{"id":3604,"date":"2021-07-01T21:41:15","date_gmt":"2021-07-01T21:41:15","guid":{"rendered":"http:\/\/aep61-74.org\/?p=3604"},"modified":"2021-10-05T12:10:04","modified_gmt":"2021-10-05T12:10:04","slug":"e-se-fosse-proibido-dancar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2021\/07\/01\/e-se-fosse-proibido-dancar\/","title":{"rendered":"E se fosse proibido dan\u00e7ar?"},"content":{"rendered":"\n<p>TRIBUNA | Em tempos de pandemia, como agir em defesa do interesse comum sem adotar uma atitude submissa?<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente a import\u00e2ncia do papel da cultura, das artes e do pr\u00f3prio la\u00e7o social foi questionada face \u00e0 emerg\u00eancia sanit\u00e1ria provocada pela pandemia. A pol\u00e9mica tornou-se explosiva quando a quest\u00e3o dos apoios ao setor art\u00edstico e cultural em geral foi abordada numa perspetiva de valoriza\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria da pequena produ\u00e7\u00e3o local e dos setores menos institucionalizados. Mas ser\u00e1 vi\u00e1vel combater eficazmente uma doen\u00e7a, que se propaga pelo contacto e pela intera\u00e7\u00e3o entre pessoas e, ao mesmo tempo, desejar que quem se resguarda e simultaneamente protege os outros, mantenha uma atitude saud\u00e1vel, viva, n\u00e3o-submissa e solid\u00e1ria?<\/p>\n\n\n\n<p>Manuel Branco, de Grenoble, lan\u00e7a-nos uma ponte para o passado ao abordar o tema da proibi\u00e7\u00e3o dos bailes  durante a Segunda Guerra Mundial, atrav\u00e9s de uma proposta de visita guiada \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o patente no Museu da Resist\u00eancia e da Deporta\u00e7\u00e3o do Is\u00e8re.<\/p>\n\n\n\n<p>Acompanhemos pois o nosso guia e tentemos encontrar pistas para alimentar o debate sobre a DAN\u00c7A em espa\u00e7o p\u00fablico ou realizada em contextos coletivos e populares:<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery alignwide columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"495\" height=\"710\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/baile1-1.png\" alt=\"\" data-id=\"3606\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/baile1-1.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3606\" class=\"wp-image-3606\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/baile1-1.png 495w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/baile1-1-209x300.png 209w\" sizes=\"(max-width: 495px) 100vw, 495px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"607\" height=\"405\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/baile4.png\" alt=\"\" data-id=\"3607\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/baile4.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3607\" class=\"wp-image-3607\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/baile4.png 607w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/baile4-300x200.png 300w\" sizes=\"(max-width: 607px) 100vw, 607px\" \/><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p> <\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Os bailes proibidos, por Manuel Branco | Grenoble<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>O Museu da Resist\u00eancia e da Deporta\u00e7\u00e3o do Is\u00e8re<\/strong> &#8211; Casa dos Direitos do Homem organiza at\u00e9 3 de Janeiro de 2022 uma exposi\u00e7\u00e3o intitulada <strong><em>\u201cVoc\u00eas n\u00e3o voltar\u00e3o a dan\u00e7ar\u201d \u2013 <\/em><\/strong><em>Os bailes clandestinos de 1939 a 1945.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alice Buffet<\/strong> directora do museu, ap\u00f3s o sucesso da <em>\u201cColecta de objectos e documentos do per\u00edodo 1939-45\u201d<\/em>, com esta exposi\u00e7\u00e3o realiza uma iniciativa de grande import\u00e2ncia para &nbsp;desenterrar hist\u00f3rias e trazer at\u00e9 n\u00f3s a memoria desse per\u00edodo de ocupa\u00e7\u00e3o nazi durante o qual os bailes tiveram uma grande import\u00e2ncia&nbsp; na sociedade civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo mundo e pela Europa fora a intoler\u00e2ncia, a viol\u00eancia, as ideias fascistas, o racismo e a xenofobia procuram abrir brechas nas democracias \u00e9 por isso que este tipo de iniciativas \u00e9 cada vez mais importante para n\u00e3o deixar enterrar a memoria e esclarecer as novas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Entrar na dan\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p>Nos anos 20\/30 as dan\u00e7as populares regionais, a valsa, a polka  e outras animavam os franceses. Entretanto,  a java, o tango, a rumba, o fox-trop, o charleston, chegadas das Am\u00e9ricas, tornaram-se &nbsp;as suas dan\u00e7as preferidas  entre as duas guerras e, naturalmente, com toda aquela paix\u00e3o que os jovens podem ter pelo divertimento,  apareceram os primeiros <em>dancings<\/em> em Fran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Jovens e idosos, de todas as classes sociais, entram na dan\u00e7a e a proibi\u00e7\u00e3o dos bailes em 1940 nunca foi aceite pela popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A capitula\u00e7\u00e3o face aos nazis &nbsp;\u00e9 desmedida, o governo de Vichy em Maio de 1940 pro\u00edbe os bailes.