{"id":3138,"date":"2021-02-28T21:03:39","date_gmt":"2021-02-28T21:03:39","guid":{"rendered":"http:\/\/aep61-74.org\/?p=3138"},"modified":"2021-02-28T21:11:22","modified_gmt":"2021-02-28T21:11:22","slug":"dossie-ice-as-fontes-de-informacao-baseavam-se-em-pequenos-inqueritos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2021\/02\/28\/dossie-ice-as-fontes-de-informacao-baseavam-se-em-pequenos-inqueritos\/","title":{"rendered":"DOSSI\u00ca ICE | O Imigrado Portugu\u00eas, as fontes de informa\u00e7\u00e3o baseavam-se em pequenos inqu\u00e9ritos"},"content":{"rendered":"\n<p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">SEM FRONTEIRAS <\/span>| 28 de fevereiro 2021 | Dossi\u00ea Imprensa clandestina e do ex\u00edlio | In\u00eas Esp\u00edrito Santo | Traduzido do franc\u00eas e editado por Carlos Ribeiro &#8211; SF<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>O Imigrado Portugu\u00eas<\/em><\/strong><strong> (1969-1981)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>por In\u00eas Esp\u00edrito Santo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para analisar a experi\u00eancia dos exilados pol\u00edticos portugueses, parece-me necess\u00e1rio um desvio pelas fontes escritas para questionar as presen\u00e7as e as aus\u00eancias sobre os temas tratados na \u00e9poca e que hoje ressurgem na historiografia das migra\u00e7\u00f5es. <\/p>\n\n\n\n<p>Neste breve artigo vamos debru\u00e7ar-nos sobre <strong>O Imigrado Portugu\u00eas<\/strong>. Esta publica\u00e7\u00e3o teve uma periodicidade mensal e foi inteiramente redigida na l\u00edngua portuguesa. Publicado em Fran\u00e7a, tinha aproximadamente 16 p\u00e1ginas. O n\u00ba 1 de <strong>O Imigrado Portugu\u00eas <\/strong>apareceu em abril de 1969 e deixou de ser publicado depois do n\u00ba 78 que saiu em setembro de 1981.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">PCs e Origin\u00e1rios de Portugal<\/h2>\n\n\n\n<p>O <strong>Imigrado Portugu\u00eas<\/strong> era uma publica\u00e7\u00e3o editada, sem que tal constasse, pelo Partido Comunista Franc\u00eas, em estreita colabora\u00e7\u00e3o com membros do Partido Comunista Portugu\u00eas (ilegal em Portugal at\u00e9 1974) e associados da Associa\u00e7\u00e3o dos Origin\u00e1rios de Portugal (AOP).<br>Numa conversa informal com um activista comunista portugu\u00eas e um associado muito ativo da AOP ambos imigrantes em Fran\u00e7a e que acompanharam de perto O Imigrado Portugu\u00eas, pude recolher algumas informa\u00e7\u00f5es sobre o funcionamento do jornal: n\u00e3o havia jornalistas profissionais a garantir a edi\u00e7\u00e3o do jornal. As fontes de informa\u00e7\u00e3o baseavam-se em pequenos inqu\u00e9ritos que eles pr\u00f3prios realizavam ou, ent\u00e3o, em informa\u00e7\u00f5es veiculadas pelos \u00f3rg\u00e3os oficiais dos Partidos Comunistas dos dois pa\u00edses; a AOP que estava presente em v\u00e1rias regi\u00f5es, recolhia as informa\u00e7\u00f5es sobre as atividades associativas em todos os setores e centralizava-as para que fossem publicadas mensalmente no O Imigrado Portugu\u00eas; o fim da publica\u00e7\u00e3o em 1981 deveu-se provavelmente ao regresso definitivo ao pa\u00eds de origem de v\u00e1rias pessoas envolvidas na produ\u00e7\u00e3o do jornal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Unir os trabalhadores <\/h2>\n\n\n\n<p>O <strong>Imigrado Portugu\u00eas<\/strong> dirigia-se principalmente aos trabalhadores portugueses que emigraram para a Fran\u00e7a. O editorial do n.\u00ba 1, de abril de 1969, apresenta claramente o objetivo geral do jornal: denunciar os abusos e as discrimina\u00e7\u00f5es contra os portugueses, dando-lhes acesso a aconselhamento jur\u00eddico sobre os seus direitos laborais e de estada. Mais \u00e0 frente, este primeiro editorial explicita a orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do jornal: <\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cA nossa miss\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m mostrar aos trabalhadores portugueses que a satisfa\u00e7\u00e3o das suas leg\u00edtimas reivindica\u00e7\u00f5es depende essencialmente da sua capacidade