{"id":2998,"date":"2021-02-19T18:53:06","date_gmt":"2021-02-19T18:53:06","guid":{"rendered":"http:\/\/aep61-74.org\/?p=2998"},"modified":"2021-02-20T21:40:44","modified_gmt":"2021-02-20T21:40:44","slug":"dossie-ice-o-terramoto-delgado-e-a-contestacao-da-guerra-colonial-1958-1968","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2021\/02\/19\/dossie-ice-o-terramoto-delgado-e-a-contestacao-da-guerra-colonial-1958-1968\/","title":{"rendered":"DOSSI\u00ca ICE |  O terramoto Delgado e a contesta\u00e7\u00e3o da guerra colonial, 1958-1968"},"content":{"rendered":"\n<p>SEM FRONTEIRAS | 19 de fevereiro | DOSSI\u00ca Imprensa clandestina e do ex\u00edlio (Per\u00edodo IV)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4. O \u201cTERRAMOTO DELGADO\u201d E A CONTESTA\u00c7\u00c3O DA GUERRA COLONIAL, 1958 \u2013 1968<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>por <strong>Jos\u00e9 Manuel Cordeiro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A candidatura do general Humberto Delgado \u00e0 presid\u00eancia da Rep\u00fablica em 1958, n\u00e3o obstante as suas posi\u00e7\u00f5es conservadoras e o facto de provir das fileiras do Estado Novo, desencadeou uma enorme corrente de entusiasmo popular, com grandes manifesta\u00e7\u00f5es de rua, que desafiaram a repress\u00e3o imediatamente desencadeada pelo regime. <\/p>\n\n\n\n<p>A estrondosa fraude que constituiu o acto eleitoral lan\u00e7ou o Estado Novo numa crise de que n\u00e3o mais se recompor\u00e1. Com o ex\u00edlio do general e a actividade oposicionista que passou a\u00ed a desenvolver, assim como do de \u00c1lvaro Cunhal ap\u00f3s a fuga da pris\u00e3o de Peniche em Janeiro de 1960 e o empenho do PCP em recuperar a tradicional linha da \u201cunidade\u201d com os sectores liberais, criaram-se condi\u00e7\u00f5es para a forma\u00e7\u00e3o, em Dezembro de 1962, da Frente Patri\u00f3tica de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional (FPLN), com base nas Juntas de Ac\u00e7\u00e3o Patri\u00f3tica (JAPs) e na Junta Patri\u00f3tica Central, que tinham sido constitu\u00eddas em Portugal nos finais de 1959. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A imprensa da FPLN<\/h2>\n\n\n\n<p>A FPLN veio a estabelecer-se em Argel, beneficiando do aux\u00edlio proporcionado pela rec\u00e9m-independente Rep\u00fablica Popular Democr\u00e1tica da Arg\u00e9lia, ent\u00e3o um dos principais centros da luta anti-imperialista. No ambiente pol\u00edtico p\u00f3s 1958, o PCP come\u00e7ou publicar jornais que correspondessem \u00e0s novas necessidades da luta anti-fascista, como o <em>Boletim de Informa\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica<\/em>, com seis n\u00fameros publicados entre Mar\u00e7o de 1959 e Mar\u00e7o de 1960, mas ser\u00e1 a imprensa da FPLN a que conhecer\u00e1 maior express\u00e3o, com mais de tr\u00eas dezenas de t\u00edtulos editados durante toda a d\u00e9cada de 1960, at\u00e9 1971, uma boa parte deles publicados no Exterior, nomeadamente em Argel. <\/p>\n\n\n\n<p>Em Abril de 1961 iniciou-se a publica\u00e7\u00e3o do <em>Tribuna Livre, <\/em>\u00f3rg\u00e3o nacional das Juntas de Ac\u00e7\u00e3o Patri\u00f3tica, de que se editaram cinco n\u00fameros at\u00e9 Fevereiro de 1962, e em Novembro surgiu o <em>Amanh\u00e3.