{"id":3513,"date":"2021-06-16T20:05:07","date_gmt":"2021-06-16T20:05:07","guid":{"rendered":"http:\/\/aep61-74.org\/?p=3513"},"modified":"2021-06-16T20:05:09","modified_gmt":"2021-06-16T20:05:09","slug":"teatro-universitario-alegria-e-resistencia-dos-anos-60","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2021\/06\/16\/teatro-universitario-alegria-e-resistencia-dos-anos-60\/","title":{"rendered":"Teatro Universit\u00e1rio \u2013 Alegria e Resist\u00eancia dos anos 60"},"content":{"rendered":"\n<p>I &#8211; REVISITAR EXPERI\u00caNCIAS | Teatro Universit\u00e1rio &#8211; COIMBRA (1)<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta primeira abordagem ao tema do Teatro e da sua rela\u00e7\u00e3o com o combate \u00e0 extrema-direita nos dias de hoje publica-se um artigo de Helder Costa sobre o teatro universit\u00e1rio que nos permite revisitar experi\u00eancias dos anos 60 e refletir sobre processos de auto-organiza\u00e7\u00e3o e sobre as diversas linhas de orienta\u00e7\u00e3o de projetos que se foram desenvolvendo pelo pa\u00eds fora. Nesta primeira parte do artigo publicamos as refer\u00eancias que o autor introduziu sobre Coimbra. Em pr\u00f3ximos artigos ser\u00e3o divulgadas as atividades em Lisboa e no Porto. O artigo ser\u00e1 publicado na sua vers\u00e3o integral no final do DOSSI\u00ca. Carlos Ribeiro | Sem Fronteiras<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">por Helder Costa, dramaturgo<\/h3>\n\n\n\n<p><strong><em>Paralelamente aos sufocantes estudos Acad\u00e9mico&nbsp;&nbsp;pernosticos&nbsp; e acacianos, muitos estudantes procuravam&nbsp;&nbsp;o conhecimento que abre as portas da consci\u00eancia e da Liberdade.<\/em><\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Para essa ac\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da \u201c oferta da cidade\u201d, as Associa\u00e7\u00f5es de estudantes desempenhavam um papel important\u00edssimo criando sec\u00e7\u00f5es culturais e de conv\u00edvio, despertando a massa estudantil para a descoberta dos variad\u00edssimos ramos da Cultura.<\/em><\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Cinema, literatura,&nbsp;artes pl\u00e1sticas,&nbsp;m\u00fasica e principalmente o teatro,&nbsp;desempenhavam um papel&nbsp;important\u00edssimo no enriquecimento cultural e consequente politiza\u00e7\u00e3o.<\/em><\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Com a singular vantagem de serem pr\u00e1ticas ligadas ao prazer e \u00e0 alegria, opostas ao cerimonial balofo e parolo dos \u201cgatos pingados\u201d&nbsp;que passavam a vida a \u201cchatear a malta\u201d. Claro que eles sabiam o que faziam: quem tem prazer e alegria tem mais capacidade de revolta e de resist\u00eancia.<\/em><\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>COIMBRA<\/strong>\u00a0<\/h2>\n\n\n\n<p>Coimbra teve sempre um papel determinante nesta ac\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Acad\u00e9mica e os seus organismos aut\u00f3nomos&nbsp;transportavam o prest\u00edgio de d\u00e9cadas de luta contra a tirania e pela Liberdade.&nbsp;Desde as lutas contra a Monarquia de que a greve de 1907 ser\u00e1 o acontecimento mais relevante, at\u00e9 \u00e0 luta contra o Decreto 40.900 no fim dos anos 50 que pretendia limitar a independ\u00eancia da Associa\u00e7\u00e3o Acad\u00e9mica.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 de referir a import\u00e2ncia das Republicas, casas&nbsp;auto-geridas&nbsp;pelos estudantes que a\u00ed habitam, geralmente focos de debate cultural e formadores de h\u00e1bitos de conviv\u00eancia c\u00edvica.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-heading\"><strong>O TEUC<\/strong>&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>O TEUC&nbsp;\u2013 O Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra, fundado em 1938, era o decano dos grupos Universit\u00e1rios Portugueses.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dirigido pelo professor Paulo Quintela, especialista em encena\u00e7\u00f5es de Gil Vicente e de cl\u00e1ssicos Gregos, tinha prest\u00edgio internacional com participa\u00e7\u00e3o regular&nbsp;em Festivais de v\u00e1rios pa\u00edses e actua\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria&nbsp;nas Delf\u00edadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outros encenadores que passaram pelo TEUC foram Lu\u00eds de Lima, J\u00falio&nbsp;Castronuovo&nbsp;e tamb\u00e9m passaram por uma experi\u00eancia de cria\u00e7\u00e3o colectiva com orienta\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Oliveira Barata, hoje teatr\u00f3logo e professor na Universidade de Coimbra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Romero Magalh\u00e3es&nbsp;foi presidente da direc\u00e7\u00e3o em 62\/63, ano em que o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o homologou o nome de Paulo Quintela