcil fazer compreender a algu\u00e9m que vinha duma situa\u00e7\u00e3o de mis\u00e9ria e obscurantismo que era necess\u00e1rio revoltar-se.<\/p>\n\n\n\n<p>Na comunidade portuguesa entre membros da mesma fam\u00edlia e da mesma aldeia pratica-se uma solidariedade que substitui a ajuda administrativa que n\u00e3o encontram. Muitos v\u00e3o dormindo e comendo em casa de familiares ou amigos enquanto procuram um alojamento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><strong>&nbsp;&nbsp;<em>&#8220;Vai apontando num papel que eu logo que arranje trabalho e casa pago tudo&#8221;<\/em> <\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>dizia um amigo que comia em casa do Pedrinhas, uma fam\u00edlia com 11 filhos mas sempre solid\u00e1ria. Eram tempos de solidariedade n\u00e3o s\u00f3 entre portugueses mas tamb\u00e9m entre comunidades.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mais tarde j\u00e1 com os trabalhos dos Jogos Ol\u00edmpicos acabados, Hubert Dubedout Presidente da C\u00e2mara de Grenoble&nbsp;compreendeu que era necess\u00e1rio receber com dignidade todos quantos vinham trabalhar e enriquecer Grenoble e a sua regi\u00e3o. Apoiado por homens e mulheres progressistas com vis\u00e3o, espirito solid\u00e1rio e humanismo como, Denise Belot, Albano Cordeiro, Bernard Gilmain, Lucienne Laurens, Raymond Gensburger,&nbsp;Georges Boulloud,&nbsp;Jean Verlhac, Bernard Montergnole, Lafor\u00eat, Brigitte Lefebvre, Monique Mignotte, entre outros, decide criar um organismo para apoiar os trabalhadores imigrados. &nbsp;Estamos em 1970 e \u00e9 criada a ODTI (Office Dauphinois des Travailleurs Immigr\u00e9s).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"627\" height=\"641\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Foto-de-Hubert-Dubedout.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2204\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Foto-de-Hubert-Dubedout.jpeg 627w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Foto-de-Hubert-Dubedout-293x300.jpeg 293w\" sizes=\"(max-width: 627px) 100vw, 627px\" \/><figcaption>Hubert Dubedout, ex-Maire de Grenoble<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">ODTI abriu portas aos militantes<\/h4>\n\n\n\n<p>Esta associa\u00e7\u00e3o tem um Conselho de Administra\u00e7\u00e3o composto por cidad\u00e3os franceses mas decide aplicar as sugest\u00f5es de um Conselho de Gest\u00e3o formado por imigrantes ou representantes do mundo associativo imigrante. Este tipo de funcionamento, talvez \u00fanico em Fran\u00e7a nesta altura, abre grandes perspectivas para os militantes mais activos e os jovens desertores portugueses decidem investir-se neste trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ODTI passam portugueses, argelinos, marroquinos, turcos, tunisinos, espanh\u00f3is, a solidariedade \u00e9 total e varias iniciativas v\u00e3o respondendo ao pedido dos trabalhadores ;<\/p>\n\n\n\n<ul><li>perman\u00eancias em varias l\u00ednguas,&nbsp;<\/li><li>ajuda para procurar trabalho e casa,<\/li><li>ajuda para procurar resolver problemas amigavelmente ou junto dos tribunais de trabalho (Tribunal des Prud&#8217;hommes) quando necess\u00e1rio, com juristas a apoiar este trabalho,<\/li><li>tradu\u00e7\u00e3o de documentos para obter a autoriza\u00e7\u00e3o de resid\u00eancia (<em>Carte de S\u00e9jour)<\/em> e de trabalho (<em>Carte de Travail<\/em>), uma conven\u00e7\u00e3o entre o Governo Civil (<em>Pr\u00e9fecture<\/em>) e a ODTI permite legalizar estas tradu\u00e7\u00f5es,<\/li><li>acompanhamento com tradutores junto dos servi\u00e7os como a Seguran\u00e7a Social, a Caixa do Abono de Fam\u00edlia, os m\u00e9dicos, as ag\u00eancias de aluguer de casas, entre outros.<\/li><li>um grupo de assistentes sociais oferece toda a sua compet\u00eancia e disponibilidade.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>O que havia de melhor de homens e mulheres nas diferentes comunidades desenvolve um trabalho horizontal completamente livre, solid\u00e1rio e ben\u00e9volo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Jose\u0301-Pereira-militante-activo.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2205\" width=\"580\" height=\"419\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Jose\u0301-Pereira-militante-activo.jpg 640w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Jose\u0301-Pereira-militante-activo-300x217.