{"id":3106,"date":"2021-02-26T22:56:38","date_gmt":"2021-02-26T22:56:38","guid":{"rendered":"http:\/\/aep61-74.org\/?p=3106"},"modified":"2021-02-27T08:29:25","modified_gmt":"2021-02-27T08:29:25","slug":"dossie-ice-as-lutas-dos-trabalhadores-e-a-guerra-colonial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2021\/02\/26\/dossie-ice-as-lutas-dos-trabalhadores-e-a-guerra-colonial\/","title":{"rendered":"DOSSI\u00ca ICE |  As lutas dos trabalhadores e a guerra colonial"},"content":{"rendered":"\n<p>SEM FRONTEIRAS | 26 de fevereiro 2021 | Dossi\u00ea Imprensa clandestina e do ex\u00edlio | O Alarme (II)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1-As lutas dos trabalhadores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>por Manuel Branco<\/p>\n\n\n\n<p>Nos anos 70&nbsp; a repress\u00e3o em Portugal, a censura da imprensa, a falta de informa\u00e7\u00e3o, a pris\u00e3o, o controle dos sindicatos pelo governo, o trabalho de infiltra\u00e7\u00e3o e denuncia dos pides, tentavam amorda\u00e7ar os trabalhadores para lhes dar o sentimento duma situa\u00e7\u00e3o de impossibilidade aparente de resistir. Mas por todo o Portugal a resist\u00eancia abriu caminho. <\/p>\n\n\n\n<p>Era urgente dar a conhecer estas lutas, dizer que era poss\u00edvel a revolta colectiva e assim dar esperan\u00e7a e animo \u00e0 malta. O jornal empenhou-se nesta tarefa, de informar, de abrir a ousadia de afirmar a possibilidade de&#8230;, dando exemplos de diversos movimentos de contesta\u00e7\u00e3o e luta por melhores sal\u00e1rios, contra assassinatos, pris\u00f5es, revolta de moradores, agita\u00e7\u00f5es nos quart\u00e9is, luta contra expuls\u00f5es, pelo direito \u00e0 assist\u00eancia m\u00e9dica e por causas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery alignwide columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"676\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Os-ce\u0301lebres-piqueniques-1024x676.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3107\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Os-ce\u0301lebres-piqueniques.jpg\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3107\" class=\"wp-image-3107\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Os-ce\u0301lebres-piqueniques-1024x676.jpg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Os-ce\u0301lebres-piqueniques-300x198.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Os-ce\u0301lebres-piqueniques-768x507.jpg 768w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Os-ce\u0301lebres-piqueniques-1536x1014.jpg 1536w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Os-ce\u0301lebres-piqueniques.jpg 1744w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Os famosos picnics em Grenoble<\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Vista-geral-da-rua-Marcel-Peretto-sede-da-AFPG-1972-copie-2-1024x768.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3108\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Vista-geral-da-rua-Marcel-Peretto-sede-da-AFPG-1972-copie-2.jpg\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3108\" class=\"wp-image-3108\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Vista-geral-da-rua-Marcel-Peretto-sede-da-AFPG-1972-copie-2-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Vista-geral-da-rua-Marcel-Peretto-sede-da-AFPG-1972-copie-2-300x225.