{"id":2526,"date":"2020-12-19T07:43:29","date_gmt":"2020-12-19T07:43:29","guid":{"rendered":"http:\/\/aep61-74.org\/?p=2526"},"modified":"2021-02-25T19:48:34","modified_gmt":"2021-02-25T19:48:34","slug":"livros-2020-no-labirinto-de-outubro-cem-anos-de-revolucao-e-dissidencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2020\/12\/19\/livros-2020-no-labirinto-de-outubro-cem-anos-de-revolucao-e-dissidencia\/","title":{"rendered":"LIVROS 2020 |No Labirinto de Outubro. Cem Anos de Revolu\u00e7\u00e3o e Dissid\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><strong>SEM FRONTEIRAS <\/strong><\/span>| 19 de dezembro 2020 | Livros de dezembro 2020<\/p>\n\n\n\n<p>T\u00edtulo: <strong><em>No Labirinto de Outubro. Cem Anos de Revolu\u00e7\u00e3o e Dissid\u00eancia<\/em><\/strong>. Edi\u00e7\u00f5es 70, 2020, 360 p\u00e1gs.<\/p>\n\n\n\n<p>Autor: <strong>Rui Bebiano<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cover alignwide has-background-dim-20 has-background-dim is-position-center-center\" style=\"background-image:url(http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/ruibebiano_uc2.jpg);background-position:40% 26%;min-height:375px\"><div class=\"wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-center has-text-color\" style=\"line-height:1.1;font-size:74px;color:#fffffa\"><strong>Rui Bebiano<\/strong><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Resumo<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p><em>No Labirinto de Outubro<\/em> aborda o impacto e a cr\u00edtica, bem como o eco hist\u00f3rico e simb\u00f3lico, que Revolu\u00e7\u00e3o Russa de 1917 foi produzindo nos cem anos que se lhe seguiram. Ensaia uma observa\u00e7\u00e3o das diferentes representa\u00e7\u00f5es daquele momento hist\u00f3rico, que n\u00e3o se limitou a produzir um modelo de sociedade ou um novo paradigma pol\u00edtico, libertando igualmente futuros hipot\u00e9ticos e plaus\u00edveis, abrindo caminho a diferentes experi\u00eancias, associadas, entre avan\u00e7os e recuos, a um s\u00e9culo de transforma\u00e7\u00e3o progressista da humanidade. O livro procura tamb\u00e9m encarar o modo como uma multiplicidade de lutas e de viv\u00eancias coletivas, de algum modo herdeiras da Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro, correspondeu \u00e0 infinita demanda humana, mobilizadora da mudan\u00e7a, por uma sociedade mais justa e igualit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Palavras-Chave<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Hist\u00f3ria, Mem\u00f3ria, Comunismo, Socialismo, Revolu\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">S\u00edntese do livro<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Concebido como um ensaio de hist\u00f3ria das ideias, este livro observa de forma cr\u00edtica e documentada as representa\u00e7\u00f5es da Revolu\u00e7\u00e3o Russa de 1917 produzidas com a afirma\u00e7\u00e3o ou a contesta\u00e7\u00e3o do modelo de constru\u00e7\u00e3o do socialismo que se tornou dominante na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica a partir do final da d\u00e9cada de 1920, bem como as alternativas que lhe foram sendo propostas. O plano seguido parecer\u00e1 arrojado, dada a amplitude cronol\u00f3gica e a grande diversidade de temas considerados, mas o objetivo \u00e9 justamente produzir uma s\u00edntese interpretativa que justamente examine a diversidade, a incerteza, a d\u00favida e a procura de possibilidades onde tantas vezes se viu a aparente seguran\u00e7a de uma perspetiva linear, cumulativa e monol\u00edtica, tida como de \u00abci\u00eancia certa\u00bb. Pretende-se sinalizar, ao longo de seis cap\u00edtulos, a diversidade e a dimens\u00e3o constantemente problematizante do que, vezes demais, tem sido retratado um itiner\u00e1rio perfeito e previs\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro cap\u00edtulo, \u00abRevolu\u00e7\u00e3o, paradigma, dissid\u00eancia\u00bb, inclui uma reflex\u00e3o anal\u00edtica e cr\u00edtica sobre a hist\u00f3ria da ideia de revolu\u00e7\u00e3o e as formas contempor\u00e2neas das suas din\u00e2micas e ritmos. Partindo do modelo nascido da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, estabelece uma conex\u00e3o com a especificidade