{"id":2962,"date":"2021-02-17T20:08:04","date_gmt":"2021-02-17T20:08:04","guid":{"rendered":"http:\/\/aep61-74.org\/?p=2962"},"modified":"2021-02-17T20:08:06","modified_gmt":"2021-02-17T20:08:06","slug":"dossie-ice-repressao-e-resistencia-1933-1941","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2021\/02\/17\/dossie-ice-repressao-e-resistencia-1933-1941\/","title":{"rendered":"DOSSI\u00ca ICE |Repress\u00e3o e resist\u00eancia, 1933 \u2013 1941"},"content":{"rendered":"\n<p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><strong>&nbsp;SEM FRONTEIRAS<\/strong><\/span> | 16 de fevereiro 2021 | Dossi\u00ea Imprensa Clandestina e do ex\u00edlio (Per\u00edodo II)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">2. Repress\u00e3o e resist\u00eancia, 1933 \u2013 1941<\/h4>\n\n\n\n<p>Com a implanta\u00e7\u00e3o do Estado Novo desaparece a imprensa republicana \u201creviralhista\u201d mas, em contrapartida, amplia-se a comunista, com maior regularidade, o que a diferenciava da anterior, uma vez que era baseada em estruturas organizativas permanentes e n\u00e3o grupos mais ou menos ef\u00e9meros que se formavam para combater a ditadura.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Outubro de 1933, o PCP iniciou a publica\u00e7\u00e3o do <em>O Militante<\/em>, ent\u00e3o com o t\u00edtulo<em> Boletim do Secretariado<\/em>, policopiado, destinado \u00e0s quest\u00f5es de organiza\u00e7\u00e3o e de informa\u00e7\u00e3o, assim como \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de quadros, do qual se conhece apenas um n\u00famero, mas ser\u00e1, no entanto, com o in\u00edcio da publica\u00e7\u00e3o da II S\u00e9rie do <em>Avante! <\/em>em 1 de Junho de 1934, que a sua imprensa central conhecer\u00e1 um novo per\u00edodo de regularidade, registando-se at\u00e9 um aumento da sua periodicidade para quinzenal entre Novembro de 1936 e Maio de 1937 e, inclusivamente, para semanal, entre Maio de 1937 e Maio de 1938. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Contra a fasciza\u00e7\u00e3o dos sindicatos<\/h2>\n\n\n\n<p>No final de 1933 publicou tamb\u00e9m o boletim semanal <em>A Greve<\/em>, em conjunto com a FJCP, destinado \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o do movimento contra a fasciza\u00e7\u00e3o dos sindicatos, do qual se conhecem os n.\u00bas 2, 3 e 4, respectivamente de 10, 17 e 24 de Dezembro de 1933 e os publicados no in\u00edcio de 1934. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-3 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"502\" height=\"812\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/per4-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2965\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/per4-1.png 502w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/per4-1-185x300.png 185w\" sizes=\"(max-width: 502px) 100vw, 502px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Iniciou-se tamb\u00e9m a edi\u00e7\u00e3o da II S\u00e9rie do <em>Solidariedade<\/em>, com o subt\u00edtulo \u201c<em>\u00f3rg\u00e3o Central da SP do SVI<\/em>\u201d, do qual se conhece o n\u00ba 2, publicado em Setembro de 1934.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Em Outubro de 1934, a Federa\u00e7\u00e3o das Juventudes Comunistas Portuguesas iniciou um processo de reorganiza\u00e7\u00e3o, na qual se incluiu a reactiva\u00e7\u00e3o da sua imprensa, com a publica\u00e7\u00e3o da III S\u00e9rie do <em>O Jovem: \u00f3rg\u00e3o central da FJCP (SP da IJC),<\/em> sendo conhecido o n.\u00ba 2, de Fevereiro de 1935, e que pelo menos entre o n.\u00ba 10 e o n.