<\/em> <em>Jornal de Jovens para todos os Jovens. Ao Servi\u00e7o das Juntas Patri\u00f3ticas da Juventude<\/em>, que conheceu dez n\u00fameros at\u00e9 Maio de 1965 e cujo cabe\u00e7alho foi desenhado por Jos\u00e9 Dias Coelho, para al\u00e9m do <em>Jovens Livres, <\/em>\u00f3rg\u00e3o das Juntas de Ac\u00e7\u00e3o Patri\u00f3tica da Juventude do Norte, de que se conhecem dois n\u00fameros de 1963 e 1964. <\/p>\n\n\n\n<p>No Exterior, para al\u00e9m da Arg\u00e9lia, come\u00e7ou a publicar-se, em 1961, <em>O Emigrante Democr\u00e1tico, \u00f3rg\u00e3o da <\/em>Junta Patri\u00f3tica Portuguesa de Caracas, Venezuela, que tinha sido constitu\u00edda em Fevereiro de 1959 e era presidida pelo Eng.\u00ba J\u00falio da Costa Mota e por S\u00e9rgio Alves Moreira, e no ano seguinte o <em>Tribuna de Portugal<\/em>, \u00f3rg\u00e3o da Frente Antitotalit\u00e1ria de Portugueses Livres no Ex\u00edlio, fundada por Henrique Galv\u00e3o em S\u00e3o Paulo, e do qual se editaram oito n\u00fameros em 1963. Publicaram-se, ainda, desde 1961, a <em>Oposi\u00e7\u00e3o Portuguesa, <\/em>\u00f3rg\u00e3<em>o <\/em>do<em> Movimento Democr\u00e1tico de Liberaci\u00f3n de Portugal <\/em>y sus Col\u00f3nias, de Caracas, Venezuela, e o <em>Portugal Livre, <\/em>em Montevideu, Uruguai, com seis n\u00fameros durante os anos de 1961 e 1962.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Argel<\/h2>\n\n\n\n<p>Em 1963 come\u00e7ou a ser publicada <strong><em>A Verdade, <\/em>\u00f3rg\u00e3o das Juntas Patri\u00f3ticas do Norte, com nove n\u00fameros entre Abril desse ano e Setembro de 1965. Em Argel, a FPLN iniciou a publica\u00e7\u00e3o do <\/strong><em>JAPPA, <\/em>boletim da Junta de Ac\u00e7\u00e3o Patri\u00f3tica dos Portugueses da Arg\u00e9lia, com seis n\u00fameros durante o ano de 1964, e em Portugal o <em>Unidade e Ac\u00e7\u00e3o<\/em>, da Comiss\u00e3o Executiva da Junta Central, do qual se editaram tr\u00eas n\u00fameros em 1964. Em 1965 come\u00e7ou a publicar-se o <em>Boletim de Informa\u00e7\u00e3o da Frente Patri\u00f3tica de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional<\/em>, que teve tamb\u00e9m edi\u00e7\u00f5es em franc\u00eas e italiano editadas em Argel \u2013 que se publicou at\u00e9 1969 \u2013 onde a partir de 1966 tamb\u00e9m era publicado <em>Liberdade, <\/em>o \u00f3rg\u00e3o da FPLN, que contou com a colabora\u00e7\u00e3o, entre outros, de Manuel Sert\u00f3rio, Pedro Ramos de Almeida, Manuel Alegre, Fernando Piteira Santos, Manuel Teixeira Ruela, A. Garcia e Miguel Urbano Rodrigues e se editou at\u00e9 Outubro de 1969, entre muitos outros t\u00edtulos, alguns de exist\u00eancia ef\u00e9mera, igualmente da responsabilidade da FPLN.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery alignwide columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"551\" height=\"832\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ICE3_1-2.png\" alt=\"\" data-id=\"3000\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ICE3_1-2.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3000\" class=\"wp-image-3000\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ICE3_1-2.png 551w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ICE3_1-2-199x300.png 199w\" sizes=\"(max-width: 551px) 100vw, 551px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"437\" height=\"605\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ICE4_2.png\" alt=\"\" data-id=\"3001\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ICE4_2.