{"id":3575,"date":"2021-06-25T22:11:30","date_gmt":"2021-06-25T22:11:30","guid":{"rendered":"http:\/\/aep61-74.org\/?p=3575"},"modified":"2021-10-05T12:13:48","modified_gmt":"2021-10-05T12:13:48","slug":"era-a-vida-no-palco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2021\/06\/25\/era-a-vida-no-palco\/","title":{"rendered":"Era a  vida no palco (7)"},"content":{"rendered":"\n<p>REVISITAR EXPERI\u00caNCIAS | O Teatro e o combate \u00e0 extrema-direita (7)<\/p>\n\n\n\n<p>Entramos num segundo ciclo do dossi\u00ea sobre <em><strong>Teatro e o combate \u00e0 extrema-direita <\/strong><\/em>divulgando casos concretos de atividade de Grupos de Teatro nos pa\u00edses de acolhimento de exilados, desertores e imigrantes econ\u00f3micos, como \u00e9 aqui o caso de Grenoble em Fran\u00e7a, antes do 25 de abril 1974. Editado CR &#8211; Sem Fronteiras<\/p>\n\n\n\n<p>GRUPO&nbsp;&nbsp;DE&nbsp; TEATRO&nbsp; DE&nbsp; GRENOBLE&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">por Jos\u00e9 Carlos Godinho&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>O Grupo de Teatro Portugu\u00eas de Grenoble&nbsp;surgiu,&nbsp;como o jornal&nbsp;<em>O Alarme<\/em>&nbsp;e depois o&nbsp;<em>Cinema Oper\u00e1rio<\/em>, em resposta \u00e0 necessidade sentida por um grupo de militantes antifascistas portugueses de meios que permitissem&nbsp;intervir e&nbsp;fazer agita\u00e7\u00e3o pol\u00edtica junto da Comunidade Portuguesa em Grenoble.&nbsp; Nasceu, por isso, num contexto bem espec\u00edfico e para responder a quest\u00f5es bem concretas &#8211;&nbsp;nos ant\u00edpodas da&nbsp;<em>arte pela arte<\/em>, ou op\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas similares.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>Teresa Couto e o Alarme<\/em><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cover alignwide has-background-dim-20 has-background-dim is-position-center-center\" style=\"min-height:375px\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"646\" height=\"464\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-3091\" alt=\"\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/teresa-e-o-alrme.png\" style=\"object-position:40% 26%\" data-object-fit=\"cover\" data-object-position=\"40% 26%\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/teresa-e-o-alrme.png 646w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/teresa-e-o-alrme-300x215.png 300w\" sizes=\"(max-width: 646px) 100vw, 646px\" \/><div class=\"wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-center has-text-color\" style=\"color:#fffffa;font-size:74px;line-height:1.1\"><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Porqu\u00ea&nbsp;esta forma de express\u00e3o art\u00edstica t\u00e3o peculiar, o teatro ?&nbsp; <\/h3>\n\n\n\n<p>O motivo \u00e9 \u00f3bvio: dois elementos do grupo j\u00e1 haviam feito teatro, tinham alguma experi\u00eancia de encena\u00e7\u00e3o e representa\u00e7\u00e3o (tinham levado \u00e0 cena, numa aldeia de Portugal, a pe\u00e7a A RAPOSA E AS UVAS, do brasileiro Guilherme de Figueiredo) e, por isso, conheciam as potencialidades desta arte&nbsp;na&nbsp;interac\u00e7\u00e3o&nbsp;com as pessoas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Decorria, naquela altura, uma grande luta numa empresa de constru\u00e7\u00e3o&nbsp;civil&nbsp;onde&nbsp;trabalhavam muitos portugueses, e pretendia-se intervir no sentido de apoiar essa greve.&nbsp;Quando&nbsp;esses dois elementos&nbsp;propuseram uma interven\u00e7\u00e3o baseada num&nbsp;espect\u00e1culo&nbsp;teatral,&nbsp;explicando o impacto que poderia ter,&nbsp;o&nbsp;pequeno&nbsp;grupo&nbsp;de&nbsp;activistas&nbsp;concordou com entusiasmo.&nbsp;Tomada&nbsp;a&nbsp;decis\u00e3o, fui incumbido de escrever&nbsp;e encenar&nbsp;um texto colocando em cena&nbsp;essa luta de algumas dezenas de oper\u00e1rios contra a empresa&nbsp;Lucius, e assim nasceu&nbsp; TODOS UNIDOS VENCEREMOS.