{"id":2711,"date":"2021-01-07T22:57:18","date_gmt":"2021-01-07T22:57:18","guid":{"rendered":"http:\/\/aep61-74.org\/?p=2711"},"modified":"2021-01-07T22:57:20","modified_gmt":"2021-01-07T22:57:20","slug":"presidenciais-derrotar-a-extrema-direita-ja-nestas-eleicoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2021\/01\/07\/presidenciais-derrotar-a-extrema-direita-ja-nestas-eleicoes\/","title":{"rendered":"PRESIDENCIAIS |Derrotar a extrema-direita j\u00e1 nestas elei\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p>SEM FRONTEIRAS | 7 de Janeiro de 2021 | PRESIDENCIAIS | Opini\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Derrotar a extrema-direita j\u00e1 nestas elei\u00e7\u00f5es deve ser imperativo e o prop\u00f3sito central de todos os que acreditam na democracia, na liberdade e na equidade.<\/h4>\n\n\n\n<p>por <a href=\"https:\/\/jornaleconomico.sapo.pt\/noticias\/autor\/sonia-de-sa-professora-universidade-da-beira-interior\"><strong>S\u00f3nia de S\u00e1<\/strong>, Professora, Universidade da Beira Interior<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>As elei\u00e7\u00f5es presidenciais est\u00e3o a\u00ed e o perigo espreita.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a nossa vida tem sido decidida por uma pandemia e a crise sanit\u00e1ria que a acompanha, n\u00e3o temos prestado a aten\u00e7\u00e3o devida ao sufr\u00e1gio que vai escolher o chefe de Estado portugu\u00eas daqui a umas semanas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo que as d\u00favidas sobre o vencedor sejam quase nulas, a express\u00e3o dos resultados dos(as) restantes candidatos(as) deve merecer a nossa aten\u00e7\u00e3o, eventualmente a nossa preocupa\u00e7\u00e3o e, acima de tudo, a nossa ida \u00e0s urnas. Objetivo inequ\u00edvoco: derrotar a extrema-direita em Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Votar por duas raz\u00f5es<\/span><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o precisamos dizer o nome, mas n\u00e3o podemos ignorar o que representa. Derrotar a extrema-direita j\u00e1 nestas elei\u00e7\u00f5es deve ser imperativo e o prop\u00f3sito central de todos(as) os(as) que acreditamos na democracia, na liberdade e na equidade. N\u00e3o se trata apenas de uma (a)ventura desvairada e retorcida, mas do pior da pol\u00edtica portuguesa desde que tenho mem\u00f3ria. Ora, votar nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais \u00e9 fundamental por duas raz\u00f5es: 1) eleger um(a) presidente que defenda a democracia e 2) derrotar \u2013 ao ponto de extinguir \u2013 a extrema-direita em Portugal. Se a primeira me parece, \u00e0 partida, garantida, a segunda \u00e9 assustadoramente dif\u00edcil. Os espectros saudosistas acordaram e t\u00eam uma esp\u00e9cie de l\u00edder-megafone.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, proponho neste texto cinco atos para derrotar \u2013 sem piedade ou engano \u2013 uma (a)ventura radical, moralista e conservadora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><em><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><strong>1\u00ba ato \u2013 N\u00e3o dar for\u00e7a a salazarentos saudosistas<\/strong><\/span><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que tenha nascido cinco anos ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o de Abril, em per\u00edodo de liberdade, portanto, sou acompanhada, desde que me lembro, de relatos de familiares, amigos(as) e conhecidos(as) sobre o estado novo, a sua doutrina e as suas pr\u00e1ticas. Relatos sobre a vig\u00eancia da extrema-direita em Portugal, centrada numa figura \u201cmessi\u00e2nica\u201d que mais n\u00e3o era que um ditador disfar\u00e7ado de gerente das poucas<em>&nbsp;coroas<\/em>&nbsp;que dizia haver no pa\u00eds; uma figura de uma extrema-direita que n\u00e3o admitia a forma\u00e7\u00e3o de partidos pol\u00edticos ou de sindicatos, proibia a liberdade de express\u00e3o, que era cruel com os(as) livres de pensamento e astuta na fragiliza\u00e7\u00e3o dos desprotegidos e dos desprovidos de forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Extinguir a nova extrema-direita \u00e9 impedir que uma nova (des)ventura fa\u00e7a travar o acesso a uma forma\u00e7\u00e3o universal e tendencialmente gratuita, sem distin\u00e7\u00f5es sociais, regionais ou \u00e9tnicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu sou filha de um ex-combatente, que, certo do seu papel de defesa do pa\u00eds, viu a juventude e toda a idade adulta dominadas pela trag\u00e9dia da guerra colonial. Eu e os(as) meus irm\u00e3os e irm\u00e3s testemunhamos o sofrimento que, ainda hoje \u2013 ou mais hoje do que outrora \u2013, afeta o nosso pai \u2013 e tantos outros pais neste pa\u00eds \u2013 na tormenta das mem\u00f3rias de uma guerra nefasta, instigada pela extrema-direita em Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu aceito \u2013 e respeito \u2013 a tradi\u00e7\u00e3o ligada ao passado lusitano e a cultura portuguesa espalhada um pouco por todo o mundo; contudo, quando a t\u00f3nica pol\u00edtica \u00e9 essencialmente assente na tradi\u00e7\u00e3o, torna-se um discurso at\u00e1vico.