{"id":2227,"date":"2020-11-01T18:13:58","date_gmt":"2020-11-01T18:13:58","guid":{"rendered":"http:\/\/aep61-74.org\/?p=2227"},"modified":"2020-12-31T12:44:17","modified_gmt":"2020-12-31T12:44:17","slug":"combatentes-da-liberdade-lachrimae-antiquae-novae","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2020\/11\/01\/combatentes-da-liberdade-lachrimae-antiquae-novae\/","title":{"rendered":"COMBATENTES DA LIBERDADE |Lachrimae antiquae novae"},"content":{"rendered":"\n<p>SEM FRONTEIRAS | 1 de Novembro 2020 | Combatentes da Liberdade | Com novembro a despertar, num dia de celebra\u00e7\u00e3o com v\u00e1rias conota\u00e7\u00f5es   pag\u00e3s e religiosas, lan\u00e7amos a rubrica Combatentes da Liberdade que viver\u00e1 de iniciativas de <strong>comunica\u00e7\u00e3o colaborativa<\/strong> que convictamente promovemos no SEM FRONTEIRAS.  Procuraremos dar voz a quem possa e queira contar hist\u00f3rias sobre lutadores pela liberdade, relatando epis\u00f3dios ocorridos no conv\u00edvio direto com a figura, a personagem, o ou a  combatente e sobretudo a pessoa cuja a\u00e7\u00e3o em favor da liberdade se deseja valorizar. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Teresa Beleza<\/strong> inaugura esta pequena aventura com um texto sobre <strong>Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Ribeiro dos Santos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p> texto de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/teresa.pizarrobeleza?__cft__[0]=AZW5wlwUb1ujlDtJIs-XIAL3-rHZ0YN1g6D7CisidsY8k9rzrdlDpDzTXx9zvUhZsnVs9oWRIRpjdywJT-rJED4Lrzbjw9aHylEKT_CH-sMGae1vmnNiq-u0UVUvQqp8o9SRkppVjD0nnZ1ciGJTWF0LS7WkSSz09T5_NoFc95qONg&amp;__tn__=-]K*F\">Teresa Pizarro Beleza<\/a>&nbsp;e  foto de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/joseantonio.barreiros?__cft__[0]=AZW5wlwUb1ujlDtJIs-XIAL3-rHZ0YN1g6D7CisidsY8k9rzrdlDpDzTXx9zvUhZsnVs9oWRIRpjdywJT-rJED4Lrzbjw9aHylEKT_CH-sMGae1vmnNiq-u0UVUvQqp8o9SRkppVjD0nnZ1ciGJTWF0LS7WkSSz09T5_NoFc95qONg&amp;__tn__=-]K*F\">Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Barreiros<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Ribeiro Santos: Lachrimae antiquae novae[1]<br><\/p>\n\n\n\n<p>Recordo-me como se tivesse sido ontem. Acab\u00e1vamos de almo\u00e7ar pacatamente na <strong><em>sala amarela <\/em><\/strong>de nossa casa e o meu irm\u00e3o Miguel, na altura rec\u00e9m-licenciado e jovem assistente no ent\u00e3o chamado ISCEF (<em><strong>as Econ\u00f3micas)<\/strong><\/em> chegou e disse, consternado: \u201c<em>Houve uma grande confus\u00e3o na faculdade, a pol\u00edcia andou aos tiros, mataram um tipo, parece que h\u00e1 tamb\u00e9m feridos.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso recuar a Outubro de 1972 para perceber o transcendente significado de uma not\u00edcia destas. Marcelo Caetano <strong><em>piscava \u00e0 esquerda e virava \u00e0 direita<\/em><\/strong>, como se ironizava no <em>milieu <\/em>e ele pr\u00f3prio, se bem me recordo, comentou numa Conversa em Fam\u00edlia na televis\u00e3o. Que curioso e educativo seria produzir uma s\u00e9rie em v\u00eddeo com essas conversas e mostr\u00e1-las aos nossos estudantes universit\u00e1rios, lembrando-lhes, por exemplo, que <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">aquele ilustre administrativista dizia a quem o quisesse ouvir que o curso de Direito n\u00e3o era para Senhoras <\/span><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>(\u00e9 claro, ele diria assim, com mai\u00fascula). <\/p>\n\n\n\n<p>Julgo que o disse em pleno exame oral de Direito Administrativo \u00e0 minha irm\u00e3 Leonor, se a mem\u00f3ria me n\u00e3o trai. Hoje, a popula\u00e7\u00e3o discente \u00e9 maioritariamente feminina e as carreiras jur\u00eddicas foram todas abertas \u00e0s mulheres, h\u00e1 uns escassos 20 anos, a idade das minhas alunas de agora, que olham para mim como se eu tivesse aterrado de um qualquer Marte ou como se eu fosse contempor\u00e2nea da primeira Rep\u00fablica (supondo que sabem o que isso seja&#8230;) quando eu lhes conto que <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><span style=\"color:#c62121\" class=\"has-inline-color\">iniciei o curso com todas essas carreiras vedadas por lei ao meu sexo.