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tinham medo de qu\u00ea ? do reencontro, das conversas, da troca de ideias, da demasiada liberdade das mulheres,&nbsp; dos corpos chegados uns aos outros num gesto de amor, talvez duradoiro. Como escreve Helder Costa a prop\u00f3sito do teatro <em>\u201c&#8230;quem tem prazer e alegria tem mais capacidade de revolta e de resist\u00eancia&#8230;.\u201d .<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Para a Igreja cat\u00f3lica este tipo de intera\u00e7\u00e3o era imoral, excep\u00e7\u00e3o feita dos bailes organizados por ela pr\u00f3pria para angariar fundos. Para os traidores a soldo do nazismo, esta posi\u00e7\u00e3o era insuport\u00e1vel porque de alguma forma queriam abafar o artigo primeiro da Declara\u00e7\u00e3o dos direitos do homem e do cidad\u00e3o de 1789<strong>, \u00a0Liberdade, Igualdade, Fraternidade<\/strong>. Em contrapartida  pretendiam impor as palavras de ordem: Trabalho, Fam\u00edlia, P\u00e1tria para submeter a popula\u00e7\u00e3o ao trabalho e ao sacrif\u00edcio. E de certo modo queriam culpabilizar a juventude francesa de ser demasiado mole e divertida, para justificarem a trai\u00e7\u00e3o face ao inimigo nazi.\u00a0\u00a0 \u00a0<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-cover alignwide has-background-dim-20 has-background-dim is-position-center-center\" style=\"min-height:375px\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"617\" height=\"416\" class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-3608\" alt=\"\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/baile2.png\" style=\"object-position:40% 26%\" data-object-fit=\"cover\" data-object-position=\"40% 26%\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/baile2.png 617w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/baile2-300x202.png 300w\" sizes=\"(max-width: 617px) 100vw, 617px\" \/><div class=\"wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow\">\n<p class=\"has-text-align-center has-text-color\" style=\"color:#fffffa;font-size:74px;line-height:1.1\"><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os balies clandestinos<\/h2>\n\n\n\n<p>Pro\u00edbem os bailes, multam, condenam quem organiza e quem dan\u00e7a, confiscam os acorde\u00f5es, <strong>e assim, nascem os bailes clandestinos por toda a Fran\u00e7a.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os bailes clandestinos eram organizados por toda a Fran\u00e7a, nas cidades nos recantos ao abrigo do olhar, nas aldeias recuadas ou em zonas da montanha, nas traseiras dos caf\u00e9s, nas habita\u00e7\u00f5es das propriedades agr\u00edcolas, nos t\u00faneis, em florestas isoladas&#8230;&#8230; o acorde\u00e3o e por vezes os pick-up ou a r\u00e1dio acompanhavam a dan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Denise com os seus 96 anos conta-nos<em>, \u201c&#8230;.os bailes eram proibidos mas n\u00f3s todos os s\u00e1bados \u00edamos dan\u00e7ar, junt\u00e1vamo-nos na pra\u00e7a da aldeia (Essert)&nbsp; e depois com os amigos mais conhecidos \u00edamos para casa dos meus pais na quinta, dan\u00e7\u00e1vamos na cozinha e na sala ao lado&#8230;. por vezes \u00edamos dan\u00e7ar para Nernier num caf\u00e9 que l\u00e1 havia \u00e0 beira do lago&#8230;..foi nestes bailes que conheci o meu futuro marido&#8230;.\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bailes e fundos para a Resist\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p>Houve bailes que terminaram de forma dram\u00e1tica, como foi o caso no castelo de Hab\u00e8re-Lullin que contou com  50 participantes e que ocorreu na noite de 25 para 26 de Dezembro 1943, numa aldeia agr\u00edcola nas montanhas de Haute-Savoie. Foi organizado por um grupo de jovens refract\u00e1rios do STO (Servi\u00e7o do Trabalho Obrigat\u00f3rio), para se divertirem e para angariarem alguns meios de subsist\u00eancia para a Resist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Denunciados e encaminhados por um traidor,&nbsp; tipo informador pidesco, um grupo da Nona Companhia Alem\u00e3 SS Polizei, armado at\u00e9 aos dentes, invadiu a sala do baile e assassinou 24 jovens cujas \u00fanicas armas eram a alegria de viver aquele momento. Levaram 19 mulheres e 17 jovens prisioneiros. Quinze foram deportados, seis deixaram l\u00e1 a vida. N\u00e3o saciados pelo terror cometido regaram com gasolina os corpos ensanguentados alinhados no ch\u00e3o da sala do baile e incendiaram os corpos e o castelo. &nbsp;Deixaram 24 cad\u00e1veres calcinados, irreconhec\u00edveis pelos familiares. O pr\u00e9dio ficou completamente destru\u00eddo, ficaram s\u00f3 com as paredes de p\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo caminho assassinaram com uma rajada de metralhadora, Eug\u00e8ne Duret, queijeiro de Hab\u00e8re-Lullin que saiu \u00e0 porta de casa para ver o que se passava. Mal sabia ele que o filho j\u00e1 tinha sido assassinado momentos antes.