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Vista-geral-da-rua-Marcel-Peretto-sede-da-AFPG-1972-copie-2-768x576.jpg 768w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Vista-geral-da-rua-Marcel-Peretto-sede-da-AFPG-1972-copie-2-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Vista-geral-da-rua-Marcel-Peretto-sede-da-AFPG-1972-copie-2-2048x1536.jpg 2048w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Vista-geral-da-rua-Marcel-Peretto-sede-da-AFPG-1972-copie-2-678x509.jpg 678w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Vista-geral-da-rua-Marcel-Peretto-sede-da-AFPG-1972-copie-2-326x245.jpg 326w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Vista-geral-da-rua-Marcel-Peretto-sede-da-AFPG-1972-copie-2-80x60.jpg 80w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Vista geral da rua Marcel Perreto-sede da AFPG <\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p>Parece-me importante &nbsp;citar alguns artigos de manifesta\u00e7\u00f5es ou greves publicados no jornal que s\u00e3o exemplo do que acima afirm\u00e1mos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Lutas e mais lutas<\/h2>\n\n\n\n<p>No primeiro n\u00famero foram noticiadas lutas em Alc\u00e2ntara e no Porto. Em Setembro de 1972 era a vez de lutas em Grenoble, St. Jean de Maurienne, o jornal relata ainda a luta na fabrica Grundig em Braga por aumento de sal\u00e1rios, <em>\u201c&#8230;as mulheres ganhavam 40$00 por dia e os homens 70 escudos, ap\u00f3s 3 dias de greve os homens obtiveram um aumento de 50% e as mulheres 75%..\u201d<\/em>. Em Novembro de 1972, um artigo acompanhado de uma foto informa, na primeira p\u00e1gina, sobre  a manifesta\u00e7\u00e3o de protesto contra o assassinato do estudante Ribeiro dos Santos, em Lisboa. Na \u00faltima publica\u00e7\u00e3o do ano 72 o jornal menciona as lutas em Annecy (Fosalp) e divulga as a\u00e7\u00f5es combativas dos oper\u00e1rios na Covilh\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>No n\u00famero 6 a luta no supermercado Villares no Porto \u00e9 noticiada e em Mar\u00e7o de 1973 um artigo sobre a Lagoa de Albufeira \u00e9 publicado com foto na primeira p\u00e1gina afirmando <em>\u201d..o povo impede as demoli\u00e7\u00f5es das suas casas\u201d. <\/em>Nas suas p\u00e1ginas s\u00e3o ainda relatadas as lutas em Castro Daire, Sta. B\u00e1rbara de Nexe, reportando a uma revolta da popula\u00e7\u00e3o que esteve durante 8 meses sem assist\u00eancia m\u00e9dica e por fim, a luta dos moradores da av. Almirante Reis em Lisboa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pescadores de Matosinhos<\/h2>\n\n\n\n<p>Um ano antes do 25 de Abril foi publicado um artigo para explicar a nova lei sobre a emigra\u00e7\u00e3o, a \u00ab&nbsp;Circulaire Fontanet&nbsp;\u00bb e outro sobre a luta dos pescadores do arrasto em Matosinhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas edi\u00e7\u00f5es n\u00b0 9 e n\u00ba10 s\u00e3o destacadas as manifesta\u00e7\u00f5es do primeiro de Maio em Lisboa, no Porto e em Coimbra, S\u00e3o tamb\u00e9m divulgadas as lutas em Arruda dos Vinhos (greve na GIL) e no Porto (Gialco).<\/p>\n\n\n\n<p>Em Outubro de 1973, um artigo na primeira p\u00e1gina d\u00e1 a noticia de uma manifesta\u00e7\u00e3o em Lausanne (Su\u00ed\u00e7a) contra a vinda duma delega\u00e7\u00e3o portuguesa \u00e0 Feira de Lausanne.  A comitiva foi  convidada de honra pelo governo Su\u00ed\u00e7o. Outras lutas na Ap\u00falia, em Melga\u00e7o  e com os pescadores de Matosinhos surgem nas p\u00e1ginas do jornal.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"640\" height=\"380\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Maquina-fotografica-utlizasda-pelo-Alarme.-jpg-copie.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3110\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Maquina-fotografica-utlizasda-pelo-Alarme.-jpg-copie.jpg\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3110\" class=\"wp-image-3110\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Maquina-fotografica-utlizasda-pelo-Alarme.-jpg-copie.jpg 640w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Maquina-fotografica-utlizasda-pelo-Alarme.