{"id":2654,"date":"2020-12-30T21:16:13","date_gmt":"2020-12-30T21:16:13","guid":{"rendered":"http:\/\/aep61-74.org\/?p=2654"},"modified":"2021-02-27T21:50:24","modified_gmt":"2021-02-27T21:50:24","slug":"h-luxemburgo-o-preco-da-desobediencia-debaixo-da-bota-nazi-alema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2020\/12\/30\/h-luxemburgo-o-preco-da-desobediencia-debaixo-da-bota-nazi-alema\/","title":{"rendered":"H|  Luxemburgo, o pre\u00e7o da desobedi\u00eancia debaixo da bota nazi alem\u00e3"},"content":{"rendered":"\n<p>SEM FRONTEIRAS | 30 de dezembro 2020 | Hist\u00f3ria com H grande | Luxemburgo<\/p>\n\n\n\n<p>Ant\u00f3nio Paiva pesquisou, organizou o percurso tem\u00e1tico e desenvolveu a mat\u00e9ria que nos prop\u00f5e com consist\u00eancia e profundo sentido pedag\u00f3gico. O autor n\u00e3o esquece os prop\u00f3sitos que o movem nesta produ\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o quando afirma &#8220;Aqueles que tiveram a coragem de desobedecer ao regime de Salazar e disseram n\u00e3o \u00e0 guerra colonial, compreendem certamente uma tal situa\u00e7\u00e3o&#8221;. Assim fica a liga\u00e7\u00e3o estabelecida, a desobedi\u00eancia como ato de coragem e de a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica n\u00e3o tem fronteiras. <em>CR, sf<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">O pre\u00e7o da desobedi\u00eancia, debaixo da bota nazi alem\u00e3<\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>por Ant\u00f3nio Paiva, Luxemburgo<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1929 come\u00e7a uma das maiores crises econ\u00f3micas da hist\u00f3ria. Ela n\u00e3o poupa o Luxemburgo. Na Europa inteira, as popula\u00e7\u00f5es n\u00e3o vislumbram solu\u00e7\u00f5es imediatas para a sa\u00edda da crise que, lenta, mas seguramente, as empurra para a precariedade, o desespero, a mis\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A Alemanha, pa\u00eds vencido na Primeira Guerra Mundial, \u00e9 uma na\u00e7\u00e3o arruinada. Nos anos 1920 vive-se um clima tenso, para n\u00e3o dizer explosivo. Entre a raiva sa\u00edda da derrota e as dificuldades provenientes do contexto econ\u00f3mico e pol\u00edtico da \u00e9poca e do medo que o futuro anunciava (medo do comunismo), a jovem R\u00e9publica Weimar estava a bra\u00e7os\u00a0 com um enorme d\u00e9fice simb\u00f3lico, pol\u00edtico e econ\u00f3mico. Este contexto \u00e9, \u00e9videntemente, favor\u00e1vel \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de correntes antidemocr\u00e1ticas. Pequenos grupos de extrema direita nascem por todo o lado na Alemanha. Entre eles destaca-se o DAP \u201cDeutche Arbeiter Partei\u201d (Partido dos Trabalhadores Alem\u00e3es).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Fundado em 1919 por Anton Drexler, o DAP, desde cedo, despertou o interesse de Adolf Hitler, tendo ele pr\u00f3prio desenhado a sua bandeira. Um c\u00edrculo branco, marcado com uma su\u00e1stica, sobre fundo vermelho.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Nazis<\/h3>\n\n\n\n<p>No dia 24 de Janeiro de 1920, o partido apresenta o seu programa em 25 pontos e \u00e9, ao mesmo tempo, rebaptizado NSDAP: \u201cNational-sozialistiche Deutche Arbeiter Partei\u201d, (Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alem\u00e3es). Por outras palavras, \u00a0o partido nazi.<\/p>\n\n\n\n<p>Os nazis consideram que os alem\u00e3es s\u00e3o uma \u201cra\u00e7a superior\u201d, mas que foram tra\u00eddos e enfraquecidos pelos democratas, os socialistas, os comunistas e os judeus. Eles v\u00e3o persegui-los assim que o seu l\u00edder, Adolf Hitler, chega ao poder em 1933.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Os nazis querem em seguida construir um \u201cespa\u00e7o vital\u201d, para assim fazer\u00a0 do Terceiro Reich uma superpot\u00eancia que reuna todos os indiv\u00edduos de \u201csangue alem\u00e3o\u201d, por exemplo, os Austr\u00edacos, os Alem\u00e3es da Checoslov\u00e1quia ou da Pol\u00f3nia e tamb\u00e9m os Luxemburgueses.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Guerra<\/h3>\n\n\n\n<p>No primeiro de Setembro de 1939 a Alemanha invade a Pol\u00f3nia. A Fran\u00e7a e a Gr\u00e3-Bretanha declaram-lhe\u00a0 guerra no dia 3 de Setembro. \u00a0Foi o come\u00e7o da Segunda Guerra Mundial na Europa.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir do dia 10 de Maio de 1940 os alem\u00e3es atacam a Fran\u00e7a e a Gr\u00e3-Bretanha. Na passagem invadem os Pa\u00edses Baixos, a B\u00e9lgica e o Luxemburgo,&nbsp; pa\u00edses neutros.<\/p>\n\n\n\n<p>O Luxemburgo acabava de celebrar, em 1939, o centen\u00e1rio da sua independ\u00eancia, proporcionando assim,\u00a0 ao povo luxemburgu\u00eas, a oportunidade\u00a0 de exprimir o seu apego e amor pelo pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0Antes da guerra, o Luxemburgo tem uma popula\u00e7\u00e3o de cerca de 290.000 habitantes. Com a ocupa\u00e7\u00e3o, cerca de 90.000 s\u00e3o evacuados para v\u00e1rias regi\u00f5es,  especialmente para o norte do pa\u00eds e sul da Fran\u00e7a. A Gr\u00e3-Duquesa Charlotte e o governo deixaram o pa\u00eds e formaram um governo no ex\u00edlio. A sua sa\u00edda, precipitada, deixa\u00a0 o Estado sem direc\u00e7\u00e3o. A C\u00e2mara dos Deputados vota ent\u00e3o a cria\u00e7\u00e3o de uma \u201cComiss\u00e3o Administrativa\u201d, que foi formalizada em 11 de Maio de 1940.