<\/span><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>A dist\u00e2ncia est\u00e9tica do cen\u00e1rio e da pose do ent\u00e3o chefe de Governo no ecr\u00e3 em rela\u00e7\u00e3o aos nossos <em><strong>par\u00e2metros<\/strong><\/em> de agora \u2014 o que, bem conhe\u00e7o o risco, permite revivalismos saudosistas caros a alguns meninos e meninas da nossa pra\u00e7a pol\u00edtica e jornal\u00edstica&#8230; \u2014 pode provocar um <strong><em>inconveniente <\/em><\/strong>(porque desfocante!) efeito de Verfremdung, mas tamb\u00e9m proporcionar\u00e1, porventura, uma no\u00e7\u00e3o t\u00e3o realista quanto poss\u00edvel da vertigem que foi a mudan\u00e7a de tantas coisas em metade das nossas vidas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">eu nasci em 1951&#8230;<\/h4>\n\n\n\n<p>Falo, \u00e9 claro, da minha gera\u00e7\u00e3o: eu nasci em 1951, em plena guerra fria, sete anos antes da campanha de Humberto Delgado, dez anos antes da eclos\u00e3o da guerra em Angola e&#8230; muito particularmente caro ao meu cora\u00e7\u00e3o e \u00e0 minha intelig\u00eancia: <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">no ano de publica\u00e7\u00e3o do fabuloso Minima Moralia, de Theodor Adorno, <\/span><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>que um dia ser\u00e1 primorosamente traduzido em portugu\u00eas por uma equipa interdisciplinar que eu ajudarei a formar e ser\u00e1, depois, parte obrigat\u00f3ria do curso de Filosofia que ningu\u00e9m escapar\u00e1 a fazer, sob pena de terr\u00edveis san\u00e7\u00f5es que ainda tenho de imaginar. Aqui t\u00eam a minha costela <em><strong>estalinista<\/strong><\/em>&#8230; (n\u00e3o no meu amor por Adorno, obviamente, mas na imposi\u00e7\u00e3o coactiva da sua leitura!!!).<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns meses depois, o Congresso da Oposi\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica terminaria em Aveiro com uma carga sangrenta sobre os romeiros \u00e0 campa de M\u00e1rio Sacramento. Assim que se juntou um grupo razo\u00e1vel de pessoas e a inevit\u00e1vel palavra de ordem <strong><em>N\u00e3o \u00e0 guerra colonial!<\/em><\/strong> come\u00e7ou a ser entoada, a pol\u00edcia de choque abateu-se selvaticamente sobre tudo o que mexia. Lembro-me do rosto herm\u00e9tico e estranho dos homenzinhos verdes que nos atacavam, assim sem mais nem para qu\u00ea, lembro-me de corridas desordenadas e de gritos de medo e de dor f\u00edsica, na atrapalha\u00e7\u00e3o s\u00fabita da viol\u00eancia <em><strong>desproporcionada<\/strong><\/em>, de ter encontrado abrigo prec\u00e1rio num v\u00e3o de garagem, de ver, um pouco mais tarde, manchas de sangue fresco ao longo da Avenida. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Desde a v\u00e9spera, as <em><strong>for\u00e7as da desordem <\/strong><\/em>tinham cercado a cidade, por ordem de Marcelo Caetano, cuja <strong><em>Primavera<\/em><\/strong> ali acabava de ser, definitivamente, congelada<\/span>. <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>N\u00e3o sab\u00edamos, \u00e9 claro, que por t\u00e3o pouco tempo. Ouvi dizer \u2014 nunca consegui confirmar ou infirmar este rumor \u2014 que um c\u00e3o-pol\u00edcia tinha mordido a barriga de um chefe local. Foi a \u00fanica coisa que me consolou (hoje, at\u00e9 sou capaz de sentir pena retroactiva do homem&#8230;) da raiva surda que senti ao ver a selvajaria de que eram capazes um Estado e um Governo s\u00f3 porque se sentiam amea\u00e7ados na sua sobreviv\u00eancia. <\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">&#8230;ningu\u00e9m dormiria, na v\u00e9spera..<\/h4>\n\n\n\n<p>Apesar da euforia que d\u00e1 a vit\u00f3ria sobre n\u00f3s pr\u00f3prias, sobre o medo f\u00edsico, instintivo, humano, a minha sensa\u00e7\u00e3o no regresso a Lisboa era um misto de enorme cansa\u00e7o \u2014 ningu\u00e9m dormira, na v\u00e9spera \u2014 e de uma determina\u00e7\u00e3o \u00edntima muito forte de que tudo faria, nas minhas modestas possibilidades, para que coisas daquelas n\u00e3o voltassem a acontecer. Ou para que, pelo menos, eu me n\u00e3o sentisse culpada por elas, por omiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Ribeiro Santos era um daqueles mi\u00fados \u2014 sim, \u00e9ramos meninos, aos 18, 19 anos \u2014 corajosos e persistentes que nos <strong><em>doutrinavam <\/em><\/strong>desde que entr\u00e1vamos na Faculdade. