{"id":3266,"date":"2021-03-21T19:38:19","date_gmt":"2021-03-21T19:38:19","guid":{"rendered":"http:\/\/aep61-74.org\/?p=3266"},"modified":"2021-10-05T13:03:33","modified_gmt":"2021-10-05T13:03:33","slug":"dossie-a-guerra-colonial-no-espaco-publico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2021\/03\/21\/dossie-a-guerra-colonial-no-espaco-publico\/","title":{"rendered":"DOSSI\u00ca |  A guerra colonial no espa\u00e7o p\u00fablico"},"content":{"rendered":"\n<p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><strong>SEM FRONTEIRA<\/strong><\/span>S | 21 de mar\u00e7o 2021 | DOSSI\u00ca  Guerra Colonial 60 anos depois<\/p>\n\n\n\n<p>Carlos Ribeiro &#8211; SF,  com a colabora\u00e7\u00e3o de Vitor Guerreiro de Brito, arquiteto<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria das guerras costuma ser contada pelos vencedores. Geralmente \u00e9 \u00e0 sua vers\u00e3o que se d\u00e1 cr\u00e9dito. Na Guerra Colonial n\u00e3o foi s\u00f3 a derrota numa guerra, deslocada no tempo da defesa dos imp\u00e9rios coloniais, foi tamb\u00e9m a derrota de um regime. H\u00e1 quem o queira sorrateiramente recuperar atrav\u00e9s da narrativa de uma hist\u00f3ria dos <em>soit disant<\/em> n\u00e3o-totalmente vencidos. Essa hist\u00f3ria de semi-vit\u00f3ria encontra-se representada de forma subliminar na estatu\u00e1ria associada aos &#8220;combatentes do ultramar&#8221; que se instalaram e instalam em muitos concelhos do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja-se que apesar de terem morrido mais soldados franceses no Haiti, em 1803 aquando da revolta dos escravos,  que em Waterloo, foi a derradeira batalha de Napole\u00e3o que marcou e marca a hist\u00f3ria gaulesa. No pa\u00eds caribenho tratou-se de uma revolu\u00e7\u00e3o na consequ\u00eancia da qual os haitianos instalaram um governo negro e conquistaram a independ\u00eancia. O fim da escravatura e o elevado n\u00fameros de soldados mortos poderia ter seduzido os franceses para uma abordagem mais equilibrada na estatu\u00e1ria do pa\u00eds.  Mas n\u00e3o, o valor hist\u00f3rico acaba por n\u00e3o pesar quase nada na narrativa que os poderes instituem como \u00fatil para os seus des\u00edgnios. A t\u00edtulo de curiosidade, em Waterloo est\u00e1 hoje presente uma est\u00e1tua de Napole\u00e3o, o vencido e, de Wellington, comandante das tropas da Alian\u00e7a, nem sombra. O marketing e o turismo exigem uma gest\u00e3o dos acontecimentos hist\u00f3ricos com vantagens.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery alignwide columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"630\" height=\"452\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/napoleao.png\" alt=\"\" data-id=\"3269\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/napoleao.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3269\" class=\"wp-image-3269\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/napoleao.png 630w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/napoleao-300x215.png 300w\" sizes=\"(max-width: 630px) 100vw, 630px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Napole\u00e3o em Waterloo<\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"623\" height=\"420\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/vertieres.png\" alt=\"\" data-id=\"3270\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/vertieres.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3270\" class=\"wp-image-3270\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/vertieres.png 623w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/vertieres-300x202.png 300w\" sizes=\"(max-width: 623px) 100vw, 623px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Monumento aos her\u00f3is da Batalha de Verti\u00e8res &#8211; Haiti<\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p>Esta quest\u00e3o j\u00e1 esteve presente no debate p\u00fablico por diversas vezes e valer\u00e1 a pena recuperar a opini\u00e3o do historiador Fernando Rosas quando a est\u00e1tua ao soldado-combatente de Cabral Antunes  (1971) foi reposicionada, na Pra\u00e7a 25 de Abril (ex- Pra\u00e7a dos Her\u00f3is do Ultramar)  aquando da constru\u00e7\u00e3o do est\u00e1dio em Coimbra para o Euro 2004.  