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Com a queda de Paris, a 14 de Junho de 1940, a Fran\u00e7a deixa de ser um lugar seguro. A Comiss\u00e3o estaria disposta a colaborar com os alem\u00e3es, no caso estes reconhecessem a independ\u00eancia do Gr\u00e3o-Ducado. Os alem\u00e3es recusam. Eles consideram que o Luxemburgo deve fazer parte da Alemanha. \u00a0Entretanto, no ex\u00edlio, o governo Luxemburgu\u00eas posiciona-se ao lado dos Aliados.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Gauleiter<\/h3>\n\n\n\n<p>O homen escolhido por Hitler,\u00a0 para fazer do Luxemburgo uma parte da Alemanha foi o Gauleiter Gustav Simon. \u201cGauleiter\u201d \u00e9 o titulo de um lider distrital do partido nazi. \u201cGau\u201d designa uma regi\u00e3o (distrito). Gustav Simon \u00e9 portanto o respons\u00e1vel nazi do Gau Koblenz-Trier, que faz fronteira com o Luxemburgo.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 21 de Julho de 1940 ele \u00e9 nomeado \u201cChef der Zivilverwaltung\u201d(CdZ), (chefe da Administra\u00e7\u00e3o Civil)&nbsp;&nbsp; do Luxemburgo.<\/p>\n\n\n\n<p>Simon come\u00e7a por assegurar o controlo das administra\u00e7\u00f5es. Mant\u00e9m a maioria dos funcion\u00e1rios luxemburgueses, mas confia os lugares mais importantes aos alem\u00e3es. Ele suprime em seguida tudo o que faz do Gr\u00e3o-Ducado um estado independente: a bandeira, o parlamento, a for\u00e7a armada, assim como a Companhie des Voluntaires. (Antes da invas\u00e3o o Luxemburgo \u00e9 um pa\u00eds neutro. Existe no entanto uma pequena for\u00e7a armada com o nome de Companhia dos Volunt\u00e1rios).<\/p>\n\n\n\n<p>O ocupante vai integr\u00e1-la na pol\u00edcia. 264 dos 461 soldados ir\u00e3o finalmente parar \u00e0 pris\u00e3o ou ao campo de concentra\u00e7\u00e3o, por terem desobedecido aos alem\u00e3es. 77 morrem em cativeiros durante opera\u00e7\u00f5es militares. 14 outros s\u00e3o enviados em Junho de 1942, para a \u201cReserve \u2013Polizeibataillon 101\u201d, uma unidade alem\u00e3, que no quadro da Shoah, fuzila 38.000 judeus na Pol\u00f3nia ocupada e envia 45.000 outros para os campos de extremina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Assim come\u00e7ou o inferno do povo Luxemburgu\u00eas. O pa\u00eds \u00e9 integrado no novo Gau Moselland.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Integra\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>O \u201cGauleiter\u201d Simon, representante de um regime totalit\u00e1rio, n\u00e3o deixa liberdade nenhuma aos seus cidad\u00e3os, controlando ao mesmo tempo todos os aspectos da sua vida quotidiana. Ele exige que os luxemburgueses se integrem na \u201cVolksgemeinchaft\u201d (Communaut\u00e9 nationale) nazi, que fa\u00e7am a sauda\u00e7\u00e3o Hitleriana, que participem nas manifesta\u00e7\u00f5es do regime, que se fa\u00e7am membros das organiza\u00e7\u00f5es nazis e do \u00a0\u201cVolksdeutsche Bewegung\u201d (VdB) (Movimento dos Alem\u00e3es \u00e9tnicos).<\/p>\n\n\n\n<p>Recusar \u00e9 arriscar perder o emprego, ser mudado, \u00e0 for\u00e7a, para a Alemanha, ou, para os jovens, n\u00e3o terem acesso aos estudos. Opor-se, ou resistir, \u00e9 arriscar ca\u00edr nas m\u00e3os da Gestapo (pol\u00edcia secreta do regime nazi). <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Durante a ocupa\u00e7\u00e3o cerca de 3.500 homens e 500 mulheres do Luxemburgo s\u00e3o enviados para a pris\u00e3o, ou campo de concentra\u00e7\u00e3o, por raz\u00f5es pol\u00edticas. 800 a\u00ed morrem.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Franc\u00eas<\/h3>\n\n\n\n<p>Os nazis partem do princ\u00edpio que os luxemburgueses s\u00e3o alem\u00e3es que se extraviaram dos outros alem\u00e3es \u00e0 for\u00e7a de falar e de pensar en franc\u00eas, raz\u00e3o pela qual o Gauleiter pro\u00edbe a utiliza\u00e7\u00e3o dessa l\u00edngua na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, nos tribunais, nas escolas e mesmo as simples sauda\u00e7\u00f5es como \u201cmerci\u201d e \u201cau revoir\u201d n\u00e3o s\u00e3o admitidas. Ele ordena mesmo que os nomes e apelidos que soam franc\u00eas, sejam modificados por nomes e apelidos alem\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p>O Gauleiter acaba, no entanto, por constatar que n\u00e3o \u00e9 suficiente livrar os luxemburgueses da influ\u00eancia cultural estrangeira para os tornar \u201dverdadeiros\u201d alem\u00e3es, pois que muitos deles n\u00e3o s\u00e3o da \u201cra\u00e7a\u201d Alem\u00e3, segundo a ideologia nazi, por exemplo os de origem italiana, francesa ou belga. Para saber quem deve ser considerado como alem\u00e3o, o Gauleiter organisa um censo, para permitir ao estado de contar os habitantes e de recolher os seus dados pessoais: nome, apelido, idade, morada, etc.. Nos formul\u00e1rios do 11 de Outubro 1941 \u00e9 obrigat\u00f3rio tamb\u00e9m indicar a nacionalidade, a l\u00edngua materna , a \u201cra\u00e7a\u201d e declarar se \u00e9 ou n\u00e3o judeu.