-jpg-copie-300x178.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">M\u00e1quina fotogr\u00e1fica utilizada pelo Alarme<\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Aumento de sal\u00e1rios<\/h2>\n\n\n\n<p>Em Novembro e Dezembro de 1973 foi a vez de Caen, do Porto (Sepsa), de Coimbra (SMC), de Besan\u00e7on (Lip), de Lisboa (Transul), de Serpa, de Dom\u00e9ne (gr\u00e9ve na SDEM), de Amarante e de Lisboa (TAP). A luta por aumento de sal\u00e1rios na Rabor em Ovar foi noticiada e as lutas em A Ver O Mar e no Barreiro (n\u00b014), Porto, Matosinhos, Braga tamb\u00e9m o foram. Foi tamb\u00e9m destacada a greve na f\u00e1brica de Somelos (Helanca) e as lutas em Coimbra, Miragaia, Marinha Grande, Baixa da Banheira, Braga (F\u00e1brica da Ralha), Abelheira (f\u00e1brica Graham) e Foz do Neiva (pescadores).<\/p>\n\n\n\n<p>Em Janeiro de 1974 foram publicadas noticias sobre v\u00e1rias lutas tais como  Arganil e Cacilhas (luta dos Cacilheiros). <\/p>\n\n\n\n<p>Fevereiro foi um m\u00eas muito rico, o jornal relatou a luta dos pescadores do arrasto Matosinhos titulando &#8220;os pescadores voltam \u00e0 carga&#8221;. Por sua vez no Porto (Eduardo Ferreirinha), em Coimbra (SMC), em Alhos Vedros (F\u00e1brica Gefa), em Barcelos, na Nazar\u00e9 (greve dos pescadores), no Pinhal Novo, em Lisboa (lutas na Plessey A. El\u00e9ctrica P.), na Marinha Grande, no Porto (f\u00e1brica de Candal) e em Guimar\u00e3es (greve na fabrica Somelos) surgiram conflitos e confronta\u00e7\u00f5es diversas que o jornal noticiou.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o m\u00eas de Mar\u00e7o 74, um m\u00eas antes do 25 de Abril o jornal parecia adivinhar que Abril estava pr\u00f3ximo e deu de novo relevo a v\u00e1rias lutas como as de St. Martin d\u2019H\u00e8res (manifesta\u00e7\u00e3o contra a expuls\u00e3o de fam\u00edlias na Croix du P\u00e2tre), de Queluz (lutas na firma Eduardo Jorge), em Pevid\u0117m (f\u00e1brica dos Correias), em Viana do Castelo, em Braga (Companhia Fabril do Cavaco), na Amadora (J. Pimenta- concentra\u00e7\u00e3o nos escrit\u00f3rios), em Sacav\u00e9m (gr\u00e9ve na Robialac) e no Porto (Eduardo Ferreirinha e Irm\u00e3o). <\/p>\n\n\n\n<p>E assim cheg\u00e1mos, ao 25 de Abril.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>2- Contra a guerra colonial, apoio \u00e0  deser\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Guerras de ontem e de hoje&#8230;.exilados do passado e do presente.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos trabalhadores, ap\u00f3s terem sido empurrados contra a sua vontade para a guerra foram de novo empurrados para a emigra\u00e7\u00e3o para procurar melhores condi\u00e7\u00f5es de vida para eles e para as suas fam\u00edlias. Os jovens ao constatarem a aproxima\u00e7\u00e3o da data do servi\u00e7o militar, procuravam solu\u00e7\u00f5es. O jornal pegou nesta mat\u00e9ria para divulgar informa\u00e7\u00e3o sobre a guerra e sobre a necessidade de a recusar e combater. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Comit\u00e9s de desertores<\/h2>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s uma reuni\u00e3o de coordena\u00e7\u00e3o dos Comit\u00e9s de Desertores na Europa em Paris a 23 e 24 de Setembro de 1972, o Jornal apoiou-se cada vez mais nestes Comit\u00e9s para trazer para \u00e0 baila informa\u00e7\u00e3o e motiva\u00e7\u00e3o. O Jornal apoiava o trabalho dos Comit\u00e9s de Desertores e estes apoiavam e vendiam o Jornal. A tiragem do Jornal disparou, era distribu\u00eddo em Fran\u00e7a (Paris, Grenoble, Voreppe, Annecy, Chambery, Lyon Saint Marcelin etc..), Dinamarca, Su\u00e9cia, Holanda, Luxemburgo, Su\u00ed\u00e7a, Portugal. A divulga\u00e7\u00e3o das lutas nos quart\u00e9is em Portugal era importante para dar a conhecer e afirmar quer era poss\u00edvel lutar.