Na reinaugura\u00e7\u00e3o oficial, em 2005 Fernando Rosas denunciou o&nbsp;<em>revivalismo colonialista<\/em>&nbsp;promovido por governos de direita que exaltavam \u201cA heroicidade da guerra e dos combatentes, a recupera\u00e7\u00e3o do colonialismo e da guerra colonial como momentos altos de continuidade hist\u00f3rica com o passado das descobertas e da \u2018expans\u00e3o\u2019 portuguesa\u201d (Rosas,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/espaco-publico\/jornal\/revivalismo-colonialista-17940\"><em>P\u00fablico<\/em><\/a><em>,<\/em>&nbsp;27 Abril 2005)<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cover alignwide has-background-dim-20 has-background-dim is-position-center-center\" style=\"min-height:375px\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"980\" height=\"599\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-3271\" alt=\"\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/estetica_4.png\" style=\"object-position:40% 26%\" data-object-fit=\"cover\" data-object-position=\"40% 26%\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/estetica_4.png 980w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/estetica_4-300x183.png 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/estetica_4-768x469.png 768w\" sizes=\"(max-width: 980px) 100vw, 980px\" \/><div class=\"wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-center has-text-color\" style=\"color:#fffffa;font-size:74px;line-height:1.1\"><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><em>Est\u00e1tua em bronze, obra de Cabral Antunes (1971), Coimbra.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vem isto a prop\u00f3sito do sentido que pode ser atribu\u00eddo \u00e0 instala\u00e7\u00e3o, no espa\u00e7o p\u00fablico, de elementos com preponder\u00e2ncia na paisagem relacionados com a guerra. O assunto tem v\u00e1rios campos de explora\u00e7\u00e3o tem\u00e1tica e ser\u00e1 dif\u00edcil separar, por exemplo o respeito pelos combatentes e at\u00e9 mortos em combate, principalmente de familiares, com a valoriza\u00e7\u00e3o do processo b\u00e9lico no qual os acontecimentos ter\u00e3o ocorrido.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vitor Guerreiro de Brito<\/strong> \u00e9 um arquiteto que foi confrontado com esse dilema. Com posi\u00e7\u00f5es categ\u00f3ricas anti-coloniais, como profissional de arquitetura e como filho de um ex-combatente nas col\u00f3nias, procurou com o escultor Renato Silva encontrar uma abordagem equilibrada para uma encomenda que teve que concretizar, recentemente, para um munic\u00edpio algarvio.<\/p>\n\n\n\n<p>Fica aqui a exposi\u00e7\u00e3o do conceito e das linhas est\u00e9ticas e afetivas que o orientaram,<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tributo<\/h2>\n\n\n\n<p>Pretendeu-se criar&nbsp;um&nbsp;tributo aos&nbsp;militares&nbsp;do concelho&nbsp;(e de todo o pa\u00eds)&nbsp;que durante 13 anos&nbsp;(1961-1974), estiveram expostos a uma guerra terr\u00edvel, que&nbsp;deixou marcas profundas num povo&nbsp;empobrecido&nbsp;o qual&nbsp;via partir o melhor que&nbsp;possu\u00eda&nbsp;\u2013 os seus filhos.&nbsp;E aqui fa\u00e7o um tributo a&nbsp;titulo&nbsp;pessoal, ao meu pai, que j\u00e1 n\u00e3o se encontra entre n\u00f3s e que combateu na Guin\u00e9.&nbsp;Mas pretendo chegar mais longe, o tributo \u00e9 dirigido tamb\u00e9m a todos os filhos destes ex-militares,&nbsp;aos&nbsp;seus pais,&nbsp;\u00e0s suas mulheres, irm\u00e3os e amigos que escutaram epis\u00f3dios de guerra contados na primeira pessoa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Descri\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a<\/strong>:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 a partir de pe\u00e7as menores em&nbsp;forro de&nbsp;pedra, as quais&nbsp;est\u00e3o&nbsp;ligadas entre si, que se&nbsp;obt\u00e9m&nbsp;o bloco&nbsp;em&nbsp;paralelep\u00edpedo&nbsp;de m\u00e1rmore negro&nbsp;com a altura de 1,70m por 1,00mx1,00m de base.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Desta pe\u00e7a negra, \u201crompe\u201d outro&nbsp;paralelep\u00edpedo&nbsp;de cor branca, que&nbsp;simboliza a pureza&nbsp;e o amor, local onde&nbsp;est\u00e3o gravados os nomes dos que tombaram em campanha&nbsp;&#8211;&nbsp;em duas faces&nbsp;(numa delas&nbsp;com&nbsp;os que tombaram em Angola e Mo\u00e7ambique e na outra os que tombaram na Guin\u00e9).