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Deixar margem para o improviso<\/h2>\n\n\n\n<p>Foi f\u00e1cil encontrar um grupo de jovens interessados em fazer teatro, entre os quais&nbsp; algumas mulheres.&nbsp;&nbsp;O elenco era constitu\u00eddo na sua maioria por oper\u00e1rios fazendo o seu pr\u00f3prio papel, um estudante e alguns ex-estudantes, nessa altura&nbsp;proletarizados. O tempo urgia porque a luta estava a decorrer, e pretendia-se participar, apoi\u00e1-la, mas&nbsp;a tarefa revela-se gigantesca &#8211;&nbsp;&nbsp;estava tudo por fazer.&nbsp; Com pouco tempo e um elenco que desconhecia em absoluto o que fosse&nbsp;representar, pareceu-me que o melhor seria&nbsp;n\u00e3o sobrecarregar os&nbsp;actores&nbsp;com muito texto para decorar e&nbsp;deixar uma boa margem para o improviso de cada um, pois que faziam o seu pr\u00f3prio papel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p> O fundamental seria conhecerem a est\u00f3ria que iam contando, atribuir algumas frases chave a cada personagem e deixar a&nbsp;ac\u00e7\u00e3o&nbsp;decorrer&nbsp;e os&nbsp;actores&nbsp;irem compondo o seu papel, at\u00e9 porque os dois elementos mais experientes tamb\u00e9m representavam e podiam&nbsp;ir dando rumo ao&nbsp;espect\u00e1culo.&nbsp; Compreende-se, assim,&nbsp;&nbsp;que&nbsp;o que&nbsp;escrevi era mais um gui\u00e3o que iria ser adaptado, refeito, mero instrumento para a constru\u00e7\u00e3o de um&nbsp;espect\u00e1culo,&nbsp;onde se delineava o esqueleto de cada&nbsp;personagem que depois iria ser&nbsp;<em>vestido<\/em>&nbsp;pela&nbsp;imagina\u00e7\u00e3o e criatividade de cada&nbsp;actor. Indicavam-se ainda momentos em que deveriam passar algumas m\u00fasicas do Tino.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>Grupo os Camaradas com Tino Flores, Arnaldo Franco e \u00c2ngelo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cover alignwide has-background-dim-20 has-background-dim is-position-center-center\" style=\"min-height:375px\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"858\" height=\"595\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-386\" alt=\"\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/imagensepoca\/tinosue\u0301cia.jpg\" style=\"object-position:40% 26%\" data-object-fit=\"cover\" data-object-position=\"40% 26%\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/imagensepoca\/tinosue\u0301cia.jpg 858w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/imagensepoca\/tinosue\u0301cia-300x208.jpg 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/imagensepoca\/tinosue\u0301cia-216x150.jpg 216w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/imagensepoca\/tinosue\u0301cia-150x104.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 858px) 100vw, 858px\" \/><div class=\"wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-center has-text-color\" style=\"color:#fffffa;font-size:74px;line-height:1.1\"><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">No final, discuss\u00e3o com os espectadores<\/h2>\n\n\n\n<p>Este trabalho foi apresentado&nbsp;3&nbsp;vezes,&nbsp;proporcionando momentos de grande empolga\u00e7\u00e3o, e&nbsp;sempre com discuss\u00e3o com os espectadores no final.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dado esta experi\u00eancia teatral ter sido&nbsp;avaliada como muito positiva, foi decidido prossegui-la&nbsp;e fazer outra pe\u00e7a, e fui de novo incumbido de&nbsp;a escrever. Como desta vez n\u00e3o havia um&nbsp;<em>leitmotiv<\/em>,&nbsp;um assunto espec\u00edfico que a motivasse,&nbsp;achei importante escrever e encenar uma pe\u00e7a sobre a luta contra o fascismo e o&nbsp;capitalismo, falando do trabalho e da explora\u00e7\u00e3o&nbsp;numa mina, onde a repress\u00e3o a uma greve iria mobilizar e unir os mineiros, associando tamb\u00e9m as mulheres a esta luta. Assim&nbsp;nasceu&nbsp;TODOS JUNTOS TIR\u00c1MOS O JO\u00c3O DA&nbsp;CADEIA.