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 580px) 100vw, 580px\" \/><figcaption>Jos\u00e9 Pereira, militante activo,<em> foto \u00a9 Aurora de Sousa<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Pouco a pouco os trabalhadores em dificuldade, ou que iam chegando, s\u00e3o informados que na rua <strong><em>Tr\u00e8s Clo\u00eetres<\/em><\/strong> algu\u00e9m os pode receber e ajudar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Nova vaga de imigra\u00e7\u00e3o<\/h4>\n\n\n\n<p>Hoje Grenoble tem 160.000 habitantes e a regi\u00e3o n\u00e3o possui uma oferta de trabalho como teve nos anos 60\/70. Conflitos militares em Africa e no M\u00e9dio Oriente est\u00e3o na origem de um importante n\u00famero de migrantes s\u00edrios, turcos, libaneses, iraquianos, costa-marfinenses, malianos e senegaleses que v\u00e3o chegando a par de &nbsp;albaneses e romenos. Continuam a chegar alguns Portugueses, agora com uma maior forma\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Grenoble continuam a existir boas vontades e associa\u00e7\u00f5es que procuram dar apoio a estes migrantes mas sem trabalho \u00e9 dif\u00edcil pagar um aluguer de casa e um m\u00ednimo de sustenta\u00e7\u00e3o. A maioria dos apoios s\u00e3o institucionais, mas estes apoios n\u00e3o permitem completamente uma integra\u00e7\u00e3o na vida social,&nbsp;econ\u00f3mica, associativa, laboral.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A ODTI fez este ano 50 anos e continuar\u00e1 a existir respeitando o artigo 4 dos seus estatutos iniciais <em>&#8221; a associa\u00e7\u00e3o acabar\u00e1 as suas actividades quando a igualdade entre os trabalhadores imigrantes e os trabalhadores franceses for efectiva&#8221;<\/em>. <\/p>\n\n\n\n<p>Manuel Branco, Grenoble<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fotos \u00a9Aurora de Sousa e publica\u00e7\u00f5es locais n\u00e3o-identificadas<\/em>. <em>Ilustra\u00e7\u00e3o, Migrante com casa \u00e1s costas de Manuel Branco<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SEM FRONTEIRAS | 28 de outubro 2020 |Dossi\u00ea ACOLHIMENTO | A chegada, a vida ao&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2206,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[87,57],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Migrante-com-a-casa-as-costas2.jpg",640,419,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Migrante-com-a-casa-as-costas2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Migrante-com-a-casa-as-costas2-300x196.jpg",300,196,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Migrante-com-a-casa-as-costas2.jpg",640,419,false],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Migrante-com-a-casa-as-costas2.jpg",640,419,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Migrante-com-a-casa-as-costas2.jpg",640,419,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Migrante-com-a-casa-as-costas2.jpg",640,419,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Migrante-com-a-casa-as-costas2.jpg",640,419,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Migrante-com-a-casa-as-costas2.jpg",640,419,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Migrante-com-a-casa-as-costas2.jpg",640,419,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Migrante-com-a-casa-as-costas2.jpg",519,340,false],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Migrante-com-a-casa-as-costas2.jpg",382,250,false]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/uncategorized\/\" rel=\"category tag\">Uncategorized<\/a>","tag_info":"Uncategorized","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2198"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2198"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2198\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2209,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2198\/revisions\/2209"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2206"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2198"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2198"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2198"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}