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">A minha primeira recorda\u00e7\u00e3o dele \u00e9 a sua figura pequena, mas que se tornava vis\u00edvel pela determina\u00e7\u00e3o que transparecia na sua voz, cujo timbre ainda hoje me \u00e9 familiar. <\/span><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>A \u00faltima, uns quatro anos mais tarde, \u00e9 a de uma conversa amena no Anfiteatro 4 (ent\u00e3o a sala do 4\u00ba ano) a prop\u00f3sito dos exames de Direito da Fam\u00edlia. Coment\u00e1vamos a ousadia do \u201cnosso\u201d assistente, Lu\u00eds Lingnau da Silveira \u2014 uma das perdas da minha Faculdade que muito lamento, hoje um dos ganhos da Procuradoria Geral da Rep\u00fablica, o que me alegra \u2014, que nos ensinava de uma forma despreconceituosa esse ramo do Direito em que talvez mais do que em qualquer outro se plasmava a concep\u00e7\u00e3o da sociedade do Estado Novo: o Direito da Fam\u00edlia. O catedr\u00e1tico que detinha a titularidade da cadeira, o Prof. Gomes da Silva, era um fin\u00edssimo jurista e um homem de uma intelig\u00eancia fulgurante, mas (mas?) profundamente conservador. <\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O ambiente na Faculdade<\/h4>\n\n\n\n<p>O ambiente de ent\u00e3o na Faculdade \u00e9 totalmente inimagin\u00e1vel para os actuais estudantes: uns senhores com ar facineroso e abrutalhado, ex-comandos, controlavam todos os nossos movimentos e permitiam-se dizer piadas ordin\u00e1rias \u00e0s alunas&#8230; eram os <em><strong>vigilantes<\/strong><\/em>, um dos \u00faltimos del\u00edrios do Estado Novo em mat\u00e9ria de pol\u00edtica universit\u00e1ria. Era, obviamente, uma medida de desespero. Mas isso s\u00f3 se tornou \u00f3bvio depois, como de costume. <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Quem far\u00e1 esta Hist\u00f3ria, com rigor, um dia? Fernando Rosas?<\/span><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Quando percebi que a not\u00edcia que ca\u00edra como uma bomba na sala de casa de meus pais se referia, ainda para mais, a algu\u00e9m que conhecia de perto e estimava, com quem conversara 24? 48? horas antes \u2014 Ribeiro Santos era um homem muito inteligente e arguto, a sua conversa\u00e7\u00e3o era extraordinariamente agrad\u00e1vel \u2014, \u00e0 raiva humana e pol\u00edtica juntou-se o sentimento de perda pessoal e irrepar\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"> A nossa conversa ficaria, para sempre, inacabada. <\/span><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>E s\u00e3o estes sentimentos, sabemo-lo hoje porventura melhor do que sab\u00edamos ent\u00e3o, que se tornam decisivos na nossa \u00e9tica de vida, nas nossas rela\u00e7\u00f5es pessoais, nas op\u00e7\u00f5es que faremos mais tarde, ainda que por vezes sem essa consci\u00eancia ser n\u00edtida ou actual.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Assassinos, assassinos&#8230;<\/h4>\n\n\n\n<p>O funeral foi uma manifesta\u00e7\u00e3o de dor e de f\u00faria que deve ter afligido o Governo mais do que qualquer outra coisa naquele ano. Os estudantes insistiram em levar o esquife aos ombros e enfrentaram corajosamente a pol\u00edcia, que se escudava em absurdos regulamentos e se apresentou em quantidade, mas parecia ter alguma ordem de conten\u00e7\u00e3o \u2014 o que \u00e9 natural, dado que a situa\u00e7\u00e3o era explosiva. Recordo a figura de Urbano Tavares Rodrigues, ao cimo da cal\u00e7ada que haveria de ser nomeada em homenagem ao estudante-m\u00e1rtir, comovido com a coragem dos mais novos (recordei-lho, no outro dia, na apresenta\u00e7\u00e3o do <strong><em>Che<\/em><\/strong> de Manuel Alegre). Recordo a figura bel\u00edssima e tr\u00e1gica de Maria Alice Manta, vestida de negro, recurvada como um desenho her\u00f3ico de Ribeiro Pavia ou de Cipriano Dourado, a gritar, em conjunto com muitas outras pessoas, um mar de gente, junto \u00e0 campa: <strong><em>Assassinos, assassinos, assassinos!<\/em><\/strong> <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">S\u00e3o imagens e sons como estes que ficam connosco para o resto das nossas vidas<\/span>.