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o primeiro numero, Julho de 1972 o jornal tomava posi\u00e7\u00e3o pela deser\u00e7\u00e3o. Publicava a capa do disco do Tino Flores com a can\u00e7\u00e3o \u201c<em>Deser\u00e7\u00e3o\u201d<\/em> e apoiava a venda do disco.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00eas seguinte publicava uma carta tirada do Boletim do Comit\u00e9 de Desertores da Dinamarca na qual uma m\u00e3e escreve <em>\u00abEu sempre disse aos meus filhos para n\u00e3o irem fazer a guerra colonial\u2026.\u2026Os nossos filhos s\u00e3o cada vez mais numerosos a desertar\u2026.&nbsp;\u00bb.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Deser\u00e7\u00e3o e Manifesto<\/h2>\n\n\n\n<p>A noticia do assassinato de Am\u00edlcar Cabral ocupa a primeira p\u00e1gina em Fevereiro de 1973, assim como uma informa\u00e7\u00e3o sobre as lutas dos soldados em Lisboa no quartel do Lumiar, onde recusam respeitar o toque das alvoradas e acelerar as marchas de cross&#8230;.e de novo no m\u00eas de Mar\u00e7o dava noticia das lutas nos quart\u00e9is de Mafra e Tancos. Ainda em 1973 foi publicado um artigo sobre a agita\u00e7\u00e3o no quartel de Santa Margarida e na&nbsp; ultima publica\u00e7\u00e3o do mesmo ano, O Alarme d\u00e1 um grande relevo na primeira p\u00e1gina com fotos sobre a deser\u00e7\u00e3o de 5 marinheiros na Dinamarca com o titulo <em>\u201cQuando um dia pegarmos em armas ser\u00e1 contra os inimigos dos povos de Portugal e das col\u00f3nias\u201d.<\/em> Publica pela primeira vez a capa do <em>\u00ab&nbsp;Manifesto dos Soldados Portugueses&nbsp;\u00bb<\/em>, d\u00e1 ainda noticia da luta contra o juramento de bandeira no quartel de Mafra.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"555\" height=\"640\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Manifesto-dos-soldados.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3109\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Manifesto-dos-soldados.jpg\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3109\" class=\"wp-image-3109\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Manifesto-dos-soldados.jpg 555w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Manifesto-dos-soldados-260x300.jpg 260w\" sizes=\"(max-width: 555px) 100vw, 555px\" \/><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p>Janeiro de 1974, foi uma data importante para o jornal. Este dava um salto na sua difus\u00e3o, o pequeno jornal dos trabalhadores de Grenoble publicava um editorial intitulado <em>(\u00ab\u00a0O Alarme\u00a0\u00bb saiu da Casca )<\/em> e passava a \u00ab\u00a0Jornal Popular Portugu\u00eas\u00a0\u00bb distribu\u00eddo em v\u00e1rios pa\u00edses da Europa e Portugal. Publicava a lista e direc\u00e7\u00f5es dos Comit\u00e9s de Desertores da Su\u00e9cia, Dinamarca, Holanda, Paris e Grenoble. Dava a noticia da luta dos soldados contra a guerra no quartel de Vendas Novas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Manuel Branco<\/strong>, editor do Alarme e colaborador permanente do SEM FRONTEIRAS<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"578\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/capa-O-alame-1024x578.png\" alt=\"\" data-id=\"3099\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/capa-O-alame.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/index.php\/2021\/02\/25\/dossie-ice-o-alarme-visto-por-dentro-ou-a-anatomia-do-rastilho-de-grenoble\/capa-o-alame\/\" class=\"wp-image-3099\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/capa-O-alame-1024x578.png 1024w, 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