<\/p>\n\n\n\n<p>A estas quest\u00f5es, os movimentos da resist\u00eancia lan\u00e7am o apelo para responder \u201ctr\u00eas vezes Luxemburgu\u00eas\u201d. A palavra de ordem da resist\u00eancia tem por fim o boicote do censo, para o transformar num \u201cReferendo\u201d, quer dizer, num voto pela independ\u00eancia do pa\u00eds. Muitos foram os que seguiram a palavra de ordem da resist\u00eancia, mesmo correndo o risco de serem identificados pelos alem\u00e3es, que t\u00eam todos os dados pessoais, incluindo a religi\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Quantos foram? \u00a0Suficientes para que o censo fosse anulado. A resist\u00eancia ganhou. Humilhado, o Gauleiter manda prender 200 resistentes, dois dos quais \u00a0s\u00e3o decapitados em Fevereiro de 1942.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Deporta\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>Em 1940 vivem no Luxemburgo cerca de 4.000 judeus. 980 s\u00e3o luxemburgueses, cerca de 1.000 s\u00e3o estrangeiros chegados antes de 1933, os outros s\u00e3o refugiados, sobretudo alem\u00e3es e austr\u00edacos, chegados depois de 1933. No dia da invas\u00e3o, mais de 2.000 fogem para a Fran\u00e7a e para a B\u00e9lgica. Cerca de 900 outros, conseguem deixar o pa\u00eds at\u00e9 meadas de Outubro de 1941. Nesse momento os alem\u00e3es fecham a emigra\u00e7\u00e3o. Muitos deles s\u00e3o  enviados em primeiro lugar para um convento confiscado, em\u00a0 Cinqfontaines, que os alem\u00e3es transformaram em campo de internamento. No final 700 judeus do Luxemburgo s\u00e3o deportados para os guetos dos campos de extermina\u00e7\u00e3o. Cerca de 600 outros, refugiados na Fran\u00e7a ou na B\u00e9lgica, seguem o mesmo destino. Quase todos eles s\u00e3o assassinados no contexto da Shoah.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Resist\u00eancia<\/h3>\n\n\n\n<p>As primeiras organiza\u00e7\u00f5es da resist\u00eancia foram criadas em Agosto-Setembro de 1940, Politicamente com linhas diferentes, mas todas com um objectivo comum, libertar o Luxemburgo e devolver-lhe a sua independ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>As primeiras tentativas de organizar a resist\u00eancia contra o ocupante nazi, nasceram no meio do movimento escoteiro. Em meados de Agosto de 1940 os chefes dos escoteiros cat\u00f3licos do distrito do sul, juntaram-se em Esch-sur-Alzette e decidiram resistir aos alem\u00e3es. A mesma reac\u00e7\u00e3o se manifestou, mais tarde, no Luxemburgo, em Diekirch e em Wiltz. Como resultado os nazis pro\u00edbem o movimento escoteiro no Luxemburgo. A organiza\u00e7\u00e3o continua, no entanto, a sua exist\u00eancia, na clandestinidade, sob a sigla LS. \u201cLetz\u00ebbuerger Scouten an der Resistenz\u201d (Escoteiros Luxemburgueses na Resist\u00eancia).<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de Fevereiro de 1941 a&nbsp; resist\u00eancia comunista criou o jornal clandestino \u201cDie Wahrheit\u201d (A Verdade), que em conjunto com os 19 n\u00fameros do \u201cOns Zeidong\u201d (Nosso Jornal), editados pelo movimento \u201cl\u2019ALWERAJE&#8221; (abreviatura dos nomes dos fundadores, Albert, Wenzel, Raymond, Jean) de Schifflange, conseguiu, enquanto que imprensa de esquerda, criar uma forma de informa\u00e7\u00e3o livre no meio oper\u00e1rio.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As pris\u00f5es que dizimaram, a partir de Novembro de 1941, diferentes grupos de resistentes, levaram a que a LVL (Legi\u00e3o Popular de Luxemburgo), a LPL (Liga dos Patriotas de Luxemburgo) e o LRL (Le\u00e3o Vermelho de Luxemburgo) se transformassem nos grupos mais importantes aos quais se vieram juntar os sobreviventes dos grupos desmantelados. No Ver\u00e3o de 1941, luxemburgueses em Bruxelas tentaram dirigir-se aos seus compatriotas que habitavam a capital belga e decidiram criar um jornal \u201cDe Freie L\u00f6tzeburger\u201d\u00a0 (O Luxemburgu\u00eas Livre) \u00a0que publicou 17 n\u00fameros entre Outubro de 1941 e Agosto de 1942. A LPL que tinha criado uma sec\u00e7\u00e3o reagrupando os luxemburgueses que habitavam Bruxelas desenvoloveu v\u00e1rios contactos, que levaram a que o jornal fosse reestructurado e, no Ver\u00e3o de 1942, passou a chamar-se \u201cOns Hemecht\u201d (A Nossa P\u00e1tria), com uma tiragem de cerca de 600 exemplares que eram transportados para o Luxemburgo para a\u00ed serem distribu\u00eddos.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery alignwide columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"505\" height=\"375\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/ons-jornal.png\" alt=\"\" data-id=\"2655\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/ons-jornal.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=2655\" class=\"wp-image-2655\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/ons-jornal.png 505w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/ons-jornal-300x223.png 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/ons-jornal-80x60.png 80w\" sizes=\"(max-width: 505px) 100vw, 505px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">A Nossa P\u00e1tria<\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"505\" height=\"378\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/de-free.png\" alt=\"\" data-id=\"2656\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/de-free.