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3001\" class=\"wp-image-3001\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ICE4_2.png 437w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ICE4_2-217x300.png 217w\" sizes=\"(max-width: 437px) 100vw, 437px\" \/><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A guerra<\/h2>\n\n\n\n<p>O in\u00edcio da guerra nas col\u00f3nias africanas em 1961 reflectiu-se no surgimento de jornais de car\u00e1cter anti-colonial, publicados n\u00e3o s\u00f3 no interior do pa\u00eds como no ex\u00edlio, por jovens que recusavam a incorpora\u00e7\u00e3o militar. Em Janeiro de 1960, o PCP iniciou a edi\u00e7\u00e3o do <em>Tribuna Militar<\/em>, \u00f3rg\u00e3o da Comiss\u00e3o de Unidade Militar, do qual se publicaram pelo menos dez n\u00fameros, at\u00e9 Agosto de 1961, e em 1963, do <em>Jornal Anti-Colonial. Pela Paz e Auto-Determina\u00e7\u00e3o dos Povos Coloniais<\/em>, que conheceu onze n\u00fameros, at\u00e9 Janeiro de 1969, assim como o <em>Boletim da Paz. Para a Paz Internacional, Pelo Desarmamento Geral, Para a Paz em Angola, Pela Autodetermina\u00e7\u00e3o<\/em>, do qual se conhecem quatro n\u00fameros, de 1963 e 1964. Em 1966 surgiu o <em>Passa Palavra, <\/em>que conheceu dois subt\u00edtulos<em>, \u00f3rg\u00e3o dos Militares da FPLN<\/em> e <em>Jornal do Soldado Portugu\u00eas \u2022 Contra a Guerra Colonial<\/em>, e que se publicou at\u00e9 Julho de 1968.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sectores sociais e profissionais espec\u00edficos<\/h2>\n\n\n\n<p>Nos finais da d\u00e9cada de 1950 o PCP prosseguiu a edi\u00e7\u00e3o de jornais dirigidos a sectores sociais e profissionais espec\u00edficos, com a publica\u00e7\u00e3o, de Maio de 1963 a 1974, da II S\u00e9rie da <em>A Terra<\/em>, para os pequenos e m\u00e9dios agricultores do Norte e Centro \u2013 que veio substituir <em>O Lavrador do Norte, <\/em>publicado desde 1961<em> \u2013<\/em>, num total de 34 n\u00fameros, e <em>A Folha da Pequena Lavoura<\/em>, que se publicou entre 1962 e 1965. <\/p>\n\n\n\n<p>Para os sectores oper\u00e1rios lan\u00e7ou em 1962 o <em>Unidos e Firmes<\/em>, para os trabalhadores do Porto e arredores, e <em>O T\u00eaxtil<\/em>, principalmente para o operariado das f\u00e1bricas algodoeiras do Grande Porto, Bacia do Ave e dos lanif\u00edcios&nbsp; da Serra da Estrela (Covilh\u00e3, Gouveia, Tortosendo, Manteigas, Unhais da Serra, etc), inicialmente policopiado, mas que passou a ser impresso a partir do n.\u00ba 3. O jornal publicou-se com regularidade entre Janeiro de 1956 e Mar\u00e7o de 1974, com excep\u00e7\u00e3o de um intervalo de cerca de quatro anos, entre o n.\u00ba 60, de Novembro 1967, e o n.\u00ba 61, de Maio 1971, dando in\u00edcio, incorrectamente, a uma 2.\u00aa S\u00e9rie, uma vez que manteve a numera\u00e7\u00e3o sequencial. <\/p>\n\n\n\n<p>Em 5 de Dezembro de 1958, a tipografia onde era impresso sob a direc\u00e7\u00e3o de Agostinho Saboga e sua mulher Lucinda Saboga, em S. Mamede de Infesta, foi assaltada pela PIDE, o que, contudo, n\u00e3o interrompeu a edi\u00e7\u00e3o do jornal. Margarida Tengarrinha foi uma das respons\u00e1veis pela sua elabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"509\" height=\"705\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/textil.png\" alt=\"\" data-id=\"3002\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/textil.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3002\" class=\"wp-image-3002\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/textil.png 509w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/textil-217x300.png 217w\" sizes=\"(max-width: 509px) 100vw, 509px\" \/><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p>Entre 1971, quando <em>O T\u00eaxtil<\/em> voltou a ser de novo publicado ap\u00f3s um interregno de quatro anos, e 1973, foi impresso numa das \u00faltimas tipografias clandestinas que a Direc\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Regional do Norte do PCP tinha instalada em Rio Tinto, na Rua E\u00e7a de Queiroz, n.