de se unirem e de agirem conjuntamente com os demais trabalhadores. [\u2026] Vamos comprometer-nos a lutar contra tudo o que possa dividir os trabalhadores portugueses, trabalhadores franceses e trabalhadores de outras nacionalidades, para os unir na mesma luta. &#8220;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><br>O <strong>Imigrado Portugu\u00ea<\/strong>s revelou-se assim, desde o seu in\u00edcio, um meio de difus\u00e3o de uma op\u00e7\u00e3o clara, a defesa dos interesses da classe trabalhadora. Nas suas 16 p\u00e1ginas, O Imigrado Portugu\u00eas estava organizado em v\u00e1rias sec\u00e7\u00f5es, com uma presen\u00e7a nem sempre regular, nas quais se inclu\u00eda o tema central do m\u00eas, as not\u00edcias de Portugal, a informa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica sobre os direitos dos imigrantes, literatura e cultura ou mesmo, na \u00faltima p\u00e1gina, not\u00edcias desportivas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery alignwide columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"650\" height=\"830\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/IP2.png\" alt=\"\" data-id=\"3141\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/IP2.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3141\" class=\"wp-image-3141\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/IP2.png 650w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/IP2-235x300.png 235w\" sizes=\"(max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"651\" height=\"824\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ip3.png\" alt=\"\" data-id=\"3142\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ip3.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3142\" class=\"wp-image-3142\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ip3.png 651w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ip3-237x300.png 237w\" sizes=\"(max-width: 651px) 100vw, 651px\" \/><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mudan\u00e7as na linha editorial<\/h2>\n\n\n\n<p><br>Uma leitura atenta de todos os n\u00fameros de O Imigrado Portugu\u00eas mostra que entre 1969 e 1981, ao longo da exist\u00eancia da publica\u00e7\u00e3o, o Conselho Editorial mudou de enfoque nos assuntos tratados. \u00c9 perfeitamente natural que a mudan\u00e7a social transforme as pr\u00f3prias not\u00edcias sobre a atualidade, mas a mudan\u00e7a de foco que estamos aqui a referir \u00e9 resultado de aut\u00eanticas altera\u00e7\u00f5es na perspectiva sobre os assuntos a tratar na publica\u00e7\u00e3o. Estas reviravoltas ocorreram \u00e0 medida que os acontecimentos marcantes na evolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e social do bin\u00f3mio Fran\u00e7a-Portugal, durante os quais a publica\u00e7\u00e3o passou por v\u00e1rias altera\u00e7\u00f5es na sua linha editorial, e nos quais pude identificar cinco fases: <\/p>\n\n\n\n<ul><li>1) O per\u00edodo das condi\u00e7\u00f5es de alojamento dos migrantes (1969-1970); <\/li><li>2) O per\u00edodo da guerra colonial portuguesa (1971-1972);<\/li><li> 3) O per\u00edodo das circulares \u201cMarcellin-Fontanet\u201d (1973); <\/li><li>4) O per\u00edodo da revolu\u00e7\u00e3o dos cravos (1974-1975); <\/li><li>5) O per\u00edodo das lutas dos imigrantes na Fran\u00e7a (1976-1981).<\/li><li><\/li><\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery alignwide columns-2 is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"647\" height=\"824\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ip7.png\" alt=\"\" data-id=\"3152\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ip7.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/index.php\/2021\/02\/28\/dossie-ice-as-fontes-de-informacao-baseavam-se-em-pequenos-inqueritos\/ip7\/\" class=\"wp-image-3152\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ip7.png 647w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ip7-236x300.png 236w\" sizes=\"(max-width: 647px) 100vw, 647px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"664\" height=\"849\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/imigrado_portugues.png\" alt=\"\" data-id=\"3140\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/imigrado_portugues.