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=2656\" class=\"wp-image-2656\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/de-free.png 505w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/de-free-300x225.png 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/de-free-326x245.png 326w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/de-free-80x60.png 80w\" sizes=\"(max-width: 505px) 100vw, 505px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">O Luxemburgo Livre<\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p>Uma outra forma de luta contra a propaganda alem\u00e3 a favor do \u201cHeim ins Reich\u201d, era a distribui\u00e7\u00e3o de panfletos copiados \u00e0 m\u00e3o ou \u00e0 m\u00e1quina e mais tarde policopiados, lan\u00e7ados nas ruas ou passados a colegas e amigos com o fim de criar uma contra-propaganda&nbsp; e reafirmar assim o espirito patri\u00f3tico dos luxemburgueses.<\/p>\n\n\n\n<p>Estar nas fileiras da resist\u00eancia era escolher o combate contra o regime totalit\u00e1rio. Essa escolha, ditada sobretudo por uma consci\u00eancia c\u00edvica, era perigosa para os resistentes e suas fam\u00edlias. Aqueles que decidiram alinhar-se nas suas fileiras sabiam certamente que poderiam ser denunciados e enviados para os campos de concentra\u00e7\u00e3o, sobretudo para o de Hinsert a 80km do Luxemburgo. S\u00f3 neste campo foram internados 1.560 luxemburgueses dos quais , pelos menos\u00a0 82 a\u00ed encontraram a morte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Muitos resistentes pagaram com a sua pr\u00f3pria vida o combate pela independ\u00eancia. A maioria eram jovens: \u00a0mais de metade tinham menos de 26 anos e cerca de 5% tinham mesmo menos de 16 anos.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Jovens<\/h3>\n\n\n\n<p>Os jovens eram um alvo privilegiado dos nazis, eles pensavam que eram mais facilmente influenciados e vulner\u00e1veis \u200b\u200b\u00e0 sua propaganda. A Alemanha precisava de jovens, pois faltavam cada vez mais trabalhadores e soldados. Em Junho de 1941 ela invade a Russia, em Dezembro do mesmo ano, ela declara a guerra aos Estados-Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u201cReichsarbeitsdienst\u201d (RAD), \u00e9 um servi\u00e7o de trabalho de seis meses para rapazes e raparigas de 18 a 24 anos. Ele foi introduzido no Luxemburgo em Fevereiro de 1941. Como havia poucos volunt\u00e1rios ele acabou por ser declarado obrigat\u00f3rio, tr\u00eas meses mais tarde. Muitas das jovens raparigas que cumpriam o tempo no RAD deviam fazer tamb\u00e9m o \u201cKriegshilfsdienst\u201d (KHD), um (servi\u00e7o militar auxiliar), com a dura\u00e7\u00e3o de 6 meses. 3.614 luxemburgueses s\u00e3o compulsivamente recrutados\u00a0 durante um ano. \u00a058 deles morreram em bombardeamentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">No dia 30 de Agosto de 1942, foi o servi\u00e7o militar que foi declarado obrigat\u00f3rio. A maioria da popula\u00e7\u00e3o recusa que os seus filhos morram pela Alemanha. Uma greve geral foi decretada, para protestar contra tal decis\u00e3o.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Greve geral<\/h3>\n\n\n\n<p>Como foi poss\u00edvel, um pa\u00eds t\u00e3o pequeno, sob ocupa\u00e7\u00e3o nazi, ter a coragem de, massivamente, dizer n\u00e3o \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o e ao servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio nas fileiras da \u201cWehrmacht\u201d? A greve come\u00e7ou no dia 31 de Agosto de 1942 \u00e0s 7 horas da manh\u00e3 \u00a0em Wiltz, na f\u00e1brica de curtumes Id\u00e9al e rapidamente se alastrou por todo o pa\u00eds, seguida em v\u00e1rias empresas industriais, escolas e fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica. No sul ouviram-se as sirenes accionadas pelos oper\u00e1rios metal\u00fargicos da ARBED.<\/p>\n\n\n\n<p>A repress\u00e3o foi dura e sangrenta. O Gauleiter decretou o estado de s\u00edtio e instituiu um tribunal marcial. 125 grevistas s\u00e3o presos e entregues \u00e0 Gestapo. 21 &nbsp;s\u00e3o condenados \u00e0 morte e executados. &nbsp;260 estudantes (a maioria alunos do liceu) s\u00e3o enviados para a Alemenha, para a\u00ed \u201cserem reeducados\u201d. Por outro lado, o Gauleiter decide fazer apuramentos e transfer\u00eancias na popula\u00e7\u00e3o. As fam\u00edlias que ele e os pr\u00f3-alem\u00e3es (colaboradores e outros), consideram indesej\u00e1veis, as dos grevistas, dos resistentes, de respons\u00e1veis politicos, de desertores e refrat\u00e1rios, s\u00e3o levadas, \u00e0 for\u00e7a, \u201c\u00ebmgesidelt\u201d para a Alemanha e substituidas por fam\u00edlias alem\u00e3es. Ao todo 1.400 fam\u00edlias, que somam 4.200 pessoas, s\u00e3o reinstaladas, \u00e0 for\u00e7a, no leste do Reich. Os seus bens s\u00e3o confiscados e elas s\u00e3o obrigadas a trabalhar para a industria de guerra alem\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de 10.200 jovens luxemburgueses de 18 a 24 anos, s\u00e3o incorporados \u00e0 for\u00e7a e integrados nas fileiras do ex\u00e9rcito alem\u00e3o \u201cWehrmacht\u201d.