{"id":3824,"date":"2021-08-03T09:27:30","date_gmt":"2021-08-03T09:27:30","guid":{"rendered":"http:\/\/aep61-74.org\/?p=3824"},"modified":"2021-10-05T13:36:20","modified_gmt":"2021-10-05T13:36:20","slug":"trovador-poeta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/2021\/08\/03\/trovador-poeta\/","title":{"rendered":"Trovador-poeta"},"content":{"rendered":"\n<p>Combatentes da Liberdade | Zeca Afonso<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O SEM FRONTEIRAS presta uma homenagem a Zeca Afonso, de forma simples, procurando dar eco \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o da sua obra e da sua condi\u00e7\u00e3o de militante por ocasi\u00e3o do que seria o seu 92 anivers\u00e1rio.<\/h3>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignfull has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile is-vertically-aligned-center is-style-default\" style=\"grid-template-columns:auto 56%\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"316\" height=\"158\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/z2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3827 size-full\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/z2.png 316w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/z2-300x150.png 300w\" sizes=\"(max-width: 316px) 100vw, 316px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<h2 class=\"has-text-color wp-block-heading\" style=\"color:#000000\"><strong>Zeca Afonso<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color\" style=\"color:#636363;font-size:17px;line-height:1.1\">1929 &#8211; 1987<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Biografia<\/h2>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Manuel Cerqueira Afonso dos Santos \u2013 Jos\u00e9 Afonso, ou o Zeca Afonso para a fam\u00edlia, para os amigos, e para muitos \u2013 nasce a 2 de Agosto 1929 em Aveiro, Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p>A inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia, marcada pelas separa\u00e7\u00f5es familiares sempre que o pai, Juiz, iniciava fun\u00e7\u00f5es noutra col\u00f3nia Portuguesa, \u00e9 repartida por Portugal, Angola e Mo\u00e7ambique. Faz o liceu e a Universidade em Coimbra onde, a partir de 1940, integra diversos grupos de cantores estudantes acompanhados \u00e0 guitarra portuguesa \u2013 o fado de Coimbra \u2013 que, deambulando pelas ruas da cidade, oferecem serenatas em frente \u00e0 janela das raparigas homenageadas. Integra como cantor v\u00e1rias digress\u00f5es da Tuna e Orfe\u00e3o Acad\u00e9micos a Angola e Mo\u00e7ambique, onde impressiona pelo timbre not\u00e1vel e pela sua interpreta\u00e7\u00e3o muito pr\u00f3pria do fado cl\u00e1ssico. <\/p>\n\n\n\n<p>Em 1953, j\u00e1 casado e com dois filhos, Jos\u00e9 Afonso grava os seus dois primeiros discos na tradi\u00e7\u00e3o do fado de Coimbra, incluindo o \u201cFado das \u00c1guias\u201d da sua autoria. Em 1958 grava o disco \u201cBaladas de Coimbra\u201d, que marca o afastamento do fado de Coimbra e o in\u00edcio de uma fase musical de cria\u00e7\u00e3o de baladas e can\u00e7\u00f5es de grande densidade mel\u00f3dica e po\u00e9tica, acompanhadas \u00e0 guitarra cl\u00e1ssica, como \u201cMenino d\u2019Oiro\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Esta nova m\u00fasica exprime uma frescura inovadora que logo rasga o panorama convencional e atrai a aten\u00e7\u00e3o da PIDE, a pol\u00edcia pol\u00edtica do estado que vigia os opositores ao regime pr\u00f3-fascista de Salazar. <\/p>\n\n\n\n<p>Em 1961 grava \u201cBalada de Outono\u201d e termina o curso em Hist\u00f3rico-Filos\u00f3ficas com uma tese sobre J.P.Sartre e o existencialismo. Entre 1956 e 1964, Jos\u00e9 Afonso percorre o pa\u00eds como professor, leccionando em v\u00e1rias escolas e liceus do centro, Alentejo e Algarve. A PIDE segue-lhe o rasto. Jos\u00e9 Afonso inteira-se em cada um desses locais do universo familiar e s\u00f3cio-econ\u00f3mico dos alunos, estabelece rela\u00e7\u00f5es de amizade marcantes. E bebe a m\u00fasica popular de ra\u00edz etnogr\u00e1fica, muito usada nas aldeias e meios rurais, como os cantares durante o trabalho, quase sempre por mulheres, repletos de uma poesia alusiva \u00e0 natureza e aos ciclos das colheitas, aos bichos e bruxas, \u00e0s supersti\u00e7\u00f5es e est\u00f3rias que povoam essa cultura, e de grande riqueza r\u00edtmica (sobretudo nas Beiras). O cancioneiro portugu\u00eas passa assim a integrar a ess\u00eancia da obra de Jos\u00e9 Afonso.