\u00ba 13 (respectivamente, de Abril e Outubro de 1936), teve com o subt\u00edtulo \u201c<em>Jornal da Nova Gera\u00e7\u00e3o Portuguesa<\/em>\u201d, uma express\u00e3o bastante utilizada na \u00e9poca para designar os jovens progressistas. <\/p>\n\n\n\n<p>Nesta \u00e9poca, o PCP publicava tamb\u00e9m o boletim policopiado de divulga\u00e7\u00e3o da realidade social sovi\u00e9tica, intitulado <em>Folhas de divulga\u00e7\u00e3o do socialismo em constru\u00e7\u00e3o na URSS<\/em>, e jornais de empresa como <em>O Ferrovi\u00e1rio Vermelho: \u00f3rg\u00e3o mensal das C\u00e9lulas do Partido e Juventude Comunista,<\/em> do qual se conhece o n.\u00ba 2, de Outubro de 1934.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Imprensa sindical<\/h2>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m da imprensa editada em seu nome, o PCP publicava v\u00e1rios t\u00edtulos de organismos que influenciava, como o <em>Front Mundial: \u00f3rg\u00e3o da Liga Contra a Guerra e Contra o Fascismo<\/em> (do qual se conhece o n.\u00ba 2, de Novembro de 1934), um organismo de car\u00e1cter frentista, que defendia um programa de democracia popular e que tinha sido criado em Agosto de 1934 sob a direc\u00e7\u00e3o de Bento de Jesus Cara\u00e7a. A Liga era a Sec\u00e7\u00e3o Portuguesa do Comit\u00e9 Mundial contra a Guerra e o Fascismo fundado em 1933 sob a influ\u00eancia da Internacional Comunista, e Bento de Jesus Cara\u00e7a vir\u00e1 a ser o seu representante na Frente Popular Antifascista, de 1935 a 1937, ainda que esta n\u00e3o tivesse assumido em Portugal uma efectiva exist\u00eancia, como em Espanha e Fran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Ser\u00e1, no entanto, atrav\u00e9s da sua imprensa sindical que o PCP conhecer\u00e1 ent\u00e3o uma maior influ\u00eancia, com a cria\u00e7\u00e3o de uma nova s\u00e9rie do <em>O Prolet\u00e1rio: \u00f3rg\u00e3o e propriedade da Comiss\u00e3o Inter-Sindical<\/em>, cujo primeiro n\u00famero da nova s\u00e9rie clandestina se publicar\u00e1 em Mar\u00e7o de 1934 e ter\u00e1 continuidade, pelo menos, at\u00e9 ao n.\u00ba 23, de Maio de 1936. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"534\" height=\"791\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Per_4.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2966\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Per_4.png 534w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Per_4-203x300.png 203w\" sizes=\"(max-width: 534px) 100vw, 534px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">Na realidade, a sua publica\u00e7\u00e3o foi abandonada porque o PCP passou a adoptar a t\u00e1ctica aprovada no VII Congresso da Internacional Comunista realizado em Moscovo em 1935 \u2013 no qual o secret\u00e1rio-geral do PCP Bento Gon\u00e7alves participou \u2013, de abandonar a cria\u00e7\u00e3o de sindicatos clandestinos e trabalhar no seio dos Sindicatos Nacionais, com o objectivo de os conquistar.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Impressa numa velha azenha<\/h2>\n\n\n\n<p>Em Abril de 1934 inicia-se a terceira s\u00e9rie, clandestina, da <em>A Batalha: <\/em>porta-voz da Organiza\u00e7\u00e3o Oper\u00e1ria Portuguesa e \u00f3rg\u00e3o da Confedera\u00e7\u00e3o Geral do Trabalho, que teve uma longa dura\u00e7\u00e3o mas que conhecer\u00e1 uma periodicidade muito irregular. At\u00e9 1937 era impressa numa velha azenha, na furna de Monsanto, em Lisboa. Tem-se tamb\u00e9m conhecimento da publica\u00e7\u00e3o de um n\u00famero da <em>A Batalha: <\/em>\u00f3rg\u00e3o da Confedera\u00e7\u00e3o Geral do Trabalho, com uma boa apresenta\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica, cuja numera\u00e7\u00e3o indica IV S\u00e9rie, n.