\u00a0 Mais de 2.800 morrem ou s\u00e3o dados como desaparecidos sob o uniforme do ocupante. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Desde o in\u00edcio cerca de 2.000 jovens n\u00e3o respondem \u00e0 chamada, s\u00e3o os refract\u00e1rios e cerca de 1.500 desertam do ex\u00e9rcito alem\u00e3o, s\u00e3o os desertores. Uma parte deles passam as \u00a0fronteiras e refugiam-se na Fran\u00e7a ou na\u00a0 B\u00e9lgica. Muitos juntam-se \u00a0aos ex\u00e9rcitos aliados , outros entram na Resist\u00eancia. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Apoio<\/h3>\n\n\n\n<p>Esta alimenta e esconde cerca de 3.600 \u00a0\u00a0desertores e refract\u00e1rios, em \u00a0casas particulares, s\u00f3t\u00e3os ou celeiros. O apoio de uma parte da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 vital. Outros refugiam-se em \u201cbunkers\u201d, grandes esconderijos subterr\u00e2neos montados e organizados, na floresta, pela Resist\u00eancia. O maior foi a galeria de Hondsb\u00ebsch em Niederkorn, uma mina abandonada onde chegaram a viver at\u00e9 122 desertores e refract\u00e1rios durante meses. Outros bunkers c\u00e9lebres foram os de Kaundorf, de Boulaide e ainda outro, de tr\u00e1gica mem\u00f3ria, o de Heinerscheid que os Alem\u00e3es tinham descoberto e fizeram explodir com 6 refract\u00e1rios no interior.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery alignwide columns-1 is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"723\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/La-re\u0301sistance-Luxembourgeoise._4pdf-1024x723.jpeg\" alt=\"\" data-id=\"2657\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/La-re\u0301sistance-Luxembourgeoise._4pdf.jpeg\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=2657\" class=\"wp-image-2657\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/La-re\u0301sistance-Luxembourgeoise._4pdf-1024x723.jpeg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/La-re\u0301sistance-Luxembourgeoise._4pdf-300x212.jpeg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/La-re\u0301sistance-Luxembourgeoise._4pdf-768x542.jpeg 768w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/La-re\u0301sistance-Luxembourgeoise._4pdf.jpeg 1318w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Resistentes luxemburgueses<\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p>Por toda a parte, em vilas ou aldeias, havia patriotas dispostos a arriscar a sua vida para ajudar os refract\u00e1rios, os desertores e os resistentes procurados pela Gestapo. Era o caso dos passadores luxemburgueses que os ajudavam a passar as fronteiras para se refugiarem no sul da Fran\u00e7a, Espanha e alguns foram mesmo parar a Lisboa, como foi o caso de um jovem luxemburgu\u00eas de Ettelbr\u00fcck, que deixou um irm\u00e3o de 21 anos preso num campo de concentra\u00e7\u00e3o alem\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Aqueles que tiveram a coragem de desobedecer ao regime de Salazar e disseram n\u00e3o \u00e0 guerra colonial, compreendem certamente uma tal situa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Combater<\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 um verdadeiro\u00a0 \u201cmilagre\u201d, quando se sabe que o pa\u00eds \u00e9 pequeno e minuciosamente controlado, que a comida est\u00e1 estritamente racionada e que a\u00a0 passagem,\u00a0 n\u00e3o autorizada, na fronteira \u00e9 punida com a pena de morte. Recusar combater para o invasor, \u00e9 uma escolha dif\u00edcil para todos estes jovens.\u00a0 As suas fam\u00edlias arriscam a deporta\u00e7\u00e3o e eles a vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos s\u00e3o presos e enviados para a pris\u00e3o ou para campos de concentra\u00e7\u00e3o, alguns por terem sido denunciados. Mais de 200 morrem cativeiros dos quais 166 s\u00e3o executados. &nbsp;O maior massacre teve lugar na pris\u00e3o de Sonnenburg (StonsK), na noite de 30 para 31 de Janeiro de 1945 onde 91 luxemburgueses foram fusilados.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de 1942, a recusa do recrutamento compulsivo ganhava nos luxemburgueses cada vez mais desobedi\u00eancia e mesmo oposi\u00e7\u00e3o. Sobretudo porque come\u00e7a-se\u00a0a\u00a0acreditar numa poss\u00edvel vit\u00f3ria das for\u00e7as aliadas. No m\u00eas de Outubro de 1942, americanos e ingleses desembarcam na \u00c1frica do Norte e expulsam progressivamente os alem\u00e3es. Em Fevereiro de 1943 eles s\u00e3o tamb\u00e9m derrotados pelos sovi\u00e9ticos em Stalingrad. O n\u00famero de desertores et de refract\u00e1rios aumenta sistematicamente. Os pr\u00f3-alem\u00e3es que ajudam o ocupante a localizar os seus esconderijos, s\u00e3o cada vez mais detestados e isolados. Em Julho de 1944, dois desertores matam o chefe da VdB de Junglinster. Em repres\u00e1lia \u00a0os alem\u00e3es executam 10 alistados \u00e0 for\u00e7a detidos nas pris\u00f5es alem\u00e3s.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ex\u00e9rcitos aliados desembarcam na Normandia em 6 de Junho de 1944. Entre as tropas que v\u00e3o chegando, h\u00e1 a brigada Piron, composta de belgas e luxemburgueses. Paris \u00e9 libertado fins de Agosto. Os aliados aproximam-se do Luxemburgo. Os funcion\u00e1rios alem\u00e2es deixam o pa\u00eds desde o primeiro de Setembro. 