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1963 grava \u201cOs vampiros\u201d, ent\u00e3o logo proibida, que marca definitivamente a ruptura com a tradi\u00e7\u00e3o bolorenta do fado cl\u00e1ssico coimbr\u00e3o, irrompendo provocatoriamente pela paz podre na alvorada da guerra colonial. O regime envia os soldados portugueses para lutar contra os movimentos de liberta\u00e7\u00e3o em Africa. Apesar da censura, \u201cOs Vampiros\u201d propaga-se por todo o territ\u00f3rio portugu\u00eas, dentro e fora e torna-se voz de uma crescente revolta perante o endurecimento do regime, que prende e tortura qualquer opositor. \u00c9 uma can\u00e7\u00e3o de urg\u00eancia, t\u00e3o actual na altura como o \u00e9 hoje, que fala de tortura, imperialismo, explora\u00e7\u00e3o e dos seus mandat\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1964 viaja com a segunda mulher (de quem ter\u00e1 mais dois filhos) para Mo\u00e7ambique para ensinar. Na Beira reencontra o irm\u00e3o Jo\u00e3o Afonso, com quem partilha intensamente a literatura, o cinema e a m\u00fasica contempor\u00e2nea. Os dois partem em tardes de explora\u00e7\u00e3o para o bairro pobre e exclusivamente negro do Xipangara, falam com os moradores, gravam e filmam. <\/p>\n\n\n\n<p>Soa por toda a parte o som da Radio com a m\u00fasica dos townships do Soweto, de Miriam Makeba, mas tamb\u00e9m o dos marimbeiros da Zavala \u2013 criados dos vizinhos em frente \u2013 que tocavam incessantemente ap\u00f3s o trabalho, reunidos com as fam\u00edlias nas traseiras. Estas influ\u00eancias marcam definitivamente a evolu\u00e7\u00e3o musical (e tamb\u00e9m pol\u00edtica) de Jos\u00e9 Afonso.<\/p>\n\n\n\n<p>Cria uma s\u00e9rie de can\u00e7\u00f5es para a pe\u00e7a de teatro de Brecht \u201cA excep\u00e7\u00e3o e a Regra\u201d, pelo Teatro Amador da Beira, que consegue a sua estreia com aprova\u00e7\u00e3o da PIDE. Estas can\u00e7\u00f5es, que ser\u00e3o publicadas mais tarde dispersas por v\u00e1rios LPs (\u201cEu vou ser como a toupeira\u201d de 1972, \u201cCoro dos Tribunais\u201d de 1974, \u201cEnquanto h\u00e1 for\u00e7a\u201d de 1978), transportam a marca politizada da hist\u00f3ria do oprimido e do opressor. <\/p>\n\n\n\n<p>A PIDE for\u00e7a Jos\u00e9 Afonso a abandonar Mo\u00e7ambique. De regresso a Portugal, instala-se em Set\u00fabal nos finais de 1967 como professor. O pa\u00eds encontrava-se em ebuli\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica e Jos\u00e9 Afonso \u00e9 confrontado com uma vaga de expectativas quanto \u00e0 sua pessoa\/artista comprometido politicamente. Ainda responde a uma entrevista logo \u00e0 sua chegada no cais de Lisboa que vem para ser professor, mas tornar-se-ia no arauto das esperan\u00e7as de todo um povo, no trovador-poeta que canta o melhor e o pior de um pa\u00eds, no compositor genial que documenta a hist\u00f3ria no espa\u00e7o portugu\u00eas dos anos 50 at\u00e9 aos 80, que esculpe uma world music muito antes do termo surgir, cruzando \u00e9pocas, tradi\u00e7\u00f5es e influ\u00eancias desde a m\u00fasica tradicional portuguesa \u00e0 m\u00fasica tradicional e popular africana, inovando, com amigos, m\u00fasicos e companheiros de estrada, \u00e1lbum ap\u00f3s \u00e1lbum-<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1968 edita o seu segundo LP \u201cCantares do Andarilho\u201d para a editora Orfeu, iniciando um percurso de 14 anos sob o selo da editora de Arnaldo Trindade, e \u201cContos Velhos Rumos Novos\u201d (1969), dois anos marcados pelas lutas estudantis em Coimbra e prolet\u00e1rias na margem Sul, onde Jos\u00e9 Afonso participa e actua frequentemente. Seguem-se quatro sess\u00f5es de grava\u00e7\u00f5es internacionais para novos LP\u2019s em est\u00fadios de refer\u00eancia \u00e0 \u00e9poca \u2013 \u201cTraz Outro Amigo Tamb\u00e9m\u201d (1970) em Londres, \u201cCantigas do Maio\u201d (1971) em Paris, \u201cEu Vou Ser Como a Toupeira (1972) em Madrid, e \u201cVenham Mais Cinco\u201d (1973) de novo em Paris, j\u00e1 depois de ser preso pela PIDE em Abril desse ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Mar\u00e7o de 1974, no Encontro de M\u00fasica Portuguesa num Coliseu dos Recreios \u00e0 pinha, \u00e9 proibido de cantar (como outros) pela PIDE, mas o concerto termina com a m\u00fasica \u201cGr\u00e2ndola, Vila Morena\u201d cantada em un\u00edssono. A 25 de 1974, a \u201cGrandola\u201d \u00e9 a senha radiof\u00f3nica que confirma a revolu\u00e7\u00e3o militar despoletada pelo MFA para derrubar o regime. Nesse ano, Jos\u00e9 Afonso ainda edita \u201cCoro dos Tribunais\u201d, mas o per\u00edodo que se segue \u00e9 de intensa participa\u00e7\u00e3o cultural e pol\u00edtica, com in\u00fameros concertos e sess\u00f5es. Voltam as grava\u00e7\u00f5es em finais de 1976 com \u201cCom as Minhas Tamanquinhas\u201d e depois \u201cEnquanto H\u00e1 For\u00e7a\u201d (1978), \u00e1lbuns