\u00ba 9, de Junho de 1937, o qual apresenta igualmente uma ligeira altera\u00e7\u00e3o no subt\u00edtulo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-9 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"537\" height=\"786\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Pewr2_3.png\" alt=\"\" data-id=\"2968\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Pewr2_3.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=2968\" class=\"wp-image-2968\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Pewr2_3.png 537w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Pewr2_3-205x300.png 205w\" sizes=\"(max-width: 537px) 100vw, 537px\" \/><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Em 1931 o PCP tinha criado a Organiza\u00e7\u00e3o Revolucion\u00e1ria do Ex\u00e9rcito (ORE) mas s\u00f3 em Setembro de 1935 \u00e9 que se iniciou a publica\u00e7\u00e3o do <em>O Soldado Vermelho: \u00f3rg\u00e3o das c\u00e9lulas do Partido Comunista Portugu\u00eas no Ex\u00e9rcito \u2013 ORE<\/em>, que ter\u00e1 sido substitu\u00eddo pela <em>A Voz do Soldado: \u00f3rg\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Revolucion\u00e1ria do Ex\u00e9rcito \u2013 ORE,<\/em> conhecendo-se os n.\u00bas 1 e 2, de Maio e Julho de 1936. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Assalto \u00e0 tipografia <\/h2>\n\n\n\n<p>Em Fevereiro de 1937 \u00e9 novamente publicado <em>O Militante<\/em>, com a designa\u00e7\u00e3o de <em>Boletim Interno do PCP<\/em> e a indica\u00e7\u00e3o de II S\u00e9rie. Pelo seu conte\u00fado n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil concluir que se trata da continua\u00e7\u00e3o do anterior. Nele se afirma que \u201c<em>tratar\u00e1 de todos os problemas da linha pol\u00edtica e de organiza\u00e7\u00e3o do Partido<\/em>\u201d e que \u201c<em>deve contribuir para a educa\u00e7\u00e3o dos novos quadros e para uma maior activa\u00e7\u00e3o do Partido<\/em>\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Deste boletim conhece-se apenas um n\u00famero. O PCP, que neste final da d\u00e9cada de 1930 tinha sofrido fortes golpes da repress\u00e3o \u2013 entre os quais o assalto pela PIDE \u00e0 tipografia do <em>Avante!<\/em> em 1938, levando \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o da sua publica\u00e7\u00e3o a partir de Maio de 1939 \u2013 na realidade, as dificuldades para a sua produ\u00e7\u00e3o eram j\u00e1 claras desde Maio do ano anterior, pois a partir de ent\u00e3o s\u00f3 se editaram mais dois n\u00fameros \u2013, passar\u00e1 a publicar o <em>Not\u00edcias Vermelhas: p\u00e1gina informativa do PCP (SPIC)<\/em>, do qual se conhecem quatro n\u00fameros editados em 1939 e, substituindo temporariamente o \u00f3rg\u00e3o central o jornal policopiado <em>Em Frente!,<\/em> a partir de Maio 1940 (n.\u00ba 1) e at\u00e9 Mar\u00e7o de 1941 (n.\u00ba 9), criado por iniciativa de \u00c1lvaro Cunhal e em cuja redac\u00e7\u00e3o este participou at\u00e9 \u00e0 sua pris\u00e3o em 30 de Maio de 1940. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-13 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"616\" height=\"855\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/per2_2-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2971\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/per2_2-1.png 616w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/per2_2-1-216x300.png 216w\" sizes=\"(max-width: 616px) 100vw, 616px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\">Em Julho de 1937 surgiu o primeiro n\u00famero do <em>Unir<\/em>, <em>Seman\u00e1rio da Frente Popular Portuguesa<\/em>, editado em Paris e dirigido por Jos\u00e9 Domingues dos Santos \u2013 v\u00e1rias vezes ministro, de diversas pastas, e primeiro-ministro (1924-25) durante a I Rep\u00fablica \u2013, o qual se publicou at\u00e9 Abril de 1939.