para grande indigna\u00e7\u00e3o e protesto do prestigiado professor. Entre muitos que pisaram as t\u00e1buas representando o TEUC s\u00e3o de recordar&nbsp;Jos\u00e9 Carlos de Vasconcelos&nbsp;no \u201c Breve sum\u00e1rio da Hist\u00f3ria de Deus\u201dque esteve em Nancy e Verona, e&nbsp;&nbsp;Guida Lucas&nbsp;em \u201c A sapateira prodigiosa\u201d de Lorca, grande \u00eaxito no 1\u00ba Festival de Teatro Universit\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-cyan-bluish-gray-background-color has-background wp-block-heading\"><strong>O CITAC<\/strong>&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>No fim dos anos 50, jovens estudantes de Liceu&nbsp;\u2013 Feliciano David, Pol\u00f3nio Sampaio,&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Yvette Centeno,&nbsp;Assis Pacheco,&nbsp;Sinde Filipe&nbsp;e outros -,decidem criar um novo grupo de teatro&nbsp;investigando alternativas est\u00e9ticas e problem\u00e1ticas existenciais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E assim nasceu o CITAC.&nbsp;Com inicio balbuciante mas sem des\u00e2nimos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As primeiras pe\u00e7as foram dirigidas por Vasco Lima Couto, Paulo Quintela e Ant\u00f3nio Pedro, mas j\u00e1 em 1959 conseguiram organizar o I Ciclo de Teatro levando a Coimbra o que de melhor se fazia no pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>1961. Para mim, e muitos outros, foi a\u00ed que tudo come\u00e7ou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Circulo de Inicia\u00e7\u00e3o Teatral da Academia de Coimbra (CITAC), com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o Gulbenkian, o verdadeiro Minist\u00e9rio da Cultura de Portugal no per\u00edodo da ditadura Salazarista, organizou um curso de inicia\u00e7\u00e3o\/divulga\u00e7\u00e3o teatral.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O curso era seguido por dezenas de estudantes e desenrolava-se na Faculdade de Letras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quem o dirigia era Lu\u00eds de Lima, actor e encenador portugu\u00eas h\u00e1 muito radicado no Brasil. Quando jovem tinha ido respirar para Paris onde tinha trabalhado como actor na companhia de m\u00edmica de Marcel Marceau&nbsp;e participado em alguns filmes, sendo o mais conhecido \u201c&nbsp;Le&nbsp;salaire&nbsp;de la&nbsp;peur\u201d com Yves&nbsp;Montand.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esta aura de vedeta conhecedora do Mundo, aliada a ineg\u00e1veis qualidades pedag\u00f3gicas, actualiza\u00e7\u00e3o teatral e modernidade de encena\u00e7\u00e3o, possibilitaram o in\u00edcio de um per\u00edodo brilhante para o CITAC e correlativos efeitos para o teatro desse tempo (tamb\u00e9m extra- Universit\u00e1rio).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Foi Lu\u00eds de Lima quem primeiro traduziu e divulgou Ionesco,\u00a0Adamov,\u00a0Tardieu\u00a0e encenou o portugu\u00eas Prista Monteiro, abrindo a porta da Censura \u00e0s mais avan\u00e7adas experi\u00eancias do Absurdo.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cover alignwide has-background-dim-20 has-background-dim is-position-center-center\" style=\"min-height:374px\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"435\" height=\"656\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-3514\" alt=\"\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/luis-de-lima.png\" style=\"object-position:67% 46%\" data-object-fit=\"cover\" data-object-position=\"67% 46%\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/luis-de-lima.png 435w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/luis-de-lima-199x300.png 199w\" sizes=\"(max-width: 435px) 100vw, 435px\" \/><div class=\"wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-center has-text-color\" style=\"color:#fffffa;font-size:74px;line-height:1.1\"><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Luis de Lima<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em 1962, com a agita\u00e7\u00e3o estudantil no auge, a Censura proibiu que o CITAC montasse \u201c Auto da \u00cdndia\u201d de Gil Vicente. Era uma pe\u00e7a de 1512, era do nosso grande dramaturgo do s\u00e9culo XVI, mas como ele dizia que na viagem \u00e0 \u00cdndia \u201cpelej\u00e1mos e roub\u00e1mos\u201d, compreende-se a preocupa\u00e7\u00e3o de ideias t\u00e3o sinistras poderem influenciar os mancebos que o regime enviava para a guerra.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Curiosamente autorizaram \u201c Tartufo\u201d de Moli\u00e8re, o fant\u00e1stico libelo&nbsp;contra a hipocrisia e os&nbsp;falsos beatos.&nbsp;Mas a Pide estava atenta e expulsou Lu\u00eds de Lima como \u201cpersona non grata\u201d!