do momento revolucion\u00e1rio que irrompeu na R\u00fassia em outubro de 1917, projetado a partir da influ\u00eancia de Marx e do marxismo. Segue-se uma abordagem dos conceitos de paradigma e dissenso, imprescind\u00edveis para a compreens\u00e3o do rumo assumido pelo estudo. Refere-se, por fim, o lugar e a interven\u00e7\u00e3o, criadora ou resistente, do intelectual, porta-voz ou criador de novas possibilidades introduzidas no campo revolucion\u00e1rio, ao mesmo tempo que seu potencial fator de supera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo, \u00abA constru\u00e7\u00e3o do Outubro Vermelho\u00bb, ocupa-se mais objetivamente da Revolu\u00e7\u00e3o Russa, da sua hist\u00f3ria e da sua interpreta\u00e7\u00e3o, das leituras do seu processo de constru\u00e7\u00e3o e de desenvolvimento, sempre plural e jamais linear, aproximando-se o percurso revolucion\u00e1rio do trajeto de defini\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da interven\u00e7\u00e3o bolchevique. Abordar\u00e1 o contributo pr\u00e1tico e te\u00f3rico de Lenine e daquilo a que, ap\u00f3s o seu desaparecimento, viria a ser chamado leninismo. Tratar\u00e1 tamb\u00e9m da composi\u00e7\u00e3o inicial de um \u00abparadigma de Outubro\u00bb, cujos construtores e continuadores projetaram, a partir da interpreta\u00e7\u00e3o de um percurso vencedor, a no\u00e7\u00e3o de que o modelo produzido se definiu como express\u00e3o de uma inevitabilidade hist\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<p>O terceiro cap\u00edtulo, \u00abEdifica\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia, centralismo\u00bb, segue ao encontro de tr\u00eas dos elementos que ajudaram a compor aquele paradigma e possibilitaram a sua imposi\u00e7\u00e3o: a organiza\u00e7\u00e3o de um sistema de poder e de propaganda que o alimentou dentro da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e que teve um forte impacto internacional, atrav\u00e9s da interven\u00e7\u00e3o dos partidos comunistas; o controlo e o exerc\u00edcio da viol\u00eancia dentro de um regime centralista e autorit\u00e1rio, discutindo-se ainda a abordagem da vertigem totalit\u00e1ria a ele associada, com uma digress\u00e3o pelo car\u00e1cter problem\u00e1tico e poliss\u00e9mico deste conceito; e a afirma\u00e7\u00e3o do lugar proeminente de Estaline e do chamado estalinismo neste processo, associando-os ao sistema repressivo e concentracion\u00e1rio instalado e ampliado.<\/p>\n\n\n\n<p>No quarto, \u00abOs artistas, os intelectuais e a pol\u00edtica\u00bb, refere-se a import\u00e2ncia da constru\u00e7\u00e3o de uma \u00abcultura comunista\u00bb aut\u00f3noma, dotada de longo lastro e com forte dimens\u00e3o internacional. Em liga\u00e7\u00e3o com esta, aborda-se a forma como neste dom\u00ednio a atividade dos artistas, escritores e intelectuais foi equiparada a uma \u00abengenharia das almas\u00bb, bem como a organiza\u00e7\u00e3o de uma rede de proximidade de militantes e \u00abcompanheiros de jornada\u00bb que no campo das artes, das letras e do pensamento pol\u00edtico ajudaram a consagrar e a ampliar a influ\u00eancia do modelo. Refere-se ainda a forma como dentro deste mesmo campo se desenvolveram percursos e estrat\u00e9gias de cr\u00edtica ou de resist\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 imposi\u00e7\u00e3o e \u00e0 indiscutibilidade do modelo dominante.<\/p>\n\n\n\n<p>No quinto cap\u00edtulo, \u00abPercursos da cr\u00edtica e da alternativa\u00bb, acompanham-se itiner\u00e1rios, questionamentos e adapta\u00e7\u00f5es do modelo, na perspetiva do caminho para o socialismo como um processo integrador da diversidade. Identificam-se hip\u00f3teses politicamente divergentes dentro da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, ocorridas antes, durante e logo ap\u00f3s a viragem de outubro de 1917, bem como experi\u00eancias desenvolvidas noutros lugares, como os pa\u00edses da Europa do Leste, a China e Cuba. Consideram-se tamb\u00e9m as alternativas pol\u00edticas internacionais \u00e0s experi\u00eancias de poder centradas no referido paradigma que foram surgindo desde a Revolu\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 Queda do Muro de Berlim, e desta \u00e0 