\u00ba 112, sob a direc\u00e7\u00e3o de Joaquim Rafael e da sua companheira Catarina Machado, onde tamb\u00e9m era impressa <em>A Terra<\/em>. Merece tamb\u00e9m destaque, pela sua regularidade, o <em>Boletim dos Trabalhadores da CUF<\/em>, do qual se editaram pelo menos 23 n\u00fameros entre Julho de 1963 e Maio de 1967, e ainda <em>O Trabalho<\/em>, boletim do Movimento Sindical Anti-Fascista Portugu\u00eas, que publicou 17 n\u00fameros entre Mar\u00e7o de 1966 e Abril de 1973.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Corrente marxista-leninista, ou maoista.<\/h2>\n\n\n\n<p>As transforma\u00e7\u00f5es ocorridas na sociedade portuguesa a partir do inicio da d\u00e9cada de 1960, decorrentes da entrada de Portugal na EFTA \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Europeia de Com\u00e9rcio Livre \u2013, a emigra\u00e7\u00e3o massiva para os pa\u00edses europeus e o in\u00edcio da guerra colonial, provocaram tamb\u00e9m altera\u00e7\u00f5es no panorama pol\u00edtico da Oposi\u00e7\u00e3o, at\u00e9 ent\u00e3o hegemonizada em grande parte pelo PCP, com o surgimento de novas correntes de opini\u00e3o e novas organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. <\/p>\n\n\n\n<p>Nos finais de 1963, em consequ\u00eancia do conflito sino-sovi\u00e9tico, ocorreu uma cis\u00e3o no PCP \u2013 protagonizada por <a>Francisco Martins Rodrigues<\/a>, membro do Comit\u00e9 Central no interior do Pais \u2013 que no in\u00edcio do ano seguinte deu origem \u00e0 Frente de Ac\u00e7\u00e3o Popular (FAP) e ao Comit\u00e9 Marxista-Leninista Portugu\u00eas (CM-LP), o qual ir\u00e1 estar na base da constitui\u00e7\u00e3o da denominada corrente marxista-leninista, ou maoista. <\/p>\n\n\n\n<p>A FAP ir\u00e1 publicar o <em>Ac\u00e7\u00e3o Popular<\/em>, do qual se editaram oito n\u00fameros entre Junho de 1964 e Fevereiro de 1966, e o CM-LP a revista te\u00f3rica <em>Revolu\u00e7\u00e3o Popular<\/em>, com seis n\u00fameros publicados entre Junho de 1964 a Dezembro de 1965. A FAP publicou tamb\u00e9m o <em>Estudante Revolucion\u00e1rio,<\/em> que conheceu cinco n\u00fameros entre Junho e Agosto de 1965.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery alignwide columns-1 is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"483\" height=\"658\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cmlp.png\" alt=\"\" data-id=\"3003\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cmlp.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3003\" class=\"wp-image-3003\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cmlp.png 483w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cmlp-220x300.png 220w\" sizes=\"(max-width: 483px) 100vw, 483px\" \/><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ex\u00edlio<\/h2>\n\n\n\n<p>A repress\u00e3o exercida sobre estas organiza\u00e7\u00f5es e que as desmantelou por completo no interior do pa\u00eds obrigou os seus membros que n\u00e3o foram presos a exilarem-se, onde passaram a editar a sua imprensa, nomeadamente <em>O Prolet\u00e1rio<\/em>, o novo \u00f3rg\u00e3o do CM-LP, do qual se publicaram oito n\u00fameros entre Maio de 1967 e Maio de 1968, <em>A Centelha<\/em>, \u00f3rg\u00e3o do CM-LP para o Exterior, que conheceu doze n\u00fameros entre Janeiro de 1968 e Maio de 1969, e ainda o boletim de organiza\u00e7\u00e3o <em>O Novo Militante<\/em>, que come\u00e7ou a publicar-se em Junho de 1967.