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Um aspecto singular da imprensa clandestina publicada em Portugal durante o fascismo prende-se com o n\u00famero surpreendente de jornais manuscritos clandestinos que foram elaborados e editados em diversas pris\u00f5es do regime (Peniche, Caxias, Penitenci\u00e1ria de Lisboa, Cadeia de Monsanto, Aljube, Angra do Hero\u00edsmo e Tarrafal) pelos presos pol\u00edticos libert\u00e1rios e, principalmente, pelos comunistas, num per\u00edodo entre 1934 e 1945, num total de 24 t\u00edtulos conhecidos a que correspondem a cerca de 60 exemplares e mais de 900 p\u00e1ginas de texto. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ter\u00e3o sido editados cerca de 200 n\u00fameros<\/h2>\n\n\n\n<p>De facto, os t\u00edtulos at\u00e9 agora identificados, assim como os respectivos exemplares, constituem apenas uma parte dos jornais que ter\u00e3o sido ent\u00e3o elaborados, calculando-se que ter\u00e3o sido editados cerca de 200 n\u00fameros, o que \u00e9 verdadeiramente not\u00e1vel tendo em considera\u00e7\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es existentes e os constrangimentos da vida prisional. <\/p>\n\n\n\n<p>Na maior parte dos t\u00edtulos n\u00e3o se conhecem os seus autores, havendo no entanto algumas excep\u00e7\u00f5es, entre os quais o intitulado <em>Th\u00e4lmann<\/em>, em homenagem ao secret\u00e1rio-geral do Partido Comunista da Alemanha \u2013 preso pela Gestapo em 1933 e assassinado pelos nazis em 1944 no campo de concentra\u00e7\u00e3o de <a href=\"http:\/\/de.wikipedia.org\/wiki\/KZ_Buchenwald\">Buchenwald<\/a> \u2013, o qual foi elaborado por Augusto Caldeira, dirigente do PCP, tamb\u00e9m ele assassinado num campo de concentra\u00e7\u00e3o, o Tarrafal, em Dezembro de 1938, com apenas trinta anos. <\/p>\n\n\n\n<p>Da imprensa anarquista conhecem-se <em>A Dor<\/em>, publicado em Coimbra em 1934, o <em>Brado Libert\u00e1rio<\/em>, \u00f3rg\u00e3o manuscrito dos anarquistas presos na Ilha Terceira, editado em 1935, <em>O Momento<\/em>, que contou com a colabora\u00e7\u00e3o de Em\u00eddio Santana, Jos\u00e9 Lopes J\u00fanior, Pinto da Cruz e Carlos Cruz, editado em Lisboa em 1938, e o <em>Claridade<\/em>, publicado em Coimbra, tamb\u00e9m nesse ano.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-15 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"640\" height=\"854\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Per2_1.png\" alt=\"\" data-id=\"2970\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Per2_1.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=2970\" class=\"wp-image-2970\" 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\/><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Manuel Lopes Cordeiro, autor do artigo Imprensa clandestina e do ex\u00edlio 1926-1974 (sendo o texto acima publicado um excerto correspondente ao per\u00edodo espec\u00edfico de 1933-1941).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/aep61-74.org\/index.php\/2021\/02\/16\/dossie-ice-a-contestacao-a-ditadura-1926-1933\/\">Artigo anterio<\/a><a href=\"http:\/\/aep61-74.org\/index.php\/2021\/02\/16\/dossie-ice-uma-perspectiva-cronologica\/\">r <\/a>&nbsp;do tema pelo autor | <em>Imagens, fonte @ JM Cordeiro<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;SEM FRONTEIRAS | 16 de fevereiro 2021 | Dossi\u00ea Imprensa Clandestina e do ex\u00edlio 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