&nbsp; O texto final&nbsp;era discutido em termos pol\u00edticos, e acontecia as cenas serem&nbsp;alteradas, o que, em alguns casos, resultava numa perda&nbsp;do impacto&nbsp;pretendido, ou alterava&nbsp;caracter\u00edsticas&nbsp;importantes&nbsp;&nbsp;do personagem. Mas prevalecia sempre a opini\u00e3o pol\u00edtica.&nbsp;&nbsp;No caso desta pe\u00e7a o t\u00edtulo foi atribu\u00eddo pelo grupo, que achava que devia ser uma palavra de ordem; eu discordei,&nbsp;at\u00e9 porque o t\u00edtulo que prevaleceu&nbsp;n\u00e3o \u00e9 uma palavra de ordem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Festa de Fontaine com 300 pessoas<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar dos&nbsp;condicionalismos, esta pe\u00e7a j\u00e1 representa&nbsp;uma evolu\u00e7\u00e3o relativamente \u00e0 primeira, como momentos de tens\u00e3o e&nbsp;personagens modelados, quando a outra&nbsp;se aproximava mais do teatro vicentino, no sentido de&nbsp;que t\u00ednhamos apenas um problema vivido por personagens tipo, que se moviam&nbsp;num ambiente manique\u00edsta.&nbsp; Agora alguns personagens mudam as opini\u00f5es, atitudes,&nbsp;v\u00e3o-se consciencializando&nbsp;ao longo da est\u00f3ria, e era evidente a mudan\u00e7a de comportamento&nbsp;dos espectadores, ora de riso pelas situa\u00e7\u00f5es apresentadas,&nbsp;ora de grande expectativa sobre&nbsp;a situa\u00e7\u00e3o que viam em cena. Recordo, em particular, a festa de&nbsp;Fontaine com 300 pessoas, onde, no momento em que, no palco, um rapaz procurava o pai que tinha sido preso e o Tino cantava &#8220;O meu amigo est\u00e1 preso\u201d, se ouviam as&nbsp;&nbsp;moscas na sala&#8230;&nbsp; Represent\u00e1mos esta pe\u00e7a mais&nbsp;2&nbsp;vezes em Grenoble e depois em Paris. Ainda sobre&nbsp;a festa&nbsp;de Fontaine, remeto para o romance &#8220;A SALTO&#8221; (no prelo) onde&nbsp;\u00e9 detalhadamente descrita.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery alignwide columns-2 is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"657\" height=\"764\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Gre2.png\" alt=\"\" data-id=\"3576\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Gre2.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3576\" class=\"wp-image-3576\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Gre2.png 657w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Gre2-258x300.png 258w\" sizes=\"(max-width: 657px) 100vw, 657px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"663\" height=\"495\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/gre3.png\" alt=\"\" data-id=\"3577\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/gre3.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3577\" class=\"wp-image-3577\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/gre3.png 663w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/gre3-300x224.png 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/gre3-80x60.png 80w\" sizes=\"(max-width: 663px) 100vw, 663px\" \/><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma pe\u00e7a que n\u00e3o chegou ao palco<\/h2>\n\n\n\n<p>Na sequ\u00eancia, e continuando o trabalho com teatro, escrevi uma terceira pe\u00e7a, mais profunda, onde era apresentada a nossa perspectiva sobre diversas outras quest\u00f5es, como a situa\u00e7\u00e3o da mulher na sociedade capitalista, o problema de aborto &#8211; muito&nbsp;actual&nbsp;na \u00e9poca, com manifesta\u00e7\u00f5es de rua, pris\u00f5es de&nbsp;activistas,&nbsp;etc, &#8211; e toda a problem\u00e1tica ligada \u00e0 luta anticapitalista e&nbsp;anticolonialista. Resultou um texto muito mais conseguido, mais abrangente nos seus&nbsp;objectivos, com claros momentos de relaxe e&nbsp;outros de grande&nbsp;tens\u00e3o,&nbsp;e que sem d\u00favida daria um excelente&nbsp;espect\u00e1culo. Contudo,&nbsp;diverg\u00eancias&nbsp;no momento da discuss\u00e3o&nbsp;do texto,&nbsp;impediram-me&nbsp;de&nbsp;o encenar.