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/index.php\/2021\/02\/28\/dossie-ice-as-fontes-de-informacao-baseavam-se-em-pequenos-inqueritos\/imigrado_portugues\/\" class=\"wp-image-3140\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/imigrado_portugues.png 664w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/imigrado_portugues-235x300.png 235w\" sizes=\"(max-width: 664px) 100vw, 664px\" \/><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p><br>A \u00faltima fase identificada, onde a publica\u00e7\u00e3o d\u00e1 conta das lutas dos trabalhadores, nas quais participaram imigrantes e em particular portugueses, tem a vantagem de provocar um aut\u00eantico contraste com a imagem difundida do imigrante despolitizado e de revelar hist\u00f3rias e imagens de um trabalhador combativo contra a explora\u00e7\u00e3o dos patr\u00f5es. Resumindo e concluindo, a capa do n\u00famero 77 acaba por mostrar que o jornal nunca renegou suas inten\u00e7\u00f5es originais, vulgo a de unidade entre os trabalhadores:<\/p>\n\n\n\n<p><strong> \u201cTrabalhadores da Renault, franceses e imigrantes, celebram com alegria o fracasso eleitoral de Giscard, de direita e dos patr\u00f5es \u201d(junho-julho de 1981, p. 1)<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um discurso diametralmente oposto ao dos Estados<\/h2>\n\n\n\n<p>Estabelecer a imprensa escrita como fonte de informa\u00e7\u00e3o sobre a hist\u00f3ria da imigra\u00e7\u00e3o portuguesa e em particular dos exilados pol\u00edticos n\u00e3o \u00e9 uma escolha do acaso. Se por um lado, pode introduzir v\u00e1rias barreiras na interpreta\u00e7\u00e3o dos fatos, atendendo a que, muitas das vezes, ela segue uma linha editorial r\u00edgida, essa fonte tamb\u00e9m pode ser um marcador de datas, de lugares e de acontecimentos que s\u00e3o necess\u00e1rios \u00e0 compreens\u00e3o do per\u00edodo estudado. <\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, este tipo de fonte revela-nos o enfoque que o corpo editorial do jornal escolhido assume e que opta por divulgar junto da imigra\u00e7\u00e3o portuguesa. A forte posi\u00e7\u00e3o de oposi\u00e7\u00e3o que o Partido Comunista ocupava no espectro pol\u00edtico da \u00e9poca, fornece um discurso baseado num olhar orientado uma dire\u00e7\u00e3o unilateral, mas que tamb\u00e9m tem a vantagem de nos mostrar um discurso diametralmente oposto ao dos Estados, quer franc\u00eas, quer portugu\u00eas, sobre as condi\u00e7\u00f5es nas quais os imigrantes portugueses viviam em Fran\u00e7a. <\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise de <strong>O Imigrado Portugu\u00eas<\/strong> permite, pelo fato de ter sido um per\u00edodo muito forte da imigra\u00e7\u00e3o portuguesa em Fran\u00e7a, evidenciar a articula\u00e7\u00e3o entre o tempo e o espa\u00e7o desta imigra\u00e7\u00e3o.<br>Por fim, a leitura organizada, peri\u00f3dica e anal\u00edtica que realizei desta publica\u00e7\u00e3o mostra a vontade do corpo editorial de O Imigrado Portugu\u00eas de se constituir como um pilar da informa\u00e7\u00e3o relativa \u00e0 sensibiliza\u00e7\u00e3o para as condi\u00e7\u00f5es de trabalho dos imigrantes portugueses cuidando da sua dissolu\u00e7\u00e3o no espectro mais geral dos trabalhadores na Fran\u00e7a.<br><\/p>\n\n\n\n<ul><li><em>Em toda a sua exist\u00eancia, o jornal teve apenas dois editores, o primeiro chamado Robert Francotte e o segundo Alex Wolf, que assumiu o cargo do n\u00ba 59 da revista (maio-junho de 1977).<\/em><\/li><li><em>O acesso a todos os exemplares de O Imigrado Portugu\u00eas foi poss\u00edvel atrav\u00e9s de arquivos privados. Ressalte-se que algumas bibliotecas nacionais ou universit\u00e1rias possuem a publica\u00e7\u00e3o, mas os acervos s\u00e3o muito incompletos.<\/em><\/li><li><em>Para uma an\u00e1lise detalhada destas fases ver: ESP\u00cdRITO SANTO, In\u00eas &#8211; Dos imigrantes ilegais aos cidad\u00e3os europeus: quando os imigrantes portugueses aparecem como trabalhadores (Fran\u00e7a 1962-2012). Paris: \u00c9cole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (EHESS), 2013. Tese de doutoramento (online).