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu aceito \u2013 e respeito \u2013 que elevemos a import\u00e2ncia do pa\u00eds; contudo, quando o discurso \u00e9 nacionalista, torna-se perigoso.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu n\u00e3o aceito \u2013 e n\u00e3o respeito \u2013 o incitamento ao discurso do \u00f3dio, de vendeta ou discriminat\u00f3rio. Por isso, derrotar uma (a)ventura \u00e9 derrotar o lado funesto da pol\u00edtica; \u00e9 deixar no sono eterno os saudosistas que Abril n\u00e3o levou e extinguir os reacion\u00e1rios que um megafone de extrema-direita despertou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">2\u00ba ato \u2013 Impedir a valida\u00e7\u00e3o p\u00fablica dos discursos racistas, xen\u00f3fobos, mis\u00f3ginos e homof\u00f3bicos pintados de justiceiros, morais ou honrados<\/span><\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p>Votar em saudosistas e radicais \u00e9 dar voz aos que abusam da for\u00e7a e silenciar os mais fr\u00e1geis. \u00c9 aceitar que portugueses, imigrantes ou residentes em Portugal, porque n\u00e3o t\u00eam a pele clara, falam uma outra l\u00edngua ou um portugu\u00eas com diferentes pron\u00fancias devem ser tratados como cidad\u00e3os menosprezados, indesejados, desrespeitados, humilhados e, quem sabe em alguns desejos mais secretos, v\u00edtimas de linchamento p\u00fablico. Dar voz \u00e0 extrema-direita em Portugal \u00e9 dar cabimento a cen\u00e1rios de permanente esc\u00e1rnio pelas comunidades ciganas, afrodescendentes ou oriundas dos mais diversos pa\u00edses; \u00e9 ouvirmos agress\u00f5es racistas e xen\u00f3fobas validadas por (a)venturas oportunistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Votar na extrema-direita em Portugal \u00e9 aceitar que a \u201ctradi\u00e7\u00e3o\u201d que mandava as \u201csenhoras\u201d para o recato do lar volte a ganhar for\u00e7a; \u00e9 fazer com que as mulheres percam a voz p\u00fablica \u2013 ainda diminuta quando comparada com a dos homens \u2013 que a tanto custo foi conquistada nas \u00faltimas d\u00e9cadas; \u00e9 aceitar que a mulher n\u00e3o deve ser l\u00edder, a n\u00e3o ser na educa\u00e7\u00e3o dos descendentes e no apoio aos ascendentes; \u00e9 aceitar que a luta de tantas feministas pode ser posta em causa porque v\u00e3o ser humilhadas publicamente; \u00e9 aceitar que os discursos mis\u00f3ginos, sexistas e machistas podem ser, afinal, um anormal normalizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Votar na extrema-direita em Portugal \u00e9 aceitar que a comunidade LGBTQ+ deve ser cada vez mais v\u00edtima das mais variadas formas de homofobia, atrav\u00e9s da persegui\u00e7\u00e3o, da agress\u00e3o e da viol\u00eancia; \u00e9 ouvir, ler e ver discursos de \u00f3dio \u2013\u00a0<em>on\u00a0<\/em>e\u00a0<em>offline<\/em>\u00a0\u2013 de autores impunes, porque, ingenuamente ou cobardemente desculpabilizados, \u201cquem diz a verdade n\u00e3o merece castigo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">3\u00ba ato \u2013 Proteger a liberdade de express\u00e3o<\/span><\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p>Votar na extrema-direita em Portugal \u00e9 aceitar que uma esp\u00e9cie de \u2018vigilantismo\u2019 controle o que dizemos, escrevemos e lemos\/ouvimos\/vemos, a quem dizemos, escrevemos e lemos\/ouvimos\/vemos, como dizemos, escrevemos e lemos\/ouvimos\/vemos, quando dizemos, escrevemos e lemos\/ouvimos\/vemos e quando dizemos, escrevemos e lemos\/ouvimos\/vemos. \u00c9 aceitar que o direito de express\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o de pensamento livre seja posto em causa ou proibido. \u00c9 aceitar que os textos que escrevemos, as informa\u00e7\u00f5es que trocamos, o conhecimento que adquirimos pode e deve ser alvo de crivo pol\u00edtico conservador, moralista e demagogo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">4\u00ba ato \u2013 Defender a sustentabilidade como princ\u00edpio-guia de todas as a\u00e7\u00f5es e pol\u00edticas<\/span><\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p>Votar na extrema-direita em Portugal \u00e9 aceitar que os combust\u00edveis f\u00f3sseis \u2013 que t\u00e3o dependentes nos tornam e t\u00e3o nefastos para o ambiente s\u00e3o \u2013 s\u00e3o a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel, acelerando a doen\u00e7a j\u00e1 grave do planeta Terra; \u00e9 aceitar que o caminho para a neutralidade carb\u00f3nica pode ser travado impunemente, reduzindo as j\u00e1 poucas possibilidades de proteger o \u00fanico local habit\u00e1vel no universo.