10.000 pr\u00f3-alem\u00e3es partem com eles, com medo das repres\u00e1lias. A liberta\u00e7\u00e3o parece estar pr\u00f3xima. Em Dudelange ela come\u00e7a a ser festejada cedo demais. Na noite do primeiro para o dois de Setembro os alem\u00e3es lan\u00e7am a\u00ed uma ac\u00e7\u00e3o que provocou 6 mortos. Os americanos entram no Gr\u00e3o-Ducado a 9 de Setembro de 1944. Quatro dias depois eles tinham pr\u00e1ticamente libertado todo o territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a guerra ainda n\u00e3o tinha acabado.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 16 de Dezembro de 1944, \u00e9 o choque. Os alem\u00e3es que recuavam desde h\u00e0 meses, passam \u00e0 contra-ofensiva nas Ardenas. Um dos seus objectivos \u00e9 o porto de Antu\u00e9rpia, onde os aliados recebem os refor\u00e7os, alimentos e petr\u00f3leo. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">O nordeste do Luxemburgo \u00e9 novamente ocupado e desvastado pelos combates. Centenas de civis morrem. Localidades inteiras s\u00e3o destru\u00eddas. Alem\u00e3es e pr\u00f3-alem\u00e3es desencadeiam\u00a0 a vingan\u00e7a. Muitos resistentes s\u00e3o presos, torturados e assassinados. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Destrui\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>Os americanos contra-atacam em meados de Janeiro de 1945. A \u00faltima cidade a ser libertada, em 12 de Fevereiro de 1945, foi Vianden.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery alignwide columns-2 is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"443\" height=\"640\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/La-Guerre_1.jpeg\" alt=\"\" data-id=\"2658\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/La-Guerre_1.jpeg\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=2658\" class=\"wp-image-2658\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/La-Guerre_1.jpeg 443w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/La-Guerre_1-208x300.jpeg 208w\" sizes=\"(max-width: 443px) 100vw, 443px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">1945, imagens de casas destru\u00eddas<\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"748\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/La-re\u0301sistance-Luxembourgeoise._5pdf-748x1024.jpeg\" alt=\"\" data-id=\"2660\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/La-re\u0301sistance-Luxembourgeoise._5pdf.jpeg\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=2660\" class=\"wp-image-2660\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/La-re\u0301sistance-Luxembourgeoise._5pdf-748x1024.jpeg 748w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/La-re\u0301sistance-Luxembourgeoise._5pdf-219x300.jpeg 219w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/La-re\u0301sistance-Luxembourgeoise._5pdf-768x1051.jpeg 768w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/La-re\u0301sistance-Luxembourgeoise._5pdf-1123x1536.jpeg 1123w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/La-re\u0301sistance-Luxembourgeoise._5pdf.jpeg 1301w\" sizes=\"(max-width: 748px) 100vw, 748px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">1945, imagens de casas destru\u00eddas<\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery alignwide columns-2 is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"640\" height=\"433\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/La-Guerre_2.jpeg\" alt=\"\" data-id=\"2661\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/La-Guerre_2.jpeg\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=2661\" class=\"wp-image-2661\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/La-Guerre_2.jpeg 640w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/La-Guerre_2-300x203.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">1945, imagens de casas destru\u00eddas<\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"723\" height=\"569\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/La-re\u0301sistance-Luxembourgeoise._6pdf.jpeg\" alt=\"\" data-id=\"2662\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/La-re\u0301sistance-Luxembourgeoise._6pdf.jpeg\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=2662\" class=\"wp-image-2662\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/La-re\u0301sistance-Luxembourgeoise._6pdf.jpeg 723w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/La-re\u0301sistance-Luxembourgeoise._6pdf-300x236.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 723px) 100vw, 723px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">1945, imagens de casas destru\u00eddas<\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A batalha das Ardenas foi a mais sangrenta de toda a guerra. Cerca de 20.000 americanos s\u00e3o mortos, dos quais cerca de 5.000 no Luxemburgo. A maioria est\u00e1 sepultada no cemit\u00e9rio militar Americano de Hamm.