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-9 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"488\" height=\"634\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ps-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3006\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ps-1.png 488w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ps-1-231x300.png 231w\" sizes=\"(max-width: 488px) 100vw, 488px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Em Novembro de 1964 surgiu a Ac\u00e7\u00e3o Socialista Portuguesa (ASP), fundada em Genebra por M\u00e1rio Soares, Manuel Tito de Morais e Francisco Ramos da Costa, que ter\u00e1 como jornal o <em>Portugal Socialista<\/em>, editado em It\u00e1lia, do qual se publicar\u00e3o 36 n\u00fameros, de Maio desse ano a Maio de 1973.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Outras novas correntes<\/h2>\n\n\n\n<p>A diversifica\u00e7\u00e3o das correntes de oposi\u00e7\u00e3o ao regime ocorrida na d\u00e9cada de 1960, tanto em Portugal como no Exterior, onde a emigra\u00e7\u00e3o e a juventude que recusava a guerra colonial engrossavam de ano para ano, traduziu-se tamb\u00e9m na cria\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios movimentos e grupos, que procuraram adoptar uma nova pr\u00e1tica pol\u00edtica e acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o das profundas transforma\u00e7\u00f5es, assim como os acontecimentos que marcaram aquela d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<p> \u00c9 o caso da corrente dos cat\u00f3licos progressistas, que em 1963 iniciar\u00e1 a publica\u00e7\u00e3o do <em>Direito \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o, <\/em>dinamizado pelo casal Maria Nat\u00e1lia e Nuno Teot\u00f3nio Pereira, do qual se publicaram 18 n\u00fameros at\u00e9 Julho de 1969. <\/p>\n\n\n\n<p>Na sequ\u00eancia da crise da Universidade de Lisboa de 1962, surgiu o Movimento de Ac\u00e7\u00e3o Revolucion\u00e1ria (MAR), integrando, entre outros, Jos\u00e9 Medeiros Ferreira, V\u00edtor Wengorovius, Manuel de Lucena, Jo\u00e3o Cravinho, Nuno Brederode dos Santos e Vasco Pulido Valente, que publicar\u00e1 diversos boletins, entre os quais o <em>Ac\u00e7\u00e3o Revolucion\u00e1ria<\/em>, primeiro em Argel onde v\u00e1rios dirigentes do MAR estavam exilados (tendo integrado a FPLN) e a partir de Setembro de 1965 em Portugal (7 n\u00fameros de 1964 a 1966). <\/p>\n\n\n\n<p>Em Novembro de 1967 surgiram em Paris os <em>Cadernos de Circunst\u00e2ncia<\/em>, uma revista te\u00f3rica fundada por Alfredo Margarido, Aquiles de Oliveira, Fernando Medeiros, Jo\u00e3o Rocha, Jos\u00e9 Porto e Manuel Villaverde Cabral, aos quais se juntaram Alberto Melo e Jos\u00e9 dos Santos e, depois, Jorge Valadas, Hip\u00f3lito dos Santos, Jo\u00e3o Freire e Jos\u00e9 Maria Carvalho Ferreira, entre outros, que publicou sete n\u00fameros at\u00e9 Mar\u00e7o de 1970.<\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Manuel Lopes Cordeiro, autor do artigo Imprensa clandestina e do ex\u00edlio 1926-1974 (sendo o texto acima publicado um excerto correspondente ao per\u00edodo espec\u00edfico de 1958-1968).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-11 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"583\" height=\"378\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/JMC.png\" alt=\"\" data-id=\"2943\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/JMC.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/index.php\/2021\/02\/16\/dossie-ice-uma-perspectiva-cronologica\/jmc-2\/\" class=\"wp-image-2943\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/JMC.png 583w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/JMC-300x195.png 300w\" sizes=\"(max-width: 583px) 100vw, 583px\" \/><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p><a 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