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery alignwide columns-2 is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"612\" height=\"387\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/baile6.png\" alt=\"\" data-id=\"3609\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/baile6.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3609\" class=\"wp-image-3609\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/baile6.png 612w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/baile6-300x190.png 300w\" sizes=\"(max-width: 612px) 100vw, 612px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"521\" height=\"707\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/baile5.png\" alt=\"\" data-id=\"3610\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/baile5.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3610\" class=\"wp-image-3610\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/baile5.png 521w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/baile5-221x300.png 221w\" sizes=\"(max-width: 521px) 100vw, 521px\" \/><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p>Mas a exposi\u00e7\u00e3o leva-nos no tempo at\u00e9 hoje procurando ligar esse passado triste com o presente, diz-nos que depois da liberta\u00e7\u00e3o da Fran\u00e7a os bailes continuaram ainda algum tempo proibidos pelo governo provis\u00f3rio s\u00f3 sendo autorizados no 1 de Maio de 1945. Podemos compreender esta medida dada a situa\u00e7\u00e3o de tristeza e desespero de muitas fam\u00edlias no fim da guerra. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a exposi\u00e7\u00e3o no p\u00e1tio nas traseiras do museu s\u00e3o organizados eventos, abertos ao publico e gratuitos, bailes, espect\u00e1culos ao ar livre etc&#8230;dia 20 de Junho foi a vez do \u201cBaile clandestino para as crian\u00e7as\u201d de 3 a 10 anos de idade acompanhadas por um adulto.<\/p>\n\n\n\n<p>Manuel Branco | Grenoble Junho 2021 | <em>Editado CR &#8211; SF &#8211; Atualizado 2\/07 \u00e0s 9h15<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized is-style-rounded\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/mbranco_SF-1024x573.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3070\" width=\"512\" height=\"287\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/mbranco_SF-1024x573.png 1024w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/mbranco_SF-300x168.png 300w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/mbranco_SF-768x430.png 768w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/mbranco_SF-678x381.png 678w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/mbranco_SF.png 1286w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TRIBUNA | Em tempos de pandemia, como agir em defesa do interesse comum sem adotar&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3611,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[118,240],"tags":[113],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/danser.png",492,328,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/danser-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/danser-300x200.png",300,200,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/danser.png",492,328,false],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/danser.png",492,328,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/danser.png",492,328,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/danser.png",492,328,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/danser.png",492,328,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/danser.png",492,328,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/danser.png",492,328,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/danser.png",492,328,false],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/danser.png",375,250,false]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/memorias-vivas\/historia-com-h-grande\/\" rel=\"category tag\">HIST\u00d3RIA-H<\/a> <a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/memorias-vivas\/\" rel=\"category tag\">MEM\u00d3RIAS VIVAS<\/a>","tag_info":"MEM\u00d3RIAS VIVAS","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3604"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3604"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3604\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3616,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3604\/revisions\/3616"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3611"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3604"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3604"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3604"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}