&nbsp;Ainda e&nbsp;numa terceira&nbsp;face&nbsp;est\u00e3o&nbsp;gravados&nbsp;os tr\u00eas&nbsp;rostos&nbsp;dos&nbsp;militares&nbsp;que representam&nbsp;os&nbsp;tr\u00eas&nbsp;ramos das For\u00e7as Armadas \u2013&nbsp;Armada,&nbsp;Ex\u00e9rcito e&nbsp;For\u00e7a&nbsp;A\u00e9rea, respectivamente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o&nbsp;\u201cbloco negro\u201d&nbsp;simboliza&nbsp;a guerra, o desconhecido&nbsp;e&nbsp;o perigo. O rasgar abrupto da pedra negra num dos topos, como que&nbsp;tivesse existido&nbsp;um \u201cestilha\u00e7o de granada\u201d, faz surgir a pureza, o desejo de liberdade, de onde&nbsp;emergem&nbsp;num dos topos da pedra branca,&nbsp;e&nbsp;frases como: \u201cAmor de m\u00e3e\u201d e \u201cSangue, suor e l\u00e1grimas\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery alignwide columns-3 is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"247\" height=\"360\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/monu1.png\" alt=\"\" data-id=\"3273\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3273\" class=\"wp-image-3273\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/monu1.png 247w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/monu1-206x300.png 206w\" sizes=\"(max-width: 247px) 100vw, 247px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"255\" height=\"330\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/monu2.png\" alt=\"\" data-id=\"3275\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/monu2.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3275\" class=\"wp-image-3275\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/monu2.png 255w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/monu2-232x300.png 232w\" sizes=\"(max-width: 255px) 100vw, 255px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"542\" height=\"254\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/estetica-ambigua.png\" alt=\"\" data-id=\"3274\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/estetica-ambigua.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3274\" class=\"wp-image-3274\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/estetica-ambigua.png 542w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/estetica-ambigua-300x141.png 300w\" sizes=\"(max-width: 542px) 100vw, 542px\" \/><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p>Ainda no&nbsp;\u201cbloco negro\u201d,&nbsp;est\u00e1&nbsp;desenhado&nbsp;o mapa&nbsp;do Continente Africano&nbsp;e do sul da Europa, tendo como destaque os pa\u00edses onde a guerra decorreu \u2013 Angola, Mo\u00e7ambique e Guin\u00e9, com localiza\u00e7\u00e3o&nbsp;tamb\u00e9m&nbsp;de Portugal&nbsp;de forma a perceber-se o contexto geogr\u00e1fico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A ilumina\u00e7\u00e3o&nbsp;\u00e9&nbsp;efectuada&nbsp;a partir de&nbsp;projectores&nbsp;devidamente direcionados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na ambival\u00eancia da situa\u00e7\u00e3o, pretende-se obter um equil\u00edbrio formal&nbsp;da pe\u00e7a, a qual possa&nbsp;transmitir&nbsp;mem\u00f3ria, introspe\u00e7\u00e3o e respeito.&nbsp;No fundo, que procure fazer refletir aquele que a observa, prestando assim um tributo \u00e0 mem\u00f3ria daqueles que morreram e um respeito sentido aos que sobreviveram.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com este projecto e obra, presta-se uma justa homenagem&nbsp;aos&nbsp;que serviram a p\u00e1tria num determinado momento da nossa hist\u00f3ria e que de uma forma altru\u00edsta e&nbsp;tamb\u00e9m&nbsp;ing\u00e9nua&nbsp;participaram numa guerra que deixou marcas muito vincadas nos pr\u00f3prios,&nbsp;nas suas fam\u00edlias,&nbsp;em Portugal&nbsp;e nos pa\u00edses africanos onde a guerra decorreu.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Victor Guerreiro de Brito<\/strong>&nbsp;, arquitecto  (<em>Renato Silva, escultor)<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O memorial do Porto<\/h2>\n\n\n\n<p>Recentemente foi anunciado que os trabalhos do Memorial do Porto aos <em>Combatentes do Ultramar<\/em> dever\u00e3o ficar conclu\u00eddos at\u00e9 ao final de mar\u00e7o. O monumento ficar\u00e1 localizado mesmo ao lado da Capela do Senhor e Senhora da Ajuda. O projeto foi assinado pelo arquiteto Rodrigo Brito, vai ser instalado em Lordelo do Ouro.