<\/em><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Sobre a tem\u00e1tica<a href=\"http:\/\/monographs.uc.pt\/iuc\/catalog\/view\/106\/266\/433-1\"> LER<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"646\" height=\"830\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/IP4.png\" alt=\"\" data-id=\"3143\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/IP4.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3143\" class=\"wp-image-3143\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/IP4.png 646w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/IP4-233x300.png 233w\" sizes=\"(max-width: 646px) 100vw, 646px\" \/><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-9 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized is-style-rounded\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/iesantopic-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3145\" width=\"181\" height=\"216\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/iesantopic-1.png 723w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/iesantopic-1-252x300.png 252w\" sizes=\"(max-width: 181px) 100vw, 181px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p style=\"font-size:18px\">In\u00eas Esp\u00edrito Santo | <\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:18px\"><strong>Investigadora Associada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/ciencia.iscte-iul.pt\/centres\/cies-iul\">CIES-IUL &#8211; Centro de Investiga\u00e7\u00e3o e Estudos de Sociologia&nbsp;<\/a><strong><a href=\"https:\/\/ciencia.iscte-iul.pt\/schools\/escola-sociologia-politicas-publicas\">(ESPP)<\/a><\/strong><a href=\"https:\/\/ciencia.iscte-iul.pt\/centres\/cies-iul\/groups\/research-group-14\">[Desigualdades, Migra\u00e7\u00f5es e Territ\u00f3rios]<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><em>Fotos, fonte Casa Comum &#8211; Funda\u00e7\u00e3o M\u00e1rio Soares, autora e ISCTE<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SEM FRONTEIRAS | 28 de fevereiro 2021 | Dossi\u00ea Imprensa clandestina e do ex\u00edlio |&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3148,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[5,174],"tags":[175],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/iesbanner3.png",1252,706,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/iesbanner3-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/iesbanner3-300x169.png",300,169,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/iesbanner3-768x433.png",640,361,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/iesbanner3-1024x577.png",640,361,true],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/iesbanner3.png",1252,706,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/iesbanner3.png",1252,706,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/iesbanner3.png",1115,629,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/iesbanner3.png",800,451,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/iesbanner3.png",1024,577,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/iesbanner3.png",540,305,false],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/iesbanner3.png",400,226,false]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/memorias-vivas\/centro-documentacao\/\" rel=\"category tag\">CENTRO DOCUMENTA\u00c7\u00c3O<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/especial-sf\/dossies\/\" rel=\"category tag\">DOSSI\u00caS<\/a>","tag_info":"DOSSI\u00caS","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3138"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3138"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3138\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3153,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3138\/revisions\/3153"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3148"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3138"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3138"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3138"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}