<\/p>\n\n\n\n<p>Na liberta\u00e7\u00e3o o ex\u00e9rcito Americano g\u00e9re o pa\u00eds com a \u201cl\u2019Unio\u2019n\u201d (Movimento Unit\u00e1rio da Resist\u00eancia) reagrupando a LVL,\u00a0 LPL, e a LRL. A L\u2019Unio\u2019n quer reconstruir o pa\u00eds. Para isso ela quer come\u00e7ar por punir aqueles que\u00a0 considera os traidores. Para ela, estes s\u00e3o os pr\u00f3-alem\u00e3es, mas tamb\u00e9m os membros da elite pol\u00edtica e econ\u00f3mica, que permaneceu em fun\u00e7\u00f5es durante a ocupa\u00e7\u00e3o. Em Outubro a l\u2019Unio\u2019n tinha j\u00e1 prendido e metido na pris\u00e3o 3.200 presumidos colaboradores. No dia 10 de Maio de 1945 ela mobiliza 10.000 pessoas que se manifestaram na capital.<\/p>\n\n\n\n<p>A purga pedida pela l\u2019Unio\u2019n foi finalmente levada \u00e0 pr\u00e1tica pela G\u00e3o-Duquesa e pelo seu governo regressado do ex\u00edlio. Ela tinha dois crit\u00e9rios:<\/p>\n\n\n\n<ul><li>a purga administrativa englobou 18.000 funcion\u00e1rios e representantes de v\u00e1rias profiss\u00f5es. Estes julgamentos foram secretos e bastante simples. As penas graves n\u00e3o atingiram mais do que\u00a00.2%.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul><li>a purga pol\u00edtica foi mais dura. Ela englobou 10.000 indiv\u00edduos acusados de terem sido pr\u00f3-alem\u00e3es. 12 s\u00e3o condenados \u00e0 morte. 1.300 s\u00e3o condenados a mais de dois anos de pris\u00e3o e foi-lhes retirada a nacionalidade luxemburguesa. Estes, com as suas fam\u00edlias, formaram uma minoria detestada e exclu\u00edda. Grande parte deles s\u00f3 recuperaram os seus direitos depois do voto das leis de amnistia de 1950 e 1955.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>No dia 8 de Maio de 1945 a guerra acabou na Europa. A alegria \u00e9 grande, mas o balan\u00e7o \u00e9 catastr\u00f3fico. No Luxemburgo um ter\u00e7o das constru\u00e7\u00f5es (estradas, pontes, casas, etc.) est\u00e3o destru\u00eddas. Mais de 8.100 dos seus habitantes est\u00e3o mortos. Milhares de outros regressam progressivamente. O choque \u00e9 grande no regresso dos sobreviventes dos campos de concentra\u00e7\u00e3o, magros como esqueletos. Os milhares de pr\u00f3-alem\u00e3es, que tinham fugido em Setembro de 1944, s\u00e3o recebidos com insultos e escarros. Os judeus luxemburgueses\u00a0 que sobreviveram \u00e0 Shoah podem entrar no pa\u00eds, enquanto que os judeus estrangeiros s\u00f3 s\u00e3o autorizados a regressar em n\u00famero reduzido. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Finalmente o destino dos prisioneiros de guerra luxemburgueses na URSS, provoca a raiva contra o governo, acusado de n\u00e3o ter feito o suficiente para os repatriar rapidamente. Os \u00faltimos prisioneiros s\u00f3 chegaram ao Luxemburgo em 1948.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Compensa\u00e7\u00f5es<\/h3>\n\n\n\n<p> guerra foi devastadora para muitos e deixou mem\u00f3rias feridas, traumatizadas. A dos colaboradores \u00e9 completamente reprimida. Os resistentes recebem um reconhecimento oficial. 1.352 recebem o \u201ct\u00edtulo de resistentes\u201d e uma pens\u00e3o de antigo combatente. Os desaparecidos s\u00e3o declarados \u201cmortos pela p\u00e1tria\u201d. Os alistados \u00e0 for\u00e7a s\u00f3 em 1981 obt\u00eam o estatuto de \u201cvitimas do nazismo\u201d assim como uma compensa\u00e7\u00e3o id\u00eantica \u00e0 dos resistentes, depois de d\u00e9cadas de mobiliza\u00e7\u00e3o. As indemniza\u00e7\u00f5es s\u00e3o reservadas aos luxemburgueses deixando de fora 75% dos judeus que s\u00e3o estrangeiros em 1940. N\u00e3o t\u00eam portanto direito. Em 2015 o governo apresenta as desculpas oficiais \u00e0 comunidade judaica pela colabora\u00e7\u00e3o de certos representantes das administra\u00e7\u00f5es que forneceram, \u00a0ao ocupante, \u00a0listas dos cidad\u00e3os judeus.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois da guerra, os resistentes, os alistados \u00e0 for\u00e7a e mais tarde tamb\u00e9m as v\u00edtimas da Shoah, organizaram-se para \u201clamentar os seus mortos\u201d, mas tamb\u00e9m para lutar pelo reconhecimento dos seus direitos e da sua mem\u00f3ria. Estas organiza\u00e7\u00f5es s\u00e3o sempre encorajadas pelas 2a e 3a gera\u00e7\u00f5es do ap\u00f3s-guerra.<\/p>\n\n\n\n<p>O Comit\u00e9 para a mem\u00f3ria da Segunda Guerra Mundial foi criado, sob a iniciativa do governo Luxemburgu\u00eas, pela lei do 21 de Junho de 2016. O seu fim \u00e9 de reconciliar e unir essas mem\u00f3rias dolorosas e por vezes conflituais. Ele interv\u00e9m, junto do Estado, em defesa dos interesses dos resistentes, dos alistados \u00e0 for\u00e7a, da comunidade judaica e das vitimas da Segunda Guerra Mundial em geral. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Os seus membros t\u00eam tamb\u00e9m por miss\u00e3o de perpetuar a mem\u00f3ria. Eles participam activamente na organiza\u00e7\u00e3o das comemora\u00e7\u00f5es oficiais da Segunda Guerra Mundial.