<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa da Associa\u00e7\u00e3o para o Monumento de Homenagem aos Militares do Porto que combateram no <em>Ultramar<\/em>, apoiada pela C\u00e2mara do Porto, para homenagear os militares do Porto que combateram no ultramar, consistir\u00e1 na instala\u00e7\u00e3o de um memorial, que contempla a constru\u00e7\u00e3o de uma pra\u00e7a hexagonal composta por cinco l\u00e1pides e oito bancos, todos revestidos a granito.<\/p>\n\n\n\n<p>O conceito aparenta fugir ao estereotipo do &#8220;memorial valorizador da heroicidade na guerra&#8221; mas revela uma estrutura que coloca a guerra colonial como quadro perfeitamente legitimado.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cover alignwide has-background-dim-20 has-background-dim is-position-center-center\" style=\"min-height:375px\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"717\" height=\"478\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-3276\" alt=\"\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/projeto-Rodrigo.png\" style=\"object-position:40% 26%\" data-object-fit=\"cover\" data-object-position=\"40% 26%\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/projeto-Rodrigo.png 717w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/projeto-Rodrigo-300x200.png 300w\" sizes=\"(max-width: 717px) 100vw, 717px\" \/><div class=\"wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-center has-text-color\" style=\"color:#fffffa;font-size:74px;line-height:1.1\"><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Esta avalia\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a no espa\u00e7o p\u00fablico da Guerra Colonial est\u00e1 por fazer. O que \u00e9 certo \u00e9 que ela dificilmente consegue escapar \u00e0 mensagem daqueles que, por uma raz\u00e3o ou outra, acham indispens\u00e1vel piscar o olho aqueles que, tendo combatido uma vez, podem sempre combater uma outra, com armas na m\u00e3o ou sem elas, a seu favor. Claro!.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SEM FRONTEIRAS | 21 de mar\u00e7o 2021 | DOSSI\u00ca Guerra Colonial 60 anos depois Carlos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3278,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[5,118],"tags":[172,173],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/silecing4.png",851,320,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/silecing4-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/silecing4-300x113.png",300,113,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/silecing4-768x289.png",640,241,true],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/silecing4.png",640,241,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/silecing4.png",851,320,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/silecing4.png",851,320,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/silecing4.png",851,320,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/silecing4.png",800,301,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/silecing4.png",851,320,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/silecing4.png",540,203,false],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/silecing4.png",400,150,false]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/memorias-vivas\/centro-documentacao\/\" rel=\"category tag\">CENTRO DOCUMENTA\u00c7\u00c3O<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/memorias-vivas\/historia-com-h-grande\/\" rel=\"category tag\">HIST\u00d3RIA-H<\/a>","tag_info":"HIST\u00d3RIA-H","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3266"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3266"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3266\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3291,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3266\/revisions\/3291"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3278"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3266"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3266"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3266"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}