dissolu\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, incluindo a interven\u00e7\u00e3o inicial de Trotsky e do trotskismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, no sexto cap\u00edtulo, \u00abDissid\u00eancias e novos horizontes\u00bb, apresentam-se casos exemplares de diverg\u00eancia org\u00e2nica e intelectual no campo da esquerda em rela\u00e7\u00e3o ao paradigma preponderante na leitura, feita principalmente a partir do segundo p\u00f3s-guerra, do impacto emancipat\u00f3rio da Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro, assim como do refluxo do seu prest\u00edgio durante os \u00ablongos anos sessenta\u00bb, primeiro, e depois a seguir a 1989. O cap\u00edtulo encerra com uma leitura sin\u00f3ptica e cr\u00edtica a abordagens temporalmente bastante mais pr\u00f3ximas, tendentes a ensaiar novas possibilidades para a afirma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do ideal de revolu\u00e7\u00e3o e da utopia igualit\u00e1ria que, sendo parcialmente devedoras da viragem de 1917, reconhecem os limites a us\u00e1-la atualmente como b\u00fassola.<\/p>\n\n\n\n<p>Num curto ep\u00edlogo destacam-se algumas das ideias centrais contidas no livro, considerando-se ainda o modo como, sem ser como uma mera e repetitiva celebra\u00e7\u00e3o sacralizadora do passado, o impacto de 1917 e das hip\u00f3teses que abriu continua a participar na constru\u00e7\u00e3o subjetiva da esperan\u00e7a humana na grande hip\u00f3tese de erguer um mundo mais justo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Onde adquirir<\/strong>: \u00c0 venda na maioria das livrarias e nas lojas online. Sendo obra recente, se n\u00e3o existir em stock pode sempre ser encomendada.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"674\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Labirinto_RB-674x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2528\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Labirinto_RB-674x1024.jpg 674w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Labirinto_RB-197x300.jpg 197w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Labirinto_RB-768x1168.jpg 768w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Labirinto_RB.jpg 884w\" sizes=\"(max-width: 674px) 100vw, 674px\" \/><figcaption>Capa | No Labirinto de Outubro<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SEM FRONTEIRAS | 19 de dezembro 2020 | Livros de dezembro 2020 T\u00edtulo: No Labirinto&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2529,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[134],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/bebi.png",1137,525,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/bebi-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/bebi-300x139.png",300,139,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/bebi-768x355.png",640,296,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/bebi-1024x473.png",640,296,true],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/bebi.png",1137,525,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/bebi.png",1137,525,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/bebi.png",1115,515,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/bebi.png",800,369,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/bebi.png",1024,473,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/bebi.png",540,249,false],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/bebi.png",400,185,false]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/memorias-vivas\/centro-documentacao\/\" rel=\"category tag\">CENTRO DOCUMENTA\u00c7\u00c3O<\/a>","tag_info":"CENTRO DOCUMENTA\u00c7\u00c3O","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2526"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2526"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2526\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2533,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2526\/revisions\/2533"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2529"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2526"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2526"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2526"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}