<\/p>\n\n\n\n<p>Votar na extrema-direita em Portugal \u00e9 negar que a sustentabilidade deve ser emergente e transversal a todas as \u00e1reas sociais \u2013 na educa\u00e7\u00e3o, na sa\u00fade, na igualdade de g\u00e9nero, por exemplo \u2013 e na economia \u2013 cria\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de riqueza, emprego e consumo; \u00e9 aceitar que o planeta terra, os seres humanos e n\u00e3o-humanos n\u00e3o est\u00e3o em perigo de exist\u00eancia caso os n\u00edveis de consumo e os desregulados comportamentos humanos n\u00e3o sejam sustent\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">5\u00ba ato \u2013 Perceber porque acordaram os saudosistas<\/span><\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\"><\/p>\n\n\n\n<p>A extrema-direita em Portugal nunca desapareceu. Estava \u2013 a que restou de tempos idos e a que, entretanto, surgiu \u2013 num sono profundo, mas de porta aberta. Quando um l\u00edder-megafone aventureiro lhes deu voz p\u00fablica, o despertar foi geral. Eis o perigo: acordaram. Eis a quest\u00e3o: acordaram porqu\u00ea?<\/p>\n\n\n\n<p>1. Porque h\u00e1 uma certa orfandade da direita em Portugal;<\/p>\n\n\n\n<p>2. Porque se foram acumulando desigualdades sociais e perpetuando esquecimentos de parcelas consider\u00e1veis da sociedade, especialmente, as castigadas pelos tempos de troika e outras pen\u00farias mais antigas, bem mais antigas;<\/p>\n\n\n\n<p>3. Porque o crime sem castigo de corruptores, legisladores, justiceiros e equivalentes se tornou numa aparente evid\u00eancia;<\/p>\n\n\n\n<p>4. Porque o Portugal democr\u00e1tico decidiu fingir que os grupos radicais, reacion\u00e1rios, racistas e xen\u00f3fobos implodiram espontaneamente.<\/p>\n\n\n\n<p>5. Porque as promessas da democracia n\u00e3o foram cumpridas na plenitude e muitos acreditam que uma direita bafienta, autorit\u00e1ria e vaidosa vem resolver as lacunas que o sistema livre, aberto, tolerante e integrador n\u00e3o preencheu completamente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9, por isso, importante \u2013 talvez seja o trabalho mais importante e mais dif\u00edcil \u2013 desenganar aqueles que veem no saudosismo at\u00e1vico, autorit\u00e1rio e justicialista, mesmo que vestido com indument\u00e1ria contempor\u00e2nea e com uma voz mais suave do que esgani\u00e7ada, uma solu\u00e7\u00e3o para os seus problemas. N\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o para os seus problemas, como \u00e9 um risco inqualific\u00e1vel para todos, incluindo os que desejam um regresso a um passado miser\u00e1vel, mas certinho.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Foto \u00a9 S\u00f3nia de S\u00e1 | <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O presente artigo de opini\u00e3o foi publicado no Jornal Econ\u00f3mico e \u00e9 aqui transcrito com a autoriza\u00e7\u00e3o da autora<\/em>. <em>Editado CR-SF<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SEM FRONTEIRAS | 7 de Janeiro de 2021 | PRESIDENCIAIS | Opini\u00e3o Derrotar a extrema-direita&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2712,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[99],"tags":[27,157],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/sony4.png",1166,682,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/sony4-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/sony4-300x175.png",300,175,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/sony4-768x449.png",640,374,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/sony4-1024x599.png",640,374,true],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/sony4.png",1166,682,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/sony4.png",1166,682,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/sony4.png",1115,652,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/sony4.png",800,468,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/sony4.png",1024,599,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/sony4.png",540,316,false],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/sony4.png",400,234,false]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/opiniao\/\" rel=\"category tag\">OPINI\u00c3O<\/a>","tag_info":"OPINI\u00c3O","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2711"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2711"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2711\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2714,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2711\/revisions\/2714"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2712"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2711"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2711"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2711"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}