marcadamente pol\u00edticos e sociais mas tamb\u00e9m de grande pujan\u00e7a musical, num per\u00edodo de ressaca da revolu\u00e7\u00e3o e da \u2018normaliza\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica\u2019 imposta ap\u00f3s o contra-golpe de 25 de Novembro. <\/p>\n\n\n\n<p>Em 1979 edita \u201cFura Fura\u201d e mais tarde \u201cFados de Coimbra e Outras Can\u00e7\u00f5es\u201d (1981), que dedica ao Pai, onde revisita essa tradi\u00e7\u00e3o musical e a sua pr\u00f3pria g\u00e9nese criativa. Durante estes anos, Jos\u00e9 Afonso aposta progressivamente numa maior profissionaliza\u00e7\u00e3o do apoio musical, integrando no seu grupo e nas grava\u00e7\u00f5es de est\u00fadio m\u00fasicos que viriam, eles tamb\u00e9m (e incentivado por ele), a tornarem-se refer\u00eancias da m\u00fasica popular portuguesa (Fausto, Vitorino, J\u00falio Pereira, Janita Salom\u00e9).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1982, j\u00e1 diagnosticado com esclerose lateral amiotr\u00f3fica, actua em salas emblem\u00e1ticas em Bruxelas, no Th\u00e9\u00e2tre de la Ville em Paris e no festival Printemps de Bourges, culminando esta \u00faltima s\u00e9rie de espect\u00e1culos no concerto Ao Vivo no Coliseu, a 29 de Janeiro de 1983, editado em disco duplo mais tarde nesse ano.Grava \u201cComo se Fora seu Filho\u201d (1983), um disco-testamento que termina de facto em \u201cGalinhas do Mato\u201d (1985), onde Jos\u00e9 Afonso j\u00e1 tem de dirigir participa\u00e7\u00f5es de cantores convidados, sob a produ\u00e7\u00e3o musical de Jos\u00e9 M\u00e1rio Branco, J\u00falio Pereira e Fausto.<\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Afonso morre em Set\u00fabal, a 23 de Fevereiro de 1987. Mais de 30 000 pessoas sa\u00edram \u00e0 rua no seu funeral para prestar homenagem a uma das maiores figuras da m\u00fasica portuguesa, cujas letras e m\u00fasicas permanecem jovens, actuais e relevantes.<\/p>\n\n\n\n<p>A 25 de Abril de 2021, o single \u201cCoro de Primavera\u201d, do \u00e1lbum \u201cCantigas do Maio\u201d, marca um novo percurso de edi\u00e7\u00f5es da obra de Jos\u00e9 Afonso.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery alignwide columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"226\" height=\"187\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/z3.png\" alt=\"\" data-id=\"3828\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/z3.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3828\" class=\"wp-image-3828\"\/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"676\" height=\"604\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/z1-2.png\" alt=\"\" data-id=\"3829\" data-full-url=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/z1-2.png\" data-link=\"http:\/\/aep61-74.org\/?attachment_id=3829\" class=\"wp-image-3829\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/z1-2.png 676w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/z1-2-300x268.png 300w\" sizes=\"(max-width: 676px) 100vw, 676px\" \/><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>TRAZ OUTRO AMIGO TAMB\u00c9M<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00eddeo <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Traz outro amigo tamb\u00e9m - Jos\u00e9 Afonso\" width=\"640\" height=\"480\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5BQrcJKjvL0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">TERESA TORGA<\/h2>\n\n\n\n<p>Poema | Can\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group alignfull has-background is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow\" style=\"background-color:#f2f0e9\">\n<div style=\"height:70px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns alignwide are-vertically-aligned-center is-layout-flex wp-container-5 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:50%\">\n<p class=\"has-text-color\" style=\"color:#000000;font-size:30px;line-height:1.1\"><strong>Teresa Torga<\/strong><\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:50%\">\n<hr class=\"wp-block-separator has-text-color has-background is-style-wide\" style=\"background-color:#000000;color:#000000\"\/>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns alignwide is-layout-flex wp-container-9 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"676\" height=\"604\" src=\"http:\/\/aep61-74.org\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/z1-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3826\" srcset=\"https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/z1-1.png 676w, https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/z1-1-300x268.png 300w\" sizes=\"(max-width: 676px) 100vw, 676px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p>TERESA