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">75 anos<\/h3>\n\n\n\n<p>Este ano, as comemora\u00e7\u00f5es do 75\u00b0 anivers\u00e1rio da liberta\u00e7\u00e3o do Gr\u00e3o-Ducado, tiveram um especial significado e foram celebradas, como em todos os anos, mas este ano com um aparato festivo mais espectacular e a participa\u00e7\u00e3o oficial de muitos convidados de honra nacionais e internacionais. \u00c9 de referenciar, em especial, o recolhimento junto do Monumento Nacional de Solidariedade Luxemburguesa \u00e0 mem\u00f3ria de todas as vitimas da Segunda Guerra Mundial, do Monumento \u201cKaddish\u201d \u00e0 mem\u00f3ria das vitimas da Shoah, do Monumento Nacional da Greve de 1942, da L\u00e1pide de homenagem \u00e0 coragem, \u00e0 situa\u00e7\u00e3o e ao papel das mulheres durante a ocupa\u00e7\u00e3o. Igualmente de referir a celebra\u00e7\u00e3o do 75\u00b0 anivers\u00e1rio do processo de Nuremberga, inaugurado no dia 20 de Novembro de 1945, para julgar os crimes de guerra. Em Portugal, at\u00e9 hoje, os crimes de guerra ainda n\u00e3o foram julgados.<\/p>\n\n\n\n<p>Queria tamb\u00e9m referir, aqui, duas exposi\u00e7\u00f5es excepcionais, que estiveram patentes ao p\u00fablico na cidade do Luxemburgo. \u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">A primeira,\u00a0 organizada pelos Arquivos Nacionais do Luxemburgo sobre Aristides de Sousa Mendes, um c\u00f4nsul\u00a0 portugu\u00eas entre a consci\u00eancia humana e a raz\u00e3o de Estado. \u00a0O homem que \u201cdesobedeceu\u201d<\/span>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o \u00a0esteve aberta ao p\u00fablico desde o 28 de Novembro 2019 at\u00e9 ao 22 de Fevereiro de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery alignwide columns-2 is-cropped wp-block-gallery-9 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Exposic\u0327a\u0303o-Aristides-de-Sousa-Mendes_2-1024x682.jpeg\" alt=\"\" data-id=\"2663\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Exposic\u0327a\u0303o-Aristides-de-Sousa-Mendes_2.jpeg\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=2663\" class=\"wp-image-2663\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Exposic\u0327a\u0303o-Aristides-de-Sousa-Mendes_2-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Exposic\u0327a\u0303o-Aristides-de-Sousa-Mendes_2-300x200.jpeg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Exposic\u0327a\u0303o-Aristides-de-Sousa-Mendes_2-768x512.jpeg 768w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Exposic\u0327a\u0303o-Aristides-de-Sousa-Mendes_2-1536x1024.jpeg 1536w, 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Fotos @ cr\u00e9ditos<\/p>\n\n\n\n<ul><li>Arquivos Nacionais do Luxemburgo<\/li><li>Publica\u00e7\u00f5es do Comit\u00e9 para a mem\u00f3ria da Segunda Guerra Mundial<\/li><li>Museu Nacional da Resist\u00eancia &#8211; Livro \u201cO comboio do Luxemburgo\u201d de Irene Flunser Pimentel e Margarida de Magalh\u00e3es Ramalho<\/li><\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-medium is-style-rounded\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"300\" height=\"210\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/paivapic-300x210.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1978\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/paivapic-300x210.png 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/paivapic.png 362w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption>Ant\u00f3nio Paiva | Luxemburgo<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SEM FRONTEIRAS | 30 de dezembro 2020 | Hist\u00f3ria com H grande | Luxemburgo Ant\u00f3nio&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2674,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[5,118],"tags":[145,113],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/5.png",1208,674,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/5-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/5-300x167.png",300,167,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/5-768x429.png",640,358,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/5-1024x571.png",640,357,true],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/5.png",1208,674,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/5.png",1208,674,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/5.png",1115,622,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/5.png",800,446,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/5.png",1024,571,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/5.png",540,301,false],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/5.png",400,223,false]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/memorias-vivas\/centro-documentacao\/\" rel=\"category tag\">CENTRO DOCUMENTA\u00c7\u00c3O<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/memorias-vivas\/historia-com-h-grande\/\" rel=\"category tag\">HIST\u00d3RIA-H<\/a>","tag_info":"HIST\u00d3RIA-H","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2654"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2654"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2654\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2676,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2654\/revisions\/2676"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2674"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2654"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2654"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2654"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}