&nbsp; O grupo ficou com o texto, que&nbsp;acabou por se perder;&nbsp;&nbsp;o&nbsp;pr\u00f3prio&nbsp;grupo&nbsp;se&nbsp;dissolveu. Pouco depois eu&nbsp;fundava o Cinema Oper\u00e1rio, no \u00e2mbito do&nbsp;qual realizei&nbsp;3&nbsp;filmes. Mas essa \u00e9 outra Hist\u00f3ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dois textos publicados<\/h2>\n\n\n\n<p>A&nbsp;an\u00e1lise&nbsp;feita&nbsp;a esta experi\u00eancia de agita\u00e7\u00e3o com teatro permitiu-nos observar a pertin\u00eancia desta&nbsp;forma de express\u00e3o art\u00edstica, ao permitir&nbsp;uma interven\u00e7\u00e3o&nbsp;pol\u00edtica&nbsp;r\u00e1pida, se necess\u00e1rio, perfeita adequa\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o em causa&nbsp;&#8211; era a&nbsp;&nbsp;vida no palco,&nbsp;muita discuss\u00e3o pol\u00edtica com o elenco e&nbsp;com os&nbsp;espectadores, e permitia&nbsp;que&nbsp;mais facilmente estes&nbsp;se revissem na est\u00f3ria,&nbsp;tomando partido &#8211; por exemplo, quando insultavam os&nbsp;pides, ou aplaudindo&nbsp;na vit\u00f3ria dos trabalhadores \u2013&nbsp;&nbsp;&#8230;&nbsp;e sem grandes custos de produ\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os dois textos foram publicados&nbsp;posteriormente, mas j\u00e1 n\u00e3o participei nesse trabalho. Foi um erro, porque os textos originais estavam pejados de emendas, altera\u00e7\u00f5es, contributos diversos, todo tipo de anota\u00e7\u00f5es que eu pr\u00f3prio, que as havia escrito, teria dificuldade, na altura&nbsp;da edi\u00e7\u00e3o, em decifrar.&nbsp;&nbsp;A equipe que os editou fez o que podia.&nbsp;&nbsp;Mas enfim&#8230;.&nbsp;T\u00eam o m\u00e9rito de existir e&nbsp;sempre podem dar uma ideia do que poder\u00e3o ter sido os&nbsp;espact\u00e1culos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Carlos Godinho&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>REVISITAR EXPERI\u00caNCIAS | O Teatro e o combate \u00e0 extrema-direita (7) Entramos num segundo ciclo&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3578,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[239,112],"tags":[205,57],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/gre1.png",656,429,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/gre1-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/gre1-300x196.png",300,196,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/gre1.png",640,419,false],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/gre1.png",640,419,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/gre1.png",656,429,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/gre1.png",656,429,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/gre1.png",656,429,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/gre1.png",656,429,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/gre1.png",656,429,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/gre1.png",520,340,false],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/gre1.png",382,250,false]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/especial-sf\/\" rel=\"category tag\">ESPECIAL-SF<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/especial-sf\/teatro\/\" rel=\"category tag\">TEATRO<\/a>","tag_info":"TEATRO","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3575"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3575"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3575\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3581,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3575\/revisions\/3581"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3578"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3575"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3575"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3575"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}