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Quando cant\u00e1mos o Hino Nacional, olhei para a cara de alguns pol\u00edcias. Pareceu-me ver a sua perplexidade latente \u2014 <strong><em>Pode bater-se em algu\u00e9m a cantar a Portuguesa? <\/em><\/strong>\u2014, mas deve ter sido imagina\u00e7\u00e3o minha. Um pouco mais tarde, na debandada algo confusa do regresso, dei guarida no meu autom\u00f3vel a Lu\u00eds Lingnau da Silveira, o \u00fanico dos meus professores de ent\u00e3o que me recordo de ver no cemit\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">nunca apertar\u00e1 a m\u00e3o a um <em>pide<\/em><\/span><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Soube depois que um dos feridos do ISCEF fora o meu colega mais jovem Jos\u00e9 Lamego, hoje secret\u00e1rio de Estado da Coopera\u00e7\u00e3o. Compreendo e admiro a sua persist\u00eancia em reiterar que nunca apertar\u00e1 a m\u00e3o a um <strong><em>pide.<\/em><\/strong> Afinal, a dignidade humana tamb\u00e9m se mede por estas coisas.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">&#8230;eu nunca me esqueci&#8230;<\/h4>\n\n\n\n<p>Entretanto, passou muito tempo, desde tudo isto e desde o dia \u2014 2 ou 3 de Maio de 1974, se n\u00e3o estou em erro \u2014 em que Adelino da Palma Carlos, de l\u00e1grimas nos olhos, me dizia, a mim e aos meus colegas que integr\u00e1mos o primeiro Conselho Directivo p\u00f3s-revolucion\u00e1rio na Faculdade de Direito: <em>\u201cVoc\u00eas n\u00e3o sabem o que \u00e9 ter a liberdade e perd\u00ea-la; mas eu sei. Nunca se esque\u00e7am disto que vos estou a dizer!\u201d<\/em> Eu nunca me esqueci. Tenho a certeza de que os meus colegas de ent\u00e3o, estejam onde estiverem, tamb\u00e9m n\u00e3o.<br>O que eu gostaria que os jovens de hoje compreendessem \u00e9 que a liberdade e a democracia que hoje tomam por natural, \u00f3bvia e garantida foi conquistada tamb\u00e9m com sacrif\u00edcios \u201cabsurdos\u201d como o da jovem vida de Ribeiro Santos. <\/p>\n\n\n\n<p>Honra \u00e0 sua mem\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>[1] Pe\u00e7o emprestado o t\u00edtulo, com a devida v\u00e9nia e amizade, ao poeta Ant\u00f3nio Magalh\u00e3es, na elegia dedicada \u00e0 mem\u00f3ria de Jo\u00e3o de Freitas Branco, publicado em \u201cA Flauta na Falange\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-rounded\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"501\" height=\"442\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/tb.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2233\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/tb.png 501w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/tb-300x265.png 300w\" sizes=\"(max-width: 501px) 100vw, 501px\" \/><figcaption>Teresa Pizarro Beleza<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SEM FRONTEIRAS | 1 de Novembro 2020 | Combatentes da Liberdade | Com novembro a&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2235,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[93],"tags":[107,94,95],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/rsaan.png",588,387,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/rsaan-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/rsaan-300x197.png",300,197,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/rsaan.png",588,387,false],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/rsaan.png",588,387,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/rsaan.png",588,387,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/rsaan.png",588,387,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/rsaan.png",588,387,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/rsaan.png",588,387,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/rsaan.png",588,387,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/rsaan.png",517,340,false],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/rsaan.png",380,250,false]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/memorias-vivas\/combatentes-da-liberdade\/\" rel=\"category tag\">Combatentes da Liberdade<\/a>","tag_info":"Combatentes da Liberdade","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2227"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2227"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2227\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2236,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2227\/revisions\/2236"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2235"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2227"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2227"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2227"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}