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Seguiram-se encena\u00e7\u00f5es de Ant\u00f3nio Pedro, Jacinto Ramos&nbsp;e Carlos Avilez e de&nbsp;1965 a&nbsp;1968 Victor Garcia dirige&nbsp;Calderon&nbsp;de&nbsp;La Barca, Lorca e Claudel com espect\u00e1culos de not\u00e1vel impacto est\u00e9tico e cenogr\u00e1fico, com apresenta\u00e7\u00f5es de grande \u00eaxito no Festival&nbsp;du&nbsp;Th\u00e9\u00e2tre&nbsp;des&nbsp;Nations, em Li\u00e8ge&nbsp;e na&nbsp;Biennale&nbsp;de Paris( melhor espect\u00e1culo de 1967 para \u201c O Grande Teatro do Mundo\u201d).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Depois deste per\u00edodo absolutamente brilhante para o teatro em Portugal, a luta Acad\u00e9mica contra o fascismo explodiu em 1969.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Seguiu \u2013se um \u201censaio\u201d sobre Brecht com&nbsp;Ricard&nbsp;Salvat&nbsp;e uma experi\u00eancia frustrante com Oviedo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1970 o CITAC foi&nbsp;encerrado pela pol\u00edcia politica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nomes dessa \u201cepopeia\u201d?ao acaso, porque s\u00e3o muitos e \u00e9 imposs\u00edvel que eu os recorde&nbsp;todos&nbsp;ou&nbsp;sequer os&nbsp;tenha conhecido, cito os nomes de&nbsp;Brochado Coelho,&nbsp;&nbsp;Em\u00edlio Rui Vilar,&nbsp;&nbsp;Francisco Delgado, Gra\u00e7a Marinha de Campos, Lobo Fernandes,&nbsp;Jorge Strecht,&nbsp;Marcelo Ribeiro, Eliana Gers\u00e3o, Germano de Sousa, Ant\u00f3nio Barreto,&nbsp;&nbsp;Isabel Pinto, Taborda e Fernanda, Jo\u00e3o Rodrigues, Pais de Brito\u2026&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9&nbsp;desse tempo e dessa experi\u00eancia que eu guardei uma li\u00e7\u00e3o para a vida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Foi a certeza\u00a0de o teatro ser uma arma fant\u00e1stica de comunica\u00e7\u00e3o, que conv\u00e9m tratar com delicadeza e sem ambiguidades.<\/span>\u00a0<\/h3>\n\n\n\n<p>Essa concep\u00e7\u00e3o de o teatro se afastar de uma \u201cfeira de vaidades\u201d j\u00e1 vinha do trabalho com Lu\u00eds de Lima no CITAC que, numa entrevista para a revista do grupo, tinha dito que os participantes no teatro Universit\u00e1rio deviam colaborar com o teatro Amador de forma a aumentar a sua qualidade e escolha de repert\u00f3rio. Foi sugest\u00e3o que nunca mais abandonei e que segui\u00a0sempre a par\u00a0da participa\u00e7\u00e3o nas lutas estudantis.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-style-rounded\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"435\" height=\"304\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/heleder-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2733\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/heleder-1.jpg 435w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/heleder-1-300x210.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 435px) 100vw, 435px\" \/><figcaption>Helder Costa<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>I &#8211; REVISITAR EXPERI\u00caNCIAS | Teatro Universit\u00e1rio &#8211; COIMBRA (1) Nesta primeira abordagem ao tema&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3515,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[174,112],"tags":[205,49],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/citac.png",607,415,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/citac-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/citac-300x205.png",300,205,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/citac.png",607,415,false],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/citac.png",607,415,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/citac.png",607,415,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/citac.png",607,415,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/citac.png",607,415,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/citac.png",607,415,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/citac.png",607,415,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/citac.png",497,340,false],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/citac.png",366,250,false]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/especial-sf\/dossies\/\" rel=\"category tag\">DOSSI\u00caS<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/especial-sf\/teatro\/\" rel=\"category tag\">TEATRO<\/a>","tag_info":"TEATRO","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3513"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3513"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3513\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3516,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3513\/revisions\/3516"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3515"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3513"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3513"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3513"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}