TORGA&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No centro da Avenida&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No cruzamento da rua&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0s quatro em ponto perdida&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dan\u00e7ava uma mulher nua\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A gente que via a cena&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Correu para junto dela&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No intuito de vesti-la&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas surge Ant\u00f3nio Capela\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Que aproveitando a barbuda&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 pensa em fotograf\u00e1-la&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mulher na democracia&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 biombo de sala&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<p>Dizem que se chama Teresa&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Seu nome \u00e9 Teresa Torga&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Muda o pick-up em Benfica&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Atura a malta da borga\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Aluga quartos de casa&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas j\u00e1 foi primeira estrela&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Agora \u00e9 modelo \u00e0 for\u00e7a&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Que o diga Ant\u00f3nio Capela\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>T&#8217;resa&nbsp;Torga T&#8217;resa&nbsp;Torga&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Vencida numa fornalha&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 bandeira sem luta&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 luta sem batalha\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Afonso&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:40px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">HOMENAGEM | N\u00e3o me obriguem a vir para a rua cantar<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Document\u00e1rio - N\u00e3o me Obriguem a Vir para a Rua Gritar\" width=\"640\" height=\"480\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Igv-z2IN154?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Combatentes da Liberdade | Zeca Afonso O SEM FRONTEIRAS presta uma homenagem a Zeca Afonso,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3830,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[240],"tags":[179],"featured_image_urls":{"full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/z4.png",488,326,false],"thumbnail":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/z4-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/z4-300x200.png",300,200,true],"medium_large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/z4.png",488,326,false],"large":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/z4.png",488,326,false],"1536x1536":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/z4.png",488,326,false],"2048x2048":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/z4.png",488,326,false],"covernews-slider-full":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/z4.png",488,326,false],"covernews-slider-center":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/z4.png",488,326,false],"covernews-featured":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/z4.png",488,326,false],"covernews-medium":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/z4.png",488,326,false],"covernews-medium-square":["https:\/\/nsf.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/z4.png",374,250,false]},"author_info":{"info":["Carlos Ribeiro"]},"category_info":"<a href=\"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/category\/memorias-vivas\/\" rel=\"category tag\">MEM\u00d3RIAS VIVAS<\/a>","tag_info":"MEM\u00d3RIAS VIVAS","comment_count":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3824"}],"collection":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3824"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3824\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3832,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3824\/revisions\/3832"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3830"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3824"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3824"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/nsf.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3824"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}